15 de setembro de 2016

Oferta de amor na virtude de invocação ao mais honrado da humanidade

Tuḥfat al-Ḥabībiyah, publicado em 1938 em Peshawar, é um livro pachto sobre as várias durood (frases ritualísticas de admiração) islâmicas, recitadas durante momentos de oração e em outros rituais de louvor ao profeta Maomé. A obra analisa uma série de tradições teológicas islâmicas e hadiths que discutem os benefícios de invocar o verso sallū ʻalyhi wasallimū taslīmá (Abençoai-o e saudai-o reverentemente; Alcorão 33:56), interpretado como uma referência a Maomé. Essas saudações são chamadas de “Salawat”. Um prefácio árabe (páginas de 3 a 6), uma seção de reconhecimento em pachto (páginas 6 e 7), e seis capítulos formam o conteúdo da obra. O capítulo um discute o significado, o contexto e as seis descrições do verso 56 no capítulo 33 do Alcorão. O capítulo dois fala sobre os benefícios e as obrigações dos muçulmanos recitando a Salawat quando leem ou mencionam o nome de Maomé. O capítulo três analisa o significado e o contexto do canto Jalla Jalaluh para louvar Alá. O capítulo quatro discute o valor da oferta da Salawat às sextas-feiras, e durante as cinco orações islâmicas diárias. O capítulo cinco trata do tempo e dos benefícios de oferecer a Salawat pouco antes e logo depois das cinco orações diárias. O capítulo seis (o mais longo) discute a invocação da Salawat e seus outros benefícios, conforme narrado especificamente em 40 hadiths (ditos de Maomé). O autor, Muhammad Amin Mahajir Pishawari, parece ter compilado a obra para Haji Fazl Ahad, um livreiro e cliente da região. O livro traz uma capa ilustrada e um índice. Muitos poemas persas místicos e ritualísticos, como vários de Jami (nas páginas 7, 14 e 74), aparecem ao longo do livro respaldando um argumento específico defendido pelo autor. A obra Tuḥfat al-Ḥabībiyah em pachto não deve ser confundida com a Tuḥfat al-Ḥabīb (Presente ao amado) em persa, uma história que data do início do século XX escrita pelo historiador da corte afegã Fayz Muhammad Katib Hazarah.

Ornamentos da montanha Tadjiques em Darvaz (Bucara Montanhosa)

Ornament gornykh tadzhikov Darvaza (Ornamentos da montanha Tadjiques em Darvaz) é uma obra produzida por um viajante e estudioso russo sobre a importante cultura da região de Darvaz, também conhecida como Bucara Montanhosa (no atual Tadjiquistão). A obra se concentra em dois objetos: bordados e meias. O livro começa apresentando um resumo sobre a área e sua população. O norte de Darvaz fica no lado oeste do Planalto do Pamir e na margem direita do rio Panj (áreas que formam a fronteira entre os atuais Afeganistão e Tadjiquistão). O autor descreve a terra como bonita, tranquila e exuberante. Por conta de invasões realizadas ao longo dos séculos e da proximidade com a rota que liga a Índia à Ásia Central, Darvaz tem uma população mista. O autor descreve cinco tipos de pessoas com base em suas características físicas e observa que as pessoas da região são na maioria muçulmanas sunitas, mas não muito religiosas. O livro contém cinco placas em cores e 15 placas em preto e branco. A seção sobre bordado discute como o bordado de seda é usado para decorar cortinas e roupas femininas, muitas vezes com desenhos de pássaros e uma árvore. Não é frequente o uso de cortinas no dia a dia, sendo mais comum mantê-las como herança familiar, principalmente em famílias abastadas. O autor explica que todos os povos da montanha usam meias; eles colocam dois ou três pares ao mesmo tempo durante o ano todo antes de vestir o muki (botas de couro bem macio), amarrado com um cadarço na parte de cima.

Gramática pachto

Qavaʼid-i Pushtū (Gramática pachto) é uma obra linguística produzida pela Tolanah Pachto (Academia Pachto), uma organização literária do governo afegão fundada em 1938 em Cabul para promover a língua, a literatura e a história dos pachtuns. Este manual específico foi escrito em persa por Muhammad Aʻzam Ayazi, membro da Tolanah Pachto, e publicado em 1939, tanto para leitores já falantes da língua pachto como para os interessados em aprender o idioma. O manual contém 224 páginas e está organizado em um índice detalhado, um texto de agradecimento e em 14 seções, cada uma das quais dividida em vários capítulos. A seção um (páginas de 1 a 10) é uma descrição detalhada do alfabeto pachto. A seção dois (páginas de 10 a 35) discute a morfologia da língua. A seção três (páginas de 36 a 51) aborda os adjetivos pachto, seus diversos tipos e uso. A seção quatro (páginas de 51 a 67) trata dos pronomes, do seu uso e da sua concordância na língua. A seção cinco (a mais longa; páginas de 67 a 146) estuda os verbos, suas diversas formas, uso e condições. A seção seis (páginas de 146 a 155) discute os advérbios pachtos. A seção sete (a mais curta; páginas de 155 a 158) fala sobre preposições. A seção oito (páginas de 158 a 161) trata das orações. A seção nove (páginas de 161 a 164) analisa as vogais. A seção dez (páginas de 164 a 173) aborda as palavras compostas. A seção 11 (páginas de 173 a 179) discute a silabação. A seção 12 (páginas de 179 a 181) fala sobre os sinais de pontuação. A seção 13 (erroneamente intitulada “seção 14”, páginas de 182 a 212) trata da formação de frases. E a seção 14 (páginas de 213 a 222) apresenta uma lista de infinitivos da língua pachto ao lado de seus equivalentes em persa. As páginas finais trazem uma lista com correções do texto.

Coleção da literatura tadjique

Numūnah-ʼi Adabīyāt-i Tājīk (Coleção da literatura tadjique) é um compêndio de obras poéticas produzidas por poetas tadjiques das idades média, moderna e contemporânea. A obra foi compilada e editada por Sadriddin Aini (de 1878 a 1954), considerado um poeta nacional no Tadjiquistão e de longe o mais erudito dos tadjiques nacionalistas. O compêndio foi publicado em Moscou pela Editora Central das Repúblicas Socialistas Soviéticas em 1926, apenas dois anos depois da criação da República Socialista Soviética Autônoma da Tadjique. Todas as obras no compêndio são bem conhecidas e encontradas em outros volumes e coleções publicados em regiões de língua persa; em conjunto essas obras representam a tradição literária persa nas regiões de língua persa da Ásia Central. O compêndio inclui um registro biográfico sobre Aini escrito pelo ativista político nacionalista iraniano Abolqosim Lohuti, um prefácio e três seções principais. A primeira seção inclui obras características de 80 poetas persas da idade média e moderna, incluindo Rudaki, Daqiqi, Farabi, Alisher Navoii (ou Nawa’i), entre outros. A segunda seção discute as obras poéticas de 132 poetas da língua persa do final de séculos XVIII e XIX. A seção três analisa o que Aini chama de “nova literatura tadjique”, surgida entre 1905 e 1925. Esses últimos poemas abordam a modernização, conhecida nos estudos da Ásia Central como jadidismo, e os desenvolvimentos sociais e políticos que aconteceram na região em consequência da Revolução Bolchevique. O compêndio apresenta três imagens de Aini. Cada seção começa com um curto prefácio e termina com um índice. Aini fornece um registro biográfico sobre a vida e a carreira de cada poeta. A publicação do compêndio foi um projeto patrocinado pelo Estado, ocorrido durante um período crucial da história, quando muitos países que atualmente são nações-estados independentes da Ásia Central foram, na época, declarados parte da União Soviética sob uma política de “delimitação nacional”.

Anīs para crianças, volume 7, edição 46, 29 de janeiro de 1976

Kamkayāno anīs (Anīs para crianças) é uma revista para jovens leitores no Afeganistão. A publicação que deu origem à revista, o jornal Anīs (publicado pela primeira vez em 6 de maio de 1927), foi nomeada em homenagem ao seu primeiro diretor, Muhyi al-Din Anis (falecido em 1938 ou 1939), um dos fundadores do jornalismo no Afeganistão. Anīs também significa “companheiro”, por isso o título Kamkayāno anīs pode ter um jogo de palavras que quer dizer “o companheiro das crianças”. Kamkayāno anīs começou a ser publicada na década de 1960. No início de sua publicação a revista tinha um título diferente (embora com o mesmo significado): Kūchnayāno anīs, e era dirigida por Tahir Paknahad. No começo da década de 1970 o nome da revista passou a ser Kamkayāno anīs. Na época, a publicação era semanal e incluía artigos, caricaturas, histórias, chistes, enigmas e carta dos leitores. Boa parte do conteúdo provinha de contribuições dos jovens leitores. A revista era escrita principalmente em persa, embora cada edição também apresentasse vários artigos em pachto. As primeiras posições de editor da Kamkayāno anīs contaram com figuras jornalísticas bem-conhecidas, como Shukriya Ra‘d (que também foi editor da revista Zhvandūn). Na década de 1970 a revista também publicou alguns artigos sobre a cultura e a sociedade americana, como podemos ver, por exemplo, em ensaios sobre as práticas agrícolas nos Estados Unidos e os programas de televisão para crianças, e encerrou suas publicações logo após a invasão do Afeganistão pela União Soviética em 1979. A revista reapareceu em 1990 com o editor Muhammad Mahdi Bashir.

Anīs para crianças, volume 7, edição 48, 12 de fevereiro de 1976

Kamkayāno anīs (Anīs para crianças) é uma revista para jovens leitores no Afeganistão. A publicação que deu origem à revista, o jornal Anīs (publicado pela primeira vez em 6 de maio de 1927), foi nomeada em homenagem ao seu primeiro diretor, Muhyi al-Din Anis (falecido em 1938 ou 1939), um dos fundadores do jornalismo no Afeganistão. Anīs também significa “companheiro”, por isso o título Kamkayāno anīs pode ter um jogo de palavras que quer dizer “o companheiro das crianças”. Kamkayāno anīs começou a ser publicada na década de 1960. No início de sua publicação a revista tinha um título diferente (embora com o mesmo significado): Kūchnayāno anīs, e era dirigida por Tahir Paknahad. No começo da década de 1970 o nome da revista passou a ser Kamkayāno anīs. Na época, a publicação era semanal e incluía artigos, caricaturas, histórias, chistes, enigmas e carta dos leitores. Boa parte do conteúdo provinha de contribuições dos jovens leitores. A revista era escrita principalmente em persa, embora cada edição também apresentasse vários artigos em pachto. As primeiras posições de editor da Kamkayāno anīs contaram com figuras jornalísticas bem-conhecidas, como Shukriya Ra‘d (que também foi editor da revista Zhvandūn). Na década de 1970 a revista também publicou alguns artigos sobre a cultura e a sociedade americana, como podemos ver, por exemplo, em ensaios sobre as práticas agrícolas nos Estados Unidos e os programas de televisão para crianças, e encerrou suas publicações logo após a invasão do Afeganistão pela União Soviética em 1979. A revista reapareceu em 1990 com o editor Muhammad Mahdi Bashir.