17 de agosto de 2016

Afeganistão: descrição histórica e geográfica do país; religião, usos e costumes de seus habitantes

El Afghanistan: Descripcion histórico-geográfica del país; religion, usos y costumbres de sus habitantes (Afeganistão: descrição histórica e geográfica do país; religião, usos e costumes de seus habitantes) é um pequeno livro em espanhol publicado em Madrid em 1878, para o uso de viajantes contemporâneos e outros interessados no Afeganistão. Na época em que foi publicado o livro era uma das poucas fontes disponíveis em espanhol sobre o país. A obra se divide em três partes. A primeira lida com a geografia e apresenta capítulos sobre diferentes regiões, dando certa atenção ao problema de delimitação das fronteiras entre o Afeganistão e a Índia Britânica (ou seja, o atual Paquistão). A segunda parte é dedicada à etnografia, e contém capítulos separados sobre afegãos, baluchis e outros diversos povos. A terceira parte é um resumo da história do Afeganistão. A obra traz um grande mapa desdobrável. O autor, Francisco García Ayuso, foi um importante orientalista durante o final do século XIX na Espanha. Depois de estudar na Universidade de Munique, retornou à Madrid, onde virou membro da Real Academia Española. Autor de livros sobre diversos assuntos, incluindo a religião do antigo Irã e a filologia sânscrita, Ayuso também ensinou muitos idiomas, como hebraico, árabe, persa, turco, sânscrito e sírio.

História dos mongóis, de Genghis Khan a Tamerlão

Histoire des Mongols, depuis Tchinguiz-Khan jusqu'à Timour Bey, ou Tamerlan (História dos mongóis, de Genghis Khan a Tamerlão), do barão Abraham Constantin d’Ohsson, é considerado o primeiro estudo ocidental sério sobre os mongóis. O livro foi publicado em Paris em 1824, reeditado nesta edição de quatro volumes em Amsterdã e Haia em 1834 e 1835. D’Ohsson nasceu na Turquia em 1779. Seu pai, Ignatius Mouradgea (1740 a 1807) era filho de mãe francesa e pai armênio católico que trabalhou como tradutor no consulado sueco em Esmirna, na Turquia Otomana, e adotou o nome d’Ohsson em 1787. Ignatius seguiu a carreira de seu pai e se tornou tradutor, trabalhando para a embaixada sueca em Constantinopla (atual Istambul). Isso permitiu que Abraham Constantin se mudasse para a Suécia em 1798, onde se formou pela Universidade de Uppsala e entrou para o corpo diplomático sueco. Ele teve uma notável carreira como diplomata e funcionário do governo, servindo em várias capitais europeias e em Estocolmo, recebendo mais tarde o título de barão. D’Ohsson também se dedicou à pesquisa científica e histórica e, além de seu próprio trabalho, ajudou a concluir e publicar a obra monumental de seu pai: Tableau général de l'Empire othoman (Visão geral do Império Otomano). Histoire des Mongols começa com uma análise das origens nômades dos mongóis, a ascensão de Genghis Khan (1162 a 1227), e as razões pelas quais os mongóis eram bem-sucedidos na guerra. Os volumes seguintes tratam das conquistas mongóis e a história do império até a época de Tamerlão (1336 a 1405) e da fundação da dinastia Timúrida. D’Ohsson trabalhou durante algum tempo na embaixada sueca em Paris, e sua pesquisa se baseou fortemente em manuscritos árabes, persas e sírios da Bibliothéque de la Nation (mais tarde a Bibliothéque nationale de France), bem como em fontes ocidentais. Por muitos anos a Histoire des Mongols se manteve como a obra clássica do assunto.

Oito anos na Ásia e na África, 1846 a 1855

Israel Joseph Benjamin (de 1818 a 1864) foi um judeu comerciante de madeiras de Falticeni, na Moldávia (na atual Romênia), que com 25 anos começou uma viagem em busca das Dez Tribos Perdidas de Israel. Autoproclamando-se “O Segundo Benjamin”, em homenagem a Benjamin de Tudela, viajante judeu espanhol do século XII, ele passou cinco anos visitando comunidades judaicas onde hoje ficam os territórios de Israel, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Irã, Armênia, Afeganistão, Índia, Singapura, China e Egito. Após um breve retorno à Europa, Benjamin passou mais três anos na Líbia, na Argélia, na Tunísia e em Marrocos. Ele registrou os primeiros cinco anos de viagens num livro que apareceu em francês em 1856 com o título Cinq années de voyage en orient 1846-1851 (Cinco Anos de Viagem no Oriente, de 1846 a 1851). Ele juntou os relatos das duas grandes jornadas para compilar um livro maior em alemão, publicado em 1858 com o título Acht Jahre in Asien und Afrika von 1846 bis 1855 (Oito Anos na Ásia e na África, de 1846 a 1855). Traduções para inglês e hebraico apareceram em 1859. No livro, Benjamin descreve as condições econômicas e sociais nas comunidades judaicas que visitou; ele também narra muitas tradições e lendas locais. Vários capítulos apresentam conclusões gerais sobre o estado das comunidades judaicas em diferentes regiões. A versão alemã que apresentamos aqui está encadernada com a edição portuguesa na cópia mantida pela Biblioteca do Congresso. O livro contém quatro tabelas sinópticas extraídas da Bíblia dos patriarcas judeus de Adão a Abraão, dos juízes de Moisés e Josué ao profeta Samuel, dos reis de Judá e dos reis de Israel. A obra conclui com um mapa desdobrável das viagens de Benjamin.

Refutação dos materialistas

Jamal al-Din al-Afghani (1838 a 1897) foi um pensador, ativista político e jornalista pan-islâmico que buscou restaurar a ideia islâmica e libertar o mundo muçulmano da influência ocidental. Muitos aspectos da sua vida e do seu histórico permanecem desconhecidos ou controversos, incluindo sua terra natal, sua filiação religiosa e a causa de sua morte. Ele provavelmente nasceu em Asadabad, perto da atual cidade de Hamadan, no Irã. Sua história mais conhecida começa a partir de seus 18 anos, com uma estadia de um ano na Índia que coincidiu com a Rebelião dos Sipais de 1857 a 1859. No que se tornaria uma vida de viagens constantes, al-Afghani logo foi a Meca para realizar o hajj, antes de retornar ao Afeganistão para servir o exército de Dost Mohammad Khan (1793 a 1863), governante do país. Em seguida al-Afghani ficou do lado de Mohammad Aʻzam, um dos filhos de Dost e que acabou perdendo o poder para seu irmão Sher Ali, que tinha o apoio dos britânicos. Com o tempo, o ativismo político de al-Afghani o levou a Paris, Londres, Teerã, São Petersburgo e Constantinopla. Foi durante sua segunda estadia no Egito (1871 a 1879) que ele consolidou seu papel como reformador. Al-Afghani encontrou em Cairo uma classe de jovens intelectuais que se juntou a ele, fundou jornais e usou esses jornais para disseminar suas ideias. Entre seus discípulos egípcios mais importantes estavam o estudioso Muhammad ‘Abduh, o jornalista ʻAbd Allah al-Nadim e os políticos nacionalistas Mustafa Kamil e Saʻd Zaghlul. A influência de Al-Afghani tanto no pensamento islâmico tradicionalista como no modernista continua até hoje. Al-Afghani foi um ativista que tentou realizar mudanças através do jornalismo político e do discurso público, não escrevendo muitos livros. Este tratado, intitulado al-Radd ʻalā al-dahrīyīn (Refutação dos materialistas), foi uma resposta às opiniões do pró-britânico Sir Sayyid Ahmad Khan, que havia argumentado que na ascensão das civilizações a ciência é mais importante que a religião. Originalmente escrito em persa logo após o exílio de al-Afghani do Egito para a Índia, o tratado foi traduzido para o árabe por seu aluno Muhammad ʻAbduh, com ajuda de Arif Efendi, assistente de al-Afghani.

Viagens no Império Mogol

Viagens no Império Mogol é a primeira tradução respeitável para o inglês do livro Histoire de la dernière révolution des états du Grand Mogol de François Bernier, publicado em Paris em 1670 e 1671. Bernier nasceu em Joué na região de Loire, na França, e cursou medicina na Universidade de Montpellier. Ansiando conhecer o mundo, em 1654 viajou para a Síria e Palestina. Em 1656 retornou ao Oriente Médio, onde viveu por um ano em Cairo, antes de navegar para o sul pelo Mar Vermelho com o objetivo de chegar a Gondar (na atual Etiópia). Ao saber que lá as condições para viajar eram inseguras, embarcou num navio com destino ao porto de Surat, na costa oeste da Índia. Bernier permaneceu na Índia por volta de 12 anos, de 1658 a 1669. No início ele trabalhou como médico pessoal de Dara Shikoh, o filho mais velho do imperador mogol Shahjahan e sucessor designado do imperador, e mais tarde para Daneshmand Khan, um nobre na corte do imperador Aurangzeb. Bernier foi testemunha de primeira mão da sangrenta guerra civil e da luta de sucessão de 1656 a 1659, em que Aurangzeb, irmão mais novo de Dara Shikoh, tomou o trono mogol. Em 1664 Bernier viajou com Aurangzeb a Caxemira, “comumente chamada de paraíso da Índia”, tornando-se provavelmente o primeiro europeu a visitar a província. Ele escreveu várias cartas extensas a correspondentes na França, nas quais fornecia descrições detalhadas das condições econômicas e dos costumes sociais e religiosos no norte da Índia, chegando a enviar uma a Jean-Baptiste Colbert, ministro da fazenda do rei Luís XIV. Essas cartas fazem parte da obra Viagens no Império Mogol. Junto com seus compatriotas Jean Chardin (1643 a 1713) e Jean-Baptiste Tavernier (1605 a 1689), os quais conheceu durante suas viagens, Bernier representava a fonte da maior parte do conhecimento que os europeus tinham sobre a Índia no final do século XVII e início do século XVIII. Além de pensador, Bernier também era aventureiro, e seu livro está repleto de explorações sobre diversos tópicos, como por exemplo a natureza dos átomos, as Tribos Perdidas de Israel, ventos e correntes, as chuvas e o rio Nilo. A obra traz um apêndice sobre a história da viagem à Índia, e contém um prefácio do tradutor, Irving Brock, um funcionário inglês de banco mercantil com interesses literários. O livro também apresenta ilustrações de cenas e pessoas notáveis, além de três mapas desdobráveis.

Cinco anos de viagem no Oriente, 1846 a 1851

Israel Joseph Benjamin (de 1818 a 1864) foi um judeu comerciante de madeiras de Falticeni, na Moldávia (na atual Romênia), que com 25 anos começou uma viagem em busca das Dez Tribos Perdidas de Israel. Autoproclamando-se “O Segundo Benjamin”, em homenagem a Benjamin de Tudela, viajante judeu espanhol do século XII, ele passou cinco anos visitando comunidades judaicas onde hoje ficam os territórios de Israel, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Irã, Armênia, Afeganistão, Índia, Singapura, China e Egito. Após um breve retorno à Europa, Benjamin passou mais três anos na Líbia, na Argélia, na Tunísia e em Marrocos. Ele registrou os primeiros cinco anos de viagens num livro que apareceu em francês em 1856 com o título Cinq années de voyage en orient 1846-1851 (Cinco Anos de Viagem no Oriente, de 1846 a 1851). Ele juntou os relatos das duas grandes jornadas para compilar um livro maior em alemão, publicado em 1858 com o título Acht Jahre in Asien und Afrika von 1846 bis 1855 (Oito Anos na Ásia e na África, de 1846 a 1855). Traduções para inglês e hebraico apareceram em 1859. No livro, Benjamin descreve as condições econômicas e sociais nas comunidades judaicas que visitou; ele também narra muitas tradições e lendas locais. Vários capítulos apresentam conclusões gerais sobre o estado das comunidades judaicas em diferentes regiões. Aqui apresentamos a edição em francês de 1856, que na cópia mantida pela Biblioteca do Congresso encontra-se encadernada com as últimas edições em alemão, inglês e hebraico.