18 de julho de 2016

Akbar, o Grande Mogol, de 1542 a 1605

Akbar, o Grande Mogol, de 1542 a 1605 é uma biografia de Akbar I (no poder de 1556 a 1605), o terceiro e maior dos imperadores mogois da Índia. O autor, Vincent Arthur Smith, era um historiador e antiquário irlandês que serviu no Serviço Civil Indiano antes de virar bolsista e pesquisador em tempo integral. Após assumir o trono, mesmo ainda jovem Akbar consolidou e ampliou o Império Mogol com sucesso. Ele instituiu reformas na estrutura fiscal, na organização e no controle do exército, e no estabelecimento religioso e sua relação com o Estado. Akbar também foi patrono da cultura e das artes, e tinha um forte interesse na religião e nas possíveis fontes de conhecimento religioso. O livro apresenta a ascendência e os primeiros anos de Akbar; sua ascensão ao trono e sua regência sob Bayram Khan; suas muitas conquistas, incluindo Bihar, o reino afegão de Bengala, Malwa, Gujarate, Caxemira, Sind, partes de Orissa e áreas do Planalto do Decão; e a anexação de outros territórios que alcançou por meio da diplomacia, incluindo Baluquistão e Candaar. O livro dedica uma atenção considerável às crenças e aos interesses religiosos de Akbar. Em várias ocasiões Akbar solicitou que as autoridades portuguesas em Goa enviassem sacerdotes à sua corte para lhe ensinar sobre o cristianismo, e o livro narra as histórias das três missões jesuítas organizadas em resposta a esses pedidos. Muçulmano de origem sunita, Akbar também buscou aprender com estudiosos xiitas, místicos sufis e hindus, jainistas e pársis. Os últimos quatro capítulos do livro não estão em ordem cronológica, mas tratam das características pessoais de Akbar, instituições civis e militares do império, as condições sociais e econômicas do povo, e literatura e arte. O livro contém uma cronologia detalhada da vida e do reinado de Akbar e uma bibliografia comentada. A obra também inclui mapas e ilustrações. Os mapas da Índia em 1561 e em 1605 mostram a extensão das conquistas de Akbar, e esboços cartográficos ilustrando suas principais campanhas militares.

Oito Anos na Ásia e na África, de 1846 a 1855

Israel Joseph Benjamin (de 1818 a 1864) foi um judeu comerciante de madeiras de Falticeni, na Moldávia (na atual Romênia), que com 25 anos começou uma viagem em busca das Dez Tribos Perdidas de Israel. Autoproclamando-se “O Segundo Benjamin”, em homenagem a Benjamin de Tudela, viajante judeu espanhol do século XII, ele passou cinco anos visitando comunidades judaicas onde hoje ficam os territórios de Israel, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Irã, Armênia, Afeganistão, Índia, Singapura, China e Egito. Após um breve retorno à Europa, Benjamin passou mais três anos na Líbia, na Argélia, na Tunísia e em Marrocos. Ele registrou os primeiros cinco anos de viagens num livro que apareceu em francês em 1856 com o título Cinq années de voyage en orient 1846-1851 (Cinco Anos de Viagem no Oriente, de 1846 a 1851). Ele juntou os relatos das duas grandes jornadas para compilar um livro maior em alemão, publicado em 1858 com o título Acht Jahre in Asien und Afrika von 1846 bis 1855 (Oito Anos na Ásia e na África, de 1846 a 1855). Traduções para inglês e hebraico vieram em 1859. No livro, Benjamin descreve as condições econômicas e sociais nas comunidades judaicas que visitou; ele também narra muitas tradições e lendas locais. Vários capítulos apresentam conclusões gerais sobre o estado das comunidades judaicas em diferentes regiões. Aqui apresentamos a edição em inglês, que na cópia mantida pela Biblioteca do Congresso encontra-se encadernada com as edições em francês, alemão e hebraico.

Relato do Reino de Cabul, e de suas Dependências na Pérsia, Tartária e Índia

Mountstuart Elphinstone (de 1779 a 1859) era um administrador na Companhia das Índias Orientais que em 1808 foi enviado pelas autoridades da Índia Britânica ao Afeganistão com a missão de concluir um acordo com Shah Shuja Durrani, governante afegão. Desconfiado das intenções britânicas e envolvido numa luta interna pelo poder, Shah Shuja não autorizou o avanço de Elphinstone e seu grupo além de Peshawar (no atual Paquistão), na época parte do Império Durrani. Elphinstone permaneceu em Peshawar durante vários meses, onde se encontrou com Shah Shuja e obteve informações sobre o Afeganistão de várias fontes, incluindo comerciantes, viajantes e professores islâmicos. O resultado foi um relatório detalhado para a Companhia das Índias Orientais, que Elphinstone mais tarde transformou no Relato do Reino de Cabul, e de suas Dependências na Pérsia, Tartária e Índia, publicado em 1815. O livro é organizado de forma lógica e sistemática. Após uma introdução que descreve a missão de 1808 a 1809, a obra apresenta livros sobre a geografia, os habitantes do Afeganistão e seus costumes e estilo de vida, as tribos afegãs, as províncias e o governo real de Cabul. Os apêndices abordam a história do reino desde a fundação da monarquia Durrani; a narrativa de um certo Sr. Durie, um manipulador de remédios meio-inglês e meio-indiano, sobre sua jornada pelo Afeganistão; um relato de países vizinhos, incluindo Kafiristão (uma região no leste do Afeganistão conquistada em 1896, atual Província de Nuristão); um trecho do livro de memórias do tenente Macartney, o topógrafo do grupo de Elphinstone que desenhou um mapa detalhado do Afeganistão; e um vocabulário de palavras da língua pastó. O livro inclui placas coloridas que retratam afegãos de diferentes grupos étnicos e um enorme mapa dobrável. Relato do Reino de Cabul se tornou um clássico, e durante décadas foi considerado por britânicos e outros europeus como fonte confiável de informações sobre o Afeganistão. Elphinstone continuou trabalhando em diversos ofícios na Índia Britânica e escreveu outros livros, incluindo História da Índia: os Períodos Hindu e Maometano (1841).

Ariana Antiqua: Relato Descritivo de Antiguidades e Moedas do Afeganistão

Ariana Antiqua é um importante tratamento acadêmico arcaico de moedas antigas e outras antiguidades descobertas no Afeganistão e em regiões adjacentes do atual Paquistão. Grande parte da obra é voltada para as descobertas de Charles Masson (de 1800 a 1853), um viajante e explorador britânico que na década de 1830, trabalhando nas proximidades de Cabul e Peshawar, acumulou uma coleção de mais de 80.000 moedas de ouro, prata e bronze enquanto trabalhava para a Companhia das Índias Orientais. O livro foi compilado e teve a maior parte escrita por H. H. Wilson, professor de sânscrito em Oxford. O capítulo um apresenta um relato de uma pesquisa numismática e antiquária no Afeganistão conduzida até o final da década de 1830. O capítulo dois é uma narrativa de Masson sobre seu estudo de topes (monumentos em forma de cúpula usados por budistas ou janaístas como relicários ou santuários comemorativos, mais conhecidos como estupas), e de monumentos sepulcrais no Afeganistão. O capítulo três é um estudo de referências a “Ariana”, o nome que antigos autores gregos, como Eratóstenes e Estrabão, deram ao Afeganistão. O capítulo quatro aborda todas as dinastias que governaram o Afeganistão depois da morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. até a primeira invasão islâmica da Índia no século XII.  O livro contém placas com ilustrações de topes, antiguidades, moedas e uma reconstrução do alfabeto ariano, bem como um enorme mapa desdobrável identificado como “Mapa de Ariana Antiqua: Países entre a Pérsia e a Índia conforme Conheciam os Antigos através das Marchas de Alexandre”, com nomes de lugares gregos fornecidos por Wilson.

Russos em Merv e Herat, e seu Poder de Invasão contra a Índia

Russos em Merv e Herat, e seu Poder de Invasão contra a Índia é um relato da política russa na Ásia Central e de possíveis intenções russas sobre o Afeganistão e a Índia no final do século XIX, escrito de uma perspectiva britânica. Entre os tópicos abordados encontramos escritos de militares russos na Ásia Central e Índia; a análise do estado-maior geral russo sobre a Segunda Guerra Anglo-Afegã (de 1878 a 1880); as viagens de diplomata russo Pavel M. Lessar de Ashgabad (atual Asgabate, no Turcomenistão) a Sarakhs (no atual Irã), e de Sarakhs a Herat, no Afeganistão; a construção de ferrovias russas na Ásia Central; o aumento da potência naval russa no Mar Cáspio; e o desenvolvimento da indústria petrolífera em Baku (no atual Azerbaijão). O livro prevê que numa crise futura com a Grã-Bretanha, é quase certo que a Rússia, diferente de crises anteriores ou durante a Guerra da Crimeia, atacaria a Índia Britânica. O autor, Charles Thomas Marvin (de 1854 a 1890), foi um escritor e ex-membro do Ministério das Relações Exteriores que vivera muitos anos na Rússia, inicialmente com seu pai, que trabalhava em São Petersburgo, e mais tarde como um correspondente para um jornal britânico. O livro se baseia em entrevistas que Marvin realizou em 1882 com os principais militares e líderes políticos russos, e apresenta traduções de longos trechos de livros e relatórios russos de certa importância. A obra inclui desenhos de artistas russos, que o autor afirma “serem as primeiras ilustrações de Merv e da região turcomana a aparecerem neste país”. O livro contém três anexos, incluindo um longo ensaio sobre a marinha russa, apenas parcialmente relacionada com o tema principal da obra.    

Ruhainah, a Criada de Herat: uma História da Vida Afegã

Ruhainah, a Criada de Herat: uma História da Vida Afegã é um romance histórico fortemente baseado em eventos ocorridos no Afeganistão durante a Primeira Guerra Anglo-Afegã (de 1839 a 1842). A heroína do livro, Ruhainah, é uma ex-escrava de Caxemira que trabalhava no harém de um poderoso chefe tribal afegão que, após a morte do chefe, casa-se com Bertrand Bernard, um oficial britânico fictício inspirado numa pessoa real. O autor, Thomas Patrick Hughes (de 1838 a 1911), era um diácono anglicano, originalmente de Shropshire, na Inglaterra, que passou quase 20 anos na missão da Sociedade Missionária da Igreja (SMI) em Peshawar (no atual Paquistão), Província da Fronteira Noroeste, na Índia Britânica. Hughes dominava alguns idiomas, como persa, pastó, árabe e urdu, e ficou profundamente interessado na língua e na cultura dos moradores da região de Peshawar. Entre seus feitos estão a construção de uma igreja anglicana em Peshawar, a fundação de uma biblioteca e a coleção de manuscritos na língua pastó que deixou como herança ao Museu Britânico. Em março de 1884 Hughes partiu da Índia para a Inglaterra, mas não encontrando uma posição que lhe fosse adequada na Igreja da Inglaterra, em maio do ano seguinte emigrou com sua esposa e família para os Estados Unidos.Em seu primeiro ano no país, publicou Ruhainah, a Criada de Herat, no começo usando o pseudônimo Evan Stanton. Embora estivesse longe de ser uma grande obra literária, o livro se popularizou e ganhou várias edições. Aqui apresentamos uma edição de 1896, publicada com o próprio nome de Hughes. O autor também produziu o Dicionário do Islã: Enciclopédia de Doutrinas, Ritos, Cerimônias e Costumes, Acompanhados por Termos Técnicos e Teológicos da Religião Muçulmana, uma importante obra acadêmica publicada pela primeira vez em 1885 e com várias edições ao redor do mundo.