27 de julho de 2016

Discursos de Lord Curzon de Kedleston

George Nathaniel Curzon (de 1859 a 1925) serviu como vice-rei e governador-geral da Índia de 1899 a 1905. Como chefe do governo britânico na Índia, ele instituiu amplas reformas na burocracia colonial, organizou um programa de combate à fome de 1899 a 1900, e promulgou reformas agrícolas destinadas a aumentar a produção de alimentos. Ele também modernizou a polícia, as ferrovias, o sistema de ensino e as universidades, estabeleceu a Província da Fronteira Noroeste (no atual Paquistão), perto da fronteira com o Afeganistão, criou um departamento geral para arqueologia, e lançou um extenso programa para restaurar importantes monumentos históricos e culturais na Índia, incluindo, por exemplo, o Taj Mahal. Apesar de receber muitos elogios pelas reformas que beneficiaram grandemente os indianos, historiadores criticam Curzon por sua atitude de essência paternalista para com o país e sua incapacidade de perceber o surgimento da nova elite nacionalista associada ao Congresso Nacional Indiano. Aqui apresentamos uma compilação de quatro volumes dos discursos proferidos por Curzon durante seu mandato na Índia, publicado pelo governo indiano em Calcutá. Estão inclusas ambas as declarações em sessões formais do Conselho Legislativo do Vice-Rei, além de discursos em conferências, reuniões e ocasiões cerimoniais. Os discursos tratam de vários tópicos, entre eles estão economia, orçamento e finanças, administração civil e militar, cultura, arte e monumentos antigos. Um ponto marcante enquanto Curzon esteve na Índia foi o grandioso durbar realizado em Déli em janeiro de 1903, para comemorar a ascensão do rei Eduardo VII. Os discursos de Curzon nos eventos do durbar são apresentados no volume três. Também vale mencionar o último discurso no volume quatro, o discurso de despedida que Curzon proferiu no Byculla Club em Bombaim em 16 de novembro de 1905, declarando que sempre se esforçou para o bem da Índia, e concluiu dizendo: “Eu tenho trabalhado por um único propósito. Deixe a Índia ser meu juiz”. Mais tarde Curzon passou a trabalhar na Câmara dos Lordes e como secretário de relações exteriores da Grã-Bretanha de 1919 a 1924.

Cartas sobre a Índia: na Fronteira Afegã

James Darmesteter (de 1849 a 1894) foi um grande estudioso francês sobre o Irã francês que a partir de 1885 trabalhou como professor de língua e literatura persa no Collège de France em Paris. Seus principais campos de estudo eram a filologia iraniana e a religião zoroástrica. Sua maior realização acadêmica consistiu na tradução do Avesta, os antigos textos sagrados remanescentes dos zoroastristas. Darmesteter também tinha muito interesse na língua e na história do Afeganistão. Em 1886 e 1887 ele realizou uma missão filológica de onze meses à Índia, subsidiada pelo Ministério da Educação francês. Durante a missão, passou a maior parte do tempo na região da Fronteira Noroeste de Punjab, onde estudou pastó, não como língua literária de textos escritos, mas como língua viva. Auxiliado por dois amanuenses locais, transcreveu textos de canções interpretadas por cantores populares. Após seu retorno a Paris, Darmesteter publicou Chants populaires des Afghans (Canções Populares dos Afegãos), uma coleção de mais de 100 canções em escrita pastó, com traduções comentadas para o francês. Em 1888 Darmesteter também publicou um volume de acompanhamento com base em suas viagens na Fronteira Noroeste, Lettres sur l’Inde: À la frontière afghane (Cartas Sobre a Índia: na Fronteira Afegã), obra que apresentamos aqui. O livro contém breves capítulos literários sobre a jornada de Darmesteter; lugares como Peshawar, Yagistan, Abbottabad e Lahore; os emires e as dinastias afegãos; a filosofia afegã; o célebre afegão poeta-guerreiro Khushal Khan Khatak (também conhecido como Khwushhal); e os capítulos que discutem histórias, cultura e situações contemporâneas dos afridi, baluchis, ghilzi (ou ghilji), pastós, hazaras e outros povos do Afeganistão e do atual Paquistão.

Canções Populares dos Afegãos

James Darmesteter (de 1849 a 1894) foi um grande estudioso francês sobre o Irã francês que a partir de 1885 trabalhou como professor de língua e literatura persa no Collège de France em Paris. Seus principais campos de estudo eram a filologia iraniana e a religião zoroástrica. Sua maior realização acadêmica consistiu na tradução do Avesta, os antigos textos sagrados remanescentes dos zoroastristas. Darmesteter também tinha muito interesse na língua e na história do Afeganistão. Em 1886 e 1887 ele realizou uma missão filológica de onze meses à Índia, subsidiada pelo Ministério da Educação francês. Durante a missão, passou a maior parte do tempo na região da Fronteira Noroeste de Punjab, onde estudou pastó, não como língua literária de textos escritos, mas como língua viva. Auxiliado por dois amanuenses locais, transcreveu textos de canções interpretadas por cantores populares. Ele aumentou ainda mais sua coleção com canções escritas por vários autores britânicos. Após seu retorno a Paris, Darmesteter publicou a obra que apresentamos aqui: Chants populaires des Afghans (Canções Populares dos Afegãos), uma coleção de mais de 100 canções em escrita pastó, com traduções comentadas para o francês. Ele agrupou as canções em cinco categorias: “Chansons historiques” (Canções históricas); “Chansons religieuses” (Canções religiosas); “Légendes romanesques” (Romances); “Chansons d’amour” (Canções de amor), e “Moeurs et folklore” (Costumes e folclore). O prefácio de Darmesteter, que contém mais de 200 páginas, inclui uma análise aprofundada da fonologia e morfologia pastó, um esboço da literatura e história afegãs, e uma visão geral da literatura popular dos afegãos. O livro também inclui vários apêndices e quatro índices (lexicográficos, geográficos, étnicos e de nomes próprios de pessoas). O conteúdo da obra é apresentado na seguinte ordem: prefácio, traduções francesas, apêndices e índices (toda a leitura da esquerda para a direita), e textos pastó originais (leitura da direita para a esquerda). Darmesteter publicou um volume de acompanhamento com base em suas viagens na Fronteira Noroeste, Lettres sur l’Inde: À la frontière Afghane (Cartas Sobre a Índia: na Fronteira Afegã), obra que apresentamos aqui.

História dos Samânidas

Mir Khvand (de 1433 a 1498) foi um proeminente historiador e historiógrafo do século XV a serviço da corte timúrida em Herat, no Afeganistão, e patrocinado por Mir ʻAli-Sir Navaʼi. Ele escreveu uma obra sobre a história do mundo em sete volumes que inclui fatos ocorridos até 1506, o último volume dos quais concluído por seu neto, Khvand Mir, outro importante historiador persa. Histoire des Samanides (História dos Samânidas) é uma tradução do orientalista francês Charles François Defrémery (de 1822 a 1883) de uma parte da obra mais extensa. O livro inclui uma breve introdução, o texto persa, a tradução francesa, e um conjunto detalhado de anotações que refletem o cuidadoso estudo histórico e linguístico de Defrémery. O Império Samânida (de 819 a 999) foi fundado por Saman Khuda, um proprietário de terras originalmente de Balkh, no norte do Afeganistão, área que atualmente compreende parte do Uzbequistão e leste do Irã. Em seu auge o império se expandiu por partes dos atuais territórios do Irã, Uzbequistão, Afeganistão, Paquistão e Tajiquistão. Os samânidas eram conhecidos por seu apoio ao comércio, à ciência e às artes. Eles ampliaram profundamente a cultura persa e islâmica na Ásia Central e até comercializaram com partes da Europa. As obras do poeta Firdawsi, moedas de prata samânidas, e novas formas de cerâmica estão entre os destaques da cultura samânida. Defrémery também publicou uma edição editada de outra parte da história de Mir Khvand, L’histoire des sultans du Kharezm (1842). Defrémery estudou no Collège de France e na École des Langues Orientales em Paris, e lecionou por muitos anos no Collège de France. Ele publicou importantes estudos sobre a literatura e a história tanto dos árabes quanto dos persas, e concluiu uma tradução de chagatai turco para o francês das memórias do imperador mogol Babur.

Atual Pérsia

La Perse d'aujourd’hui é um relato das viagens do autor por partes da Pérsia (atual Irã) e na Mesopotâmia (atual Iraque), durante a segunda metade de 1906 e o primeiro semestre de 1907. Entre os locais visitados estão territórios que, como consequência de mudanças territoriais posteriores, atualmente fazem parte do Azerbaijão e do leste da Turquia. Nessa época a Mesopotâmia fazia parte do Império Otomano. O autor, Léon Eugène Aubin Coullard Descos (de 1863 a 1931), era um diplomata e escritor francês que trabalhou de 1905 a 1907 como ministro francês em Teerã. A maioria dos capítulos é dedicada a viagens e lugares específicos, como por exemplo o caminho para Tauris (atual Tabriz), a cidade de Tabriz, uma viagem ao redor do Lago Úrmia (na atual cidade de Úrmia), as regiões curdas a oeste do Lago Úrmia, uma viagem de Tabriz ao Mar Cáspio, e uma viagem de Teerã a Isfahan e estadia na cidade de Isfahan. Outros capítulos abordam temas ou tópicos específicos, incluindo o xiismo, a Convenção Anglo-Russa de 1907, a revolução persa de 1905 a 1906, costumes persas e cidades santas xiitas. O livro contém um grande mapa desdobrável colorido mostrando a Pérsia e partes do Iraque, do Afeganistão, do Azerbaijão e da Turquia, indicando também as rotas percorridas por Aubin entre 1906 e 1907. Um mapa adicional no canto superior direito mostra o Lago Úrmia, com Tabriz ao leste e Curdistão ao oeste. Outro mapa adicional pequeno no canto inferior esquerdo apresenta a divisão da Pérsia em zonas de influência russa, britânica e neutra de acordo com a Convenção Anglo-Russa de 31 de agosto de 1907. Aubin, que publicou vários livros sob o pseudônimo Eugène Aubin, também foi autor de Les Anglais aux Indes et en Égypte (1899), Le Maroc d’aujourd’hui (1904), Le Chiisme et la Nationalité persane (1908), e En Haïti: Planteurs d’autrefois, nègres d’aujourd’hui (1910).

Memórias e Correspondências do Major-General Sir William Nott

Sir William Nott (de 1782 a 1845) foi um oficial do exército na Companhia das Índias Orientais que comandou as forças britânicas e anglo-indianas durante a Primeira Guerra Anglo-Afegã (de 1839 a 1842). Ele nasceu numa modesta família de agricultores em Glamorganshire, Gales, e teve um ensino fundamental de pouca qualidade. Em 1800 embarcou para a Índia, e foi patenteado no exército da Companhia das Índias Orientais. Por muitos anos comandou uma sucessão de regimentos de infantaria autóctones. Ao longo de sua carreira militar, Nott passou a admirar as qualidades militares dos sipais (soldados indianos que serviram no exército da Companhia das Índias Orientais), que para ele eram melhores em comparação com as dos soldados britânicos. Antes de a Guerra Anglo-Afegã começar Nott era coronel, mas logo foi promovido a general. Ele comandou as tropas britânicas e autóctones em diversas batalhas bem-sucedidas e em 13 de janeiro de 1842 foi nomeado comandante de todas as tropas britânicas e anglo-indianas no sul do Afeganistão e em Sind. Em 30 de agosto de 1842 ele conquistou uma importante vitória sobre as forças afegãs perto de Gázni, resultando na tomada de Cabul e finalmente no fim da guerra. Após trabalhar como residente na corte de Lucknow, Nott voltou para a Inglaterra, onde dentro de dois anos faleceu. Este livro foi compilado postumamente por J. H. Stocqueler, autor de vários livros de biografia e história militar britânica, e tomou como base documentos pertencentes às filhas de Nott. O volume dois da obra apresenta um longo apêndice contendo documentos referentes às atividades de Nott no Afeganistão, alguns escritos pelo próprio Nott, mas a maioria por outros oficiais. Nott é considerado pelos historiadores como sem dúvida o melhor general britânico na Guerra Anglo-Afegã.