Canções Populares dos Afegãos

James Darmesteter (de 1849 a 1894) foi um grande estudioso francês sobre o Irã francês que a partir de 1885 trabalhou como professor de língua e literatura persa no Collège de France em Paris. Seus principais campos de estudo eram a filologia iraniana e a religião zoroástrica. Sua maior realização acadêmica consistiu na tradução do Avesta, os antigos textos sagrados remanescentes dos zoroastristas. Darmesteter também tinha muito interesse na língua e na história do Afeganistão. Em 1886 e 1887 ele realizou uma missão filológica de onze meses à Índia, subsidiada pelo Ministério da Educação francês. Durante a missão, passou a maior parte do tempo na região da Fronteira Noroeste de Punjab, onde estudou pastó, não como língua literária de textos escritos, mas como língua viva. Auxiliado por dois amanuenses locais, transcreveu textos de canções interpretadas por cantores populares. Ele aumentou ainda mais sua coleção com canções escritas por vários autores britânicos. Após seu retorno a Paris, Darmesteter publicou a obra que apresentamos aqui: Chants populaires des Afghans (Canções Populares dos Afegãos), uma coleção de mais de 100 canções em escrita pastó, com traduções comentadas para o francês. Ele agrupou as canções em cinco categorias: “Chansons historiques” (Canções históricas); “Chansons religieuses” (Canções religiosas); “Légendes romanesques” (Romances); “Chansons d’amour” (Canções de amor), e “Moeurs et folklore” (Costumes e folclore). O prefácio de Darmesteter, que contém mais de 200 páginas, inclui uma análise aprofundada da fonologia e morfologia pastó, um esboço da literatura e história afegãs, e uma visão geral da literatura popular dos afegãos. O livro também inclui vários apêndices e quatro índices (lexicográficos, geográficos, étnicos e de nomes próprios de pessoas). O conteúdo da obra é apresentado na seguinte ordem: prefácio, traduções francesas, apêndices e índices (toda a leitura da esquerda para a direita), e textos pastó originais (leitura da direita para a esquerda). Darmesteter publicou um volume de acompanhamento com base em suas viagens na Fronteira Noroeste, Lettres sur l’Inde: À la frontière Afghane (Cartas Sobre a Índia: na Fronteira Afegã), obra que apresentamos aqui.

História dos Samânidas

Mir Khvand (de 1433 a 1498) foi um proeminente historiador e historiógrafo do século XV a serviço da corte timúrida em Herat, no Afeganistão, e patrocinado por Mir ʻAli-Sir Navaʼi. Ele escreveu uma obra sobre a história do mundo em sete volumes que inclui fatos ocorridos até 1506, o último volume dos quais concluído por seu neto, Khvand Mir, outro importante historiador persa. Histoire des Samanides (História dos Samânidas) é uma tradução do orientalista francês Charles François Defrémery (de 1822 a 1883) de uma parte da obra mais extensa. O livro inclui uma breve introdução, o texto persa, a tradução francesa, e um conjunto detalhado de anotações que refletem o cuidadoso estudo histórico e linguístico de Defrémery. O Império Samânida (de 819 a 999) foi fundado por Saman Khuda, um proprietário de terras originalmente de Balkh, no norte do Afeganistão, área que atualmente compreende parte do Uzbequistão e leste do Irã. Em seu auge o império se expandiu por partes dos atuais territórios do Irã, Uzbequistão, Afeganistão, Paquistão e Tajiquistão. Os samânidas eram conhecidos por seu apoio ao comércio, à ciência e às artes. Eles ampliaram profundamente a cultura persa e islâmica na Ásia Central e até comercializaram com partes da Europa. As obras do poeta Firdawsi, moedas de prata samânidas, e novas formas de cerâmica estão entre os destaques da cultura samânida. Defrémery também publicou uma edição editada de outra parte da história de Mir Khvand, L’histoire des sultans du Kharezm (1842). Defrémery estudou no Collège de France e na École des Langues Orientales em Paris, e lecionou por muitos anos no Collège de France. Ele publicou importantes estudos sobre a literatura e a história tanto dos árabes quanto dos persas, e concluiu uma tradução de chagatai turco para o francês das memórias do imperador mogol Babur.

Atual Pérsia

La Perse d'aujourd’hui é um relato das viagens do autor por partes da Pérsia (atual Irã) e na Mesopotâmia (atual Iraque), durante a segunda metade de 1906 e o primeiro semestre de 1907. Entre os locais visitados estão territórios que, como consequência de mudanças territoriais posteriores, atualmente fazem parte do Azerbaijão e do leste da Turquia. Nessa época a Mesopotâmia fazia parte do Império Otomano. O autor, Léon Eugène Aubin Coullard Descos (de 1863 a 1931), era um diplomata e escritor francês que trabalhou de 1905 a 1907 como ministro francês em Teerã. A maioria dos capítulos é dedicada a viagens e lugares específicos, como por exemplo o caminho para Tauris (atual Tabriz), a cidade de Tabriz, uma viagem ao redor do Lago Úrmia (na atual cidade de Úrmia), as regiões curdas a oeste do Lago Úrmia, uma viagem de Tabriz ao Mar Cáspio, e uma viagem de Teerã a Isfahan e estadia na cidade de Isfahan. Outros capítulos abordam temas ou tópicos específicos, incluindo o xiismo, a Convenção Anglo-Russa de 1907, a revolução persa de 1905 a 1906, costumes persas e cidades santas xiitas. O livro contém um grande mapa desdobrável colorido mostrando a Pérsia e partes do Iraque, do Afeganistão, do Azerbaijão e da Turquia, indicando também as rotas percorridas por Aubin entre 1906 e 1907. Um mapa adicional no canto superior direito mostra o Lago Úrmia, com Tabriz ao leste e Curdistão ao oeste. Outro mapa adicional pequeno no canto inferior esquerdo apresenta a divisão da Pérsia em zonas de influência russa, britânica e neutra de acordo com a Convenção Anglo-Russa de 31 de agosto de 1907. Aubin, que publicou vários livros sob o pseudônimo Eugène Aubin, também foi autor de Les Anglais aux Indes et en Égypte (1899), Le Maroc d’aujourd’hui (1904), Le Chiisme et la Nationalité persane (1908), e En Haïti: Planteurs d’autrefois, nègres d’aujourd’hui (1910).

Memórias e Correspondências do Major-General Sir William Nott

Sir William Nott (de 1782 a 1845) foi um oficial do exército na Companhia das Índias Orientais que comandou as forças britânicas e anglo-indianas durante a Primeira Guerra Anglo-Afegã (de 1839 a 1842). Ele nasceu numa modesta família de agricultores em Glamorganshire, Gales, e teve um ensino fundamental de pouca qualidade. Em 1800 embarcou para a Índia, e foi patenteado no exército da Companhia das Índias Orientais. Por muitos anos comandou uma sucessão de regimentos de infantaria autóctones. Ao longo de sua carreira militar, Nott passou a admirar as qualidades militares dos sipais (soldados indianos que serviram no exército da Companhia das Índias Orientais), que para ele eram melhores em comparação com as dos soldados britânicos. Antes de a Guerra Anglo-Afegã começar Nott era coronel, mas logo foi promovido a general. Ele comandou as tropas britânicas e autóctones em diversas batalhas bem-sucedidas e em 13 de janeiro de 1842 foi nomeado comandante de todas as tropas britânicas e anglo-indianas no sul do Afeganistão e em Sind. Em 30 de agosto de 1842 ele conquistou uma importante vitória sobre as forças afegãs perto de Gázni, resultando na tomada de Cabul e finalmente no fim da guerra. Após trabalhar como residente na corte de Lucknow, Nott voltou para a Inglaterra, onde dentro de dois anos faleceu. Este livro foi compilado postumamente por J. H. Stocqueler, autor de vários livros de biografia e história militar britânica, e tomou como base documentos pertencentes às filhas de Nott. O volume dois da obra apresenta um longo apêndice contendo documentos referentes às atividades de Nott no Afeganistão, alguns escritos pelo próprio Nott, mas a maioria por outros oficiais. Nott é considerado pelos historiadores como sem dúvida o melhor general britânico na Guerra Anglo-Afegã.

A Questão Afegã de 1841 a 1878

A Questão Afegã de 1841 a 1878 consiste em cinco capítulos extraídos e reimpressos de uma obra maior: A Questão Oriental, também publicada em 1879. O autor, George Douglas Campbell, oitavo duque de Argyll (de 1823 a 1900), foi secretário de estado na Índia no primeiro governo do primeiro-ministro liberal William Gladstone (de 1868 a 1874). Campbell acreditava que a segurança da Índia não exigia expansão territorial para a Pérsia ou para o noroeste, e criticava políticos e oficiais britânicos que, em sua opinião, preocupavam-se demais com avanços russos na Ásia Central. Ele se tornou um ardente crítico da política britânica na Índia e no Afeganistão durante o governo conservador do primeiro-ministro Benjamin Disraeli, conde de Beaconsfield, e das políticas britânicas que antecederam a Segunda Guerra Anglo-Afegã (de 1878 a 1880), bem como da conduta do conflito. No prefácio ao livro ele escreve: “Ainda temos que ver os resultados finais da guerra afegã. De fato caçamos nossa vítima, Shere Ali, até a morte. Invadimos com muita facilidade grande parte do seu país. Mas nossa ‘fronteira científica’ ainda não está definida. As tribos selvagens do Afeganistão ainda não se resignaram ao nosso domínio. O custo e o desperdício de nossas operações são enormes”. Campbell foi chefe do clã Campbell e um dos dois maiores proprietários de terras na Escócia, possuindo propriedades com mais de 175.000 acres (70.000 hectares). Ele se interessava por política, ciência (especialmente ornitologia e geologia), e pela melhoria da educação e da agricultura na Escócia.

Campanhas Afegãs de 1878 a 1880

Campanhas Afegãs de 1878 a 1880 é um relato de dois volumes sobre a Segunda Guerra Anglo-Afegã (de 1878 a 1880) de Sydney H. Shadbolt, um advogado de Londres e autor de obras sobre assuntos imperiais. O primeiro volume, intitulado “Divisão Histórica”, inclui um esboço da guerra e dos movimentos das forças, ilustrados por mapas. O segundo volume, intitulado “Divisão Biográfica”, contém fotografias de albumina e pequenas biografias dos 140 oficiais britânicos, juntamente com um pequeno número de civis do serviço diplomático, mortos na campanha. Os homens são listados em ordem alfabética. A maioria foi morta em combate, mas a lista também arrola os que morreram de febre tifoide, cólera e outras causas. A biografia mais longa do livro é a do major Sir Pierre Louis Napoleon Cavagnari, o conselheiro do exército britânico nascido na França que negociou o Tratado de Gandamak em maio de 1879, e que foi morto por tropas rebeldes afegãs em Cabul em setembro de 1879, enquanto trabalhava como emissário e ministro plenipotenciário do governo britânico na corte do emir Ya‘qub Khan. A seção final do volume biográfico lista os 13 homens que receberam a Cruz Vitória (a mais alta condecoração militar concedida por bravura no exército britânico), e relata os atos de coragem que concedeu-lhes tal honra. A lista inclui principalmente oficiais, mas também registra um artilheiro, um sargento e um segundo-cabo.

Narrativa Pessoal de uma Visita a Ghuzni, Cabul e Afeganistão, e de uma Residência na Corte de Dost Mohamed

Godfrey Thomas Vigne (de 1801 a 1863) foi um viajante e escritor de viagens inglês. Após estudar Direito e trabalhar em Londres por vários anos, em 1831 ele realizou uma extensa viagem aos Estados Unidos, que conta na obra Seis Meses na América, publicada em 1832. Depois de um breve retorno à Inglaterra, no mesmo ano Vigne partiu para a Índia, iniciando uma viagem de sete anos para as regiões a oeste e noroeste da Índia Britânica, incluindo Pérsia, Afeganistão e partes da Ásia Central. Ele descreveu essas viagens em dois livros: Narrativa Pessoal de uma Visita a Ghuzni, Cabul e Afeganistão (1840) e Viagens pela Caxemira (1842). No primeiro livro, que apresentamos aqui, Vigne narra sua jornada em 1836 pelas Montanhas Sulimani (atualmente Sulaiman) de Punjab a Gázni, e de lá para Cabul, que dizem ter sido ele o primeiro inglês a visitar a cidade (embora o escocês Alexander Burnes tenha chegado a Cabul em 1832). Ele relata suas reuniões com Dost Mohammed Khan, a quem descreve tendo um interesse especial na América, sabendo que Vigne já havia visitado essa região. Ao deixar Cabul em outubro de 1836, ele viajou para Jalalabad e de lá para uma região do Kafiristão (atual Nuristão), uma área habitada por káfires (infiéis) que não haviam se convertido ao islã. Vigne descreve o ódio mútuo e as rixas violentas entre muçulmanos locais e káfires, especulando que estes seriam “descendentes dos gregos da dinastia Bactriana”. Ele escreve sobre incursões russas na Ásia Central, e mostra-se um antigo defensor da opinião de que se os russos avançassem em direção a Bucara (no atual Uzbequistão), os britânicos deveriam reivindicar o controle sobre Cabul e Candaar e garantir a neutralidade de Herat. O livro contém ilustrações baseadas em esboços do autor, incluindo um retrato colorido de Dost Mohammad Khan como frontispício. Um mapa desdobrável mostra a rota que Vigne percorreu pelo Afeganistão. Aqui apresentamos a segunda edição de Uma Narrativa Pessoal, obra publicada em Londres em 1843.

Viagem à Nascente do Rio Oxus

John Wood (de 1811 a 1871) foi um oficial da marinha da Companhia das Índias Orientais que em 1836 recebeu a incumbência de participar de uma missão para o Afeganistão liderada por Alexander Burnes. Suas instruções eram para “subir o rio Indo partindo de sua foz até Attock e levantar informações mais precisas do rio, tanto para fins comerciais como bélicos...”. Ele subiu o rio até a região de Kunduz, no Afeganistão, e em fevereiro de 1838 descobriu o que acreditava ser a nascente do rio Oxus (Amu Dária), localizada nas Montanhas de Pamir, onde estimou ser latitude 37° 27’ N e 73° 40’ L (provavelmente no atual Tadjiquistão). Wood acabou se demitindo da marinha indiana por conta da política da Grã-Bretanha sobre o Afeganistão, e pelo que acreditava ser uma violação das garantias de boa-fé que ele havia prometido aos afegãos quanto às intenções britânicas. Viagem à Nascente do Rio Oxus é o relato da expedição e das descobertas de Wood, publicado pela primeira vez em 1841. Aqui apresentamos a segunda edição, que apareceu em Londres em 1872. Wood foi um dos primeiros europeus a visitar diversas áreas remotas das atuais regiões do Paquistão e Afeganistão. O livro inclui observações sobre topografia e hidrologia, clima, atividade econômica, religião, política e história, e diferentes grupos étnicos encontrados, como uzbeques, tajiques, hazaras, quirguizes, cafrinhas, cazaques e outros. O livro traz muitas anedotas interessantes, como por exemplo encontros com chefes locais que alegavam ser descendentes de Alexandre, o Grande. Wood estimou que seu grupo havia chegado a uma altura de 14.400 pés (4.389 metros) acima do nível do mar, e fornece especulações sobre os efeitos da altitude sobre o corpo humano ainda pouco conhecidos na época. O livro contém um mapa desdobrável da parte superior do rio Oxus e outro com a rota de Wood a montante do rio Indo.

Discursos de Lord Curzon de Kedleston

George Nathaniel Curzon (de 1859 a 1925) serviu como vice-rei e governador-geral da Índia de 1899 a 1905. Como chefe do governo britânico na Índia, ele instituiu amplas reformas na burocracia colonial, organizou um programa de combate à fome de 1899 a 1900, e promulgou reformas agrícolas destinadas a aumentar a produção de alimentos. Ele também modernizou a polícia, as ferrovias, o sistema de ensino e as universidades, estabeleceu a Província da Fronteira Noroeste (no atual Paquistão), perto da fronteira com o Afeganistão, criou um departamento geral para arqueologia, e lançou um extenso programa para restaurar importantes monumentos históricos e culturais na Índia, incluindo, por exemplo, o Taj Mahal. Apesar de receber muitos elogios pelas reformas que beneficiaram grandemente os indianos, historiadores criticam Curzon por sua atitude de essência paternalista para com o país e sua incapacidade de perceber o surgimento da nova elite nacionalista associada ao Congresso Nacional Indiano. Aqui apresentamos uma compilação de quatro volumes dos discursos proferidos por Curzon durante seu mandato na Índia, publicado pelo governo indiano em Calcutá. Estão inclusas ambas as declarações em sessões formais do Conselho Legislativo do Vice-Rei, além de discursos em conferências, reuniões e ocasiões cerimoniais. Os discursos tratam de vários tópicos, entre eles estão economia, orçamento e finanças, administração civil e militar, cultura, arte e monumentos antigos. Um ponto marcante enquanto Curzon esteve na Índia foi o grandioso durbar realizado em Déli em janeiro de 1903, para comemorar a ascensão do rei Eduardo VII. Os discursos de Curzon nos eventos do durbar são apresentados no volume três. Também vale mencionar o último discurso no volume quatro, o discurso de despedida que Curzon proferiu no Byculla Club em Bombaim em 16 de novembro de 1905, declarando que sempre se esforçou para o bem da Índia, e concluiu dizendo: “Eu tenho trabalhado por um único propósito. Deixe a Índia ser meu juiz”. Mais tarde Curzon passou a trabalhar na Câmara dos Lordes e como secretário de relações exteriores da Grã-Bretanha de 1919 a 1924.

A Face da Manchúria, da Coreia e do Turquestão Russo

Este livro se baseia numa viagem de quatro meses realizada durante a primeira metade de 1910 por Emily Georgiana Kemp (de 1860 a 1939) e uma amiga pela Ferrovia Transiberiana de Harbin, na China, por toda a Manchúria, atravessando a Coreia, e de lá para o Turquestão Russo pela Transiberiana, terminando com uma viagem pelo Cáucaso. O relato apresenta descrições vívidas de Mukden, Pyongyang, Seul, Tashkent, Samarcanda, Bucara e outros lugares, com ilustrações coloridas da autora. Escrito alguns anos após o fim da Guerra Russo-Japonesa de 1904 a 1905 e no mesmo ano em que o Japão anexou a Coreia ao seu território, o livro alerta sobre futuros ataques japoneses contra a Manchúria. Kemp era de uma rica família inglesa batista. Ela foi uma das primeiras alunas em Somerville College (uma das primeiras faculdades para mulheres da Universidade de Oxford), e mais tarde estudou na Slade School of Fine Art, em Londres. Ela realizou muitas viagens e escreveu sete livros, quase todos sobre a China. Uma observadora atenta dos lugares que visitou, seus principais interesses eram atividades de missionários cristãos, status e bem-estar das mulheres e religião. Neste livro ela discute de forma bem detalhada o papel do islã na Ásia Central. Ela escreve que Bucara “há tempos é o centro da influência religiosa desde sua primeira conquista pelo islã, por volta de 709 a.C. (na invasão árabe), e que hoje ostenta uma rígida adesão ao Alcorão, superando qualquer outro lugar”, mas lamenta a condição das mulheres no canato. O livro é ilustrado com os próprios esboços de bico de pena e aquarela desenhados por Kemp, e conclui com um mapa colorido desdobrável que traça a rota da viagem.