Relato do Reino de Cabul, e de suas Dependências na Pérsia, Tartária e Índia

Mountstuart Elphinstone (de 1779 a 1859) era um administrador na Companhia das Índias Orientais que em 1808 foi enviado pelas autoridades da Índia Britânica ao Afeganistão com a missão de concluir um acordo com Shah Shuja Durrani, governante afegão. Desconfiado das intenções britânicas e envolvido numa luta interna pelo poder, Shah Shuja não autorizou o avanço de Elphinstone e seu grupo além de Peshawar (no atual Paquistão), na época parte do Império Durrani. Elphinstone permaneceu em Peshawar durante vários meses, onde se encontrou com Shah Shuja e obteve informações sobre o Afeganistão de várias fontes, incluindo comerciantes, viajantes e professores islâmicos. O resultado foi um relatório detalhado para a Companhia das Índias Orientais, que Elphinstone mais tarde transformou no Relato do Reino de Cabul, e de suas Dependências na Pérsia, Tartária e Índia, publicado em 1815. O livro é organizado de forma lógica e sistemática. Após uma introdução que descreve a missão de 1808 a 1809, a obra apresenta livros sobre a geografia, os habitantes do Afeganistão e seus costumes e estilo de vida, as tribos afegãs, as províncias e o governo real de Cabul. Os apêndices abordam a história do reino desde a fundação da monarquia Durrani; a narrativa de um certo Sr. Durie, um manipulador de remédios meio-inglês e meio-indiano, sobre sua jornada pelo Afeganistão; um relato de países vizinhos, incluindo Kafiristão (uma região no leste do Afeganistão conquistada em 1896, atual Província de Nuristão); um trecho do livro de memórias do tenente Macartney, o topógrafo do grupo de Elphinstone que desenhou um mapa detalhado do Afeganistão; e um vocabulário de palavras da língua pastó. O livro inclui placas coloridas que retratam afegãos de diferentes grupos étnicos e um enorme mapa dobrável. Relato do Reino de Cabul se tornou um clássico, e durante décadas foi considerado por britânicos e outros europeus como fonte confiável de informações sobre o Afeganistão. Elphinstone continuou trabalhando em diversos ofícios na Índia Britânica e escreveu outros livros, incluindo História da Índia: os Períodos Hindu e Maometano (1841).

Ariana Antiqua: Relato Descritivo de Antiguidades e Moedas do Afeganistão

Ariana Antiqua é um importante tratamento acadêmico arcaico de moedas antigas e outras antiguidades descobertas no Afeganistão e em regiões adjacentes do atual Paquistão. Grande parte da obra é voltada para as descobertas de Charles Masson (de 1800 a 1853), um viajante e explorador britânico que na década de 1830, trabalhando nas proximidades de Cabul e Peshawar, acumulou uma coleção de mais de 80.000 moedas de ouro, prata e bronze enquanto trabalhava para a Companhia das Índias Orientais. O livro foi compilado e teve a maior parte escrita por H. H. Wilson, professor de sânscrito em Oxford. O capítulo um apresenta um relato de uma pesquisa numismática e antiquária no Afeganistão conduzida até o final da década de 1830. O capítulo dois é uma narrativa de Masson sobre seu estudo de topes (monumentos em forma de cúpula usados por budistas ou janaístas como relicários ou santuários comemorativos, mais conhecidos como estupas), e de monumentos sepulcrais no Afeganistão. O capítulo três é um estudo de referências a “Ariana”, o nome que antigos autores gregos, como Eratóstenes e Estrabão, deram ao Afeganistão. O capítulo quatro aborda todas as dinastias que governaram o Afeganistão depois da morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. até a primeira invasão islâmica da Índia no século XII.  O livro contém placas com ilustrações de topes, antiguidades, moedas e uma reconstrução do alfabeto ariano, bem como um enorme mapa desdobrável identificado como “Mapa de Ariana Antiqua: Países entre a Pérsia e a Índia conforme Conheciam os Antigos através das Marchas de Alexandre”, com nomes de lugares gregos fornecidos por Wilson.

Emir Abdur Rahman

Este livro é uma biografia publicada em Londres em 1895 de ʿAbd al-Rahman Khan (por volta de 1844 a 1901), emir do Afeganistão de 1880 a 1901. ʿAbd al-Rahman Khan era neto de Dost Mohammad Khan, fundador da dinastia Barakzai do Afeganistão após a queda da dinastia Durrani em 1842. ʿAbd al-Rahman foi exilado em 1869, quando seu pai e seu tio perderam uma extensa luta com Sher ʿAlI pela sucessão de Dost Mohammad. ʿAbd al-Rahman viveu em Samarcanda (no atual Uzbequistão), região conhecida como Turquestão Russo até 1880. Na metade da Segunda Guerra Anglo-Afegã, de 1878 a 1880, ʿAbd al-Rahman voltou a Cabul, onde foi empossado como emir. Ele negociou um acordo com os britânicos, segundo o qual os britânicos o aceitariam como emir, e ele reconheceria o direito britânico de controlar as relações exteriores do Afeganistão. O livro narra esses acontecimentos, bem como o subsequente governo de ʿAbd al-Rahman e seu trabalho de consolidação e parcial modernização do país até 1895. O capítulo final, intitulado “Um governante no islã”, descreve as realizações do emir como administrador dentro da reforma e do fortalecimento do Estado afegão e de suas instituições, incluindo o exército. Um apêndice apresenta trechos autobiográficos do emir, traduzidos a partir de um texto russo escrito durante seu exílio no Turquestão Russo. O livro ainda inclui uma tabela genealógica da dinastia Barakzai, uma cronologia, ilustrações e dois mapas. O autor, Stephen Wheeler, era editor do Civil and Military Gazette (CMG), um diário publicado em Lahore (no atual Paquistão), e que circulava em Punjab, na época parte da Índia Britânica. Wheeler escreveu ou editou vários outros livros, mas é mais conhecido como o editor que empregou o jovem Rudyard Kipling em seu primeiro cargo no jornalismo.

Na Corte do Emir: uma Narrativa

Na Corte do Emir: uma Narrativa é um relato de John Alfred Gray, um médico britânico que trabalhou como cirurgião para ‘Abd al-Rahman Khan (por volta de 1844 a 1901), governante do Afeganistão, por vários anos entre o final da década de 1880 e início da década de 1890. Juntamente com vários engenheiros britânicos, Gray havia sido recrutado na Inglaterra para aconselhar e prestar serviços ao emir. O livro inclui vários capítulos que tratam especificamente da saúde e da prática médica no Afeganistão naquela época, como hospitais, cirurgiões e médicos afegãos, um surto de cólera, e o estado de saúde e doenças do emir e de vários membros da casa real. Outros capítulos abordam, principalmente, temas não médicos, como a jornada de Gray de Peshawar a Cabul, os habitantes do Afeganistão, as residências afegãs, a vida em Cabul, as estações do ano e os bazares em Cabul. Gray relata suas reuniões com o emir, a quem descreve como “um homem moreno e corpulento”, que “parecia a personificação de uma força vigilante” e “que adicionou à cortesia dos orientais algo da franqueza de um inglês”. Ele também descreve seus encontros com a sultana, esposa do emir, e suas conversas com ela. O livro recebeu importantes contribuições do intérprete de Gray, um cristão armênio que fora educado numa escola missionária na Índia e vivera por muitos anos em Cabul. Uma fotografia de Gray e seu intérprete, ambos com vestes orientais, é exibida na Galeria Nacional de Retratos, em Londres.

Viagens por Baluquistão e Sind

Viagens por Baluquistão e Sind é um relato de primeira mão de uma viagem realizada de 1810 a 1811 por partes das atuais regiões da Índia, do Paquistão, do Afeganistão, do Irã e do Iraque. O autor, Henry Pottinger (de 1789 a 1856), era tenente da Companhia das Índias Orientais que, acompanhado por um amigo e companheiro de farda, o capitão Charles Christie, apresentou-se como voluntário para realizar uma missão à região entre Índia e Pérsia (atual Irã), área que a Companhia das Índias Orientais dispunha de pouco conhecimento na época. Os dois homens viajaram de Bombaim (atual Mumbai) para Sind (na atual região sudeste do Paquistão), de onde, disfarçados de indianos, rumaram por terra para Kalat. Não demorou muito para serem reconhecidos como europeus, mas conseguiram prosseguir a viagem para Nushki, perto da atual fronteira entre Afeganistão e Paquistão. Lá os dois se separaram. Pottinger continuou na direção oeste, para a Pérsia, passando por Kerman até chegar a Shiraz e depois a Isfahan. Christie viajou para o norte, de Nushki para o Afeganistão, cruzando Helmand até chegar a Herat, e de lá atravessando a Pérsia até chegar a Yazd e depois a Isfahan, onde se juntou a Pottinger. Christie recebeu ordens para permanecer na Pérsia, onde em 1812 acabou sendo morto num ataque russo. Pottinger retornou a Bombaim viajando por Bagdá e Basra. A obra apresenta duas partes. A primeira é um relato detalhado da viagem de Pottinger, com observações sobre clima, terreno, solo, plantas e animais, povos e tribos, costumes, religião e crenças populares. A segunda parte é uma introdução à história e à geografia das províncias de Baluquistão e Sind. Um apêndice reproduz parte do diário escrito por Christie em suas viagens pelo Afeganistão. O livro traz uma ilustração colorida na frente e um grande mapa dobrável depois do texto. Pottinger continuou trabalhando e teve uma carreira notável na Companhia das Índias Orientais e no governo britânico. Em abril de 1843 ele foi nomeado primeiro governador britânico de Hong Kong.

Questões da Ásia Central

Demetrius Charles Boulger (de 1853 a 1928) foi um orientalista britânico que escreveu bastante sobre temas voltados principalmente para o Império Britânico. Em parceria com Sir Henry Lepel Griffin (de 1840 a 1908), administrador britânico na Índia, ele fundou a Asiatic Quarterly Review, onde por um tempo trabalhou como editor. Imperialista impenitente e com visões fortemente antirrussas, a partir de seu ponto de vista Boulger criticou o governo britânico por agir com falta de assertividade na defesa dos interesses britânicos no Afeganistão e na Ásia Central. Questões da Ásia Central: Ensaios sobre Afeganistão, China e Ásia Central é uma coleção de 24 de seus artigos previamente publicados que tratam da política russa na Ásia Central, da rivalidade anglo-russa, da política britânica sobre o Afeganistão, e da China, que de longe é o assunto mais discutido no livro. Na introdução, Boulger escreve profeticamente sobre o futuro da China: “O poder da China ainda não se iguala à vastidão de suas pretensões, mas um dia esse poder lhe dará condições para vencer qualquer rival. Quando a Inglaterra e a Rússia chegarem ao limite de seus recursos e de sua autoridade na Ásia, a China ainda estará se fortalecendo para quando chegar a sua vez, e exercerá sobre a história futura do mundo essa influência que por ora não pode ser mensurada com precisão. A China é hoje o fator menos poderoso na questão da Ásia Central; mas a não ser que seus governantes sejam extremamente apáticos, ela é a Potência que adquirirá a força material em seu mais alto nível”. O livro apresenta três mapas, cada um exibindo respectivamente “as aquisições do Império Russo sobre a Índia”, “os vales dos rios Hari e Murghab”, e o Império Chinês.

Os Káfires de Indocuche

Kafiristão, ou “Terra dos Infiéis”, era uma região no leste do Afeganistão onde os habitantes mantiveram sua cultura e religião pagãs tradicionais, rejeitando a conversão ao islã. Os Káfires de Indocuche é um relato etnográfico detalhado sobre os káfires escrito por George Scott Robertson (de 1852 a 1916), um administrador na Índia. Com a aprovação do governo indiano, Robertson fez uma visita prévia ao Kafiristão em outubro de 1889, e depois viveu entre os káfires por quase um ano, de outubro de 1890 a setembro de 1891. Ele conta sua jornada de Chitral (no atual Paquistão) ao Kafiristão e as dificuldades que enfrentou viajando pelo país e buscando informações sobre a cultura e a religião do povo káfir. Ele retrata a religião do país como “uma forma rudimentar de idolatria, com uma mistura de culto a ancestrais e também traços de devoção ao fogo. Há muitos deuses e deusas, e de diferentes graus de importância ou popularidade”. Robertson descreve as práticas e as cerimônias religiosas, a estrutura tribal e do clã da sociedade káfir, o papel da escravidão, as diferentes aldeias da região, e a vida cotidiana e os costumes sociais, incluindo vestes, dieta, festivais, esporte, a função da mulher na sociedade e muitas outras coisas que observou em primeira mão. O livro é ilustrado com desenhos e conclui com um grande mapa topográfico dobrável, que mostra a rota do autor em Kafiristão. Em 1896, o emir ‘Abd al-Rajhman Khan, governante do Afeganistão (no poder de 1880 a 1901), conquistou a área e manteve-a sob controle afegão. Os káfires se tornaram muçulmanos e em 1906 a região foi renomeada Nuristão, que significa “Terra de Luz”, em referência à iluminação trazida pelo islã.

Narrativa de uma Missão a Bucara, nos Anos de 1843 a 1845, para Averiguar o Paradeiro do Coronel Stoddart e do Capitão Conolly

Em dezembro 1838, o coronel Charles Stoddart chegou a Bucara (no atual Uzbequistão), aonde fora enviado numa missão pela Companhia Britânica das Índias Orientais com o objetivo de firmar uma aliança com o canato contra o Império Russo, cuja expansão para a Ásia Central era motivo de preocupação para os britânicos. O governante de Bucara, Nasrullah Khan (no poder de 1827 a 1860), lançou Stoddart numa masmorra infestada de vermes que ficava sob a Fortaleza da Arca, como castigo por ele não se curvar diante do governante, não lhe dar presentes, nem mostrar sinal algum de respeito conforme o desejo do emir. Em novembro de 1841, o capitão Arthur Conolly, um companheiro de farda de Stoddart e mais lembrado por ter cunhado a expressão “o Grande Jogo” (disputa entre Grã-Bretanha e Rússia pela influência na Ásia Central), chegou a Bucara para tentar libertar Stoddart. Ele também foi preso pelo emir e em 17 de junho de 1842 os dois foram executados. A notícia das mortes não chegou à Grã-Bretanha, e em 1843 o Dr. Joseph Wolff (de 1795 a 1862) realizou uma missão a Bucara para averiguar o paradeiro dos dois homens. Wolff, que tinha vasta experiência no Oriente Médio e na Ásia Central, ofereceu seus serviços a um comitê que havia sido formado em Londres para tentar ajudar os cativos. Wolff era brilhante, corajoso e excêntrico. Nascido na Alemanha, sua família era judaica e seu pai era um rabino, mas Wolff se converteu ao catolicismo romano ainda jovem. Estudou teologia e idiomas do Oriente Próximo na Áustria e na Alemanha, e em seguida foi para Roma com o objetivo de se tornar missionário. Após discutir com a igreja sobre questões teológicas, Wolff virou anglicano. Em 1821, ele começou sua carreira como missionário para os Judeus do Oriente Médio e da Ásia Central, e trabalhou por muitos anos numa área que ia até o Afeganistão. Wolff quase foi executado em Bucara, mas com a ajuda do governo persa conseguiu voltar para a Inglaterra e anunciar a morte de Stoddart e Conolly. Narrativa de uma Missão a Bucara é o relato de Wolff sobre sua missão. A obra contém muitas informações sobre os países por onde ele viajou (atuais territórios de Turquia, Irã e Uzbequistão), principalmente em relação às crenças e às práticas religiosas de muçulmanos, judeus e cristãos que encontrou pelo caminho. Wolff denuncia Nasrullah Khan como sendo um “canalha cruel” culpado pela “atrocidade infame” do assassinato dos oficiais. O livro, que ganhou sete edições nos primeiros sete anos após sua publicação, contém desenhos de pessoas comuns e personalidades notáveis.

Akbar, o Grande Mogol, de 1542 a 1605

Akbar, o Grande Mogol, de 1542 a 1605 é uma biografia de Akbar I (no poder de 1556 a 1605), o terceiro e maior dos imperadores mogois da Índia. O autor, Vincent Arthur Smith, era um historiador e antiquário irlandês que serviu no Serviço Civil Indiano antes de virar bolsista e pesquisador em tempo integral. Após assumir o trono, mesmo ainda jovem Akbar consolidou e ampliou o Império Mogol com sucesso. Ele instituiu reformas na estrutura fiscal, na organização e no controle do exército, e no estabelecimento religioso e sua relação com o Estado. Akbar também foi patrono da cultura e das artes, e tinha um forte interesse na religião e nas possíveis fontes de conhecimento religioso. O livro apresenta a ascendência e os primeiros anos de Akbar; sua ascensão ao trono e sua regência sob Bayram Khan; suas muitas conquistas, incluindo Bihar, o reino afegão de Bengala, Malwa, Gujarate, Caxemira, Sind, partes de Orissa e áreas do Planalto do Decão; e a anexação de outros territórios que alcançou por meio da diplomacia, incluindo Baluquistão e Candaar. O livro dedica uma atenção considerável às crenças e aos interesses religiosos de Akbar. Em várias ocasiões Akbar solicitou que as autoridades portuguesas em Goa enviassem sacerdotes à sua corte para lhe ensinar sobre o cristianismo, e o livro narra as histórias das três missões jesuítas organizadas em resposta a esses pedidos. Muçulmano de origem sunita, Akbar também buscou aprender com estudiosos xiitas, místicos sufis e hindus, jainistas e pársis. Os últimos quatro capítulos do livro não estão em ordem cronológica, mas tratam das características pessoais de Akbar, instituições civis e militares do império, as condições sociais e econômicas do povo, e literatura e arte. O livro contém uma cronologia detalhada da vida e do reinado de Akbar e uma bibliografia comentada. A obra também inclui mapas e ilustrações. Os mapas da Índia em 1561 e em 1605 mostram a extensão das conquistas de Akbar, e esboços cartográficos ilustrando suas principais campanhas militares.

Oito Anos na Ásia e na África, de 1846 a 1855

Israel Joseph Benjamin (de 1818 a 1864) foi um judeu comerciante de madeiras de Falticeni, na Moldávia (na atual Romênia), que com 25 anos começou uma viagem em busca das Dez Tribos Perdidas de Israel. Autoproclamando-se “O Segundo Benjamin”, em homenagem a Benjamin de Tudela, viajante judeu espanhol do século XII, ele passou cinco anos visitando comunidades judaicas onde hoje ficam os territórios de Israel, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Irã, Armênia, Afeganistão, Índia, Singapura, China e Egito. Após um breve retorno à Europa, Benjamin passou mais três anos na Líbia, na Argélia, na Tunísia e em Marrocos. Ele registrou os primeiros cinco anos de viagens num livro que apareceu em francês em 1856 com o título Cinq années de voyage en orient 1846-1851 (Cinco Anos de Viagem no Oriente, de 1846 a 1851). Ele juntou os relatos das duas grandes jornadas para compilar um livro maior em alemão, publicado em 1858 com o título Acht Jahre in Asien und Afrika von 1846 bis 1855 (Oito Anos na Ásia e na África, de 1846 a 1855). Traduções para inglês e hebraico vieram em 1859. No livro, Benjamin descreve as condições econômicas e sociais nas comunidades judaicas que visitou; ele também narra muitas tradições e lendas locais. Vários capítulos apresentam conclusões gerais sobre o estado das comunidades judaicas em diferentes regiões. Aqui apresentamos a edição em inglês, que na cópia mantida pela Biblioteca do Congresso encontra-se encadernada com as edições em francês, alemão e hebraico.