13 de abril de 2016

Oh, meu Deus! Eles me disseram que a mansão estava desprotegida!

Esta aquarela satírica do artista italiano Raffaello Jonni faz parte de uma série de 79 desenhos originais de Jonni mantidos na Biblioteca de Alexandrina em Roma. A obra retrata Francisco José I (de 1830 a 1916), o velho imperador da Áustria-Hungria, como um ladrão sendo mordido por um cão de guarda nos portões de uma mansão identificada como “Villa Italia”. Numa mistura de alemão e italiano o imperador exclama: “Oh, meu Deus!...  Eles me disseram que a mansão estava desprotegida!”. Durante o início da Primeira Guerra Mundial a Itália se manteve neutra. Ela aguardou à distância por um tempo até ver o progresso da guerra. Depois de 30 anos formando a Tríplice Aliança com a Áustria e a Alemanha, a Itália acertou negociações secretas com a Tríplice Entente (França, Reino Unido e Império Russo) no Tratado de Londres, acordo assinado em 26 de abril de 1915. O país declarou guerra ao Império Austro-Húngaro em 23 de maio de 1915, entrando na guerra ao lado da Tríplice Entente.

Não! Essa aqui não!

Esta aquarela satírica do artista italiano Raffaello Jonni faz parte de uma série de 79 desenhos originais de Jonni mantidos na Biblioteca de Alexandrina em Roma. A obra retrata uma mão tentando agarrar um cofre intitulado “Trieste”, que é carregado por Francisco José I (de 1830 a 1916), o velho imperador da Áustria-Hungria. A mão simboliza a poderosa Itália que busca adquirir a cidade de Trieste, historicamente parte do Império Austro-Húngaro e seu principal ponto de acesso ao mar durante a Primeira Guerra Mundial. O movimento irredentista italiano vinha realizando campanhas pela anexação da cidade desde as duas últimas décadas do século XIX pelo menos. A dissolução do Império Austro-Húngaro no final da guerra enfraqueceu sua disputa com a Itália sobre o controle da cidade, mas resultou em tensões com o recém-estabelecido Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, em parte formado a partir do Império Austro-Húngaro, e pressionou suas reivindicações territoriais. No final da guerra, em novembro de 1918, o Exército Real italiano entrou em Trieste aplaudido por parte da população que era a favor da causa italiana. O status de Trieste como cidade italiana foi confirmado pelo Tratado de Rapallo de 1920. A anexação deteriorou as relações entre as populações italianas e eslovenas, que às vezes travavam furiosas lutas armadas.

Por que não usa as duas mãos para se defender? Impossível! Minha mão esquerda é para o meu povo!

Esta aquarela satírica do artista italiano Raffaello Jonni faz parte de uma série de 79 desenhos originais de Jonni mantidos na Biblioteca de Alexandrina em Roma. A imagem mostra os monarcas governantes dos dois principais inimigos da Itália na Primeira Guerra Mundial, o imperador Guilherme II da Alemanha e o imperador Francisco José I da Áustria-Hungria. Com uma mão Francisco José I segura uma espada e com a outra a corda de uma forca. Ao fundo, um membro de um regimento de artilharia italiano aparece tremulando uma bandeira italiana e corajosamente atacando os dois imperadores. O retrato do governante austríaco reflete e busca reforçar ainda mais sua descrição na propaganda italiana como um líder fraco e opressor de seu próprio povo. Em tais propagandas, Francisco José I era muitas vezes chamado de l’Impiccatore (O Carrasco).

Mulheres da América carregam com orgulho sua santa cruz, e unem-se às suas irmãs italianas para fortalecerem a ação piedosa comunitária no campo de batalha

Esta impressão mostra um desfile de enfermeiras da Cruz Vermelha Americana marchando por uma avenida ladeada por multidões jubilosas. Bandeiras da Cruz Vermelha, dos Estados Unidos, do Reino da Itália, do Reino Unido e da República Francesa aparecem penduradas em edifícios e postes de iluminação e são agitadas pelos espectadores. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Cruz Vermelha Americana organizou uma comissão que criou um depósito em Roma abastecido com grandes quantidades de materiais hospitalares e ambulâncias totalmente equipadas, além de cobertores e suprimentos sanitários. A comissão também forneceu recursos para comprar roupas para os refugiados. Ela liberou um milhão de liras à comissão romana de organização civil para ajudar os refugiados e as famílias dos soldados mortos na guerra. Logo depois da guerra, uma comissão permanente da Cruz Vermelha Americana chegou à Itália em novembro de 1918. Ao longo dos meses seguintes, a comissão passou a atender o país inteiro, dos Alpes à Sicília.