Zhvandūn, número 35, sábado, 16 de novembro de 1974

Zhvandūn, conhecida normalmente como “Zhwandun,” foi uma das revistas mais populares publicadas no Afeganistão na segunda metade do século XX. Ela começou como uma revista progressista publicada tanto em persa como em pachto, iniciando em maio de 1949. A revista apresentava artigos sobre história afegã e global, descobertas e artefatos arqueológicos, poesia e linguagem, biografias de personalidades afegãs e estrangeiras, artes e cultura, filosofia e religião e outros temas relacionados com a cultura e a vida cotidiana, incluindo música, dança, jogos, saúde e vida doméstica. Embora a revista Zhvandūn tenha apresentado artigos sobre temas literários, históricos, educacionais e de entretenimento durante todo o tempo de sua publicação, as dinâmicas sociais e políticas em constante transformação do Afeganistão influenciaram o caráter do conteúdo editorial. Na década de 1960, a revista refletia o realismo do Reino do Afeganistão. Em contraste, os regimes de esquerda da década de 1980 promoveram conteúdos revolucionários, como discussões sobre a ideologia marxista, cantos anticapitalistas e artigos sobre reformas agrícolas. Apesar de aZhvandūn se apresentar no mercado como uma revista para khanawadah(famílias), seu principal público foi a geração pós-Segunda Guerra Mundial de afegãos urbanos de várias origens: estudantes, acadêmicos, escritores, poetas, pesquisadores e leitores em geral. Zhvandūn era publicada quinzenalmente, sendo mais tarde publicada uma vez por semana. Em 6 de maio de 1954, a administração de Zhvandūn foi entregue ao Riyasat-i Mustaqil-i Matbu’at (Diretoria Autônoma de Mídia). O Vizarat-i Ittilaʻat va Kultur (Ministério da Informação e Cultura) assumiu o controle da revista em 1970 e a administrou até 1982, quando então foi transferida para a Itihadyah-yi Navisandagan Jumhur-i Dimukratik-i Afghanistan (União dos Escritores da República Democrática do Afeganistão). A renomeada União de Escritores Afegãos publicou edições separadas da revista Zhvandūn (uma em pachto e outra em persa), durante o governo mujahidin na década de 1990, até o final de suas publicações, em 1996.

Zhvandūn, número 36, sábado, 23 de novembro de 1974

Zhvandūn, conhecida normalmente como “Zhwandun,” foi uma das revistas mais populares publicadas no Afeganistão na segunda metade do século XX. Ela começou como uma revista progressista publicada tanto em persa como em pachto, iniciando em maio de 1949. A revista apresentava artigos sobre história afegã e global, descobertas e artefatos arqueológicos, poesia e linguagem, biografias de personalidades afegãs e estrangeiras, artes e cultura, filosofia e religião e outros temas relacionados com a cultura e a vida cotidiana, incluindo música, dança, jogos, saúde e vida doméstica. Embora a revista Zhvandūn tenha apresentado artigos sobre temas literários, históricos, educacionais e de entretenimento durante todo o tempo de sua publicação, as dinâmicas sociais e políticas em constante transformação do Afeganistão influenciaram o caráter do conteúdo editorial. Na década de 1960, a revista refletia o realismo do Reino do Afeganistão. Em contraste, os regimes de esquerda da década de 1980 promoveram conteúdos revolucionários, como discussões sobre a ideologia marxista, cantos anticapitalistas e artigos sobre reformas agrícolas. Apesar de aZhvandūn se apresentar no mercado como uma revista para khanawadah(famílias), seu principal público foi a geração pós-Segunda Guerra Mundial de afegãos urbanos de várias origens: estudantes, acadêmicos, escritores, poetas, pesquisadores e leitores em geral. Zhvandūn era publicada quinzenalmente, sendo mais tarde publicada uma vez por semana. Em 6 de maio de 1954, a administração de Zhvandūn foi entregue ao Riyasat-i Mustaqil-i Matbu’at (Diretoria Autônoma de Mídia). O Vizarat-i Ittilaʻat va Kultur (Ministério da Informação e Cultura) assumiu o controle da revista em 1970 e a administrou até 1982, quando então foi transferida para a Itihadyah-yi Navisandagan Jumhur-i Dimukratik-i Afghanistan (União dos Escritores da República Democrática do Afeganistão). A renomeada União de Escritores Afegãos publicou edições separadas da revista Zhvandūn (uma em pachto e outra em persa), durante o governo mujahidin na década de 1990, até o final de suas publicações, em 1996.

Zhvandūn, número 37, sábado, 30 de novembro de 1974

Zhvandūn, conhecida normalmente como “Zhwandun,” foi uma das revistas mais populares publicadas no Afeganistão na segunda metade do século XX. Ela começou como uma revista progressista publicada tanto em persa como em pachto, iniciando em maio de 1949. A revista apresentava artigos sobre história afegã e global, descobertas e artefatos arqueológicos, poesia e linguagem, biografias de personalidades afegãs e estrangeiras, artes e cultura, filosofia e religião e outros temas relacionados com a cultura e a vida cotidiana, incluindo música, dança, jogos, saúde e vida doméstica. Embora a revista Zhvandūn tenha apresentado artigos sobre temas literários, históricos, educacionais e de entretenimento durante todo o tempo de sua publicação, as dinâmicas sociais e políticas em constante transformação do Afeganistão influenciaram o caráter do conteúdo editorial. Na década de 1960, a revista refletia o realismo do Reino do Afeganistão. Em contraste, os regimes de esquerda da década de 1980 promoveram conteúdos revolucionários, como discussões sobre a ideologia marxista, cantos anticapitalistas e artigos sobre reformas agrícolas. Apesar de aZhvandūn se apresentar no mercado como uma revista para khanawadah(famílias), seu principal público foi a geração pós-Segunda Guerra Mundial de afegãos urbanos de várias origens: estudantes, acadêmicos, escritores, poetas, pesquisadores e leitores em geral. Zhvandūn era publicada quinzenalmente, sendo mais tarde publicada uma vez por semana. Em 6 de maio de 1954, a administração de Zhvandūn foi entregue ao Riyasat-i Mustaqil-i Matbu’at (Diretoria Autônoma de Mídia). O Vizarat-i Ittilaʻat va Kultur (Ministério da Informação e Cultura) assumiu o controle da revista em 1970 e a administrou até 1982, quando então foi transferida para a Itihadyah-yi Navisandagan Jumhur-i Dimukratik-i Afghanistan (União dos Escritores da República Democrática do Afeganistão). A renomeada União de Escritores Afegãos publicou edições separadas da revista Zhvandūn (uma em pachto e outra em persa), durante o governo mujahidin na década de 1990, até o final de suas publicações, em 1996.

Zhvandūn, número 38, sábado, 7 de dezembro de 1974

Zhvandūn, conhecida normalmente como “Zhwandun,” foi uma das revistas mais populares publicadas no Afeganistão na segunda metade do século XX. Ela começou como uma revista progressista publicada tanto em persa como em pachto, iniciando em maio de 1949. A revista apresentava artigos sobre história afegã e global, descobertas e artefatos arqueológicos, poesia e linguagem, biografias de personalidades afegãs e estrangeiras, artes e cultura, filosofia e religião e outros temas relacionados com a cultura e a vida cotidiana, incluindo música, dança, jogos, saúde e vida doméstica. Embora a revista Zhvandūn tenha apresentado artigos sobre temas literários, históricos, educacionais e de entretenimento durante todo o tempo de sua publicação, as dinâmicas sociais e políticas em constante transformação do Afeganistão influenciaram o caráter do conteúdo editorial. Na década de 1960, a revista refletia o realismo do Reino do Afeganistão. Em contraste, os regimes de esquerda da década de 1980 promoveram conteúdos revolucionários, como discussões sobre a ideologia marxista, cantos anticapitalistas e artigos sobre reformas agrícolas. Apesar de aZhvandūn se apresentar no mercado como uma revista para khanawadah(famílias), seu principal público foi a geração pós-Segunda Guerra Mundial de afegãos urbanos de várias origens: estudantes, acadêmicos, escritores, poetas, pesquisadores e leitores em geral. Zhvandūn era publicada quinzenalmente, sendo mais tarde publicada uma vez por semana. Em 6 de maio de 1954, a administração de Zhvandūn foi entregue ao Riyasat-i Mustaqil-i Matbu’at (Diretoria Autônoma de Mídia). O Vizarat-i Ittilaʻat va Kultur (Ministério da Informação e Cultura) assumiu o controle da revista em 1970 e a administrou até 1982, quando então foi transferida para a Itihadyah-yi Navisandagan Jumhur-i Dimukratik-i Afghanistan (União dos Escritores da República Democrática do Afeganistão). A renomeada União de Escritores Afegãos publicou edições separadas da revista Zhvandūn (uma em pachto e outra em persa), durante o governo mujahidin na década de 1990, até o final de suas publicações, em 1996.

Selos postais de Hejaz, Jidá e Najd. Lista de preços completa e ilustrada dos selos provisórios de 1924, incluindo todas as emissões subsequentes até junho de 1926

Selos postais de Hejaz, Jidá e Najd. Lista de preços completa e ilustrada dos selos provisórios de 1924, incluindo todas as emissões subsequentes até junho de 1926 é um catálogo de vendas de selos postais e de receitas emitidos por diversas jurisdições na Arábia. O catálogo é um volume acompanhante da obra Emissões postais de Hejaz, Jidá e Najd do mesmo autor, também apresentada na Biblioteca Digital Mundial. Os selos apresentados no catálogo foram emitidos durante os últimos anos do Reino de Hejaz, antes de o território ser invadido por forças de ‘Abd al-Aziz ibn Sa’ud (1880 a 1953), fundador do Reino da Arábia Saudita. Muitos selos foram colocados em circulação com impressões sobrepostas para indicar mudanças na jurisdição ou no preço. A lista de preços inclui selos fiscais e selos de jornais, bem como outros selos provisórios. A obra é ilustrada com exemplos de impressão sobreposta e variações estilísticas. O texto publicitário nas últimas páginas e na capa do volume de pouca espessura apresenta informações sobre a operação da empresa “D. Field”, ou seja, David Field e sua esposa Edith, editores da revista West End Philatelist. Pouco se conhece sobre o autor D. F. Warin, que morreu em 1935 ainda jovem. Até a década de 1950, quando então os estados embrionários da Península Arábica começaram a extrair quantidades comerciais de petróleo, a receita de selos postais era uma importante fonte de renda nessa região.

Por detrás do véu na Pérsia e na Arábia turca: relato de uma inglesa que viveu oito anos entre as mulheres do Oriente

Por detrás do véu na Pérsia e na Arábia turca: relato de uma inglesa que viveu oito anos entre as mulheres do Oriente é um relato de Mary Hume-Griffith, esposa do Dr. Albert Hume-Griffith, um médico missionário britânico, sobre a vida e o trabalho na Pérsia (atual Irã) e na província turca de Mossul (no atual norte do Iraque) entre 1900 e 1908. Enquanto seu marido se dedicava às atividades médicas, Mary Hume-Griffith passou bastante tempo na companhia de mulheres, cuja cultura atrás das portas dos andarun (áreas das mulheres), ela geralmente descreve com sensibilidade. Sua intenção é “apresentar um relato da vida privada do Oriente”. O principal interesse do livro se concentra no acesso que ela teve às famílias de diferentes classes sociais. A família Hume-Griffith passou três anos nas cidades iranianas de Kerman, Isfahan e Yazd, às quais Mary dedica vários capítulos que abordam temas diversificados, como o folclore local, conselhos sobre a compra de tapetes, e o tratamento de criados. Ao longo da obra, ela fornece descrições e comentários sobre a condição das mulheres. Apesar de todo o acesso que teve aos andarun, na maioria das questões relacionadas ao casamento, ao parto e aos cuidados infantis, a autora convenientemente se mantém em silêncio. No entanto, ela critica o estado de insegurança das esposas, e destina boa parte de sua atenção às minorias étnicas e religiosas no Irã e no norte do Iraque, dedicando capítulos a bahá’ís, parsis, yazidis, judeus, curdos e cristãos de várias denominações. Os capítulos que falam sobre saúde pública e tratamento médico são escritos por Albert Hume-Griffith, com base em suas experiências como médico missionário. O livro é bem ilustrado com fotografias de colegas ou de arquivos da Sociedade Missionária da Igreja para África e Oriente, organização com sede em Londres e que financiou a missão.

Vida tradicional do árabe beduíno descrita pelas fontes

Georg Jacob (1862 a 1937) foi um orientalista alemão e estudioso do islã. Ele estudou geografia árabe e ensinou nas universidades de Erlangen, Kiel e Halle, e é considerado o fundador da moderna turcologia na Alemanha. Jacob foi o primeiro tradutor e editor de literatura turca moderna nos países de língua alemã. Como editor do Türkische Bibliothek (Biblioteca Turca), ele conseguiu publicar muitas obras durante a Primeira Guerra Mundial. Jacob também é reconhecido por chamar a atenção dos estudiosos ocidentais às obras de teatro de fantoches de Muhammad Ibn Daniyal (1249 ou 1250 a 1310 ou 1311), um dramaturgo egípcio. Altarabisches Beduinenleben nach den Quellen geschildert (Vida tradicional do árabe beduíno descrita pelas fontes) é uma coleção que aborda diversos temas relacionados à vida dos árabes beduínos, especialmente antes do advento do islã. Conforme sugere o título, o livro usa fontes árabes e outras obras de orientalistas mais antigos para tecer um quadro geral da vida na era pré-islâmica, período conhecido em fontes muçulmanas como Jahiliyya (Estado de ignorância concernente à orientação divina). Entre os temas abordados estão: flora e fauna, vida diária, alimentos e bebidas, normas sociais, amor e casamento, animais, e outras questões que normalmente se encontrariam num guia de viagem moderno. As declarações muitas vezes são acompanhadas por referências a fontes originais em árabe e a publicações do ocidente. Algumas declarações, no entanto, parecem sugerir que a compreensão de Jacob da língua e literatura árabes não era incontestável. Em referência à Muʻallaqāt, os sete poemas árabes clássicos que os árabes pré-islâmicos penduravam nas cortinas da Caaba para admiração (e que por isso ficaram conhecidos como as Odes Suspensas), afirma que “o nome Muʻallaqāt provavelmente significa lâmpadas ou lustres suspensos”. Esta cópia da Biblioteca do Congresso apresenta um carimbo à tinta em japonês: Minami Manshū Tetsudō Kabushiki Kaisha Tōa Keizai Chōsakyoku zōsho no in (Selo da coleção na Companhia da Ferrovia do Sul da Manchúria, Departamento de Pesquisa Econômica da Ásia Oriental). É bem provável que o volume tenha sido confiscado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos no final da Segunda Guerra Mundial e, mais tarde, transferido para a Biblioteca do Congresso. A Companhia da Ferrovia do Sul da Manchúria se dedicou a extensas compilações de informação e atividades operacionais em nome do Exército Imperial Japonês, incluindo esforços para incitar os muçulmanos contra os domínios chinês e russo.

Comentário sobre a história do “emir al-umara’”, de Abu al-Fida’

Commentatio exhibens historiam emirorum al omrah ex Abulfeda (Comentário sobre a história do emir al-umara’, de Abu al-Fida’) é um estudo acadêmico em latim do departamento político e militar islâmico conhecido como amir al-umara’ (Comandante dos comandantes). O autor, Friedrich Wilhelm Carl Umbreit (1795 a 1860), produziu a obra como um artigo acadêmico em 1815 na Universidade de Göttingen. Seu artigo ficou em primeiro lugar entre os trabalhos apresentados e, como prêmio, Umbreit, com apenas 20 anos na época, teve sua obra publicada por conta da universidade. Embora ele tenha estudado com o famoso orientalista Joseph Freiherr von Hammer-Purgstall, Umbreit não seguiu carreira em história ou filologia islâmicas. Após receber seu doutorado em 1818, ele teve uma distinta carreira como importante teólogo protestante e editor, estudioso da bíblia e professor. Commentatio é a sua única obra conhecida no campo dos estudos islâmicos. Ele narra a fundação do emir al-umara’ desde seus primórdios em 935  até seus últimos dias de uso pelos abássidas por volta de 1055, e traça as vicissitudes do Império Abássida em declínio e a sucessão dos emires. Umbreit baseou seu estudo na crônica de Isma’il ibn ‘Ali, conhecido como Abu al-Fida’ (1273 a 1331), usando o al-Mukhtasar (Resumo) de Abu al-Fida’ como base para sua monografia. Ele completou o texto principal com outras histórias árabes e com obras em siríaco e em línguas europeias. Esta cópia da Biblioteca do Congresso apresenta um carimbo à tinta em japonês: Minami Manshū Tetsudō Kabushiki Kaisha Tōa Keizai Chōsakyoku zōsho no in (Selo da coleção na Companhia da Ferrovia do Sul da Manchúria, Departamento de Pesquisa Econômica da Ásia Oriental). É bem provável que o volume tenha sido confiscado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos no final da Segunda Guerra Mundial e, mais tarde, transferido para a Biblioteca do Congresso. A Companhia da Ferrovia do Sul da Manchúria se dedicou a extensas compilações de informação e atividades operacionais em nome do Exército Imperial Japonês, incluindo esforços para incitar os muçulmanos contra os domínios chinês e russo.

Guia para o Golfo de Áden

Derrotero del Golfo de Aden (Guia para o Golfo de Áden) é um conjunto de instruções de navegação em espanhol para o Golfo de Áden, a costa leste da Arábia, Socotra e as ilhas adjacentes e a costa da Somália. Aqui apresentamos a segunda edição revista e atualizada, publicada em 1887. A maioria das informações provém de outras publicações, como o guia francês de 1885 Instructions nautiques sur la mer Rouge et le golfe d’Aden (Instruções náuticas para o Mar Vermelho e o Golfo de Áden) e o Guia para o Golfo de Áden de 1882 do Departamento Hidrográfico do Almirantado Britânico. Guias hidrográficos são instruções aos navegantes que descrevem as características de portos e vias navegáveis. São muitas vezes complementados com gráficos atualizados, listas de faróis, informações sobre condições meteorológicas predominantes, regulamentos dos portos, e outras informações pertinentes à navegação. Apesar de suas rivalidades comerciais e políticas, os países europeus geralmente compartilhavam informações marítimas entre si. Ao contrário de outras potências europeias, a Espanha não tinha grandes ambições coloniais ou comerciais na Ásia, exceto pela colônia das Filipinas, cujo território era controlado pela Espanha desde o século XVI. Antes de os mexicanos alcançarem independência no início do século XIX, os espanhóis governavam as Filipinas do México. Mais tarde, a administração da colônia passou a ser realizada de Madrid. Isso obrigou a Espanha a usar a rota mais longa que saía da Europa e que, depois da abertura do Canal de Suez em 1869, implicava em passar pelo Mar Vermelho, contornar a Península Arábica e ingressar no Oceano Índico. O Derrotero apresenta vários esboços de importantes recursos litorâneos. Ele também traz um glossário de termos árabes, um índice de topônimos e uma tabela de coordenadas em longitude e latitude com notáveis características.

Oceano Índico: guia para o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico

Instructions nautiques: Océan Indien: Golfe d'Oman et Golfe Persique (Oceano Índico: guia para o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico) é um guia detalhado para a navegação no Golfo de Omã e no Golfo Pérsico. Foi publicado pelo Serviço Hidrográfico da Marinha Francesa e baseia-se amplamente no Guia para o Golfo Pérsico publicado pelo Almirantado Britânico em 1898. A obra inclui informações sobre as divisões políticas da região, bem como oceanografia e meteorologia. Os primeiros capítulos descrevem as condições de navegação da costa de Makran (nos atuais territórios do Paquistão e do Irã), bem como as costas persas e árabes dos dois golfos. O guia detalha as condições no extremo norte do Golfo Pérsico, saindo de Bushehr até Shatt al Arab e do oeste até Kuwait. O porto de Manama, no Bahrein, por exemplo, é descrito como uma cidade de 8.000 habitantes, e cita a extração de pérolas e a agricultura como suas principais atividades econômicas. Um sistema de irrigação bem conservado mantém parte da área fértil e verde, “mostrando um aspecto excepcionalmente agradável pouco encontrado no país”. No entanto, tais descrições terrestres são raras, e a maior parte do conteúdo trata de condições no mar e na costa adjacente. Após esses capítulos introdutórios a obra apresenta um extenso índice alfabético de nomes de lugares e dez ilustrações em sépia da topografia costeira. O livro conclui com uma lista dos mapas e outros documentos marítimos para venda, como informações estatísticas, detalhes de faróis, outros guias para áreas que se estendem da França até a Austrália, pontos de abastecimento de carvão e códigos de sinalização internacionais. A obra foi publicada e distribuída em 1904 pela Imprimerie Nationale, em Paris.