Mapas estatísticos da Irlanda do The Graphic

Esse conjunto de seis mapas estatísticos fornece uma visão geral econômica e demográfica da Irlanda na primeira metade da década de 1880. O código de cores é usado para mostrar a densidade populacional, a educação, a religião, a produção agrícola, a riqueza (medida pelo valor do imóvel tributado), e a pobreza de cada um dos 32 condados. Pequenas tabelas no canto inferior direito de cada mapa apresentam os mesmos dados em forma numérica para as quatro províncias onde se agrupam os condados da Irlanda. Entre os notáveis fatos que podemos extrair do mapa estão: a esmagadora predominância do catolicismo romano em todas as partes do país, exceto em Ulster (e especialmente em Antrim e Down, os únicos condados cuja população católica fica abaixo de 25 a 30 por cento); o alto nível de “pauperismo” (identificado através da parte da população que recebe alguma forma de auxílio) em alguns condados do sul, como Limerick e Kildare; e a taxa nacional de analfabetismo de cerca de 25 por cento, com uma concentração específica de 37,9 por cento (mais de 40 por cento entre as mulheres), na província de Connaught. No início os mapas surgiram como complemento para o popular The Graphic, um jornal britânico semanal ilustrado publicado em Londres.

Mapa da América Central, 1856

Este mapa de 1856 da América Central foi produzido pelo Serviço Costeiro e Geodésico dos Estados Unidos, com base em informações fornecidas pela Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, e editado e impresso por Adolphus Ranney (de 1824 a 1874), cartógrafo e editor de Nova York. Ele mostra o extremo sul do México e os seis países da América Central: Guatemala, Honduras, San Salvador (El Salvador), Nicarágua, Costa Rica e Costa dos Mosquitos (mais tarde Honduras Britânicas e hoje Belize). O Panamá ainda fazia parte da Colômbia, que na época era chamada de Nova Granada. Os relevos são representados por hachuras, contornos e pontos de elevação em pés. As profundidades são dadas por sondagens em pés. Três mapas adicionais no canto inferior esquerdo mostram a Baía de Fonseca, o Porto de San Juan de Nicarágua, e a parte sul da Nicarágua que vai de San Juan até a Baía de Fonseca, ou seja, da costa do Atlântico até a costa do Pacífico. A principal linha da rota do canal proposto, que atravessa o Lago Nicarágua, aparece no último mapa. Na década de 1850, acreditava-se que a Nicarágua provavelmente abrigava um canal ístmico, já que o Panamá não era considerado seriamente. Anotações no mapa principal fornecem informações sobre distâncias e características geográficas, dados encontrados em outros mapas, reivindicações territoriais conflitantes e o status de várias fronteiras na região. Com o Tratado Clayton-Bulwer, assinado pela Grã-Bretanha e pelos Estados Unidos em abril de 1850, as duas potências concordaram em: não buscar controle exclusivo do canal ístmico sugerido ou do território de cada lado do canal; não fortalecer qualquer posição na área do canal; e não estabelecer colônias na América Central. A Costa dos Mosquitos, onde os britânicos já tinham colônias, foi uma exceção. A escala do mapa é dada em milhas terrestres.

Mapa do Líbano de acordo com as informações de reconhecimento coletadas pelo grupo topográfico da expedição para a Síria de 1860 a 1861

Este mapa do Líbano que mostra parte da Síria com Damasco foi produzido por cartógrafos militares franceses em 1862. Ele se baseia em informações coletadas pela unidade topográfica no corpo expedicionário enviado pela França ao Líbano em 1860-1861. Na época, o Líbano fazia parte do Império Otomano, e a região central conhecida como Monte Líbano era povoada principalmente por cristãos e drusos. A revolta camponesa maronita em 1858 resultou em confrontos entre os dois grupos, culminando em 1860 no massacre causado pelo povo druso de aproximadamente 10.000 católicos maronitas, bem como católicos gregos e ortodoxos gregos. A França, exercendo seu tradicional papel de protetora europeia dos cristãos do Oriente Médio, enviou uma tropa de 6.000 soldados ao Líbano, que desembarcou em Beirute em 16 de agosto de 1860. Os soldados permaneceram no país até junho de 1861 e conseguiram restaurar a ordem. O mapa mostra fronteiras distritais, cidades e vilas, linhas ferroviárias, mesquitas, conventos ou mosteiros cristãos, e rios e outras características geográficas. O relevo é representado por hachuras e as alturas são indicadas em metros. O mapa apresenta duas escalas de distância: quilômetros e milhas náuticas. A tabela no lado inferior direito lista todos os distritos do Líbano, com suas populações separadas em sete religiões representadas na região: maronitas, “gregos ortodoxos” (ou seja, ortodoxos que reconheceram a autoridade do patriarca grego de Constantinopla), católicos gregos, drusos, metualis (antigo termo para se referir a xiitas libaneses), muçulmanos (sunitas), e judeus. Os maronitas eram o maior grupo, com 208.180 pessoas de uma população total de 487.600.

África, 1914

Este mapa da África foi publicado na Alemanha em 1914, pouco antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ele mostra as rotas transatlânticas entre Alemanha e África, bem como rotas costeiras e terrestres. Os relevos são representados por hachuras e pontos de elevação. No canto inferior esquerdo há uma ilustração de um navio a vapor em alto-mar e uma lista das principais empresas de transporte marítimo alemãs que tinham a África em sua rota de destino: Woermann-Linie A.G., Deutsche Ost-Afrika Linie, Hamburg-Amerika Linie e Hamburg-Bremer Afrika-Linie A.G. No canto superior direito há um mapa adicional da região costeira da colônia alemã de Camarões e outro mapa dentro deste mostrando o curso do rio Camarões pela região. Logo abaixo desses mapas encontramos outro mapa adicional que mostra a parte leste da África Oriental Alemã. A legenda na parte inferior direita indica a riqueza de informações contida no mapa. As escalas de distância são dadas em quilômetros e em milhas náuticas. Os territórios coloniais da Alemanha, da Grã-Bretanha, da Bélgica, da França, da Itália, da Espanha, da Turquia e de Portugal são diferenciados por cores. Os símbolos indicam cidades e vilas por tamanho populacional, fortes e postos militares, ruínas, linhas ferroviárias (operacionais e planejadas), rotas de caravanas, passagens em montanha, poços e nascentes, e brejos e outras características geográficas. Há uma lista alfabética de abreviaturas para termos geográficos em línguas locais e seus equivalentes em alemão. Números romanos são usados para identificar os distritos e outras divisões administrativas no Congo Belga e na África Oriental Alemã. O mapa foi preparado por Wagner & Debes, uma empresa alemã especializada na produção de mapas para o famoso guia de viajantes publicado por Karl Baedeker durante o século XIX e início do século XX. Um carimbo na parte inferior indica que o mapa foi emprestado pela Sociedade Geográfica Americana para a Conferência de Paz de Versalhes, de 1918 a 1919.