A rivalidade anglo-russa na Ásia do século XIX: Golfo Pérsico, fronteiras da Índia

La rivalité anglo-russe au XIXe siècle en Asie: golfe Persique, frontières de l'Inde (A rivalidade anglo-russa na Ásia do século XIX: Golfo Pérsico, fronteiras da Índia) é uma história da disputa entre os impérios britânico e russo sobre territórios situados entre seus respectivos domínios na Ásia. A expansão russa para a Ásia Central e a penetração britânica no leste de Suez até o subcontinente indiano resultou na disputa diplomática e militar das duas potências, ficando conhecida como o Grande Jogo. O autor, Alphonse Rouire (de 1855 a 1917), era um médico e escritor francês que redigiu temas geográficos e históricos referentes à Ásia e à África. O livro se baseia em artigos que ele publicou ao longo de cinco anos no intelectual Revue des Deux Mondes (Jornal de dois mundos) francês publicado mensalmente. A obra contém capítulos sobre a Inglaterra na Arábia, Inglaterra e Rússia na Pérsia, ingleses e russos no Afeganistão, ingleses no Tibete e a Convenção Anglo-Russa de 1907. Rouire analisa as tensões anglo-russas nessas regiões, e conclui que a rivalidade entre os dois impérios terminou bem com a assinatura da “sábia” e “duradoura” Convenção Anglo-Russa, o que viria a ser “uma das melhores medidas de paz mundial”, de acordo com sua previsão otimista. O livro foi publicado em 1908 por Armand Colin, a imprensa acadêmica francesa fundada em 1870. Ele contém um mapa dobrado da região.

Estudos dos dialetos do sul da Arábia

Études sur les dialectes de l'Arabie meridional (Estudos dos dialetos do sul da Arábia) é um estudo monumental dos dialetos das regiões de Hadhramaut e Datinah no sul da Península Arábica, localizadas a nordeste da cidade de Áden (no atual Iêmen). O estudo foi produzido pelo orientalista sueco conde Carlo Landberg (de 1848 a 1924), considerado um dos principais orientalistas suecos de todos os tempos. A obra consiste em quatro volumes de recitações cuidadosamente transcritas de poemas, canções e histórias coletadas das tribos. O autor apresenta o texto em árabe na transcrição coloquial, uma interpretação fonética da recitação, e uma tradução para o francês. As canções são acompanhadas por notação musical. Landberg, um rico aristocrata que decidiu dedicar seu tempo e fortuna ao estudo de dialetos árabes durante suas viagens e aos cargos diplomáticos na Síria, no Egito e na Arábia, mantinha residências na França, Alemanha e Suécia, e fez parte da vida acadêmica de cada país. Em 1889 ele trabalhou como secretário-geral do VIII Congresso Internacional de Orientalistas. Em seu 75º aniversário ele escreveu: “Passei mais de 30 anos entre os árabes. Falei árabe todos os dias durante quarenta e dois anos, até a Guerra [Primeira Guerra Mundial]”. Embora tenha se baseado numa pesquisa com mais de um século de existência, os estudos pioneiros de Landberg continuam sendo o ponto de partida para as pesquisas sobre dialetos do sul da Arábia. Desde a época de Landberg, a ciência linguística e a dialetologia têm alcançado um nível mais alto de complexidade e sofisticação, mas estudiosos modernos ainda dependem do seu trabalho de campo original, especialmente da sua lexicografia. Landberg também forneceu ricas descrições dos hábitos e costumes dos povos entre os quais trabalhou. A publicação desses volumes de 1901 a 1913 pela empresa de impressão e publicação orientalista de E. J. Brill de Leiden, nos Países Baixos, foi reconhecidamente um feito incomparável. Os livros são obras-primas de precisão no uso de vários tipos, anotação complexa e uma abrangente estrutura do livro, apresentando vários índices, glossários e textos explicativos. A obra é dedicada ao rei Oscar II da Suécia, que também era estudioso e patrocinador das artes e das ciências.

Sudoeste da Arábia

Das südwestliche Arabien (Sudoeste da Arábia) de Walther Schmidt é um livro sobre geografia aplicada, abrangendo principalmente as áreas do atual Iêmen. Esse é a oitava obra na 4ª série das publicações da Angewandte Geographie (Geografia Aplicada), uma série de livros editados pelo Dr. Hugo Grothe e publicados pela empresa de Heinrich Keller de Frankfurt am Main, com o objetivo de “ampliar a compreensão geográfica em sua relação com a vida cultural e científica”. O livro, publicado em 1913, é uma compilação de informações geográficas, incluindo uma longa bibliografia e uma lista cronológica de viajantes para a região e as rotas que utilizaram. Além da introdução e do apêndice, a obra apresenta quatro seções: “Zur Natur des Landes” (Sobre a geografia física da terra), “Die Bevölkerung des Landes”” (A população da terra), “Zur Wirtschaft des Landes” (Sobre a economia da terra), e “Literatur” (Bibliografia). O livro contém 13 tabelas e dois mapas. As tabelas contêm informações sobre a área superficial do Iêmen e sua população, viajantes e exploradores da região, tráfego marítimo de chegada e saída das cidades portuárias de Áden e Hodeida (também chamada de Al Hudaydah). Apenas um dos mapas, uma representação topográfica do sistema de drenagem e da estrutura da montanha do Iêmen, sobreviveu nessa cópia. O livro foi originalmente a dissertação inaugural de Schmidt, sobre quem pouco se conhece. Na introdução ele afirma que deu início à sua pesquisa em 1910 e foi supervisionado pelo professor Alfred Philippson (de 1864 a 1953). Philippson foi um notável geógrafo alemão que lecionou na Universidade de Bonn, e que durante a era nazista sobreviveu ao campo de concentração de Theresienstadt.

Porto de Áden

John Taylor Arms (de 1887 a 1953) foi uma importante figura na história da arte gráfica americana durante a primeira metade do século XX. Ele é mais conhecido por seus esboços de arquitetura e seus panoramas de cidades e vilas europeias. As imagens das gárgulas da Catedral de Notre Dame em Paris estão entre seus trabalhos mais reconhecidos, como também seus esboços da ponte de Brooklyn na cidade de Nova York. Arms produziu poucos esboços de paisagens orientais. Aqui apresentamos um desses esboços. Ele mostra veleiros no Golfo de Áden, ao largo da costa da cidade portuária de Áden (no atual Iêmen). Não se sabe quando a obra foi criada; talvez durante seu trabalho como oficial de navegação na Marinha dos EUA no decorrer da Primeira Guerra Mundial, ou alguns anos antes durante uma viagem com sua esposa. Sua outra obra marítima inclui uma série que descreve os navios de guerra americanos. Cooperando em suas viagens, no trabalho de estúdio e nas publicações estava sua esposa, Dorothy Noyes Arms. Esta impressão é datada e assinada por Arms e representa a número 6 de 40. Foi impressa por Frederick Reynolds, um gravador da cidade de Nova York com quem Arms trabalhou na década de 1920. John Taylor Arms foi presidente da Sociedade Americana de Artistas Gráficos. Como professor, ele era conhecido por compartilhar generosamente suas técnicas com os alunos.

As leis do islã

Las leyes del Islam (As leis do islã) foi publicada em Buenos Aires, na Argentina, em 1926. O autor do livro, Constantino Melhem, um falante árabe nativo e não muçulmano, comprometeu-se a traduzir diretamente do árabe e organizar e comentar os textos mais importantes da lei islâmica. Seu objetivo, conforme declarado no prefácio, é explicar a um público ocidental o volumoso conjunto dos principais textos de leis e regras que regem a vida muçulmana e corrigir o que julga serem equívocos sobre o estilo de vida muçulmano, resultados de traduções imprecisas e interpretações superficiais realizadas por cristãos. Ele pretende lançar luz sobre as leis que regem a vida de 350 milhões de muçulmanos (sua estimativa da população muçulmana do mundo em 1926, quando o livro foi publicado). O livro está dividido em quatro partes: leis religiosas, leis civis, leis penais e leis sociais. Cada parte é subdividida em capítulos que abordam temas como jejum, oração, casamento, herança, comportamento em relação aos pais, dízimos, empréstimos, atividades comerciais e vida familiar. Os capítulos apresentam uma estrutura comum: eles começam com a definição da norma, listam modalidades de conduta necessárias para observar adequadamente a norma, apontam exceções, e depois exibem exemplos específicos ilustrados com fatos. Em alguns capítulos, Melhem oferece um comentário pessoal sobre uma lei específica e suas implicações, e muitas vezes as compara com normas similares aplicadas em países cristãos. Melhem apresenta essas conexões para facilitar a compreensão de seus leitores. Ele também faz esforços especiais para mostrar a relação entre causas e efeitos na observância das leis islâmicas, a fim de mostrar o papel holístico da lei e da religião na vida muçulmana.

Estudos sobre história e filologia orientais

Mélanges d'histoire et de philologie orientale (Estudos sobre história e filologia orientais), publicado em Paris por volta de 1854, é um volume comemorativo em homenagem à carreira de 60 anos do orientalista francês Étienne Marc Quatremère (de 1782 a 1857). O volume inclui ensaios de Quatremère sobre os fenícios, o Ofir bíblico, Dário, o rei da Pérsia, Baltazar, o rei da Babilônia, ciência árabe, e estudos de Jerusalém e do rio Jordão. Os ensaios refletem a erudição do autor e seus variados interesses no antigo e moderno Oriente Próximo, sua história e seus idiomas, estudos bíblicos, e análise e tradução textuais. Quatremère nasceu em Paris numa próspera família de comerciantes. Aos 12 anos perdeu o pai, que fora morto no terror revolucionário de 1793 a 1794. Sua mãe reconstruiu o negócio da família e Quatremère recebeu uma educação clássica completa. Ele estudou e ensinou línguas semíticas e persa, além de aprender turco e copta. Seu trabalho com hieróglifos egípcios em alguns aspectos era semelhante ao de Jean-François Champollion (de 1790 a 1832), no que foi considerado uma rivalidade acadêmica entre os dois homens. Ganhador de muitos prêmios e nomeações de prestígio, Quatremère raramente saía de casa e nunca viajou para as regiões do mundo sobre as quais estudou com tanta paixão. Na verdade, ele mantinha uma vida reclusa e foi criticado por alguns por compromisso excessivo ao trabalho. Após sua morte, ele deixou para trás uma biblioteca com mais de 40.000 volumes, incluindo 1.200 manuscritos, adquirida pelo rei Maximiliano II da Baviera. O primeiro ensaio em Mélanges d'histoire et de philologie orientale fala sobre “o gosto por livros entre os povos do Oriente”. Nele, Quatremère marca a diferença entre o estudo do livro e a exposição do livro. A obra também inclui um ensaio biográfico sobre Quatremère por Jules Barthélemy-Saint-Hilaire (de 1805 a 1895), um jornalista e político mais conhecido por seus escritos filosóficos. Esta cópia da Biblioteca do Congresso apresenta um carimbo à tinta em japonês: Minami Manshū Tetsudō Kabushiki Kaisha Tōa Keizai Chōsakyoku zōsho no in (Selo da coleção na Companhia da Ferrovia do Sul da Manchúria, Departamento de Pesquisa Econômica da Ásia Oriental). Durante a Segunda Guerra Mundial, a Companhia da Ferrovia do Sul da Manchúria se dedicou a extensas compilações de informação e atividades operacionais em nome do Exército Imperial Japonês, incluindo esforços para incitar os muçulmanos contra os domínios chinês e russo. É bem provável que o livro tenha sido confiscado pelas Forças Armadas dos EUA no final da Segunda Guerra Mundial e, mais tarde, transferido para a Biblioteca do Congresso.

História de Seyd Said, sultão de Mascate

História de Seyd Said, sultão de Mascate é o relato do viajante italiano Vincenzo Maurizi de sua residência no Sultanato de Omã, no início do século XIX. Divertido e informativo, o relato de Maurizi é reconhecido como o primeiro livro europeu inteiramente dedicado a Omã. Usando os escritos de Carsten Niebuhr (de 1733 a 1815) para dar o fundo histórico, o autor baseia sua narrativa em observações feitas em Omã de 1809 a 1814. Maurizi afirma que trabalhou como médico para o governante Saʻid bin Sultan (no poder de 1807 a 1856), que tomou o poder num golpe interno. O reinado de Sa‘id conseguiu manter uma estabilidade dinástica interna, mas foi marcada por ameaças externas vindas de Najd, região árabe de onde os wahhabistas, seguidores de Muhammad ibn ‘Abd al-Wahhab (falecido em 1826 ou 1827), surgiram para espalhar sua severa interpretação do islã. Maurizi tinha acesso a muitos dignitários da corte, incluindo o embaixador da seita wahhabista, a quem entrevistou sobre suas crenças quando esteve em Mascate. Ele descreve a política do país e os confrontos armados com as forças wahhabistas nos quais, como oficial das forças de Sayyid Sa‘id, ele participou. Maurizi conhecia bem o país fora da capital, Mascate, e realizou notas etnográficas, “extraídas de minha própria pesquisa particular, ou na falta dela, das melhores autoridades ainda existentes que estavam em meu poder adquirir”. Omã também enfrentou invasões de regiões vizinhas governadas por xeques. O apelido de Maurizi na corte era “Xeque Mansur” ou “vitorioso”, uma tradução direta do seu primeiro nome italiano. Ele também ganhou o apelido sarcástico Abu Midfa‘ (pai de cânones), depois que um navio comandado por ele acidentalmente abriu fogo contra forças aliadas, matando vários homens. Em seu relato sobre a vida de Maurizi, o estudioso britânico Robin Bidwell especula que Maurizi talvez tenha trabalhado como espião para os franceses, transmitindo informações sobre a aliança de Omã com a Companhia Britânica das Índias Orientais e as complexas rivalidades na Península Arábica e na região do Golfo Pérsico. Maurizi escreve sobre si mesmo como sendo um “diplomata artificial”. Não se sabe quem traduziu a obra do italiano para ser publicada em 1819 por John Booth, em Londres.

Algumas plantas de Zor Hills, no Kuwait, Arábia. Registros da Pesquisa Botânica da Índia, volume 6, número 6

Algumas plantas de Zor Hills, no Kuwait, Arábia é um catálogo botânico das plantas encontradas na costa norte da Baía do Kuwait em torno do atual Parque Nacional Jal Az-Zor, no Kuwait. As plantas são listadas por seus nomes botânicos e locais em árabe e em persa. O livro inclui observações sobre a distribuição de plantas na área discutida e em outros lugares dentro e fora da região do Golfo Pérsico; a obra também registra as utilidades econômicas das plantas. Os espécimes das plantas dessa região foram coletados por volta de 1907 por Sir Percy Cox (de 1864 a 1937) com auxílio de Stuart Knox (de 1869 a 1956), ambos agentes políticos britânicos enviados para trabalhar no Golfo Pérsico. As amostras foram encaminhadas a Calcutá para estudos mais detalhados e depois serem descritas nesta obra. O autor, Humphrey Gilbert-Carter (de 1884 a 1969), foi uma autoridade sobre a flora da Índia e das Ilhas Britânicas, médico e talentoso linguista. Ele trabalhou como botânico comercial com a Pesquisa Botânica da Índia (BSI) de 1913 a 1921, tornando-se depois curador do Herbário da Universidade Cambridge e professor na universidade. Esta obra é a número 6 do 6º volume da Pesquisa Botânica da Índia. Ela foi publicada pela primeira vez em 1917. Outras obras neste volume abrangem a flora de partes da Índia, da Península Malaia, Mianmar (Birmânia) e Sri Lanka (Ceilão). O BSI foi estabelecido em 1890 com a finalidade de identificar as plantas da Índia e seu valor econômico. O interesse europeu na flora indiana data dos primeiros dias de exploração e expansão colonial. A partir do século XVI, portugueses, holandeses e britânicos coletaram e estudaram plantas nativas. À medida que as terras sob o controle da Companhia Britânica das Índias Orientais cresciam em extensão, aumentava-se o estudo da vida vegetal no norte e noroeste do subcontinente indiano. A expansão econômica e imperial estendeu as pesquisas além das fronteiras da Índia Britânica, chegando à Mianmar (Birmânia) e à Península Arábica.

História antiga dos povos orientais

Histoire ancienne des peuples de orient (História antiga dos povos orientais) é uma história do antigo Egito e do Oriente Próximo contada por Gaston Maspero (de 1846 a 1916). Com mais de 800 páginas, a obra é uma abrangente pesquisa em cinco livros. O livro um trata do antigo Egito; o livro dois fala sobre a Ásia (Oriente Próximo), antes e depois da conquista e do domínio pelos egípcios; o livro três aborda o Império Assírio até a era dos sargônidas (incluindo um extenso capítulo sobre os reinos judeus dos tempos bíblicos); o livro quatro trata dos sargônidas e medos; e o livro cinco se refere ao Império Persa. A pesquisa termina com as conquistas de Alexandre, o Grande, no século IV a. C. Um apêndice dedicado a antigos sistemas de escrita inclui extensas notas e exemplos de alfabetos e silabários antigos. O livro traz três mapas e um índice. O autor usa fontes clássicas, como Heródoto, o historiador judeu Flávio Josefo e a Bíblia, além de pesquisas arqueológicas e epigráficas disponíveis. Maspero começou sua longa carreira acadêmica e administrativa decifrando e publicando textos hieroglíficos quando tinha 21 anos. Ao longo de seus 40 anos seguintes ele ensinou a história e a língua do antigo Egito em Paris. No Egito liderou expedições arqueológicas e fez inúmeras descobertas importantes. Como diretor-geral do Departamento de Antiguidades egípcio, procurou regular a distribuição de objetos em museus estrangeiros e diminuir o roubo generalizado de antiguidades. Ele também supervisionou o desenvolvimento e a catalogação das coleções do Museu de Antiguidades Egípcias no centro de Cairo. Muitas das descobertas e conclusões de Maspero foram revisadas nos 130 anos desde a publicação dessa obra, mas ele continua sendo uma das grandiosas figuras no campo da administração de antiguidades e egiptologia. Aqui apresentamos a quarta edição, revista pelo autor e publicada em 1886.

Sobre a religião dos árabes pré-islâmicos

Ludolf Krehl (de 1825 a 1901) foi um orientalista e bibliotecário alemão. Ele nasceu em Meissen, na Saxônia, e estudou línguas orientais nas universidades de Leipzig, Tübingen e Paris. Aqui apresentamos a primeira edição (1863) da obra Über die Religion der vorislamischen Araber (Sobre a religião dos árabes pré-islâmicos) de Krehl, um tratado que investiga os sistemas de crenças dos árabes antes da chegada do islã. Krehl afirma na introdução que o livro é uma tentativa de “explicar e fundamentar o contexto interno de alguns dos fenômenos mais notáveis da religião pré-islâmica dos árabes”. Ele argumenta que a ascensão do império árabe depois de Maomé foi demasiadamente rápida para ser atribuída somente ao novo “forte elo de uma religião monoteísta”, e que a rápida expansão do império “prova quão vital e convincente” deve ter sido o poder da crença pré-islâmica dos árabes. Entre as fontes usadas por Krehl estão escritos de Heródoto sobre os persas, poesia árabe pré-islâmica, tabelas genealógicas árabes, Al-milal wa al-niḥal (Livro de seitas e credos) de al-Shahrastani, ‘Ajā’ib al-makhlūqāt (As maravilhas da criação) de al-Qazwini, e Mu’jam al-Buldan (Dicionário de países), de Yaqut Al-Hamawi. O livro contém um apêndice (da página 81 à 92) de citações em árabe extraídas de fontes utilizadas na obra. Juntamente com Reinhart Dozy, Gustave Dugat e William Wright, Krehl também foi o coeditor de Analectes sur l'histoire et la littérature des Arabes d'Espagne, par al-Makkari (Analectos sobre a história e a literatura dos árabes da Espanha, por al-Makkari), uma edição de 1855 da primeira parte de Nafḥ aṭ-ṭīb (A brisa do perfume), uma importante história árabe de Andaluzia escrita por Ahmad ibn Muhammad al-Maqqari (por volta de 1578 a 1632).