27 de janeiro de 2016

Pequeno mapa de descobertas dos russos entre a Ásia e a América do Norte

Este mapa francês do Alasca, Sibéria, e do Pacífico Norte, publicado em 1747, foi baseado em informações geográficas colhidas em viagens russas anteriores. Ele foi criado pelo cartógrafo francês Jacques-Nicolas Bellin (1703 a 1772) e publicado pelo autor francês Abbé Prévost. Formado como hidrógrafo, Bellin trabalhava para o Departamento Marítimo Francês e era especialista na produção de mapas marítimos de regiões costeiras. Em 1764, ele publicou Le Petit Atlas Maritime (Pequeno Atlas Marítimo), uma obra em cinco volumes com 581 mapas. Este mapa descreve as rotas percorridas por Semen Dezhnev em torno da Península de Chukotka, em 1648; por Vitus Bering, pelo caminho que ficou conhecido como Estreito de Bering, em 1728; por Mikhail Gvozdev e Ivan Fyodorov, pelo Estreito de Bering para o Cabo Príncipe de Gales, no Alasca, em 1732; e por Vitus Bering e Aleksei Chirikov, ao sul do Alasca, em 1741. Não houve grandes aperfeiçoamentos neste mapa até a viagem do Capitão Cook para o Alasca mais de 30 anos depois, em 1778. Mais tarde, notou-se que algumas áreas do mapa estavam erradas, como a grande massa de terra relatada por nativos em Kamchatka e representada ao norte das Ilhas Aleutas. Uma nota abaixo da cártula do título e da escala se refere à suposta viagem do almirante espanhol Bartolomé de Fuente em busca de uma passagem no noroeste O mapa inclui detalhes específicos e precisos sobre a costa asiática russa ao sul do Japão, bem como a Ilha Sacalina e as Ilhas Curilas. Também são registradas partes da Califórnia, conhecidas por conta de explorações espanholas, bem como territórios do interior da América do Norte, perto da Baía de Hudson. Essa última região era bem conhecida pelos voyageurs (viajantes) franceses, que a essa altura haviam explorado completamente as áreas centro-norte da América do Norte. Os nomes e os territórios dos povos indígenas da Sibéria e do Extremo Oriente Russo são sublinhados e incluem os Chukchis (marcado como Tchuktschi), Yakuts (Iakoti), Tungus (Tungusi), entre outros.

As descobertas russas no mapa publicado pela Academia Imperial de São Petersburgo

Este mapa, que mostra as regiões conhecidas do Alasca no fim do século XVIII, foi baseado no mapa russo de Gerhard Friedrich Müller, publicado em 1754 pela Academia Imperial de São Petersburgo. O mapa foi impresso em 1775 na Fleet Street, em Londres, por Robert Sayer, um famoso comerciante inglês de impressões e mapas. Como o Pacífico Norte e o Ártico constituíam as partes mais desconhecidas do mundo na época, os primeiros mapas do Alasca foram populares na Europa Ocidental e eram reimpressos com frequência. O mapa foi publicado antes da terceira viagem do Capitão Cook do Pacífico ao Alasca em 1778; portanto, ainda era baseado em ângulos de direção e outras informações geográficas obtidas nas viagens combinadas de Vitus Bering e Aleksei Chirikov (representadas por linhas pontilhadas) para o Alasca em 1741, assim como nas descobertas das expedições russas anteriores. O mapa de Sayer mostra as rotas percorridas por Semen Dezhnev em 1648, em torno da Península de Chukotka do Cabo Leste (Cabo Dezhnev, o ponto mais ao nordeste da Ásia); por Bering, pelo que ficou conhecido como Estreito de Bering, em 1728; e por Mikhail Gvozdev e Ivan Fyodorov, em 1732, pelo Estreito de Bering até o Cabo Príncipe de Gales, no lado norte-americano do estreito. O mapa também perpetua o mito de uma grande massa de terra ao norte das Ilhas Aleutas contado pelos nativos de Kamchatka e supostamente visível desde a Ilha de Bering. A representação das Ilhas Aleutas é mais precisa do que em mapas anteriores. Em 1775, exploradores russos e promyshlenniki (comerciante de peles) já tinham viajado bastante pelas Ilhas Aleutas em busca de lontras-marinhas e fornecido informações além do que era conhecido na época de Bering sobre vários grupos de ilhas no arquipélago das Ilhas Aleutas. O mapa também descreve a geografia bem-conhecida em 1775 do Mar de Okhotsk, da Ilha de Sacalina, das Ilhas Curilas e do norte do Japão, além de fornecer informações geográficas sobre a Califórnia com base em explorações espanholas recentes. Algumas características dignas de nota são o ponto de entrada do Estreito de Juan de Fuca, próximo da atual Seattle, e o fictício "Rio do Oeste", vindo das Montanhas Rochosas para o Oceano Pacífico.

Mapa que mostra o local da caça de focas por oito barcos canadenses, próximo das Ilhas Comandante, em 1892

Este mapa mostra os locais em torno das Ilhas Comandante, dentro das fronteiras marítimas da Rússia, onde barcos canadenses caçaram focas em 1892. Surgiu uma importante controvérsia diplomática sobre a caça de focas no Mar de Bering no final do século XIX, especialmente por conta das ações dos caçadores canadenses, que capturavam focas no ambiente pelágico (em mar aberto), ferindo as focas fêmeas, e, portanto, ameaçando o número populacional como um todo. Segundo os Estados Unidos, com a compra do Alasca, em 1867, foram adquiridos da Rússia direitos de pesca exclusivos no Mar de Bering. Os americanos queriam fazer valer esses direitos para proteger seu interesse nas focas das Ilhas Pribilof. O Canadá, por sua vez, cujas relações internacionais naquele tempo ainda eram administradas pela Grã-Bretanha, argumentou que tinha o direito de caçar focas em zonas pelágicas do Mar de Bering em decorrência de acordos anteriores firmados com a Rússia. Foi convocado um tribunal de arbitragem em Paris para resolver o litígio. Em 1893, decidiu-se em favor da Grã-Bretanha. Este mapa é baseado em informações usadas pela equipe britânica para defender seus interesses no processo arbitral. Ele mostra as rotas dos barcos canadenses de caça a focas. A tabela na parte superior direita indica que 219 focas foram caçadas em um limite de 30 milhas nas Ilhas Comandante. 3.817 foram capturadas fora dessa zona, totalizando 4.036 focas.

Parte oriental do Canadá, traduzido do inglês do mapa feito por Jefferys publicado em Londres em maio de 1755

Partie orientale du Canada (Parte oriental do Canadá) é um mapa manuscrito colorido à mão pelo cartógrafo, autor e ilustrador Georges-Louis Le Rouge (nascido em 1712), geógrafo real do rei Luís XV. A obra tomou como base um mapa inglês feito por Thomas Jefferys (por volta de 1719 a 1771), que trabalhou como geógrafo do rei George III e gravou e publicou muitos mapas e atlas em meados do século XVIII, especialmente da América do Norte. Seu desenho cobre a região nordeste de Montreal até a Île du Petit Mecatina e o sudoeste do Porte de Boston. O mapa exibe com destaque a parte oriental do Canadá, incluindo locais como Península de Gaspé, rio São Lourenço, Golfo de São Lourenço, Nova Escócia, Baía de Fundy e Golfo do Maine. Ele mostra cidades, fortes, estradas, portos, rios e lagos, território tribal indígena, ilhas costeiras, relevos e sondagens no Estreito de Northumberland. O mapa também descreve uma estrada planejada de Quebec até o forte Ocidental, em Maine. Várias linhas coloridas e incompletas destacam fronteiras estabelecidas por diversos tratados. O mapa inclui duas “Explicações” no topo das linhas coloridas e do sombreamento, e uma tabela no canto superior esquerdo que compara as latitudes e longitudes de vários mapas mais antigos. O relevo é ilustrado e a escala é dada em léguas marítimas e em milhas. Netuno aparece guiando sua carruagem no Golfo de São Lourenço. O mapa faz parte da Coleção de Rochambeau na Biblioteca do Congresso, com 40 mapas manuscritos, 26 mapas impressos e um atlas manuscrito que pertenceram a Jean-Baptiste-Donatien de Vimeur, conde de Rochambeau (de 1725 a 1807), comandante-em-chefe do exército expedicionário francês (de 1780 a 1782) durante a Revolução Americana. Alguns mapas foram usados por Rochambeau durante a guerra. Datados de 1717 a 1795, eles abrangem grande parte do leste da América do Norte, indo de Nova Terra e Labrador, ao norte, até o Haiti, ao sul. A coleção inclui mapas de cidades, mapas de batalhas e campanhas militares da Guerra Revolucionária, e os primeiros mapas estaduais da década de 1790.

Cidade, ancoradouro e porto de Baltimore, Maryland

Ville, port, et rade de Baltimore (Cidade, ancoradouro e porto de Baltimore) é um mapa manuscrito produzido com bico de pena e aquarela que retrata o porto e os arredores de Baltimore, em Maryland, pouco antes do fim da Guerra Revolucionária. O mapa foi criado por Louis-Alexandre Berthier (de 1753 a 1815), um jovem oficial francês que acompanhou o exército do conde de Rochambeau para a América do Norte em 1780 e serviu em seu estado-maior geral. Mais tarde, Berthier alcançou o posto de marechal do exército francês e chefe do estado-maior de Napoleão. O mapa mostra fortificações, acampamentos de tropas do exército de Rochambeau ao redor do porto de Baltimore, baterias na entrada do porto e uma balsa cruzando o rio Patapsco. Ele também mostra o desenho das ruas de Baltimore da época, bem como cais, casas e fazendas locais. O mapa destaca canais, sondagens e bancos de areia em águas circundantes, e mostra caminhos para “Frederick Town”, “White Marsh” e “Spurrier’s Tavern” (na interseção de rotas que ligam Baltimore, Washington e Annapolis). O relevo é representado por sombreado. O título é de uma etiqueta escrita à mão que havia sido originalmente colocada no verso. O mapa faz parte da Coleção de Rochambeau na Biblioteca do Congresso, com 40 mapas manuscritos, 26 mapas impressos e um atlas manuscrito que pertenceram a Jean-Baptiste-Donatien de Vimeur, conde de Rochambeau (de 1725 a 1807), comandante-em-chefe do exército expedicionário francês (de 1780 a 1782) durante a Revolução Americana. Alguns mapas foram usados por Rochambeau durante a guerra. Datados de 1717 a 1795, eles abrangem grande parte do leste da América do Norte, indo de Nova Terra e Labrador, ao norte, até o Haiti, ao sul. A coleção inclui mapas de cidades, mapas de batalhas e campanhas militares da Guerra Revolucionária, e os primeiros mapas estaduais da década de 1790.

Mapa parcial de Porto de Boston mostrando suas defesas

Plan d’une partie de la rade de Boston (Mapa parcial de Porto de Boston) é um mapa manuscrito feito com bico de pena e aquarela que data de 1778, o terceiro ano da Revolução Americana. Ela retrata a área de Porto de Boston que vai de Castle William Island até Point Alderton. O mapa mostra a posição da frota francesa sob o comando do almirante conde d’Estaing, em Porto de Boston, onde os navios franceses haviam sido enviados para conserto depois de um confronto inconclusivo ao largo da costa de Rhode Island com a frota britânica comandada pelo almirante John Byron. Ele também destaca baterias francesas construídas em várias ilhas do porto mais afastadas para proteger a frota, bem como um hospital temporário. A legenda com letras identifica pontos geográficos de interesse e fortificações, bem como navios individuais e seus comandantes. O mapa era originalmente acompanhado por um extrato de um livro de memórias de um dos oficiais do almirante d’Estaing. O relevo é representado por hachuras, e o mapa apresenta uma marca d’água. A escala é dada em toises, uma antiga unidade francesa que media aproximadamente 1,95 metros. O mapa faz parte da Coleção de Rochambeau na Biblioteca do Congresso, com 40 mapas manuscritos, 26 mapas impressos e um atlas manuscrito que pertenceram a Jean-Baptiste-Donatien de Vimeur, conde de Rochambeau (de 1725 a 1807), comandante-em-chefe do exército expedicionário francês (de 1780 a 1782) durante a Revolução Americana. Alguns mapas foram usados por Rochambeau durante a guerra. Datados de 1717 a 1795, eles abrangem grande parte do leste da América do Norte, indo de Nova Terra e Labrador, ao norte, até o Haiti, ao sul. A coleção inclui mapas de cidades, mapas de batalhas e campanhas militares da Guerra Revolucionária, e os primeiros mapas estaduais da década de 1790.