Mapa de Louisiana e do curso do rio Mississipi, com base em muitos registros, incluindo os de Monsieur le Maire, escrito por Guillaume de L’Isle, da Academia Real de Ciências

Carte de la Louisiane et du cours du Mississipi (Mapa de Louisiana e do curso do rio Mississippi) foi desenhado no início do século XVIII pelo notório cartógrafo francês Guillame de L'Isle (de 1675 a 1726), famoso por seus mapas relativamente precisos da Europa, África e Américas do Norte e do Sul. O mapa mostra principalmente o território da Louisiana, centralizado no curso e na bacia hidrográfica do rio Mississippi, e abrange a área que vai dos Grandes Lagos, no norte, até o Golfo do México, no sul, as Montanhas Rochosas, no oeste, e as Montanhas Apalaches, no leste. O mapa apresenta nomes de várias tribos e confederações indígenas ao longo de toda a área, e indica a localização de fortes, missões, minas e eventuais cidades, todos criados pelos europeus, incluindo a cidade espanhola de Santo Agostinho, na Flórida, e Natchitoches, uma colônia francesa no rio Vermelho e importante posto avançado para o comércio com o México espanhol. Ele também mostra os caminhos utilizados por vários exploradores europeus, incluindo o conquistador espanhol Hernando de Soto entre 1539 e 1542, e identifica vários caminhos para o transporte de botes por terra dos voyageurs (viajantes) franceses, que a esta altura já caçavam e comercializavam por toda esta região há mais de um século. O mapa retrata os relevos de forma ilustrada e contém marcas d’água e vários buracos e rasgos, principalmente ao longo das dobras e dos vincos. O mapa faz parte da Coleção de Rochambeau na Biblioteca do Congresso, com 40 mapas manuscritos, 26 mapas impressos e um atlas manuscrito que pertenceram a Jean-Baptiste-Donatien de Vimeur, conde de Rochambeau (de 1725 a 1807), comandante-em-chefe do exército expedicionário francês (de 1780 a 1782) durante a Revolução Americana. Alguns mapas foram usados por Rochambeau durante a guerra. Datados de 1717 a 1795, eles abrangem grande parte do leste da América do Norte, indo de Nova Terra e Labrador, ao norte, até o Haiti, ao sul. A coleção inclui mapas de cidades, mapas de batalhas e campanhas militares da Guerra Revolucionária, e os primeiros mapas estaduais da década de 1790.

Campanha Americana de 1782

Amérique, Campagne 1782 (Campanha Americana de 1782) é um compêndio de mapas manuscritos, feitos com bico de pena e aquarela, criado em 1782 no final da Guerra Revolucionária. Os mapas mostram a localização dos acampamentos do exército do conde de Rochambeau durante sua marcha para o norte, que foi de Williamsburg, na Virgínia, a Boston, entre julho e dezembro de 1782. Os soldados marcharam em quatro divisões a uma distância de um dia de marcha uma da outra. Os acampamentos retratados aqui eram ocupados sequencialmente por quatro ou mais noites. Retângulos amarelos no mapa indicam as tropas francesas, os retângulos verdes são as tropas americanas, e os retângulos vermelhos simbolizam a artilharia. A maioria dos mapas neste volume apresenta o norte no topo. O mapa faz parte da Coleção de Rochambeau na Biblioteca do Congresso, com 40 mapas manuscritos, 26 mapas impressos e um atlas manuscrito que pertenceram a Jean-Baptiste-Donatien de Vimeur, conde de Rochambeau (de 1725 a 1807), comandante-em-chefe do exército expedicionário francês (de 1780 a 1782) durante a Revolução Americana. Alguns mapas foram usados por Rochambeau durante a guerra. Datados de 1717 a 1795, eles abrangem grande parte do leste da América do Norte, indo de Nova Terra e Labrador, ao norte, até o Haiti, ao sul. A coleção inclui mapas de cidades, mapas de batalhas e campanhas militares da Guerra Revolucionária, e os primeiros mapas estaduais da década de 1790.

Mapa que mostra o local da caça de focas por oito barcos canadenses, próximo das Ilhas Comandante, em 1892

Este mapa mostra os locais em torno das Ilhas Comandante, dentro das fronteiras marítimas da Rússia, onde barcos canadenses caçaram focas em 1892. Surgiu uma importante controvérsia diplomática sobre a caça de focas no Mar de Bering no final do século XIX, especialmente por conta das ações dos caçadores canadenses, que capturavam focas no ambiente pelágico (em mar aberto), ferindo as focas fêmeas, e, portanto, ameaçando o número populacional como um todo. Segundo os Estados Unidos, com a compra do Alasca, em 1867, foram adquiridos da Rússia direitos de pesca exclusivos no Mar de Bering. Os americanos queriam fazer valer esses direitos para proteger seu interesse nas focas das Ilhas Pribilof. O Canadá, por sua vez, cujas relações internacionais naquele tempo ainda eram administradas pela Grã-Bretanha, argumentou que tinha o direito de caçar focas em zonas pelágicas do Mar de Bering em decorrência de acordos anteriores firmados com a Rússia. Foi convocado um tribunal de arbitragem em Paris para resolver o litígio. Em 1893, decidiu-se em favor da Grã-Bretanha. Este mapa é baseado em informações usadas pela equipe britânica para defender seus interesses no processo arbitral. Ele mostra as rotas dos barcos canadenses de caça a focas. A tabela na parte superior direita indica que 219 focas foram caçadas em um limite de 30 milhas nas Ilhas Comandante. 3.817 foram capturadas fora dessa zona, totalizando 4.036 focas.

Mapa das descobertas feitas na costa noroeste da América do Norte

Antonio María de Bucareli y Ursúa (1717 a 1779) nasceu em Sevilha, Espanha. Ele serviu como capitão-general de Cuba de 1766 a 1771 e foi vice-rei da Nova Espanha de 1771 a 1779. Reorganizou as unidades militares espanholas na vice-realeza, além de fortalecer e reconstruir fortalezas ao longo da costa do Pacífico e no Golfo do México, com o objetivo de evitar invasões de outras potências. Bucareli desenvolveu grande interesse pelos domínios ao norte da Nova Espanha. Lutou contra as insurreições indígenas e investiu no fortalecimento de fortificações, bem como de colônias espanholas e indígenas. Além disso, enviou expedições para explorar e povoar toda a região costeira da Califórnia e monitorar as incursões russas. Sob o comando de Bucareli, Juan Francisco de la Bodega y Cuadra (1743 a 1794) partiu do México pela costa da Califórnia, explorando e mapeando a área da Baía de São Francisco em 1775. Seguindo mais além ao norte, tomou posse da costa do Alasca para a Espanha, incluindo a Ilha do Príncipe de Gales, local que ainda ostenta o nome do vice-rei Bucareli (Baía de Bucareli, sudeste do Alasca). Após a morte de Juan Pérez, piloto de Bodega y Cuadra, outros membros da tripulação sofreram de escorbuto. Assim, a expedição não pôde mapear as novas regiões exploradas. A Espanha não conseguiu publicar as descobertas em mapas, e não houve reconhecimento internacional do feito. Este mapa em bico de pena mostra as descobertas feitas pelos espanhóis na costa da América do Norte. Trata-se de uma cópia de 1792 de um mapa original da costa do Pacífico, desde as Ilhas Aleutas até Acapulco e, na direção oeste, até as Ilhas Sanduíche (Ilhas do Havaí). O mapa inclui linhas costeiras, colônias, presidios (fortificações) e missões.

Panorama de Salt Lake City mostrando o Templo de Salt Lake e a Cordilheira Wasatch

Esta fotografia com vista aérea panorâmica de 1910 mostra o Templo de Salt Lake e uma parte da praça do templo em primeiro plano, cercada por um muro, bem como outras partes de Salt Lake City, além da Cordilheira Wasatch, que faz parte das Montanhas Rochosas, ao fundo. O Templo de Salt Lake foi construído em um local identificado por Brigham Young (1801 a 1877), um antigo líder mórmon que comandou a migração do grupo para o oeste até chegar ao atual estado de Utah, o qual ele chamava de Deseret. Em 1851, Young se tornou o primeiro governador do território de Utah. O templo foi consagrado em 1893, 40 anos após a construção. O famoso Tabernáculo de Salt Lake, concluído em 1867, é a estrutura de cúpula oblonga que se vê logo atrás do templo. O prédio de estilo gótico da Assembleia, construído em 1882, pode ser visto na parte superior esquerda. O Monumento a Brigham Young, erigido para a Feira Mundial de Chicago em 1893 e posteriormente transferido para Salt Lake City, pode ser visto em primeiro plano na parte inferior esquerda da fotografia. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (também conhecida como Igreja Mórmon) foi estabelecida em 1830, em Nova York, por Joseph Smith, Junior (1805 a 1844), com base na revelação que Smith alega ter recebido de Deus e de Cristo. Com seus seguidores, Smith fugiu de oponentes furiosos, primeiro para Ohio, depois para Missouri e, por fim para Illinois, onde ele e seu irmão foram mortos por uma multidão em 1844. Para escapar da perseguição, os mórmons decidiram se mudar de novo, dessa vez para o faroeste. Quando os mórmons chegaram ao Vale de Salt Lake, em 1847, tornaram-se os primeiros colonos brancos a se estabelecer na Grande Bacia. As relações com outros colonos e com o governo federal permaneceram voláteis durante décadas, mas os mórmons rapidamente construíram colônias-modelo, baseadas em fazendas produtivas e comunidades autossuficientes. Essas colônias atraíram um fluxo constante de migrantes, e Salt Lake City se tornou a capital mórmon e um importante centro de serviços de cargas e transportes no Oeste.

Ida para Klondyke: um jogo divertido e informativo

A Corrida do Ouro de Klondike de 1898 foi uma das maiores febres do ouro da história. Dezenas de milhares de garimpeiros do mundo todo debandaram para o norte, rumo ao Alasca e ao Yukon, em uma busca frenética por fortuna. Este jogo, "Ida para Klondyke”, foi criado em 1897 com base em notícias sobre as primeiras grandes descobertas de ouro no Yukon e em antecipação à corrida vindoura. O jogo ganhou destaque no New York Journal em 12 de dezembro de 1897. Ele foi produzido pela Klondyke Game Company, de São Francisco, possivelmente para os vários garimpeiros que passariam pelo porto de São Francisco a caminho do Alasca e do Yukon. O jogo explorou vários mitos sobre a corrida do ouro, assim como a realidade política do extremo norte. A área do mapa do jogo abrange três países: o Yukon, no Canadá (listado como Territórios Britânicos do Noroeste, pois o território de Yukon foi estabelecido apenas em 1898, principalmente em consequência da Corrida do Ouro de Klondike), o território norte-americano do Alasca e a Sibéria russa. As regras do jogo eram simples e estão destacadas em uma caixa abaixo do mapa. Os jogadores tinham que pôr uma venda nos olhos, girar algumas vezes e, depois, eram levados ao mapa para colocar um pino. Se o pino caísse em uma pepita de ouro ou em um círculo "premiado" nos Estados Unidos (Alasca), eles ganhavam o valor total listado na pepita ou dentro do círculo. Se caísse no Canadá, 20% dos ganhos dos jogadores teriam que ser retirados, supostamente para cobrir os impostos canadenses, que eram mais altos. Se o pino caísse na Sibéria, os jogadores perdiam tudo para o governo, pois, pelo que se pode entender, o Estado russo tomava todos os produtos das descobertas de minérios no local. O alvo do mapa era a Cidade de Dawson, próxima da maior mina de ouro ao longo do Rio Klondike no Yukon, de onde se originavam todos os círculos do mapa. O mapa do jogo também destaca cidades, rios, cadeias montanhosas e corpos d'água, e contém imagens de garimpeiros, esquimós, caribus, ursos, focas, pinguins (erroneamente) e florestas.

Mapa do Alasca e das minas de ouro de Klondyke, de Millroy

A Corrida do Ouro de Klondike de 1898 começou, de fato, nos 18 meses após uma grande descoberta de ouro em Bonanza Creek, um afluente do Rio Klondike próximo da Cidade de Dawson, Canadá. Um cartógrafo de Salt Lake City, J.J. Millroy, criou este guia para as minas de ouro de Klondike em 1897, usando pesquisas do governo e privadas. O mapa foi criado para ser usado pelos vários garimpeiros de muitas partes do mundo que deveriam aportar em breve no Yukon. O mapa mostra as principais rotas para as minas de ouro de Klondike (em vermelho), incluindo as rotas de Chilkoot, Chilkat, Rio Copper, Rio Yukon, Rio Taku e Rio Stikine. O mapa também destaca as principais rotas de navegação e a milhagem exata de São Francisco e Seattle até Juneau, além de vários outros pontos no Alasca que forneciam o melhor acesso às rotas do interior para as minas de ouro de Klondike. O mapa também mostra cadeias montanhosas com elevações marcadas em pés, corpos d'água, bem como vilas e cidades importantes no Alasca e no Canadá. A margem esquerda do mapa contém informações práticas sobre temperatura, tempo e avisos sobre várias doenças regionais. Ele também enumera os equipamentos específicos necessários e o custo para abastecer dois homens durante um ano em Yukon, incluindo barracas, cobertores, roupas e as ferramentas padrão necessárias. Muitos medicamentos comuns no século XIX, como hamamélis e clorato de potássio, são indicados como itens adicionais. Também há informações sobre tarifas, impostos e alfândega que os agentes da receita dos EUA e do Canadá costumavam cobrar dos garimpeiros em portos e fronteiras.

Livro de mapas sequenciais dos Rios Yukon e Stewart, 1913 a 1950

Apresentamos um livro com 117 mapas feitos à mão dos Rios Yukon e Stewart, no Canadá e no Alasca. Os mapas foram feitos entre 1913 e 1950 por Ralph W. Newcomb, que trabalhou durante muitos anos como guia piloto nesses rios. Os mapas, que originalmente faziam parte de um caderno de páginas soltas, mostram os perigos dos rios, como corredeiras, redemoinhos, barreiras de lama e curvas acentuadas. Eles também indicam pontos de referência nas margens, como deslizamentos de terra, geleiras, bosques, além de itens feitos pelo homem, como cabines abandonadas, rodas de vagões e dejetos da atividade de mineração. O Rio Yukon corre pelo Território de Yukon, no Canadá, e percorre 3.185 quilômetros no Alasca antes de desaguar no Mar de Bering. O Rio Stewart surge nas Montanhas Mackenzie do Yukon central e segue a oeste por mais de 530 quilômetros antes de desaguar no Rio Yukon, ao sul da Cidade de Dawson, no território de Yukon. Os mapas são acompanhadas por uma carta digitada para George H. Wallace, que descreve o trabalho dos pilotos nos Rios Yukon e Stewart.

Mapas de seguro contra incêndio de Sitka, Alasca

Aqui é mostrado um mapa de seguro contra incêndio de Sitka, Alasca, produzido pela Sanborn Map Company em 1914. A Sanborn Map Company publicou esses mapas para dezenas de municípios nos Estados Unidos, começando logo após a Guerra Civil, em 1867. O mapa mostra os prédios existentes na época em Sitka, Alasca, é subdivido pelas seções da vila e destaca o tipo de estrutura (armação, tijolo, pedra, ferro ou adobe) conforme o código de cores apresentado na legenda. O pequeno mapa na parte superior esquerda mostra a Escola Sheldon Jackson para crianças indígenas (posteriormente, Faculdade Sheldon Jackson), cujo nome é uma homenagem ao ministro presbiteriano e missionário Sheldon Jackson (1834 a 1909). O mapa também inclui informações sobre a localização e o status atualizado do pessoal do corpo de bombeiros municipal, além do tipo e da capacidade de armazenamento das instalações hidráulicas disponíveis para apagar incêndios. O mapa contém informações sobre diferentes períodos históricos no desenvolvimento da vila de Sitka. Além disso, observa que as estruturas da era russa e as residências dos nativos americanos eram mais bem construídas e mais resistentes ao fogo do que os prédios mais recentes dos colonos brancos dos Estados Unidos, que chegaram após a compra do Alasca, em 1867. Cada parte do mapa é orientada para o norte. Os mapas da Sanborn são notáveis por detalhes como esses, que iam além do layout das ruas e dos prédios locais. E, por isso, se tornaram um recurso valioso para a pesquisa histórica de comunidades nos Estados Unidos.

Pequeno mapa de descobertas dos russos entre a Ásia e a América do Norte

Este mapa francês do Alasca, Sibéria, e do Pacífico Norte, publicado em 1747, foi baseado em informações geográficas colhidas em viagens russas anteriores. Ele foi criado pelo cartógrafo francês Jacques-Nicolas Bellin (1703 a 1772) e publicado pelo autor francês Abbé Prévost. Formado como hidrógrafo, Bellin trabalhava para o Departamento Marítimo Francês e era especialista na produção de mapas marítimos de regiões costeiras. Em 1764, ele publicou Le Petit Atlas Maritime (Pequeno Atlas Marítimo), uma obra em cinco volumes com 581 mapas. Este mapa descreve as rotas percorridas por Semen Dezhnev em torno da Península de Chukotka, em 1648; por Vitus Bering, pelo caminho que ficou conhecido como Estreito de Bering, em 1728; por Mikhail Gvozdev e Ivan Fyodorov, pelo Estreito de Bering para o Cabo Príncipe de Gales, no Alasca, em 1732; e por Vitus Bering e Aleksei Chirikov, ao sul do Alasca, em 1741. Não houve grandes aperfeiçoamentos neste mapa até a viagem do Capitão Cook para o Alasca mais de 30 anos depois, em 1778. Mais tarde, notou-se que algumas áreas do mapa estavam erradas, como a grande massa de terra relatada por nativos em Kamchatka e representada ao norte das Ilhas Aleutas. Uma nota abaixo da cártula do título e da escala se refere à suposta viagem do almirante espanhol Bartolomé de Fuente em busca de uma passagem no noroeste O mapa inclui detalhes específicos e precisos sobre a costa asiática russa ao sul do Japão, bem como a Ilha Sacalina e as Ilhas Curilas. Também são registradas partes da Califórnia, conhecidas por conta de explorações espanholas, bem como territórios do interior da América do Norte, perto da Baía de Hudson. Essa última região era bem conhecida pelos voyageurs (viajantes) franceses, que a essa altura haviam explorado completamente as áreas centro-norte da América do Norte. Os nomes e os territórios dos povos indígenas da Sibéria e do Extremo Oriente Russo são sublinhados e incluem os Chukchis (marcado como Tchuktschi), Yakuts (Iakoti), Tungus (Tungusi), entre outros.