27 de janeiro de 2016

Mapa das descobertas feitas na costa noroeste da América do Norte

Antonio María de Bucareli y Ursúa (1717 a 1779) nasceu em Sevilha, Espanha. Ele serviu como capitão-general de Cuba de 1766 a 1771 e foi vice-rei da Nova Espanha de 1771 a 1779. Reorganizou as unidades militares espanholas na vice-realeza, além de fortalecer e reconstruir fortalezas ao longo da costa do Pacífico e no Golfo do México, com o objetivo de evitar invasões de outras potências. Bucareli desenvolveu grande interesse pelos domínios ao norte da Nova Espanha. Lutou contra as insurreições indígenas e investiu no fortalecimento de fortificações, bem como de colônias espanholas e indígenas. Além disso, enviou expedições para explorar e povoar toda a região costeira da Califórnia e monitorar as incursões russas. Sob o comando de Bucareli, Juan Francisco de la Bodega y Cuadra (1743 a 1794) partiu do México pela costa da Califórnia, explorando e mapeando a área da Baía de São Francisco em 1775. Seguindo mais além ao norte, tomou posse da costa do Alasca para a Espanha, incluindo a Ilha do Príncipe de Gales, local que ainda ostenta o nome do vice-rei Bucareli (Baía de Bucareli, sudeste do Alasca). Após a morte de Juan Pérez, piloto de Bodega y Cuadra, outros membros da tripulação sofreram de escorbuto. Assim, a expedição não pôde mapear as novas regiões exploradas. A Espanha não conseguiu publicar as descobertas em mapas, e não houve reconhecimento internacional do feito. Este mapa em bico de pena mostra as descobertas feitas pelos espanhóis na costa da América do Norte. Trata-se de uma cópia de 1792 de um mapa original da costa do Pacífico, desde as Ilhas Aleutas até Acapulco e, na direção oeste, até as Ilhas Sanduíche (Ilhas do Havaí). O mapa inclui linhas costeiras, colônias, presidios (fortificações) e missões.

Panorama de Salt Lake City mostrando o Templo de Salt Lake e a Cordilheira Wasatch

Esta fotografia com vista aérea panorâmica de 1910 mostra o Templo de Salt Lake e uma parte da praça do templo em primeiro plano, cercada por um muro, bem como outras partes de Salt Lake City, além da Cordilheira Wasatch, que faz parte das Montanhas Rochosas, ao fundo. O Templo de Salt Lake foi construído em um local identificado por Brigham Young (1801 a 1877), um antigo líder mórmon que comandou a migração do grupo para o oeste até chegar ao atual estado de Utah, o qual ele chamava de Deseret. Em 1851, Young se tornou o primeiro governador do território de Utah. O templo foi consagrado em 1893, 40 anos após a construção. O famoso Tabernáculo de Salt Lake, concluído em 1867, é a estrutura de cúpula oblonga que se vê logo atrás do templo. O prédio de estilo gótico da Assembleia, construído em 1882, pode ser visto na parte superior esquerda. O Monumento a Brigham Young, erigido para a Feira Mundial de Chicago em 1893 e posteriormente transferido para Salt Lake City, pode ser visto em primeiro plano na parte inferior esquerda da fotografia. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (também conhecida como Igreja Mórmon) foi estabelecida em 1830, em Nova York, por Joseph Smith, Junior (1805 a 1844), com base na revelação que Smith alega ter recebido de Deus e de Cristo. Com seus seguidores, Smith fugiu de oponentes furiosos, primeiro para Ohio, depois para Missouri e, por fim para Illinois, onde ele e seu irmão foram mortos por uma multidão em 1844. Para escapar da perseguição, os mórmons decidiram se mudar de novo, dessa vez para o faroeste. Quando os mórmons chegaram ao Vale de Salt Lake, em 1847, tornaram-se os primeiros colonos brancos a se estabelecer na Grande Bacia. As relações com outros colonos e com o governo federal permaneceram voláteis durante décadas, mas os mórmons rapidamente construíram colônias-modelo, baseadas em fazendas produtivas e comunidades autossuficientes. Essas colônias atraíram um fluxo constante de migrantes, e Salt Lake City se tornou a capital mórmon e um importante centro de serviços de cargas e transportes no Oeste.

Ida para Klondyke: um jogo divertido e informativo

A Corrida do Ouro de Klondike de 1898 foi uma das maiores febres do ouro da história. Dezenas de milhares de garimpeiros do mundo todo debandaram para o norte, rumo ao Alasca e ao Yukon, em uma busca frenética por fortuna. Este jogo, "Ida para Klondyke”, foi criado em 1897 com base em notícias sobre as primeiras grandes descobertas de ouro no Yukon e em antecipação à corrida vindoura. O jogo ganhou destaque no New York Journal em 12 de dezembro de 1897. Ele foi produzido pela Klondyke Game Company, de São Francisco, possivelmente para os vários garimpeiros que passariam pelo porto de São Francisco a caminho do Alasca e do Yukon. O jogo explorou vários mitos sobre a corrida do ouro, assim como a realidade política do extremo norte. A área do mapa do jogo abrange três países: o Yukon, no Canadá (listado como Territórios Britânicos do Noroeste, pois o território de Yukon foi estabelecido apenas em 1898, principalmente em consequência da Corrida do Ouro de Klondike), o território norte-americano do Alasca e a Sibéria russa. As regras do jogo eram simples e estão destacadas em uma caixa abaixo do mapa. Os jogadores tinham que pôr uma venda nos olhos, girar algumas vezes e, depois, eram levados ao mapa para colocar um pino. Se o pino caísse em uma pepita de ouro ou em um círculo "premiado" nos Estados Unidos (Alasca), eles ganhavam o valor total listado na pepita ou dentro do círculo. Se caísse no Canadá, 20% dos ganhos dos jogadores teriam que ser retirados, supostamente para cobrir os impostos canadenses, que eram mais altos. Se o pino caísse na Sibéria, os jogadores perdiam tudo para o governo, pois, pelo que se pode entender, o Estado russo tomava todos os produtos das descobertas de minérios no local. O alvo do mapa era a Cidade de Dawson, próxima da maior mina de ouro ao longo do Rio Klondike no Yukon, de onde se originavam todos os círculos do mapa. O mapa do jogo também destaca cidades, rios, cadeias montanhosas e corpos d'água, e contém imagens de garimpeiros, esquimós, caribus, ursos, focas, pinguins (erroneamente) e florestas.

Mapa do Alasca e das minas de ouro de Klondyke, de Millroy

A Corrida do Ouro de Klondike de 1898 começou, de fato, nos 18 meses após uma grande descoberta de ouro em Bonanza Creek, um afluente do Rio Klondike próximo da Cidade de Dawson, Canadá. Um cartógrafo de Salt Lake City, J.J. Millroy, criou este guia para as minas de ouro de Klondike em 1897, usando pesquisas do governo e privadas. O mapa foi criado para ser usado pelos vários garimpeiros de muitas partes do mundo que deveriam aportar em breve no Yukon. O mapa mostra as principais rotas para as minas de ouro de Klondike (em vermelho), incluindo as rotas de Chilkoot, Chilkat, Rio Copper, Rio Yukon, Rio Taku e Rio Stikine. O mapa também destaca as principais rotas de navegação e a milhagem exata de São Francisco e Seattle até Juneau, além de vários outros pontos no Alasca que forneciam o melhor acesso às rotas do interior para as minas de ouro de Klondike. O mapa também mostra cadeias montanhosas com elevações marcadas em pés, corpos d'água, bem como vilas e cidades importantes no Alasca e no Canadá. A margem esquerda do mapa contém informações práticas sobre temperatura, tempo e avisos sobre várias doenças regionais. Ele também enumera os equipamentos específicos necessários e o custo para abastecer dois homens durante um ano em Yukon, incluindo barracas, cobertores, roupas e as ferramentas padrão necessárias. Muitos medicamentos comuns no século XIX, como hamamélis e clorato de potássio, são indicados como itens adicionais. Também há informações sobre tarifas, impostos e alfândega que os agentes da receita dos EUA e do Canadá costumavam cobrar dos garimpeiros em portos e fronteiras.

Livro de mapas sequenciais dos Rios Yukon e Stewart, 1913 a 1950

Apresentamos um livro com 117 mapas feitos à mão dos Rios Yukon e Stewart, no Canadá e no Alasca. Os mapas foram feitos entre 1913 e 1950 por Ralph W. Newcomb, que trabalhou durante muitos anos como guia piloto nesses rios. Os mapas, que originalmente faziam parte de um caderno de páginas soltas, mostram os perigos dos rios, como corredeiras, redemoinhos, barreiras de lama e curvas acentuadas. Eles também indicam pontos de referência nas margens, como deslizamentos de terra, geleiras, bosques, além de itens feitos pelo homem, como cabines abandonadas, rodas de vagões e dejetos da atividade de mineração. O Rio Yukon corre pelo Território de Yukon, no Canadá, e percorre 3.185 quilômetros no Alasca antes de desaguar no Mar de Bering. O Rio Stewart surge nas Montanhas Mackenzie do Yukon central e segue a oeste por mais de 530 quilômetros antes de desaguar no Rio Yukon, ao sul da Cidade de Dawson, no território de Yukon. Os mapas são acompanhadas por uma carta digitada para George H. Wallace, que descreve o trabalho dos pilotos nos Rios Yukon e Stewart.

Mapas de seguro contra incêndio de Sitka, Alasca

Aqui é mostrado um mapa de seguro contra incêndio de Sitka, Alasca, produzido pela Sanborn Map Company em 1914. A Sanborn Map Company publicou esses mapas para dezenas de municípios nos Estados Unidos, começando logo após a Guerra Civil, em 1867. O mapa mostra os prédios existentes na época em Sitka, Alasca, é subdivido pelas seções da vila e destaca o tipo de estrutura (armação, tijolo, pedra, ferro ou adobe) conforme o código de cores apresentado na legenda. O pequeno mapa na parte superior esquerda mostra a Escola Sheldon Jackson para crianças indígenas (posteriormente, Faculdade Sheldon Jackson), cujo nome é uma homenagem ao ministro presbiteriano e missionário Sheldon Jackson (1834 a 1909). O mapa também inclui informações sobre a localização e o status atualizado do pessoal do corpo de bombeiros municipal, além do tipo e da capacidade de armazenamento das instalações hidráulicas disponíveis para apagar incêndios. O mapa contém informações sobre diferentes períodos históricos no desenvolvimento da vila de Sitka. Além disso, observa que as estruturas da era russa e as residências dos nativos americanos eram mais bem construídas e mais resistentes ao fogo do que os prédios mais recentes dos colonos brancos dos Estados Unidos, que chegaram após a compra do Alasca, em 1867. Cada parte do mapa é orientada para o norte. Os mapas da Sanborn são notáveis por detalhes como esses, que iam além do layout das ruas e dos prédios locais. E, por isso, se tornaram um recurso valioso para a pesquisa histórica de comunidades nos Estados Unidos.