29 de dezembro de 2015

Proclamação. Em Nome da República. Nós, Léger-Félicité Sonthonax, oficial civil da República, Delegado nas Ilhas das Índias Ocidentais Francesas para Restabelecer a Lei e a Ordem Pública

Em agosto de 1791, os escravos da colônia francesa de São Domingos (atual Haiti) organizaram uma enorme revolta, desencadeando uma série de acontecimentos que culminaram com a independência do Haiti em 1804. Em 1792, o governo de fato da França revolucionária enviou à colônia Etienne Polverel e Léger-Félicité Sonthonax como comissários civis para fazerem cumprir um decreto da Assembleia Nacional, o qual conferia aos negros e mulatos o status de homens livres, mas ainda não libertava os escravos da colônia. Apresentamos aqui um cartaz com o texto de uma proclamação emitida por Sonthonax em 21 de agosto de 1793. Ela se referia aos direitos de casamento entre homens livres e mulheres escravas cujos senhores receberiam uma retribuição paga pela República. Cada vez mais pressionado pelas revoltas e ameaçado pelas forças invasoras britânicas, em 29 de agosto de 1793, Sonthonax decretou a liberdade dos escravos na parte norte da colônia, pela qual era responsável. Duas semanas depois, Polverel fez o mesmo, proclamando a liberdade de todos os escravos do oeste. O documento faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Proclamação. Em Nome da República. Nós, Etienne Polverel e Léger-Félicité Sonthonax, oficiais civis da República, Enviados pela Nação Francesa a Este País para Estabelecer a Lei e a Ordem

O cartaz apresentado aqui é uma cópia rara do texto oficial em crioulo, traduzido do francês, de uma proclamação emitida na colônia de São Domingos (atual Haiti), que conferia liberdade a mulheres escravizadas e a filhos de escravas recém-emancipadas. Os artigos descrevem os procedimentos que possibilitavam o casamento de escravos e as leis que regiam a situação das mulheres e das crianças após o casamento. O documento também especifica o valor das mulheres e das crianças de ambos os sexos por idade e, portanto, o valor de indenização a ser pago aos senhores. A tradução para crioulo foi um passo radical, tomado para que os escravos soubessem exatamente quais eram seus direitos nos termos da proclamação. Em agosto de 1791, os escravos de São Domingos organizaram uma enorme revolta, desencadeando uma série de acontecimentos que culminaram com a independência do Haiti em 1804. Em 1792, o governo de fato da França revolucionária enviou à colônia Etienne Polverel e Léger-Félicité Sonthonax como comissários civis para fazerem cumprir um decreto da Assembleia Nacional, o qual conferia aos negros e mulatos o status de homens livres, mas ainda não libertava os escravos da colônia. Cada vez mais pressionado pelas revoltas e ameaçado pelas forças invasoras britânicas, em 29 de agosto de 1793, Sonthonax decretou a liberdade dos escravos na parte norte da colônia, pela qual era responsável. Duas semanas depois, Polverel fez o mesmo, proclamando a liberdade de todos os escravos do oeste. A proclamação apresentada aqui foi emitida por Polverel e Sonthonax em nome da República francesa. O documento faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Almanaque de São Domingos do Ano de 1765, com os nomes dos representantes do governo na colônia

Este almanaque da colônia francesa de São Domingos (atual Haiti) referente ao ano de 1765 foi publicado pela firma de Antoine Marie, tipografia oficial da colônia, em Cap-Français (atual Cabo Haitiano). O livro começa com a relação dos principais feriados religiosos católicos, os eclipses previstos e outras informações gerais, seguidas por entradas relativas aos doze meses do ano. A lista de cada mês mostra os dias do mês, o santo ou a festa religiosa associados a cada dia e as quatro fases da lua (cheia, minguante, nova e crescente) durante o mês. O calendário dos meses é seguido por uma lista de príncipes e princesas da França e suas datas de nascimento, começando pelo Rei Luís XV e sua esposa, a Rainha Maria. O restante do livro, em maior parte, contém uma lista abrangente dos representantes do governo e da igreja presentes na colônia, como os membros do conselho real e outros funcionários públicos, o prefeito apostólico e os vigários de todas as paróquias, oficiais navais e militares, juízes e advogados, notários e muitos outros. As últimas páginas são preenchidas pelo calendário do serviço de encomendas da ilha, que liga as vilas às cidades de Fort-Dauphin (atual Fort-Liberté), Port-de-Paix, Porto Príncipe, Saint-Marc, Léogane e vários outros locais. O Almanach de Saint Domingue pour l'année 1765 (Almanaque de São Domingos do Ano de 1765) é um dos primeiros livros impressos na colônia. O livro faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência, em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Ensaio sobre o Papel, lido na reunião pública realizada pela Cercle des Philadelphes, em 15 de agosto de 1788

Na segunda metade do século XVIII, a colônia francesa de São Domingos emergiu como um dos territórios mais ricos do hemisfério ocidental. Sua economia era fortemente baseada no trabalho escravo e na produção de açúcar. Cap-Français (atual Cabo Haitiano) era a capital cultural da colônia e uma das cidades mais cosmopolitas das Américas. Em agosto de 1785, um grupo de residentes brancos da cidade fundou a Cercle des Philadelphes, uma sociedade cujo objetivo era elevar o nível intelectual e cultural da colônia. Em sua breve existência de sete anos, ela se tornou uma das mais prestigiadas sociedades eruditas coloniais. Seus membros se dedicaram ao estudo das condições físicas, da história natural e da medicina da colônia, com o objetivo de promover melhorias na agricultura, na produção, nas artes e nas ciências. Aqui apresentamos a versão publicada de um ensaio que foi lido na sociedade em 15 de agosto de 1788 cujo tema é a preservação do papel. O autor, Charles Arthaud, era médico da corte e dirigente da sociedade. O ensaio contém uma análise dos métodos usados por diferentes civilizações, entre elas, a egípcia, a romana, a chinesa, a mexicana pré-colombiana e a peruana, para criar e preservar um registro documental escrito. Além disso, ele apresenta observações sobre os tipos de papel que pareciam mais capazes de resistir a danos e à destruição por insetos de clima tropical. O ensaio é concluído com a observação de que a sociedade decidiu patrocinar uma competição e oferecer um prêmio a qualquer pessoa que conseguisse produzir com êxito um papel resistente a insetos na colônia. A livro faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência, em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Leis da Colônia Francesa de São Domingos

Toussaint Louverture (entre 1743 e 1803, aproximadamente) foi o líder da revolta dos escravos e do movimento de independência na colônia francesa de São Domingos (atual Haiti) durante a Revolução Francesa. Ele obteve vitórias militares contra as forças coloniais francesas e, depois, negociou um acordo, com base no qual a colônia se tornou autônoma como protetorado francês. Lois de la Colonie française de Saint-Domingue (Leis da Colônia Francesa de São Domingos) é uma compilação de 19 leis promulgadas por Louverture em julho e agosto de 1801 nos termos da Constituição de 7 de julho de 1801, também promulgada por Louverture. As leis dizem respeito à divisão territorial de São Domingos em departamentos, distritos e comunas; religião e o estabelecimento do catolicismo romano como religião oficial; status e direitos das crianças nascidas fora do casamento; tribunais civis e criminais e o sistema jurídico; manutenção da saúde e da segurança públicas; administração municipal; guarda colonial, ou milícia; débitos; administração financeira, entre várias outras matérias. Louverture foi forçado a abdicar do poder em maio de 1802 após sofrer derrotas por tropas francesas lideradas pelo General Charles Emmanuel Leclerc, cunhado de Napoleão. Ele foi preso e deportado para a França, onde faleceu na prisão em 7 de abril de 1803. A livro faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Fábrica de Marroquim de B. D. Stewart. Esquina sudeste da Willow Street e Old York Road, Filadélfia

Esta impressão de publicidade de 1847 mostra uma fábrica de vários andares de Benedict D. Stewart, localizada na Willow Street e Old York Road (ou seja, York Avenue, nº 435-437), em Filadélfia. Placas com o nome das ruas, o nome do proprietário, e o nome da empresa (“Fábrica de Couro Marrocos”) decoram o edifício. As janelas do andar térreo têmvenezianas, enquanto as janelas dos dois últimos andares possuem sarrafos. À esquerda do edifício, cartazes decoram a pequena cerca que protege o pátio entre o edifício principal e o edifício dos fundos da fábrica parcialmente visível. Um homem aparece entrando pela porta do edifício principal, enquanto outro cavalheiro anda na calçada do lado de fora da fábrica. Em primeiro plano, à direita, trabalhadores transportam, empilham e carregam sacos e caixotes (alguns com identificação) numa carroça puxada a cavalo. Stewart abriu a fábrica neste endereço em 1839.