29 de dezembro de 2015

Refugiados numa fila para receber comida em Bucareste, Romênia

Refugiados idosos recém-chegados a Bucareste, como esta mulher de 75 anos, enfrentaram momentos dificílimos para sobreviver à rigorosa viagem em busca de segurança durante a Primeira Guerra Mundial. A Romênia se juntou aos Aliados no final de agosto de 1916. Algumas áreas do país se tornaram território ocupado pelo inimigo. Como em grandes áreas da Europa, lares judaicos na Romênia e as instituições cívicas que auxiliavam a vida da comunidade foram destruídos. As populações civis, tratadas como inimigos, foram forçadas ou intimidadas a fugir para locais ainda não alcançados pela desordem. Os primeiros esforços de socorro aos judeus romenos empobrecidos pela guerra incluíam cozinhas comunitárias, distribuição de roupas e calçados para crianças, e subsídios para famílias cujo provedor havia sido recrutado para as forças armadas ou mantido como prisioneiro de guerra. Esses esforços foram organizados pelo Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC), criado na Cidade de Nova York logo após o início da Primeira Guerra Mundial. Enquanto os impérios alemão, austro-húngaro e russo controlavam vastos territórios e os Estados Unidos mantinham uma posição neutra, o trabalho de socorro do JDC era feito por meio do Departamento de Estado dos EUA e de consagradas organizações filantrópicas europeias, como a Associação da Colonização Judaica em Petrogrado (São Petersburgo) e a Israelitische Allianz em Viena. A entrada dos Estados Unidos na guerra dificultou ainda mais o envio de fundos e suprimentos às pessoas que viviam em regiões ocupadas pelos poderes dominantes. Condições do pós-guerra foram agravadas pela guerra territorial entre Romênia e Hungria que ocorreu depois do armistício de novembro de 1918. A fotografia faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.

Crianças comendo no jardim de infância de Mendele em Bialystok, na Polônia

Escolas e creches eram um canal eficaz para alimentar as crianças na Polônia durante a Primeira Guerra Mundial e nos primeiros anos do pós-guerra, um período arrasado pela fome. A Escola Comunitária e Jardim de Infância de Mendele na União da Juventude Judaica de Białystok provavelmente foi parte do Orfanato e Lar da Criança de Mendele Mokher Seforim, assim chamado em homenagem ao amado autor de língua iídiche. Durante o período entreguerras, Białystok tinha um extenso sistema judaico de educação primária. Muitas dessas escolas foram financiadas por entidades filantrópicas judaicas estrangeiras. O Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC) uma organização humanitária, ajudou escolas e forneceu alimento, roupas e calçados aos estudantes. O JDC foi criado no início da Primeira Guerra Mundial por grupos judaico-americanos que se uniram para fornecer um socorro coordenado contra a pobreza e o sofrimento de judeus no exterior. A partir do momento que os Estados Unidos entraram na guerra até o seu final, a ajuda financeira era enviada a organizações de ajuda comunitárias e regionais na Polônia, na Lituânia e em outros países afetados através de uma agência do JDC na Holanda, um país neutro. A fotografia faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.

Mercado ao ar livre num bairro destruído pelo fogo, Polônia

A legenda desta fotografia de notícias informa: “Poloneses distribuindo legumes em meio às ruínas da cidade destruída pelo fogo das bombas numa das batalhas entre alemães e russos. Milhares de cidades e vilas na Polônia ainda estão em ruínas e precisam ser reconstruídas. Esta será uma das primeiras tarefas da nova Polônia. E o trabalho de reconstrução precisará do aço e de outros materiais americanos, bem como de nossa ajuda financeira. Devido à posição bastante remota da Polônia em relação a países como França, Inglaterra e Estados Unidos e considerando as dificuldades de obter materiais de fabricantes alemães até que a Alemanha se recupere da guerra, a reconstrução da Polônia será menos rápida do que a reconstrução das áreas devastadas na França, na Bélgica e na Itália. 19/11/18”. O Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC), uma organização humanitária, foi um importante colaborador dos esforços de reconstrução, principalmente em comunidades judaicas afetadas. A imagem é da agência fotográfica Underwood and Underwood, uma importante produtora de slides de estereoscópio (um tipo de lanterna mágica) e que entrou no campo da fotografia de notícias em 1910. A fotografia faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.

Navio de ajuda navega para o Oriente Próximo

A legenda desta fotografia da agência de notícias informa: “O navio Pensacola dos EUA, agora usado como um navio de ajuda que leva alimentos e roupas aos países carentes no Oriente Próximo, partiu de Nova York com uma carga avaliada em mais de dois milhões de dólares. Pensacola não é o primeiro navio que vai para o Oriente Médio, sendo precedido por outros dois. Os navios de ajuda são patrocinados pelo Comitê Norte-Americano de Solidariedade ao Oriente Próximo. A foto mostra Pensacola se afastando do cais em Hoboken para iniciar a longa viagem para Constantinopla, sua primeira parada”. O Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC), uma organização humanitária formada no início da Primeira Guerra Mundial para tratar das necessidades dos judeus no Mandato Britânico da Palestina e na Europa, participou neste esforço de ajuda não sectário com US$ 300.000,00, a fim de cobrir o custo da carga do navio Pensacola. A fotografia faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.

Primeiro embarque de carne kosher enviado para Danzig, na Polônia

Em 1919, quando centenas de milhares de judeus ficaram presos entre as forças beligerantes da Polônia e da Rússia, os judeus americanos desesperadamente enviaram comida a esses refugiados. Nesta foto, barris de carne kosher salgada são carregados a bordo do navio a vapor Ashburn no porto de Nova York para serem enviados a Danzig (atual Gdansk, na Polônia). O Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC), foi formado em 1914 para enviar ajuda, incluindo alimento, roupas, medicamentos, fundos e suprimentos de emergência, aos judeus da Europa afetados durante a guerra. Em seu rastro, a guerra deixou muitas catástrofes, como pogroms, epidemias, fome, revoluções e danos econômicos, e depois da guerra o JDC continuou desempenhando um importante papel na reconstrução das comunidades judaicas devastadas da Europa Oriental e no sustento de judeus na Palestina. A imagem, distribuída pela agência de fotografia Underwood and Underwood, faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje. Desde a sua fundação, o JDC tem prestado serviços de ajuda e assistência social em mais de 90 países.

Ficha de prisioneiro de guerra da Primeira Guerra Mundial

Esta ficha foi emitida em 1920 para um prisioneiro de guerra húngaro, Kiksa Biro, pela agência de Vladivostok do Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC). A ficha inclui uma fotografia rara e contém informações biográficas do prisioneiro, como nome, data e local de nascimento, nacionalidade, endereço residencial, situação familiar e profissão. Através da sua agência em Vladivostok, o JDC ajudou prisioneiros de guerra judeus em campos da Sibéria durante e após a Primeira Guerra Mundial, enviando correspondências às suas famílias, cuidando de seu bem-estar, e promovendo cuidados hospitalares aos mais enfermos. Cerca de 10.000 judeus estavam entre os 160.000 prisioneiros de guerra na Sibéria que haviam servido nos exércitos alemães e austro-húngaros. O Fundo de Repatriação de Prisioneiros de Guerra Siberianos não sectário, apoiado principalmente pelo JDC e pela Cruz Vermelha Americana, foi criado em abril de 1920 com o objetivo de repatriar todos os prisioneiros de guerra da Sibéria para sua terra natal. O esforço envolveu o frete de navios, e quase todos os prisioneiros de guerra que quiseram regressar às suas casas foram capazes de fazê-lo. Esta ficha é uma das 1.000 fichas de prisioneiro de guerra da Primeira Guerra Mundial nos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.