Mercado ao ar livre num bairro destruído pelo fogo, Polônia

A legenda desta fotografia de notícias informa: “Poloneses distribuindo legumes em meio às ruínas da cidade destruída pelo fogo das bombas numa das batalhas entre alemães e russos. Milhares de cidades e vilas na Polônia ainda estão em ruínas e precisam ser reconstruídas. Esta será uma das primeiras tarefas da nova Polônia. E o trabalho de reconstrução precisará do aço e de outros materiais americanos, bem como de nossa ajuda financeira. Devido à posição bastante remota da Polônia em relação a países como França, Inglaterra e Estados Unidos e considerando as dificuldades de obter materiais de fabricantes alemães até que a Alemanha se recupere da guerra, a reconstrução da Polônia será menos rápida do que a reconstrução das áreas devastadas na França, na Bélgica e na Itália. 19/11/18”. O Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC), uma organização humanitária, foi um importante colaborador dos esforços de reconstrução, principalmente em comunidades judaicas afetadas. A imagem é da agência fotográfica Underwood and Underwood, uma importante produtora de slides de estereoscópio (um tipo de lanterna mágica) e que entrou no campo da fotografia de notícias em 1910. A fotografia faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.

Navio de ajuda navega para o Oriente Próximo

A legenda desta fotografia da agência de notícias informa: “O navio Pensacola dos EUA, agora usado como um navio de ajuda que leva alimentos e roupas aos países carentes no Oriente Próximo, partiu de Nova York com uma carga avaliada em mais de dois milhões de dólares. Pensacola não é o primeiro navio que vai para o Oriente Médio, sendo precedido por outros dois. Os navios de ajuda são patrocinados pelo Comitê Norte-Americano de Solidariedade ao Oriente Próximo. A foto mostra Pensacola se afastando do cais em Hoboken para iniciar a longa viagem para Constantinopla, sua primeira parada”. O Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC), uma organização humanitária formada no início da Primeira Guerra Mundial para tratar das necessidades dos judeus no Mandato Britânico da Palestina e na Europa, participou neste esforço de ajuda não sectário com US$ 300.000,00, a fim de cobrir o custo da carga do navio Pensacola. A fotografia faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.

Primeiro embarque de carne kosher enviado para Danzig, na Polônia

Em 1919, quando centenas de milhares de judeus ficaram presos entre as forças beligerantes da Polônia e da Rússia, os judeus americanos desesperadamente enviaram comida a esses refugiados. Nesta foto, barris de carne kosher salgada são carregados a bordo do navio a vapor Ashburn no porto de Nova York para serem enviados a Danzig (atual Gdansk, na Polônia). O Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC), foi formado em 1914 para enviar ajuda, incluindo alimento, roupas, medicamentos, fundos e suprimentos de emergência, aos judeus da Europa afetados durante a guerra. Em seu rastro, a guerra deixou muitas catástrofes, como pogroms, epidemias, fome, revoluções e danos econômicos, e depois da guerra o JDC continuou desempenhando um importante papel na reconstrução das comunidades judaicas devastadas da Europa Oriental e no sustento de judeus na Palestina. A imagem, distribuída pela agência de fotografia Underwood and Underwood, faz parte dos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje. Desde a sua fundação, o JDC tem prestado serviços de ajuda e assistência social em mais de 90 países.

Ficha de prisioneiro de guerra da Primeira Guerra Mundial

Esta ficha foi emitida em 1920 para um prisioneiro de guerra húngaro, Kiksa Biro, pela agência de Vladivostok do Comitê de Distribuição Conjunta de Fundos Americanos para o Socorro às Vítimas Judias da Guerra (mais tarde Comitê Judaico-Americano de Distribuição Conjunta, ambos os nomes abreviados como JDC). A ficha inclui uma fotografia rara e contém informações biográficas do prisioneiro, como nome, data e local de nascimento, nacionalidade, endereço residencial, situação familiar e profissão. Através da sua agência em Vladivostok, o JDC ajudou prisioneiros de guerra judeus em campos da Sibéria durante e após a Primeira Guerra Mundial, enviando correspondências às suas famílias, cuidando de seu bem-estar, e promovendo cuidados hospitalares aos mais enfermos. Cerca de 10.000 judeus estavam entre os 160.000 prisioneiros de guerra na Sibéria que haviam servido nos exércitos alemães e austro-húngaros. O Fundo de Repatriação de Prisioneiros de Guerra Siberianos não sectário, apoiado principalmente pelo JDC e pela Cruz Vermelha Americana, foi criado em abril de 1920 com o objetivo de repatriar todos os prisioneiros de guerra da Sibéria para sua terra natal. O esforço envolveu o frete de navios, e quase todos os prisioneiros de guerra que quiseram regressar às suas casas foram capazes de fazê-lo. Esta ficha é uma das 1.000 fichas de prisioneiro de guerra da Primeira Guerra Mundial nos arquivos do JDC, que contêm documentos, fotografias, filmes, vídeos, histórias orais e artefatos de gravação do trabalho da organização desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje.

Os ‎Livros do Conhecimento da Astronomia

O manuscrito Libros del saber de astronomía (Os ‎Livros do Conhecimento da Astronomia) é composto por 16 tratados sobre a ciência dos corpos celestes e os instrumentos usados nesse estudo. A obra contém traduções do aramaico e do árabe realizadas por várias pessoas, entre elas, Yehuda ben Moshe Hakohen (também conhecido como Jehuda ben Moses Cohen) e Rabiçag de Toledo (também conhecido como Rabbi Zag e Isaac ben Sid), sempre sob supervisão direta do Rei Afonso X de Leão e Castela (1221 a 1284, chamado de Afonso, o Sábio) para garantir o uso mais correto possível do castelhano. Entre os tradutores, que faziam parte da Escola de Toledo, havia judeus, cristãos e muçulmanos. A obra é dividida em três seções temáticas amplas: astronomia (abordada no Tratado 1, que descreve as esferas celestiais e os signos do zodíaco, constelação por constelação); operação e fabricação de vários instrumentos para observações astronômicas (abordadas dos Tratados 2 a 10, bem como no 16) e instrumentos para medir o tempo (Tratados 11 a 15). Toledo, Burgos e Sevilha são mencionadas no códice, sugerindo que essas cidades foram locais onde a obra pode ter sido feita. Estudiosos acreditam, porém, que na época da composição da obra, de 1276 a 1279, a oficina régia de Afonso localizava-se em Sevilha. O códice apresenta todas as características dos livros produzidos pela oficina régia do Rei Afonso. Ele consiste em 201 fólios de pergaminho grosso, porém bem preparado, como era de se esperar de um produto de uma oficina régia. A cópia do texto ficou a cargo de um copista, com escrita gótica uniforme e cuidadosa. No texto, foi usada tinta marrom e, nas legendas dos capítulos, tinta vermelha. Símbolos vermelhos marcam o início de cada parágrafo. Letras maiúsculas são decoradas com detalhes em vermelho. O texto é dividido em duas colunas em todas as páginas, havendo ilustrações ou não. As ilustrações, realizadas com máximo refinamento e técnica, incluem as iniciais no começo dos livros e capítulos, os floreios que delineiam as margens das colunas em algumas partes do códice e que aparecem no fim de alguns parágrafos, várias tabelas ilustrativas e as imagens que ilustram o texto em si. As iniciais nas cores vermelho e azul e as molduras com filigranas caligráficas são elementos decorativos especialmente marcantes e característicos das influências gótica e mudéjar. No entanto, as decorações mais representativas, 162 delas de página inteira, são as que ilustram o texto com propósito claramente didático. O códice, que originalmente fazia parte do acervo da biblioteca da Rainha Isabel, a Católica, e depois foi vendido para o Cardeal Francisco Jiménez de Cisneros pelo Rei Fernando II de Aragão, foi incluído no primeiro grupo de obras armazenadas na biblioteca da Universidade Complutense. Ainda há nove cópias da obra, todas produzidas posteriormente. Essas cópias contribuem para aprofundar o conhecimento sobre seções danificadas ou perdidas do manuscrito original.

Tenente-general Winfield Scott

Winfield Scott (1786 a 1866) foi um dos quatro generais a manter o posto de general em chefe do exército dos Estados Unidos durante a Guerra Civil Americana, juntamente com George McClellan, Henry Halleck e Ulysses S. Grant. Scott nasceu na Virgínia, graduou-se no William and Mary College, cursou direito e foi admitido na Ordem dos Advogados. Entrou no exército durante a Guerra de 1812, na qual foi capturado pelos britânicos e libertado na troca de prisioneiros. Foi gravemente ferido na Batalha de Lundy’s Lane, (nas proximidades de Niagara Falls, em Nova York) em julho de 1814. Ficou muito famoso pelas suas façanhas na Guerra do México (1846 a 1848), que incluíram a tomada de Veracruz, a derrota do exército de Santa Anna e a entrada triunfal na Cidade do México. Quando eclodiu a Guerra Civil, ele foi a escolha lógica para liderar os esforços de guerra da União, mas serviu apenas até 1º de novembro de 1861, quando se aposentou devido à idade e à saúde debilitada. A imagem é de um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Elisha Kane

Elisha Kent Kane (1820 a 1857) foi um explorador americano do ártico. Estudou medicina na Filadélfia, sua terra natal, e, em 1843, entrou para a Marinha americana como cirurgião. Em 1850, navegou como oficial médico em uma expedição em busca de Sir John Franklin (1786 a 1847), oficial e explorador da Marinha britânica que se encontrava desaparecido no Ártico Canadense desde 1845. Financiada por Henry Grinnell, comerciante de Nova York, e realizada pela Marinha americana, a expedição explorou o Estreito de Lancaster e o Canal de Wellington, encontrando um dos acampamentos de Franklin, mas sem encontrar rastros dos homens. A expedição, liderada pelo tenente Edwin Jesse De Haven, consistia de dois navios, os navios de dois mastros Advance e Rescue. Entre 1853 e 1855, Kane comandou uma segunda expedição, também financiada por Grinnell, mas não obteve êxito em encontrar Franklin. Kane escreveu livros sobre as suas duas aventuras no Ártico. A imagem é de um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Jovem América

“Jovem América” é uma gravura, com direitos autorais protegidos por Edward Anthony (1818 a 1888), em 1862, que foi concebida como um comentário sobre a escravidão, a principal causa da Guerra Civil Americana (1861 a 1865), então em curso. Uma gravura de contraste, “Jovem África: ou, o pomo da discórdia”, que também teve seus direitos autorais protegidos por Anthony em 1862, mostra uma criança afro-americana (supostamente uma escrava) com a mesma idade. As duas gravuras foram incluídas em um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Jovem África: ou, o pomo da discórdia

“Jovem África: ou, o pomo da discórdia” é uma gravura, com direitos autorais protegidos por Edward Anthony (1818 a 1888) em 1862, que foi concebida como um comentário sobre a escravidão, a principal causa da Guerra Civil Americana (1861 a 1865), então em curso. A gravura retrata uma criança afro-americana, supostamente uma escrava. Uma gravura de contraste, “Jovem América”, também protegida por direitos autorais por Anthony em 1862, mostra uma criança branca da mesma idade. As duas gravuras foram incluídas em um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Major-general Francis Preston Blair Jr.

Francis Preston Blair Junior (1821 a 1875) foi membro de uma proeminente família de políticos com laços com os estados fronteiriços do Missouri e de Maryland, mas que se opunha à escravidão e permaneceu ao lado de Lincoln durante a Guerra Civil. Após exercer dois mandatos no Senado do Missouri, foi eleito para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos em 1856 como democrata do Solo Livre, um oponente à expansão da escravidão para os territórios. Ele mudou sua filiação para o Partido Republicano em 1860. Durante a crise da secessão, que ocorreu depois da eleição de Lincoln, ele organizou indivíduos unionistas em Saint Louis (incluindo imigrantes alemães que se opunham à escravidão) e trabalhou muito para manter o Missouri na União. Deixou o Congresso em 1862 e foi nomeado general de brigada no Exército da União. Ele reuniu sete regimentos da infantaria no Missouri e liderou uma brigada sob o comando do general William Tecumseh Sherman na Batalha de Vicksburg. Depois da guerra, foi eleito para o Senado americano, onde exerceu um mandato. A imagem é de um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.