Dois dos "Killers"

Esta litografia de 1848 mostra dois membros da gangue da Filadélfia conhecida como os “Killers” (Assassinos) usando roupas excêntricas. Um deles aparece sentado num hidrante, enquanto o outro se encosta no poste de iluminação (com um aviso de “Venda”), numa rua ocupada por uma mercearia e adornada com cartazes. Os homens usam calças estampadas, paletó com cauda, gravatas enormes e cartolas. Um deles também usa um broche com a letra “K”, e ambos estão com as mãos nos bolsos e fumam cigarros. A mercearia apresenta um barril com vassouras, além de cartazes escritos: “Café, açúcar, chá” e "Chás, café, 5”. Um cartaz no edifício em frente diz: “Leilão esta noite”. Um programa teatral, ilustrado com uma cena de um truque equestre, anuncia: “Circo: O velho homem da montanha. . . Dan Rice, palhaço”. Os Matadores, gangue organizada por volta de 1846, eram um bando de jovens que ameaçavam o bairro de Moyamensing e eram associados à Companhia do Corpo de Bombeiros de Moyamensing e ao Clube Democrático Keystone. Esta cópia foi produzida por John J. Childs (por volta de 1819 a 1880), um artista e litógrafo que também foi um prolífico editor de charges litográficas, cenas de gênero e sátiras sociais em meados do século XIX. Nascido na Inglaterra, Childs residiu em Nova York e em Boston, antes de se mudar para Filadélfia em 1847. De 1848 a 1852 ele trabalhou no estabelecimento de litografia de Frederick Kuhl (nascido por volta de 1812). Em 1855 Childs já havia estabelecido sua própria empresa, onde produziu gravuras principalmente de charges.

Cemitério de Filadélfia em Passyunk Road

Esta litografia de aproximadamente 1850 mostra uma vista da capela no Cemitério de Filadélfia (também conhecida como Novo Cemitério de Filadélfia), de frente para a Passyunk Avenue e entre a Twentieth Street e a Twenty-second Street. Pedestres permanecem do lado de fora do muro de pedra e do portão de entrada das carruagens. O Cemitério de Filadélfia abriu em 1828, e teve seu último enterro em 1902. Os corpos foram removidos para o Cemitério de Arlington, no Monte Drexel, por volta de 1915. A impressão foi produzida por Thomas S. Sinclair (por volta de 1805 a 1881). Sinclair nasceu nas Ilhas Órcades, na Escócia, e esteve em atividade em Filadélfia em 1833, onde logo iniciou seu próprio negócio e foi um dos primeiros impressores locais a experimentar a litografia colorida. Um litógrafo prático ao longo de sua carreira, Sinclair produziu todos os gêneros de litografias, incluindo mapas, anúncios, imagens de cidades e paisagens, capas de partituras, retratos, charges políticas, certificados e ilustrações de livros.

John C. Farr & Company, importadores de relógios, ferramentas de relojoeiro, utensílios de prata e banhados, caixas de música, et cetera. Chestnut Street, nº 112, entre a Third Street e a Fourth Street, Filadélfia

Esta impressão de publicidade de aproximadamente 1850 mostra a atividade da rua e dos pedestres em frente à esquina da loja de três andares da relojoaria localizada na Chestnut Street, nº 112 (ou seja, nº 316), em Filadélfia. Uma placa ilustrada com um relógio escrita: “Nº 112, John C. Farr & Co. Atacado e varejo”, decora a lateral do edifício. A placa está sobre uma janela com uma veneziana que anuncia relógios, joias e prataria. Na entrada da loja, um atendente cumprimenta duas senhoras e uma menina entre as vitrines cheias de prataria, joias e relógios. Em frente à loja, uma senhora e um cavalheiro conversam perto dos cavalos da carruagem que não aparece na imagem. Na esquina, um homem, possivelmente um atendente da loja, conversa com duas senhoras acompanhadas por uma criança e um cão. A imagem mostra parte do negócio ao lado (Eugene Roussel, perfumista), incluindo a placa e a vitrine da loja. Esta impressão também contém uma margem em estilo gótico e elementos pictóricos que ladeiam a imagem central. Os elementos pictóricos da impressão são uma escultura de relógio, um relógio de bolso e um texto adornado escrito: “Relógios” e “Joias”. O texto na parte inferior diz: “John C. Farr & Co. Importadores de relógios, ferramentas de relojoeiro. Prata & e banhados, caixas de música, et cetera”. Farr começou seu negócio em meados da década de 1820 e mudou o nome da empresa para John C. Farr & Company em 1850. A empresa se mudou por volta de 1854. Esta litografia foi produzida por Peter S. Duval, um dos mais proeminentes litógrafos e impressores da época. Duval nasceu por volta de 1804 ou 1805, na França, e se mudou para a Filadélfia no outono de 1831 para aceitar um emprego como litógrafo na empresa de impressão de Childs & Inman. Em 1837 ele já havia estabelecido sua oficina de impressão litográfica e permaneceu na empresa até sua aposentadoria, em 1869.

Igreja de São Marcos, Filadélfia

Esta litografia de aproximadamente 1850 mostra uma vista externa da Igreja Episcopal de São Marcos em estilo gótico, localizada na Locust Street, nº 1607-1627, em Filadélfia. A Igreja de São Marcos foi construída entre 1848 e 1851 com projetos do arquiteto e paisagista escocês John Notman (de 1810 a 1865). Abaixo da imagem está o selo da igreja com um lema que diz: “Sigillum Ecclesiae S. Marci Philada. 1848”. A Igreja de São Marcos foi fundada em 1847 por um grupo de moradores de Filadélfia decididos a seguir os princípios espirituais do Movimento de Oxford, uma corrente dentro da Igreja Anglicana que minimizou o personagem protestante da igreja inglesa e enfatizou a constante pertinência da tradição católica. Os cultos eram realizados com o Livro de Oração Comum anglicano, por exemplo, e os párocos da paróquia sempre usavam vestes lindamente produzidas e decoradas. O estilo neogótico de Notman estava em harmonia com as tradições e aspirações espirituais da igreja. O autor da impressão, originalmente parte de um álbum de recortes e muito danificada no canto superior esquerdo, é desconhecido.

Instituto do Oeste de Filadélfia

Esta litografia de 1853 mostra uma vista do edifício proposto do Instituto do Oeste de Filadélfia, um instituto de mecânica. O edifício foi construído em 1853 na Williams (ou seja, North 39th) Street, ao norte da Market Street, em Filadélfia. Dois homens são retratados aqui num cenário bucólico; eles andam por um caminho que leva ao pequeno prédio de um andar em estilo georgiano-florentino e repleto de janelas. O local tinha uma biblioteca, um auditório e salas de aula destinadas a ajudar jovens a se educarem e a evitar vícios durante o tempo livre. O edifício foi comprado em 1871 pelo Conselho de Administração do Hospital Presbiteriano e o instituto se mudou para a 40th Street e Ludlow Street. A impressão foi produzida por Thomas S. Sinclair (por volta de 1805 a 1881). Sinclair nasceu nas Ilhas Órcades, na Escócia, e esteve em atividade em Filadélfia em 1833, onde logo iniciou seu próprio negócio e foi um dos primeiros impressores locais a experimentar a litografia colorida. Um litógrafo prático ao longo de sua carreira, Sinclair produziu todos os gêneros de litografias, incluindo mapas, anúncios, imagens de cidades e paisagens, capas de partituras, retratos, charges políticas, certificados e ilustrações de livros.

Relato sobre Conspiração Organizada pelos Negros na Ilha de São Domingos

Este breve trabalho consiste em duas cartas relacionadas à revolta dos escravos planejada na colônia francesa de São Domingos (atual Haiti) em 1758. O contexto e a importância das cartas são explicados em um parágrafo introdutório de um editor anônimo: "Duas cartas nos foram entregues. Uma é de Cap-Français, Ilha de São Domingos, e outra é da pessoa a quem a carta foi endereçada. Como essa pessoa sabe perfeitamente bem o que está se passando na ilha, apresentaremos a carta dele primeiro, para servir de introdução à segunda. O conteúdo dessas cartas é muito importante, nas atuais circunstâncias, para não ser levado a público. Como veremos, os negros estão tentando tomar o controle do país e, para isso, estão matando seus senhores. Apenas os jesuítas são poupados e eles protegem os negros abertamente, proibindo os que são torturados de revelar quem foram os responsáveis e seus cúmplices. Não se declara cúmplice também quem nega a única forma de erradicarmos essa conspiração terrível?" O documento faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Proclamação. Em Nome da República. Nós, Léger-Félicité Sonthonax, oficial civil da República, Delegado nas Ilhas das Índias Ocidentais Francesas para Restabelecer a Lei e a Ordem Pública

Em agosto de 1791, os escravos da colônia francesa de São Domingos (atual Haiti) organizaram uma enorme revolta, desencadeando uma série de acontecimentos que culminaram com a independência do Haiti em 1804. Em 1792, o governo de fato da França revolucionária enviou à colônia Etienne Polverel e Léger-Félicité Sonthonax como comissários civis para fazerem cumprir um decreto da Assembleia Nacional, o qual conferia aos negros e mulatos o status de homens livres, mas ainda não libertava os escravos da colônia. Apresentamos aqui um cartaz com o texto de uma proclamação emitida por Sonthonax em 21 de agosto de 1793. Ela se referia aos direitos de casamento entre homens livres e mulheres escravas cujos senhores receberiam uma retribuição paga pela República. Cada vez mais pressionado pelas revoltas e ameaçado pelas forças invasoras britânicas, em 29 de agosto de 1793, Sonthonax decretou a liberdade dos escravos na parte norte da colônia, pela qual era responsável. Duas semanas depois, Polverel fez o mesmo, proclamando a liberdade de todos os escravos do oeste. O documento faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Proclamação. Em Nome da República. Nós, Etienne Polverel e Léger-Félicité Sonthonax, oficiais civis da República, Enviados pela Nação Francesa a Este País para Estabelecer a Lei e a Ordem

O cartaz apresentado aqui é uma cópia rara do texto oficial em crioulo, traduzido do francês, de uma proclamação emitida na colônia de São Domingos (atual Haiti), que conferia liberdade a mulheres escravizadas e a filhos de escravas recém-emancipadas. Os artigos descrevem os procedimentos que possibilitavam o casamento de escravos e as leis que regiam a situação das mulheres e das crianças após o casamento. O documento também especifica o valor das mulheres e das crianças de ambos os sexos por idade e, portanto, o valor de indenização a ser pago aos senhores. A tradução para crioulo foi um passo radical, tomado para que os escravos soubessem exatamente quais eram seus direitos nos termos da proclamação. Em agosto de 1791, os escravos de São Domingos organizaram uma enorme revolta, desencadeando uma série de acontecimentos que culminaram com a independência do Haiti em 1804. Em 1792, o governo de fato da França revolucionária enviou à colônia Etienne Polverel e Léger-Félicité Sonthonax como comissários civis para fazerem cumprir um decreto da Assembleia Nacional, o qual conferia aos negros e mulatos o status de homens livres, mas ainda não libertava os escravos da colônia. Cada vez mais pressionado pelas revoltas e ameaçado pelas forças invasoras britânicas, em 29 de agosto de 1793, Sonthonax decretou a liberdade dos escravos na parte norte da colônia, pela qual era responsável. Duas semanas depois, Polverel fez o mesmo, proclamando a liberdade de todos os escravos do oeste. A proclamação apresentada aqui foi emitida por Polverel e Sonthonax em nome da República francesa. O documento faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Almanaque de São Domingos do Ano de 1765, com os nomes dos representantes do governo na colônia

Este almanaque da colônia francesa de São Domingos (atual Haiti) referente ao ano de 1765 foi publicado pela firma de Antoine Marie, tipografia oficial da colônia, em Cap-Français (atual Cabo Haitiano). O livro começa com a relação dos principais feriados religiosos católicos, os eclipses previstos e outras informações gerais, seguidas por entradas relativas aos doze meses do ano. A lista de cada mês mostra os dias do mês, o santo ou a festa religiosa associados a cada dia e as quatro fases da lua (cheia, minguante, nova e crescente) durante o mês. O calendário dos meses é seguido por uma lista de príncipes e princesas da França e suas datas de nascimento, começando pelo Rei Luís XV e sua esposa, a Rainha Maria. O restante do livro, em maior parte, contém uma lista abrangente dos representantes do governo e da igreja presentes na colônia, como os membros do conselho real e outros funcionários públicos, o prefeito apostólico e os vigários de todas as paróquias, oficiais navais e militares, juízes e advogados, notários e muitos outros. As últimas páginas são preenchidas pelo calendário do serviço de encomendas da ilha, que liga as vilas às cidades de Fort-Dauphin (atual Fort-Liberté), Port-de-Paix, Porto Príncipe, Saint-Marc, Léogane e vários outros locais. O Almanach de Saint Domingue pour l'année 1765 (Almanaque de São Domingos do Ano de 1765) é um dos primeiros livros impressos na colônia. O livro faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência, em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Ensaio sobre o Papel, lido na reunião pública realizada pela Cercle des Philadelphes, em 15 de agosto de 1788

Na segunda metade do século XVIII, a colônia francesa de São Domingos emergiu como um dos territórios mais ricos do hemisfério ocidental. Sua economia era fortemente baseada no trabalho escravo e na produção de açúcar. Cap-Français (atual Cabo Haitiano) era a capital cultural da colônia e uma das cidades mais cosmopolitas das Américas. Em agosto de 1785, um grupo de residentes brancos da cidade fundou a Cercle des Philadelphes, uma sociedade cujo objetivo era elevar o nível intelectual e cultural da colônia. Em sua breve existência de sete anos, ela se tornou uma das mais prestigiadas sociedades eruditas coloniais. Seus membros se dedicaram ao estudo das condições físicas, da história natural e da medicina da colônia, com o objetivo de promover melhorias na agricultura, na produção, nas artes e nas ciências. Aqui apresentamos a versão publicada de um ensaio que foi lido na sociedade em 15 de agosto de 1788 cujo tema é a preservação do papel. O autor, Charles Arthaud, era médico da corte e dirigente da sociedade. O ensaio contém uma análise dos métodos usados por diferentes civilizações, entre elas, a egípcia, a romana, a chinesa, a mexicana pré-colombiana e a peruana, para criar e preservar um registro documental escrito. Além disso, ele apresenta observações sobre os tipos de papel que pareciam mais capazes de resistir a danos e à destruição por insetos de clima tropical. O ensaio é concluído com a observação de que a sociedade decidiu patrocinar uma competição e oferecer um prêmio a qualquer pessoa que conseguisse produzir com êxito um papel resistente a insetos na colônia. A livro faz parte de Les imprimés à Saint-Domingue (Impressões de São Domingos), uma coleção pertencente à Biblioteca Haitiana de Pères du Saint-Esprit, que inclui aproximadamente 150 textos impressos em São Domingos antes da independência, em 1804. Os livros foram produzidos entre 1764 e 1804 nas tipografias de Cap-Français, Porto Príncipe e Les Cayes, e foram digitalizados em 2006 com o apoio da Agência Universitária de Francofonia (AUF) e da Organização Internacional da Francofonia (OIF).