13 de janeiro de 2015

Os poemas eloquentes e fluidos de Sardār Ghulām Muḥammad Khān, conhecidos como Dīwān de Ṭarzī Ṣāḥib Afghān

Esta obra é um compêndio das composições (primeiramente em verso) de Ghulām Muḥammad Khān (de 1830 a 1900), um notável intelectual pachto afegão do século XIX. Conhecido por seu pseudônimo Ṭarzī (o estilista), Ghulām Muḥammad Khān era um membro da importante tribo Bārakzay de Kandahār. A dībācha (introdução) dessa obra inclui um relato de Ghulām Muḥammad Khān e o exílio de sua família do Afeganistão em 1882, determinado pelo emir ʿAbd-al-Raḥmān (no poder de 1880 a 1901). O importante e detalhado relato da vida da família fora do Afeganistão, datado de 15 de junho de 1892, foi escrito pelo filho de Ghulām Muḥammad Khān, Maḥmud Ṭarzī (de 1868 a 1935), famoso intelectual e autor por mérito próprio geralmente mencionado como o pai do jornalismo no Afeganistão. Ele descreve a permanência de sua família em Karachi e a subsequente imigração para a Síria, onde Ghulām Muḥammad Khān recebeu proteção e auxílio do governante otomano Abdülhamid II (no poder de 1876 a 1909). A maior parte do dīwān (divã ou coleção) de Ṭarzī consiste em seus ghazals (poemas líricos), que são agrupados em ordem alfabética de acordo com a última letra do radīf (rima). Na literatura persa o ghazal geralmente denota um poema rimado e ritmado que expressa a beleza e a dor do amor. Esse tipo de poema surgiu a partir da qaṣīda (ode), e, apesar de o ghazal ser mais curto, geralmente com 12 versos ou menos, seu esquema de rimas é igual ao da qasida. Muitos ghazals de Ṭarzī são poemas de resposta, referindo-se a poetas anteriores na tradição persa e indo-persa. Neste sentido, destacam-se os poemas de ʻAbd al-Qādir Bīdil (de 1644 ou 1645 a 1720 ou 1721) e de Ṣā’ib Tabrīzī (de 1601 ou 1602 a 1677). Além de poemas na forma de ghazal, o divã de Ṭarzī inclui seu rubāʻīyāt (quartetos) e outras formas poéticas, como a tarjīʻ band e a tarkīb band (formas estróficas, com uma série de versos isolados marcando o final de cada estrofe). Esta edição data de 10 de agosto de 1893. A obra foi publicada por Sardār Muḥammad Anwar Khān e impressa na editora de Fayḍ Muḥammadī em Karachi. O calígrafo é Muḥammad Zamān e a capa desse exemplar contém uma nota escrita à mão indicando Asmā’ Ṭarzī, esposa de Maḥmūd Ṭarzī, como a proprietária e a data 11 de Sha’ban de 1336 A.H. (22 de maio de 1918). Após sua ascensão ao trono, o governante afegão emir Ḥabībullāh (no poder de 1901 a 1918) concedeu anistia à família de Ghulām Muḥammad Khān, permitindo que seus membros retornassem ao Afeganistão. Um indicador da mudança de sorte da família é que Soraya, filha de Asmā’ e Maḥmūd, casou-se com o filho de emir Ḥabīballāh e foi rainha do Afeganistão de 1913 a 1929.

Poemas de benefício abundante com cronogramas de Sardār Ghulām Muḥammad Khān, conhecido como Ṭarzī Ṣāḥib Afghān, juntamente com seus cronogramas

Esta obra é uma coleção de poemas em forma qaṣīda (ode) de Ghulām Muḥammad Khān (de 1830 a 1900), um notável intelectual pachto afegão do século XIX. Conhecido por seu pseudônimo Ṭarzī (o estilista), era membro da importante tribo Bārakzay de Kandahār. Em 1882, Ghulām Muḥammad Khān caiu no desgosto do governante afegão emir ʿAbd-al-Raḥmān (no poder de 1880 a 1901) e foi, junto com sua família, expulso do Afeganistão. Ele passou três anos em Karachi, antes de imigrar para Damasco, que na época fazia parte do Império Otomano. Ghulām Muḥammad Khān morreu e está enterrado em Damasco. (Emir Ḥabībullāh, filho de ʿAbd al-Raḥmān e no poder de 1901 a 1918, reverteu a política de seu pai e concedeu anistia aos exilados no reinado deste, permitindo à família de Ghulām Muḥammad Khān retornar ao Afeganistão.) Na poesia persa, a qaṣīda indica um poema formado por um verso inicial com dois hemistíquios rimados, seguidos por uma coleção de hemistíquios emparelhados, onde a rima ocorre apenas no segundo membro. A forma qaṣīda começou como um veículo para panegíricos, mas logo foi adotada para fins didáticos, filosóficos, religiosos e até mesmo satíricos. Muitas qaṣīdas de Ghulām Muḥammad Khān são poemas em louvor ao profeta Maomé e a outras figuras religiosas importantes, como os quatro Califas bem guiados e Ḥusayn ibn ʿAlī (falecido em 680), neto do profeta. Outras figuras são assuntos dos poemas na coleção, como Maulānā Jalāl al-Dīn Balkhī (Rumī, de 1207 a 73), e ʿAbd al-Qādir al-Jīlānī (de 1077 a 1166), cujo túmulo em Bagdá foi visitado por Ghulām Muḥammad Khān durante sua ida à Síria. Ghulām Muḥammad Khān também compôs panegíricos para estadistas da sua época, incluindo o governante afegão Dōst Muḥammad Khān (de 1793 a 1863), o governante persa Nāṣir al-Dīn Shāh (de 1831 a 1896), o sultão otomano Abdülaziz (de 1830 a 1876), a quem Ghulām chama de “mártir”, e o sultão otomano Abdülhamid II (de 1842 a 1918). A seção final da obra contém cronogramas que representam a data de nascimento de seus familiares e de quando alguns dos notáveis ​​homens de sua época morreram. A obra foi publicada por Sardār Muḥammad Anwar Khān em 18 de abril de 1892, na editora de Fayḍ Muḥammadī em Karachi. O calígrafo registrado é Muḥammad Zamān.

História do Afeganistão desde o período antigo até a deflagração da guerra em 1878

História do Afeganistão desde o período antigo até a deflagração da guerra em 1878 é uma história política e militar do Afeganistão, publicada em Londres em 1879, pouco depois da eclosão da Segunda Guerra Anglo-Afegã (1878 a 1880). O autor, George Bruce Malleson, era um oficial do exército britânico e historiador militar que serviu na Índia e escreveu prolificamente sobre a história da Índia e do Afeganistão. O tema central do livro é a importância estratégica do Afeganistão para o Império Britânico, que servia como uma área de contenção da expansão russa em direção à Índia. Malleson explica por que o Afeganistão, um “país de rochas e pedras” e montanhoso, tem uma importância “muito além de seu valor territorial.” Após um capítulo de abertura sobre as características físicas do país e a composição étnica de sua população, Malleson narra a sucessão de dinastias e líderes ao longo dos séculos, desde o Império Gaznávida (977 a 1186) até o reinado de Dōst Moḥammad Khān (1826 a 1839 e 1842 a 1863). À medida que a narrativa se aproxima da época de Malleson, torna-se descaradamente nacionalista e partidária. O livro defende uma política forte em que a proteção da Índia contra possíveis ameaças russas deve suprimir os pontos de vista dos governantes afegãos independentistas. Malleson critica a política do primeiro-ministro William Gladstone e de Thomas Baring, Conde de Northbrook, vice-rei da Índia 1872 até 1876, por tentar seguir por meios diplomáticos acordos que teriam impedido a Segunda Guerra Anglo-Afegã. A obra foi traduzida para o pachto e publicada em Peshawar em 1930.

As gerações das nações, ou os descendentes da humanidade

Ṭabaqāt al-umam aw Al-salāʼil al-basharīyah (As gerações das nações, ou os descendentes da humanidade) é um ambicioso trabalho de etnografia e antropologia, tendo como objetivo descrever as sociedades humanas, tanto no seu desenvolvimento histórico quanto em suas características contemporâneas. O livro foi publicado em 1912 pela editora Hilāl do Cairo. Seu autor, Jirjī Zaydān, nasceu em Beirute, em 1861, e estudou medicina na Universidade Americana local. Mais tarde, completou sua educação literária e filosófica no Cairo, antes de voltar para o Líbano, onde estudou hebraico e sírio. Zaydān trabalhou como jornalista para os jornais Al-Muqtaṭaf e Al-Hilāl, e suas obras incluem livros sobre filosofia da linguagem e retórica árabe. No livro aqui apresentado, ele oferece uma visão geral das sociedades históricas e contemporâneas de todo o mundo. O livro é iniciado por capítulos sobre as eras geológicas da Terra, a origem do homem e as sociedades pré-históricas. Zaydān dedica vários capítulos à invenção da escrita e ao uso de diferentes sistemas de numeração em civilizações antigas. Os capítulos seguintes lidam rapidamente com as sociedades históricas e modernas, incluindo o Egito antigo, sumérios, acádios, mongóis, nativos americanos, maias, astecas e sociedades ocidentais modernas. Para cada uma dessas sociedades, Zaydān oferece uma visão geral de seus costumes, descobertas principais, crenças religiosas e filosóficas, além de produção literária.

De um pai para seu filho: Cartas sobre educação, ensino e artes

Min wālid ilā waladihi: wa-hiyya rasā'il fī al-tarbiyya wa-al-ta‛līm wa-al-ādāb (De um pai para seu filho: Cartas sobre educação, ensino e artes) é uma coleção de cartas que o autor escreveu para seu filho, Jamāl al-Dīn Aḥmad Ḥāfiz ‛Awwaḍ, durante os anos deste como estudante na Universidade Americana, em Beirute. O livro foi publicado no Cairo em 1923. As seis primeiras cartas são na sua maioria dedicadas à expressão do amor do pai para com seu filho e a temas gerais sobre a educação e o ensino. O pai insiste na importância central do desenvolvimento do espírito inquisitivo natural no aluno. Algumas das cartas são dedicadas a temas mais específicos. Um deles é a importância do estudo das línguas e, em particular, da língua árabe como língua materna e idioma da fé islâmica. Outro tema é o estudo da literatura árabe através das obras de seus autores mais refinados, como Ibn Khaldūn, Ibn Qutayba e Al-Jāḥiẓ. Um terceiro tema é a importância do aprendizado do idioma inglês e de sua literatura por sua beleza e pelos valores morais que autores como Shakespeare e Dickens transmitem em suas obras. As cartas são dedicadas à importância da tradução de obras estrangeiras para o árabe, para o estudo da história como uma fonte de bons exemplos na vida, bem como para o estudo das ciências naturais. As cartas finais desta coleção fornecem sugestões sobre a escolha de uma carreira, a vida após a universidade e como alcançar o sucesso na vida.

O livro das expressões literárias

Publicado em 1885 pela gráfica dos Padres Jesuítas de Beirute, o presente volume contém uma edição de uma das três versões existentes de Kitāb al-Alfāẓ al-Kitābiyya (O livro de expressões literárias), escrito pelo gramático do século X ‛Abd al-Raḥmān ibn ‛Īsā al-Hamḏānī. Este trabalho apresenta uma coleção de palavras difíceis e expressões encontradas em textos literários clássicos árabes. Para cada palavra ou expressão, o autor oferece uma série de sinônimos e paráfrases destinados a orientar o leitor em uma melhor compreensão das peculiaridades lexicais, gramaticais e sintáticas da linguagem utilizada pelos autores que escrevem em árabe clássico. Não há referências explícitas aos trabalhos literários onde essas expressões são encontradas; todas são introduzidas pela frase "diz-se que". Versículos do Alcorão são mencionados também, quando os recursos discutidos nos capítulos têm paralelos no Alcorão. Um índice de todas as expressões analisadas no livro e um índice de palavras concluem a obra.