Soldado raso Henry Augustus Moore da Companhia F, 15º Regimento de Infantaria do Mississippi

Esta fotografia mostra um soldado dos Estados Confederados durante a Guerra Civil Americana (de 1861 a 1865). Ele é identificado como soldado raso Henry Augustus Moore da Companhia F, 15º Regimento de Infantaria do Mississippi. Moore usa um casaco cinza com curtas faixas de uma polegada de largura cruzando o tórax, uniforme que, em parte, tem como base regulamentos determinados pelo estado do Mississippi. Ele segura uma espada curta de artilharia e uma placa que diz: “Jeff Davis e o Sul!” Jefferson Davis foi um ex-senador do Mississippi que assumiu a presidência dos Estados Confederados da América em 18 de fevereiro de 1861. Supõe-se que, para as cartas aparecerem corretamente na imagem, o fotógrafo as escreveu no sentido inverso, mas se esqueceu do “N”, por isso aparece invertido. Residente de Water Valley, condado de Yalobusha, em Mississipi, Moor e se alistou em 23 de abril de 1861. O 15º Regimento de Mississippi foi organizado em Choctaw, em Mississippi, no mês seguinte. Esse regimento encontrou ação na Batalha de Mill Springs, em Kentucky, em janeiro de 1862 e na Batalha de Shiloh no Tenessee no mês de abril seguinte. Em julho de 1863, o 15º Regimento de Mississippi recebeu a ordem de servir o General Joseph E. Johnston na Campanha de Vicksburg. Moore estava ferido e foi enviado para casa em Water Valley para recuperar-se. Ele faleceu onze dias depois, em 14 de agosto de 1863, com sua esposa e filhos ao seu lado no leito de morte. Os remanescentes do 15º Regimento de Mississippi renderam-se às forças da União em abril de 1865, no fim da guerra. A fotografia faz parte da Coleção da Família Liljenquist de Fotografias da Guerra Civil na Biblioteca do Congresso. A coleção inclui mais de 1.000 fotografias em retratos especiais, chamados ambrótipo e ferrotipia, que representam tanto soldados da União quanto dos Estados Confederados durante a guerra.

Soldado afro-americano não identificado em um uniforme da União com a esposa e duas filhas

Em maio de 1863, o Secretário de Guerra dos EUA, Edwin Stanton, emitiu a ordem geral de número 143, criando a Agência das Tropas Negras dos EUA. Esta fotografia mostra um soldado afro-americano não identificado em um uniforme da União, com sua mulher de vestido e chapéu e duas filhas com casacos e chapéus iguais. A imagem foi encontrada no condado de Cecil, Maryland, indicando que este soldado possivelmente pertenceu a um dos sete regimentos de Tropas Negras dos Estados Unidos criadas em Maryland. A fotografia faz parte da Coleção da Família Liljenquist de Fotografias da Guerra Civil na Biblioteca do Congresso. A coleção inclui mais de 1.000 fotografias em retratos especiais, chamados ambrótipo e ferrotipia, que representam tanto soldados da União quanto dos Estados Confederados durante a Guerra Civil Americana (de 1861 a 1865). As fotografias mostram com frequência armas, chapéus, cantis, instrumentos musicais, panos de fundo pintados e outros detalhes que realçam o valor da pesquisa da coleção. Entre as imagens mais raras estão as de marinheiros, afro-americanos uniformizados e retratos de soldados com suas famílias e amigos.

Menina não identificada com vestido de luto segurando a fotografia emoldurada de seu pai

Esta fotografia mostra uma menina segurando uma imagem emoldurada de seu pai. A julgar pelo colar, as fitas de luto e o vestido, é provável que seu pai tenha morrido na guerra. O homem do retrato é identificado como um cavaleiro da União, com uma espada e um chapéu Hardee (chapéu de uso obrigatório para os alistados). A fotografia faz parte da Coleção da Família Liljenquist de Fotografias da Guerra Civil na Biblioteca do Congresso. A coleção inclui mais de 1.000 fotografias em retratos especiais, chamados ambrótipo e ferrotipia, que representam tanto soldados da União quanto dos Estados Confederados durante a Guerra Civil Americana (de 1861 a 1865). As fotografias mostram com frequência armas, chapéus, cantis, instrumentos musicais, panos de fundo pintados e outros detalhes que realçam o valor da pesquisa da coleção. Entre as imagens mais raras estão as de marinheiros, afro-americanos uniformizados e retratos de soldados com suas famílias e amigos.

A história da França moderna

Tarikh Faransa al-Hadith (A história da França moderna) é uma biografia de Napoleão Bonaparte, em vez de uma história geral da França, como sugere o título. O autor afirma que “a França é o país mais próximo de nós, do Oriente, na área comercial e linguística. Escolhemos esse tema como história útil, ou seja, a arte fundamental sobre a qual políticas públicas, ação e planejamento se baseiam”. O livro tem mais de 1.000 páginas. Capítulos introdutórios tratam brevemente da geografia e história até a década de 1770, bem como da Revolução Francesa, resultando na biografia detalhada. O comprimento e os detalhes precisos da narrativa sugerem que a obra seja uma tradução, mas não há indícios de um original nem quaisquer notas para ajudar na identificação. Um comentário no frontispício menciona que “cem páginas foram compiladas por Khattar al-Dahdah”, um contemporâneo maronita. O autor, Salīm al-Bustānī (de 1846 a 1884), era filho do famoso professor e estudioso Buṭrus al-Bustānī. Ele é mais conhecido como alter ego de seu pai no periódico al-Jinan (Jardins), publicado a partir de 1870 em Beirute. Os Bustānīs, pai e filho, são apenas um exemplo de várias das principais famílias modernistas libanesas do século XIX. Outros escritores e editores notáveis eram os irmãos Taqlā, fundadores do jornal al-Ahram (As pirâmides), e os irmãos Naqqāsh, Mārūn e Niqūlā, ensaístas e dramaturgos. O livro contém numerosas ilustrações esculpidas ou gravadas derivadas de pinturas francesas ou outras obras novas.

Contos de heróis e grandes homens da antiguidade

Siyar al-Abtal wa-al-Uzama’ al-Qudama’ (Contos de heróis e grandes homens da antiguidade) apresenta a mitologia clássica aos jovens leitores. O livro tipifica muitas publicações dos missionários britânicos e americanos no Levante na segunda metade do século XIX. Literatura humanista inspiradora desse tipo era algo novo para o Oriente Médio. Ela cresceu diretamente do movimento de livros infantis na Grã-Bretanha na primeira metade do século, liderada pela Sociedade Britânica de Folhetos, que mais tarde reforçou os esforços dos missionários americanos para o Oriente Médio, como Cornelius Van Dyck. O livro inclui histórias como “Jasão e o velo de ouro”, “A Batalha das Termópilas”, “Heitor e Aquiles” e uma descrição da Olimpíada. O autor afirma que as histórias e os mitos ilustram “inúmeros benefícios éticos, tais como o controle dos nossos apetites e a rejeição da violência, injustiça e culpa em todas as suas formas”. Ele declara ainda que “a moralidade grega exemplifica a moralidade cristã quando apresenta clara demonstração de dignidade e consideração pelas necessidades dos outros acima das nossas”. A publicação do livro foi resultado de uma cooperação entre a Sociedade Britânica de Folhetos, que forneceu os recursos, e a editora American em Beirute, que generosamente imprimiu este livro ilustrado. Tudo indica que houve distribuição de cópias em escolas e igrejas protestantes dirigidas por missionários tanto britânicos como americanos. O livro não registra o nome do autor nem dos tradutores, mas a edição de 1883 menciona que foi escrito por S.S. Pugh, um autor britânico de livros edificantes. As fontes secundárias identificam os tradutores como Ya’qūb Sarrūf e Faris Nimr, colegas e mais tarde professores na Universidade Protestante Síria. Eles cofundaram as influentes revistas al-Muqtataf (O escolhido) e al-Muqattam (Os montes Muqattam) e receberam títulos de doutor honorário pela Universidade de Nova York.

Coroa de Rosas, Edição 1, agosto de 1904

Klílā d-warde (Coroa de Rosas) foi uma revista publicada em Mossul (no atual Iraque) entre agosto de 1904 e julho de 1908. Sua publicação, em neoaramaico, foi feita pelos padres dominicanos usando a escrita siríaco oriental, naquela época comum aos católicos caldeus da região. A revista apresentava artigos religiosos e às vezes temas culturais. Sua produção ficava por conta de um pequeno grupo de sacerdotes em Mossul. A presença dominicana na cidade data de 1750, quando o Papa Bento XIV enviou um grupo de frades italianos para estabelecer uma igreja e suprir as necessidades dos católicos caldeus. Os italianos logo foram substituídos por dominicanos franceses, que em 1856 criaram uma editora para produzir textos escolares, estudos espirituais e obras da literatura árabe. As impressões dominicanas continuaram em Mossul até 1914. Ao todo, foram publicadas 48 edições da Klílā d-warde. A série completa encontra-se preservada na Biblioteca Nacional e Arquivos do Iraque.
Exibir mais 47 edições

Aliviando o desejo de aprender discursos em outros idiomas

Esta publicação é um dicionário de palavras, expressões idiomáticas e nomes próprios de outros idiomas introduzidos no árabe. O dicionário apresenta nomes de pessoas de livros sagrados e da literatura, suas supostas derivações e exemplos de uso. Também inclui nomes de lugares com guia para pronúncias variáveis. Com seu interessante título, Shifa’ al-Ghalil fi-ma fi-Kalam al-‘Arab min al-Dakhil (Aliviando o desejo de aprender discursos em outros idiomas), é uma história lexical fascinante sobre o árabe clássico e coloquial. O autor, Shihāb al-Dīn Aḥmad Al-Khafājī (de 1571 ou 1572 a 1659), nasceu no Egito e recebeu os primeiros ensinos do seu pai, um notável estudioso. Al-Khafājī continuou estudando muitas áreas, obtendo licença para ensinar tanto textos shafi’i quanto hanafitas. O frontispício do livro fornece detalhes de sua carreira, que, no entanto, divergem bastante dos dados encontrados em fontes biográficas padrão. É duvidoso, por exemplo, se Al-Khafājī alcançou o elevado posto de Qadi al-Asakir [sic] (primeiro magistrado) ou Shaykh al-Islam, como afirmado nesta obra. De certa forma, foi nomeado pelo sultão Murad IV a postos de magistratura mais modestos em Thessaloniki e depois no Egito, cargos a que posteriormente renunciou a fim de viajar para Istambul, Damasco e Aleppo. Após colidir com uma autoridade religiosa local em Aleppo, retornou ao Cairo, onde passou o resto de sua vida, supostamente como professor. Ele é o autor de vários manuscritos remanescentes, incluindo um dicionário biográfico de escritores contemporâneos e uma diwan de poemas. Esta edição da Shifa’ al-Ghalil foi impressa pela editora Bulaq, no Cairo, em 1865, período da mudança de propriedade e administração sob o governante egípcio Isma’il Pasha (no poder de 1863 a 1879).

O livro de maravilhas sublimes da história de Constantinopla

Kitab al-Tuhfah al-Saniyah fi-Tarikh al-Qustantiniyah (O livro de maravilhas sublimes da história de Constantinopla) é uma miscelânea histórica, que começa com uma breve história da cidade de Constantinopla desde os primórdios até os dias do próprio autor. Inclui descrições de características notáveis, como impressionantes edifícios, jardins, cemitérios, mercados e bairros residenciais suntuosos. Essa parte da obra pode ser considerada um guia para visitantes árabes. O autor expressa sua admiração pela cidade e pelo enaltecimento do sultão como se quisesse unir o leitor árabe à autoridade imperial otomana. O livro segue a prática da literária tradicional, referindo-se à cidade por seu nome histórico, Constantinopla (em 1930, Ataturk renomeou oficialmente a cidade como Istambul). Essa primeira seção do livro é seguida por uma genealogia da dinastia otomana que remonta ao tempo de Adão. A terceira, e a mais comprida, seção do livro é um catálogo de conquistas da humanidade nas áreas governamentais, industriais e artísticas até o século XIX. Sua organização está em ordem alfabética e se destina ao leitor em geral. O livro é dedicado ao sultão Abdülaziz (reinado de 1861 a 1876). Praticamente nada se sabe do autor, exceto que era cristão maronita da cidade histórica libanesa de Dayr al-Qamr. O livro foi publicado pela editora al-Ma’arif, em Beirute.

Demonstração da verdade

Izhar al-Haqq (Demonstração da verdade) é uma obra de apologética islâmica que inovou a abordagem muçulmana em relação à Bíblia e à doutrina cristã. Escrita pelo estudioso indiano Rahmatullah al-Dihlawi (por volta de 1817 a 1891), o trabalho recebeu a aprovação do sultão otomano Abdülaziz (reinado de 1861 a 1876). Sua impressão ocorreu em 1867 na editora imperial em Istambul, para distribuição entre muçulmanos de língua árabe. Rahmatullah baseou sua abordagem inovadora na análise da alta crítica ou crítica histórica do protestante europeu, ou seja, em releituras e reformulações da historiografia bíblica feitas pelos próprios teólogos europeus. Isso foi um importante afastamento da defesa habitual do Islã, que tinha como referência predominante a escritura sagrada muçulmana. Acredita-se que o livro surgiu de argumentos apresentados por Rahmatullah em seu debate de 1854 com o missionário alemão Carl Gottlieb Pfander (de 1803 a 1865) em Aligarh, Índia. O debate continua entre os estudiosos muçulmanos em relação a partes textuais e interpretativas da obra. Esta edição inclui breves introduções laudatórias em árabe e turco otomano, e o próprio autor fornece um importante ensaio introdutório. O colofão detalhado e a impressão de alta qualidade revelam o cuidado na produção do livro. Apresentamos aqui dois volumes encadernados como apenas um.

A vida de Cornelius Van Dyck

Hayat Kurnilius Fan Dayk (A vida de Cornelius Van Dyck) comemora a vida e as realizações do missionário, cientista, médico e educador americano Cornelius Van Dyck (de 1818 a 1895). Nascido em Kinderhook, Nova York, Van Dyck formou-se em Jefferson Medical College, em 1839, partindo para o Oriente Médio no ano seguinte. Sua primeira tarefa foi o estudo intensivo da língua árabe, idioma de ensino nas escolas protestantes. Também concluiu o estudo para a ordenação e deu início à tradução da Bíblia, que seria publicada cerca de 20 anos depois. Seu domínio da língua árabe era fabuloso e seus trabalhos escritos exerceram grande influência sobre o desenvolvimento de um estilo de prosa frugal e preciso, diferente da poesia florida antecedente. A carreira de Van Dyck esteve ligada aos avanços na Universidade Protestante Síria, mais tarde Universidade Americana de Beirute, incluindo a gráfica, o museu e o observatório do colégio, dos quais ajudou a financiar a partir de sua própria atividade médica. Em 1882, renunciou à faculdade como protesto à “publicação de Darwin”, que surgiu quando o professor Edwin Lewis, em seu discurso de paraninfo, defendeu o que foi interpretado como referências favoráveis ​​às teorias de Charles Darwin. Este livro oferece uma visão geral da carreira de Van Dyck, acompanhada por ensaios comemorativos e poemas de amigos, alunos e colegas, muitos dos quais lidos no jubileu de ouro de Van Dyck no Levante, em 1890. A lista de apresentadores inclui alguns dos nomes mais proeminentes da cultura árabe do século XIX. As ilustrações apresentam um retrato fotográfico como frontispício, um busto no jardim do Hospital Ortodoxo São Jorge, onde Van Dyck foi médico-chefe, e uma fotografia de sua lápide. Há uma bibliografia comentada de dez páginas sobre suas obras.