18 de agosto de 2014

A fonte de ouro

Apresenta-se aqui o manuscrito autógrafo original de La Fontana de Oro (A fonte de ouro), o primeiro romance do grande escritor espanhol Benito Pérez Galdós (1843 a 1920). O manuscrito é datado de 1868; o romance foi publicado em 1870. Galdós era uma importante figura literária na Espanha do século XIX, comparável no escopo e na qualidade de sua produção literária a Charles Dickens, na Grã Bretanha, e a Honoré de Balzac, na França. Ele nasceu em Las Palmas de Gran Canaria, no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, e viveu a maior parte de sua vida em Madri. La Fontana de Oro mostra a habilidade de Galdós em observar e capturar, em sua obra ficcional, sua própria perspectiva da realidade, que desenvolveu ainda mais em Episodios Nacionales (Episódios nacionais), uma série de 46 romances históricos que se passam no período entre a Batalha de Trafalgar (1805) e a época de Galdós. La Fontana de Oro lida com a personagem de Fernando VII (1784 a 1833), rei da Espanha em 1808 e de 1814 a 1833. Este manuscrito pertence às coleções do Museu Casa de Pérez Galdós, em Las Palmas, na Grã Canária.

Retrato de Benito Pérez Galdós

Este retrato do escritor Benito Pérez Galdós foi produzido pelo pintor valenciano Joaquín Sorolla y Bastida, em 1894. Nascido em Las Palmas de Gran Canaria, no dia 10 de janeiro de 1843, Galdós se tornou uma importante figura literária espanhola, tendo escrito mais de 80 títulos que incluem romances, romances históricos e peças. Sua obra abrange muitas diferentes características e tendências, incluindo um realismo que lembra certos romances da Era de Ouro Espanhola e demonstra a influência dos autores russos e franceses do século XIX. Outros temas importantes da ficção de Galdós são sua preocupação com as correntes religiosas e místicas, presentes em toda a literatura espanhola, e seu interesse no Regeneracionismo (regeneracionismo, um movimento político e intelectual espanhol que buscava compreender os motivos da perda do país do status de grande potência). Juntos, estes elementos levaram à criação de obras que falam sobre questões políticas, sociais e cotidianas, familiares aos leitores espanhóis do final do século XIX e início do século XX. Em sua pintura, Sorolla captura a atitude calma e distante do grande escritor realista. O original da pintura está no Museu Casa de Pérez Galdós, em Las Palmas, na Grã Canária, e é uma das mais importantes e conhecidas obras do museu.

Vista do porto de La Luz e da cidade de Las Palmas de Gran Canaria

Esta paisagem em aquarela, pintada por volta de 1889, é de Eliseo Meifrèn y Roig (1859 a 1940), um artista catalão que se especializou em paisagens marinhas impressionistas. Ela representa uma vista parcial da Baía de La Isleta e do Puerto de La Luz, próximos à extremidade nordeste da ilha de Gran Canaria, com a casa do piloto marítimo e os batelões ingleses que abasteciam o comércio de carvão. À distância está a vila de Las Palmas de Gran Canaria, capital da província espanhola de Las Palmas. O Puerto de La Luz, inicialmente planejado na década de 1850, foi construído entre 1883 e 1903, principalmente pela iniciativa de Fernando de León y Castillo (1842 a 1918), um influente político local. Um porto existiu ali a partir do século XV. Ela também já foi uma parada para navios que viajavam entre a Espanha e as colônias do Novo Mundo. No final do século XIX, ela se tornou uma importante parada para navios em rotas entre América, África e Europa. O contrato para a construção do porto de La Luz foi concedido à empresa britânica Swanston and Company, e a obra foi supervisionada por Juan de León y Castillo, engenheiro e irmão de Fernando. Esta pintura pertence às coleções do Museu Casa de León y Castillo, na Grã Canária.

Planta do porto protegido de La Luz e das obras projetadas

Este documento é uma planta original do porto de La Luz, situado na Baía de Las Isletas, em Las Palmas de Gran Canaria (Ilhas Canárias, Espanha). Ele foi desenhado pelo engenheiro Juan de León y Castillo (1834 a 1912), cuja ideia era construir um cais de 1240 metros de largura, começando pelo píer anterior, que fornece abrigo no sentido do eixo norte-sul. Um cais transversal de cerca de 600 metros de largura, na direção leste oeste, completaria o porto e o separaria do porto exterior. Construído desta maneira, o porto começa no istmo de Guanarteme, próximo ao Castelo de Santa Catarina, com píeres costais intermediários. Nos últimos cinco séculos, a baía de La Luz e o porto de Las Palmas de Gran Canaria serviram como base de abastecimento para navios que atravessavam o Atlântico. No final do século XIX, o porto se tornou especialmente importante como estação de abastecimento de carvão para navios a caminho das Américas, da África e da Europa. A construção do porto de La Luz foi finalizada entre 1883 e 1903. O porto é, sem dúvidas, o mais conhecido projeto realizado por Juan de León y Castillo, responsável pelo planejamento, supervisão e implementação do projeto. Sua fama reside em seu tamanho, uso avançado de engenharia hidráulica e no sucesso em se tornar uma peça fundamental para o crescimento e transformação da economia da ilha. Hoje, La Luz é o quarto porto mais ocupado da Espanha, e o centésimo do mundo, quanto ao tráfego de contêineres. Mais de um milhão de passageiros passam por ele anualmente, viajando entre as ilhas e a Península Ibérica. Esta planta pertence às coleções do Museu Casa de León y Castillo, na Grã Canária.

Escritórios para empresas de navegação da Elder

Esta fotografia, tirada em 1907, mostra o interior dos escritórios de uma empresa britânica de navegação no porto de La Luz, próximo à extremidade nordeste da Grã Canária (Ilhas Canárias, Espanha). La Luz, também chamado de Porto de Las Palmas, foi construído entre 1883 e 1903 pela empresa britânica Swanston and Company. Estrategicamente localizadas a cerca de 100 quilômetros a oeste do Marrocos, no Oceano Atlântico, entre os continentes da Europa, África e Américas, as Ilhas Canárias foram uma importante estação de abastecimento de carvão para navios que transitavam por longas distâncias. O carvão era majoritariamente extraído no Reino Unido, e enviado às Canárias para venda, primariamente por empresas britânicas, a navios a vapor que paravam no porto para se abastecer. A maioria das empresas de embarque e despacho em La Luz também eram britânicas. Os escritórios mostrados aqui são provavelmente os da Elder Dempster & Company e de suas afiliadas. Sediada em Liverpool, a empresa tinha uma filial nas Ilhas Canárias que, entre outras coisas, introduziu a banana na Inglaterra, em 1884. Atividades comerciais ligadas ao porto contribuíram decisivamente para a transformação social da Grã Canária, no final do século XIX. A fotografia pertence às coleções da Fundação para a Etnografia e o Desenvolvimento do Artesanato Canário (FEDAC).

Festa no jardim do Clube Britânico de Las Palmas, da Grã Canária

No início do século XX, o Clube Britânico era o centro da vida social da comunidade britânica emigrada na Grã Canária, uma das ilhas do arquipélago das Ilhas Canárias. Localizado próximo ao Hotel Metropole, em Las Palmas, na Grã Canária, e próximo à Igreja (Protestante) Inglesa, ele era um local para o lazer e a recreação, além de promover encontros de negócios entre seus membros. Esta fotografia da década de 1890 mostra homens e mulheres elegantemente vestidos dançando em uma festa no jardim do clube. No plano de fundo, à esquerda, está o Oceano Atlântico. Entre os famosos visitantes britânicos das Ilhas Canárias esteve a novelista e escritora de romances policiais Agatha Christie, que passou várias semanas nas ilhas em 1927, hospedada no Metropole. Duas de suas coletâneas de contos, O misterioso Sr. Quin (1930) e Os treze problemas (1932), passam-se, parcialmente, nas ilhas. A fotografia pertence às coleções da Fundação para a Etnografia e o Desenvolvimento do Artesanato Canário (FEDAC).