25 de fevereiro de 2013

Antiguidades de Samarcanda. Madrassa Shir Dar. Plano, elevação e seções

Este plano, seção e elevação da madrassa Shir Dar, em Samarcanda (Uzbequistão), faz parte da seção arqueológica do Álbum do Turquestão. Este levantamento fotográfico em seis volumes foi produzido entre 1871-1872 sob o patrocínio do General Konstantin P. von Kaufman, primeiro governador-geral (1867-1882) do Turquestão, nome dado aos territórios da Ásia Central do Império Russo. O álbum dedica atenção especial à arquitetura islâmica de Samarcanda, como monumentos dos séculos XIV e XV do reinado de Timur (Tamerlão) e seus sucessores. No centro de Samarcanda está o conjunto de Registan, composto por três grandes exemplos de madrassa (escola religiosa). A mais antiga madrassa Registan foi construída entre 1417-1420 pelo rei estudioso Ulugh Beg, neto de Timur. O segundo exemplo, a madrassa Shir Dar, foi construída em 1619-1636, durante a dinastia astracã de Bucara. O formato desta madrassa é típico da Ásia Central: um portal imponente (iwan, ou saguão abobadado, com paredes em três lados e uma extremidade aberta) leva a um pátio retangular delimitado por uma arcada de dois andares com salas para aproximadamente 100 estudantes. O retângulo era delimitado por quatro minaretes e quatro cúpulas caneladas sobre as salas de instrução nos cantos. No lado oposto do portal há uma mesquita com cúpula. Cada um dos quatro lados possui um portal arqueado coberto com trabalho em cerâmica. Embora Shir Dar e seus minaretes tenham sofrido danos nesta zona de atividades sísmicas, a estrutura está relativamente bem preservada.

27 de fevereiro de 2013

Saiam! As Índias Devem Ser Libertadas.

Este cartaz de recrutamento de 1945, do artista holandês Nico Broekman, mostra um soldado japonês sendo expulso a pontapés da ilha de Bali e a legenda, "Suma Daqui! As Índias Devem Ser Liberadas". Durante a II Guerra Mundial, o Japão ocupou as Índias Orientais Holandesas no início de 1942. Após a rendição, um grande número de submarinos holandeses e alguns aviões fugiram para a Austrália e continuaram a lutar como parte de unidades australianas. No decorrer da guerra, os nacionalistas indonésios, apoiados pelos japoneses, tomaram conta de algumas partes do país. Tropas aliadas invadiram Bornéu, em julho de 1945, trazendo consigo uma restauração do governo colonial holandês. Os holandeses combateram os nacionalistas indonésios durante os quatro anos seguintes, antes de finalmente reconhecerem a independência, em 1949. O cartaz é a das coleções do Real Instituto Holandês de Estudos do Caribe e do Sudeste Asiático/KITLV, em Leiden.

Sala de Banho do Alojamento Feminino da Província de Makassarese Próximo a Master Cornelis em Batavia

Esta fotografia de 1945, mostra mulheres e crianças banhando-se no campo de refugiados de Kampong Makassar, próximo à Batávia (atual Jacarta), durante a II Guerra Mundial. Depois que as Índias Orientais Holandesas caíram sob as forças japonesas, em 1942, muitos residentes holandeses foram forçados aos campos de refugiados, onde permaneceram até o final da guerra. Em Kampong Makassar, que funcionou de janeiro a agosto de 1945, mais de 3.600 mulheres e crianças foram mantidas em um espaço que media menos de um quilômetro quadrado. A fotografia é das coleções do Real Instituto Holandês de Estudos do Caribe e do Sudeste Asiático/KITLV, em Leiden.

28 de fevereiro de 2013

Orações para Segurança e Sucesso

Este fragmento caligráfico inclui versos em persa que rezam pelo bem-estar pessoal do patrão e pela prosperidade do seu reino. Nos versos pode-se ler: "Que o mundo seja (vossa) riqueza e o firmamento (vosso) amigo / Que o Criador do Mundo (Deus) proteja (a vós) / Que todas as vossas obras sejam bem sucedidas / Que Deus do Mundo cuide de vós / Que o vosso coração e vosso reino sejam calmos e bem frequentados / Que a separação fique longe do vosso reino." Os versos são executados em escrita nasta'liq preta em papel bege. Eles são emoldurados por faixas de nuvens e colocados sobre um fundo dourado decorado com videiras e flores azuis. Bordas em salmão e azul, decoradas com flores e folhas pintadas em ouro, emolduram o painel de texto, que é colado a uma folha maior, azul, decorada com buquês dourados. Como reforço, o fragmento inteiro é montado em um papelão. O triângulo no canto superior à direita do painel de texto inclui um acabamento ornamental em azul; no canto inferior, à esquerda do painel triangular, está a assinatura do calígrafo, Mir 'Ali, conforme ele mesmo se auto-designou, "o pobre" (al-faqir). Mir 'Ali Heravi (morreu 1544-5 [951 AH]), um calígrafo da escrita nasta'liq em atividade na cidade de Herat (Afeganistão) durante o século XVI, até que foi enviado para o Bukhara (Uzbequistão), em 1528-9 (AH 935), pelo governante Shaybanid  'Ubaydallah Khan Uzbek.

Três Bayts (Versos) para um Ente Querido

Este fragmento cartográfico inclui três bayts(versos) de poesia no  painel de texto principal e dez versos ao redor deste painel, criando uma moldura textual decorada com motivos de folhas e vinhas douradas. A peça  caligráfica inteira está colada a um papel decorado com motivos vegetais e geométricos em azul destacados em ouro. O painel de texto central é encimado por um painel retangular iluminado e inclui um triângulo decorativo no canto esquerdo superior. Os versos do painel central são escritos em escrita nasta'liq sobre um fundo branco decorado com flores douradas. Nos versos, pode-se ler:"Por que partir para o Ka'ba quando o Ka'ba é a sua casa? A Sagrada Clausura de minha Ka'ba é o limiar de seu solo./ O encanto de seu olhar captura o território dos corações, / Agora todos os povos do mundo contam sua história./ Como posso tirar do (meu) coração a imagem de seus (lábios) de granada?  / Porque no tesouro do coração existem muitas marcas suas.''Ao desenhar as imagens de Meca, da Ka'ba e sua Sagrada Clausura (harim), o poeta descreve seu afeto pelos olhos e os lábos de sua bem-amada em termos de uma peregrinação ao seu coração. Os versos são assinados pelo escritor (al-katib) Mir 'Ali (1543 d. [951 AH]), um mestre calígrafo em atividade em Herat (Afeganistão) e Bukhara (Uzbequistão), durante o século XVI.