Amadis de Gaula

Amadís de Gaula (Amadis de Gaula) é um famoso romance de cavalaria em prosa, o primeiro composto na Espanha ou em Portugal e muito provavelmente com base em fontes francesas. Uma versão anterior da obra provavelmente existiu no final do século XIII ou no início do século XIV. Uma versão em três livros, dos quais pequenos fragmentos ainda existem, pode ser datada por volta de 1420. Garci Rodriguez de Montalvo, governador de Medina del Campo, retrabalhou a versão, acrescentou um quarto livro e continuou com um quinto, intitulado Las sergas de Esplandián (As façanhas de Esplandião). O trabalho manteve-se popular durante o Século de Ouro espanhol na Europa e na América, com 19 edições em espanhol publicadas no século XVI. A edição mostrada aqui foi impressa por Juan Cromberger, que contribuiu para a introdução da tipografia nas Américas na década de 1530. A família Cromberger de Sevilha era especializada em impressão de livros de cavalaria, que foram em geral caracterizados por serem produzidos em tamanho fólio, com tipos de letra gótica, em duas colunas, com uma gravura do herói a cavalo na capa e xilogravuras menores em cada capítulo. As edições Cromberger definiram o tom das futuras impressões e foram imitadas até meados do século XVI.

Livros 1–5 de História. História da Etiópia. Livro 8: Da Partida do Divino Marcus.

Sob a influência do humanismo italiano e de seu tutor e colecionador de livros János Vitez, o Arcebispo de Esztergon, Matias Corvinus da Hungria (1443-1490) desenvolveu uma paixão por livros e pela aprendizagem. Eleito rei da Hungria em 1458, aos 14 anos de idade, Mathias conquistou grande sucesso por suas batalhas contra os turcos otomanos e por seu patrocínio à aprendizagem e à ciência. Ele criou a Bibliotheca Corviniana, na época considerada como uma das melhores bibliotecas da Europa. Após sua morte, e especialmente após a conquista de Buda pelos turcos, em 1541, a biblioteca foi dispersa e grande parte da coleção foi destruída, com os volumes sobreviventes sendo espalhados por toda a Europa. Este códice, um dos oito manuscritos inicialmente na Biblioteca Corvinus e agora preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, contém Livros I-V das Histórias, pelo historiador grego Polybius, uma parte do único trabalho conhecido do historiador grego do século III, Herodianus, e o texto de Aethiopica, um romance grego do século III atribuído a Heliodorus de Emesa, que narra as aventuras etiopes de Theagenes e Chariclea. Aacredita-se que o códice tenha sobrevivido ao cerco e a captura de Constantinopla, em 1453, após o qual passou para a posse de Corvinus. Após a sua morte, consta nos registros que passou a pertencer ao médico Joachim Camerarius II, de Nuremberg, que o presenteou ao duque Alberto V, da Baviera, em 1577. Dsde então, permanece na Biblioteca Estatal da Baviera. A Coleção Bibliotheca Corviniana foi inscrita no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 2005.