1 de agosto de 2012

Memoriais de Zhao Wenhua sobre a derrota dos piratas

Este trabalho é uma coleção de 28 memoriais escritos por Zhao Wenhua (falecido em 1557), um alto oficial do final do período Ming, posteriormente desonrado. De acordo com sua biografia, em Ming shi (História Ming), Zhao obteve seu jin shi em 1529. Enquanto trabalhava na Secretaria de Transmissão, ele apresentou uma proposta de uma cidade satélite à capital. Logo depois, foi promovido ao Gabinete de Obras Públicas. Quando piratas provocaram confusões no sudeste da China, Zhao enviou sete memoriais (relatórios de projetos, propostas ou conselhos), cada um com um plano para lidar com a ameaça pirata. O primeiro pedia a realização de um ritual de sacrifício para os deuses do mar. Outros memoriais propunham ajuda para as pessoas das quatro prefeituras na região, e sugeriam várias medidas militares para lidar com os piratas. O último memorial pedia permissão para voltar à corte. Zhao alcançou seu posto mais alto como ministro do Gabinete de Obras Públicas e regente do príncipe. Durante as batalhas contra os piratas, ele ganhou fama devido a várias investidas militares bem sucedidas. Depois de voltar para a capital, ele viveu de forma extravagante, causando o descontentamento do imperador, que acabou tirando Zhao de seu posto e enviando seu filho para uma guarnição de fronteira remota. Também descobriu-se que Zhao desviou grandes quantias de dinheiro público. Ele faleceu como um homem qualquer. Neste livro, seus títulos oficiais de ministro do Gabinete de Obras Públicas e grande guardião do herdeiro são usados, o que sugere que ele foi provavelmente impresso em 1556-1557, antes de sua desonra.

2 de agosto de 2012

Os fundamentos da aritmética

Bahaa al-Din al-Amili (1547–1621 d.C.; 953–1031 a.H.) pensou-se ter nascido em Baalbek, no Líbano, mas sua família mudou-se para Herat, atual Afeganistão, para escapar da perseguição otomana. Ele estudou em Isfahan, no atual Irã, e continuou em Alepo, Jerusalém e no Egito, antes de voltar para Isfahan, onde atuou por muitos anos como o juiz-chefe e onde morreu. Ele produziu mais de 50 títulos em campos bem diversos como aritmética, astronomia, literatura, religião e linguística. Conhecido por sua poesia e diversas enciclopédicas, também é atribuído a ele o renascimento da matemática islâmica após um período de negligência. Al-Khulasa fil hisab (Os fundamentos da aritmética) abrange muitos aspectos e características dos números algébricos e resultantes de outras operações básicas, incluindo multiplicação, divisão, adição e subtração. A obra foi considerada um texto padrão até o final do século XIX.

Comentário sobre o compêndio da astronomia simples

O autor deste comentário, Ṣalāh al-Din Musa ibn Muḥammad, também conhecido como Qādī Zāda (o filho do juiz), nasceu em Bursa (atual Turquia) em 1364 e morreu em Samarcanda (atual Uzbequistão) em 1436. Seu primeiro professor, al-Fanāri, sugeriu que ele se mudasse para os centros científicos da época, Herat em Coração (atual Afeganistão) ou Bucara ou Samarcanda na Transoxiana, para desenvolver sua extraordinária habilidade em ciências matemáticas e astronômicas. Seguindo este conselho, Qāḍī Zāda se apresentou à corte de Samarcanda do promissor Ulugh Beg (1394–1449), que tinha apenas 17 anos de idade na época. Ulugh Beg tornou-se o aluno mais talentoso de Qāḍī Zāda e garantiu a ele os fundos para uma vida de estudo em Samarcanda. Combinando pesquisa em instalações locais (incluindo o famoso Observatório Ulugh Beg, construído em 1420) com sua atividade docente, Qāḍī Zāda escreveu uma série de comentários sobre matemática e astronomia, incluindo o preservado aqui neste manuscrito. Muito provavelmente concebido como uma obra didática, este tratado é um extenso comentário sobre um livro de astronomia de Šaraf al-Dīn Mahmūd ibn Muhammad ibn ‘Umar al-Jaġmīnī, Mulahhas fī al-Hay'a Al-Basīta (Compêndio da astronomia simples). O comentário de Qāḍī Zāda, embora expanda amplamente o conteúdo do Mulahhas, tende a seguir sua estrutura lidando com a configuração dos mundos celestes e terrestres e as divisões dos corpos criados, os orbes celestes e a Terra. O manuscrito é enriquecido por muitas notas marginais escritas por diferentes mãos, refletindo o alto valor científico e educacional atribuído ao comentário de Qāḍī Zāda após a sua morte.

7 de agosto de 2012

Um mapa geral das Índias Ocidentais: Com atualizações dos mais recentes navegadores

O Capitão Joseph Smith Speer era um marinheiro inglês que serviu 21 anos na Costa dos Mosquitos (Misquito), onde hoje fica a Nicarágua. Mais tarde, ele criou mapas detalhados das Índias Ocidentais com base em seu conhecimento pioneiro sobre a região. Em 1766, ele publicou O Piloto das Índias Ocidentais contendo 13 mapas, seguido por uma edição ampliada, com 26 mapas, em 1771. Um mapa geral das Índias Ocidentais, mostrado aqui, é um mapa grande e detalhado (71 por 117 centímetros). Ele está baseado em um mapa anterior de 1774, "com atualizações dos mais recentes navegadores." Os territórios ingleses, franceses, espanhóis, holandeses e dinamarqueses estão listados e codificados em cores diferentes. Os Estados Unidos, mostrados em verde, não incluem ainda a Flórida nem qualquer território a oeste do Mississipi.

9 de agosto de 2012

Mapa do Mar

A Carta marina do geógrafo e historiador sueco Olaus Magnus é uma das primeiras representações cartográficas precisas da península escandinava. Desenhada em Roma em 1539, por um dos mais proeminentes escandinavos católicos do mais alto nível eclesiástico, contém detalhes que faltam em muitos dos outros mapas pioneiros da região. Inicialmente prevista para a sua Historia de gentibus septentrionalibus (Uma descrição dos povos nórdicos), o mapa foi publicado por volta de 15 anos antes do aparecimento desta magnífica obra. Olaus Magnus é geralmente considerado o primeiro a propor a idéia da Passagem do Noroeste. Esta é a segunda edição deste mapa, publicada por Antoine Lafréry em 1572.

Primeiros Escritos de Carl von Linné

Obras significativas de de jovens estudiosos, por vezes, podem ter grande impacto na comunidade acadêmica, mas permanecem relativamente desconhecidas para um público mais amplo. As primeiras obras de Carl Linné (1707-78), comentários explicativos dos diários de suas viagens pela Suécia e ao exterior, nas quais ele fundou os alicerces para seus esforços em elaborar uma nomenclatura de gêneros e espécies naturais, nunca foram publicados durante sua vida. O relato de suas viagens pela Lapônia foi publicado em inglês em 1811. As observações de suas primeiras viagens a Bergslagen, Dalarna, e ao exterior foram editadas e publicadas por Ewald Ährling para comemorar o 100° aniversário da morte de Linné. Linné é também conhecido por seu nome latinizado, Carolus Linnaeus.