12 de julho de 2012

Vida de Maria

Este manuscrito do século XVI contém uma cópia relativamente bem preservada de Ktāba d-taš’itāh d-qaddištā yāldat alāhā Maryam (Vida de Maria) em siríaco, um dialeto oriental do aramáico. O trabalho, em seis volumes, foi escrito por Teófilo, o patriarca grego de Alexandria em 385–412 e copiado em 1567–1568 por um escriba chamado Slibona. No final deste trabalho, há uma homilia métrica por Jacob de Serugh (falecido em 521) sobre a morte de Maria. Falta a última metade nesta cópia. Algumas correções e sinais vocálicos foram adicionados posteriormente. A obra começa com uma cruz decorativa e uma página de título.

Poemas (Carmina)

Este manuscrito, o qual provavelmente date do século XVI, contém Mušḥātā (Poemas) de Gregory Bar ‘Ebraya (também conhecido como Bar Hebraeus, 1226–1286), um bispo ortodoxo siríaco e um dos principais autores na tradição siríaca posterior. Ele escreveu de forma prolífica em siríaco, mas também em árabe, sobre filosofia, teologia, espiritualidade e história. Seu trabalho também incluía comentários sobre as escrituras, devoções, tratados morais, lógica, ciências e histórias de humor. Bar Hebraeus era conhecido por sua justiça, integridade, grande sabedoria e liderança baseada em princípios. Algumas poucas páginas recentes (a maior parte em branco) foram adicionadas ao início do manuscrito e há uma nota para efeito que o manuscrito foi trazido de Edessa (atual Sanliurfa no sudoeste da Turquia) para Aleppo em 1924. A comunidade ortodoxa siríaca em Aleppo é antiga. A comunidade ampliou-se muito, no entanto, por uma afluência de cristãos siríacos que fugiram durante o tumulto do colapso do Império Otomano, especialmente por toda a comunidade de Edessa.

O livro do intérprete

Este manuscrito do século XVI é uma cópia antiga do glossário classificado siríaco-garshuni de Elias de Nisibis (975–1046). Elias foi um acadêmico e monge siríaco oriental, que mais tarde tornou-se um bispo e, de 1008–1046, metropolitano de Nisibis ao norte de Mesopotânia (atual Nusaybin no sudeste da Turquia). Ele foi uma importante figura na literatura siríaca e árabe cristão e um dos primeiros gramáticos. Além deste glossário, seu material literário incluía uma crônica bilíngue (siríaco-árabe), poesia litúrgica e cartas. Esta obra possui um prefácio de Eliya para quem ele escreveu o livro. O texto é bastante importante para a lexicografia árabe, especialmente entre cristãos. Um grande número de assuntos é abordado, incluindo não apenas temas cristãos, mas também temas científicos, especialmente medicina. O siríaco é um dialeto oriental do aramáico, o qual era falado por cristãos nas terras entre o Império Romano e o Mar Árabe do século I até o XII. A escrita garshuni entrou em uso depois que o árabe tornou-se o idioma mais falado nas terras do Crescente Fértil antes que uma forma escrita do árabe fosse desenvolvida. Ela ainda está em uso em algumas congregações siríaco-cristãs.

16 de julho de 2012

Atlas marítimo

Este trabalho é um atlas marítimo ilustrado e iluminado, conhecido como o atlas de Walters Deniz. Ele é um dos primeiros atlas otomanos, com data tentativa de meados do século XVI. O trabalho contém oito tabelas de páginas duplas executadas em pergaminho. Quatro dos mapas mostram os mares do Mediterrâneo, Egeu e Negro. Há também um mapa-múndi e uma carta do Oceano Índico. Os vários nomes geográficos são escritos em nasta‘līq negro. Uma característica marcante deste atlas é a abordagem detalhada na representação de tais recursos como vinhetas de cidades. As cartas são desenhadas em várias cores, incluindo preto, vermelho, dourado, verde, azul, rosa choque, verde claro e amarelo.

18 de julho de 2012

Cartaz para o recrutamento de emigrantes

Este cartaz foi feito pela Companhia Japonesa de Estabelecimento na América do Sul, que foi financiada principalmente por um grupo têxtil gigante do Japão. Esta empresa foi criada em 1928 para promover a emigração do Japão para a bacia do rio Amazonas, no estado do Pará, no Brasil. A emigração japonesa para o Brasil começou em 1908 e alcançou seu pico em 1926-1935. Após a abolição da escravatura no Brasil, em 1888, o governo do Brasil voltou-se para os imigrantes para enfrentar uma escassez de trabalho na indústria do café que ganhava cada vez mais importância. Imigrantes europeus, principalmente italianos, preencheram a lacuna no início, posteriormente completada pela chegada dos imigrantes do Japão, onde a pobreza rural era generalizada e a economia estava lutando para se modernizar e para reabsorver os soldados que estavam retornando após a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905).

19 de julho de 2012

Manusyaloka, Mapa do Mundo Humano

O Jainismo é uma religião indiana, que foi fundada por Vardhamana Mahavira, um líder espiritual chamado de Jina (conquistador), no século seis AC. Jainismo enina a não-violência em relação a todo o seres vivos. Sua filosofia e prática confia principalmente no esforço para o avanço da alma no nível espiritual para a conciência divina em um universo que não tem começo ou fim. O Jainismo tem sua própria versão de geografia e cosmologia, no qual o universo é dividido em três reinos: o superior é o domínio dos paraísos e celestiais; o do meio é o domínio do humanos, animais e plantas; e o mais baixo, que pertence ao demônio e ao indisciplinado. Este diagrama cosmlógico do século 19 de manusyaloka (o mundo humano), veio do oeste do Rajastão. A tabela mostra o Adhai-dvipa, ou os dois continentes e meio inabitados por mortais. Os continentes são mostrados como círculos concêntricos rodeados por oceanos em forma de anel com nadadores e peixes, complexa rede de rios e lagos, e serras. O continente Jambudvipa (ilha da macieira rosa) é mostrada no centro da tabela, cercado por uma anel azul que representa o Lavana Samudra ( Oceano de Sal). O próximo anel corresponde ao continente Dhatakikanda delimitado por Kalodadhi (Oceano de Água-Negra). O lado mais à periferia representa metado do terceiro continente, Pushkaradvipa ( ilha de lótus). Este lado final é rodeado por picos multi-coloridos de serras que são dlimitadas por espaço mortal, enquanto os pavilhões dos cantos da tabela representam os guardiões celestiais do mundo humano.