10 de julho de 2012

Livro de Maravilhas do Mundo e de Substâncias

Este texto contém partes extraídas da segunda parte do conhecidíssimo e altamente popular trabalho de cosmografia mais conhecido como  Ajaib al-makhlūqāt, escrito no século XIII (século VII DH) por Abu Yahya al-Zakariya Qazwīnī. O trabalho começa com uma seção sobre as fontes e as propriedades das gemas preciosas pedras, seguida por capítulos sobre ervas, sementes, nozes e frutas, especiarias, as partes do corpo dos animais, e assim por diante. Contém, também, informações geográficas, por exemplo, os nomes e oslocais das grandes massas de água, tais como o Mar Mediterrâneo, e das ilhas, montanhas e outras características geográficas. Ao contrário de muitos outros manuscritos conhecidos, deste trabalho, este manuscrito não é ilustrado.

12 de julho de 2012

Livro de teologia

Shem’un al-Turani nasceu em 1670, próximo a Tur Abdin, na atual Turquia. Ele estudou em Tur Abdin e tornou-se um monge aos vinte anos. Ele foi nomeado mafriano (historicamente, prelado ao segundo patriarca na hierarquia da igreja ortodoxo-siríaca) em 1710 e adotou o nome Basileios. O mafriano Basileios Shem’un foi martirizado em 1740. Ele escreveu em verso e prosa, e seus trabalhos são considerados importantes tanto por ele ter sido um dos mais aclamados escritores siríacos quanto por apenas muito pouca literatura siríaca do período otomano ter sido publicada. Seu Kitāb al-ṯe’ōlōġiyyā (Livro de teologia) é dividido em 12 capítulos, cada um destes em dez seções. O livro foi escrito em siríaco e logo depois traduzido para garshuni (este termo, que significa escrita árabe em siríaco, em vez de "árabe", é usado especificamente nos manuscritos da obra). A tradução foi feita por Athanasius Aslan, bispo de Amid (atual Diyarbakir, Turquia), e um estudante do mafriano Basileios Shem’un. Esta cópia é uma dos dois primeiríssimos manuscritos da versão garshuni.

A arma da religião e o escudo da certeza

Shem’un al-Turani nasceu em 1670, próximo a Tur Abdin, na atual Turquia. Ele estudou em Tur Abdin e tornou-se um monge aos vinte anos. Ele foi nomeado mafriano (historicamente, prelado ao segundo patriarca na hierarquia da igreja ortodoxo-siríaca) em 1710 e adotou o nome Basileios. O mafriano Basileios Shem’un foi martirizado em 1740. Kitāb silāḥ al-dīn wa-turs al-yaqīn (A arma da religião e o escudo da certeza) contém seu polêmico tratado em suporte à doutrina ortodoxa siríaca e prática e contra os princípios católicos e a igreja oriental. Diferente de sua outra grande obra, Kitāb al-ṯe’ōlōġiyyā (Livro de teologia), escrita em siríaco e depois traduzida em garshuni, esta obra foi escrita em garshuni (palavras árabes em escrita siríaca). A cópia mostrada aqui foi concluída em agosto de 1724 por um escriba chamado Zakarya.

Seleções do Livro do Santo Hierotheos com comentários

Este manuscrito contém comentários sobre o Ktābā d-Irotē’os (O Livro do Santo Hierotheos), um épico teológico do início do século VI sobre os mistérios ocultos do Divino, o qual é atribuído a Stephen Bar Sudayli. Os comentários foram feitos por Gregory Bar ‘Ebraya (também conhecido como Bar Hebraeus, 1226–1286), que era um bispo ortodoxo siríaco e um místico sírio. Bar Sudayli e seu livro foram considerados suspeitos na igreja ortodoxa. Isto devido às associações do trabalho com origenismo e com o pseudo-Dionísio o Aeropagita (ambos ligados a tentativas de reconciliar o platonismo e as escrituras, crenças mais tarde vistas como hereges) e com Evagrius de Pontus, um fundador antigo da igreja com ótimos dons da retórica que tornou-se um monge e asceta. No entanto, o livro manteve sua popularidade e, comentários posteriores como este, na verdade acentuavam sua proximidade ao invés de afastá-lo do pensamento ortodoxo. Neste manuscrito, o qual não tem data mas provavelmente foi copiado no final do século XX, os números de seção alinham o texto e os comentários.

A vida de Barsawma

Este manuscrito sem data de Ktāba d-ḥayyāw(y) d-qaddišā mār(y) Barṣawmā (A vida de Barsawma) contém uma narrativa da milagrosa vida de Barsawma (falecido por volta de 492). O manuscrito está em siríaco, mas este texto também é conhecido em Ge'ez, o idioma clássico da Etiópia. Diz-se que Barsawma realizou cerca de 100 milagres, aqui detalhados, e envolveu-se em controvérsias cristológicas do século V. Um monastério famoso próximo a Melitene, atual Turquia, carrega seu nome. Os fólios do manuscrito não estão numerados, mas é evidente que faltam o primeiro caderno no início e alguns poucos fólios no final. A escrita ao redor das beiradas da página é notavelmente fluida.

Lecionário do evangelho

Este manuscrito em siríaco escrito de forma bastante clara é um Purāš qeryānē d-ṭeṭrā ewangelyon (Lecionário do evangelho, um livro que contém trechos da escritura, as lições, para serem lidos em cultos divinos em determinados dias) do século XVI. As páginas são divididas em duas colunas com 22 linhas de texto em cada. A tinta, preta para as letras e vermelha para os títulos e pontos diacríticos, está bem preservada de maneira que a escrita, na maioria dos casos, está bastante nítida. Como de costume em manuscritos siríacos ocidentais cuidadosamente escritos, o principal texto está na escrita Serto, que significa "linha", o qual foi desenvolvido no século VIII. Os títulos das seções estão em Estrangela, que significa "circular", a qual é a escrita siríaca mais antiga, às vezes em tinta azul em vez da vermelha mencionada acima. Tabelas coloridas com ornamentação circular para as leituras do livro são o prefácio do texto, seguido de vários outros designs e uma página de títulos muito ornamentada. O siríaco é um dialeto oriental do aramáico, o qual era falado por cristãos nas terras entre o Império Romano e o Mar Árabe do século I até o XII.