31 de julho de 2012

Coleção de documentos de exames públicos da família Qi, de Shouyang

Esta é uma coleção manuscrita de ensaios e poemas de 12 membros da família Qi ao longo de várias gerações, escritos durante os concursos para obter os diplomas ju ren e jin shi . Ela foi compilada por Qi Junzao (1793-1866), oficial e poeta natural de Shouyang, província de Shanxi. Qi Junzao, o quinto filho de Qi Yunshi, historiador, cresceu em Pequim, mas voltou para Shouyang depois que seu pai foi exilado. Qi Junzao obteve seu ju ren em 1810, e o jin shi em 1814. Ele trabalhou na Biblioteca Imperial e, posteriormente, exerceu função de examinador e examinador-chefe dos exames públicos. Em 1837, ele se tornou vice-presidente do Conselho de Guerra. Ele estava no comando de defesa costeira e da proibição do ópio na província de Fujian no final de 1840, quando os portos foram atacados pelos ingleses na Guerra do Ópio, em 1840-1842. A carreira de Qi chegou ao seu ápice em 1851, quando foi nomeado grande secretário. Em 1852, foi honrado com o título de grande guardião do herdeiro. Ele recebeu permissão para se aposentar em 1855, mas foi convocado pelo tribunal a ser um dos quatro tutores do jovem imperador Tongzhi (reinou entre 1862-1874). No total, Qi Junzao serviu a quatro imperadores. Seu nome entrou para o templo de estadistas eminentes. Com base nas várias impressões de selo e nos conteúdos, pode-se presumir que esta coleção tenha sido reunida por volta ou depois de 1854, pelo próprio Qi ou por sua ordem.

Emaranhado de crítica poética

O autor Hu Yinglin (1551-1602) foi um dos estudiosos mais proeminentes do final do período Ming. Suas contribuições tratam de um conjunto amplo de assuntos, como a historiografia, a crítica literária do romance e da poesia, filologia e bibliografia. Dos mais de 1.000 textos atribuídos a ele, restaram apenas cerca de 200 e, entre eles, os dois trabalhos mais conhecidos são o Shaoshishanfang bi cong (Notas do estúdio Shaoshishan) sobre história, filologia e literatura, e este trabalho, Shi sou (Emaranhado de crítica poética), sobre poesia. Composto de 20 seções, o trabalho é dividido em quatro partes, das quais a primeira é nei bian (capítulos interiores), em seis juan, com entradas com versos chamados de "estilo antigo" e "estilo moderno". Depois, em wai bian (capítulos externos), em seis juan, que discutem poesia em ordem cronológica a partir da dinastia Zhou até a Yuan. Os za bian (capítulos diversos), em seis juan, incluem anedotas e xu bian (capítulos suplementares), em dois juan, e tratam da dinastia Ming. A data de publicação exata é desconhecida, mas o trabalho foi possivelmente impresso antes ou por volta de 1590. Várias edições circularam na China, Japão e Coreia. A intenção era produzir um relato sistemático da poesia das dinastias Zhou e Han até a Ming, com discussões sobre grandes poetas, tipos de linha e gêneros, e exposições de Hu Yinglin sobre poesia, ensaios, ficção e teatro. O trabalho também tinha a intenção de demonstrar como os famosos Sete Poetas da dinastia Ming representavam os esforços de fu gu (renascença da antiguidade). Ele inclui um prefácio do famoso dramaturgo Wang Daokun (1525–1593). O livro foi impresso com tipos móveis coreanos em bronze.

Inscrições das placas de túmulos da família Yan, de Wuxing

Wuxing Yan shi chuan jia wan yan lu (Inscrições das placas de túmulos da família Yan, de Wuxing) é uma cópia manuscrita por Yan Qifeng, de Wuxing, província de Zhejiang, de um original com um título diferente: Wuxing Yan Qifeng Dizhuang ji lu (Registros compilados por Yan Qifeng, de Wuxing, em seu estúdio, em Dizhuang). Wan yan, no título desta cópia de 1909-1911, é um termo refinado para placas de pedra. O trabalho traz várias impressões de selos da biblioteca de Yan Qifeng para provar a sua autenticidade. É uma cópia de rascunho feito para a família Yan, e contém principalmente inscrições das placas de túmulo da família, coletadas de coleções literárias e histórias locais. Este trabalho teria complementado os registros da família e seria considerado parte da genealogia da família Yan. Ele não é mencionado nos ensaios biográficos sobre Yan Qifeng escritos por três estudiosos diferentes: Yang Xianchi, Huang Shisan e Cheng Jinfang. Uma possível explicação para essa omissão é que a obra nunca tenha sido concluída. Os traçados preservados nas inscrições das placas são uma fonte importante de estudo da história e da literatura, e oferecem exemplos de vários estilos de caligrafia. Tais inscrições contêm registros da vida e da família do dono de um túmulo. Alguns dos textos apresentam natureza comemorativa e poesia refinada. Devido ao espaço limitado, as inscrições são sempre compostas de maneira concisa e clara, mas também distinta.

Códigos penais militares na região de Xuanyun: avisos públicos

Os prefácios desta obra, escritos por dois contemporâneos, Wang Shiqi (1551–1618), um estrategista militar, e Du Chengshi (obteve seu jin shi em 1601), um oficial do Gabinete de Justiça, indicam que o autor é Wu Yunzhong, um estrategista militar do final do século XVI - início do século XVII. O nome de Wu, com uma breve biografia, foi mencionado em uma história local intitulada Caozhou Fu zhi (Dicionário geográfico da prefeitura de Caozhou), de acordo com o qual, depois de Wu Yunzhong obter seu jin shi em 1598, se tornou vice diretor-censor em chefe e um intendente da educação. Por ordem imperial, ele foi enviado em uma viagem de inspeção a duas cidades de fronteira, Xuanhua e Datong, onde realizou uma investigação completa do governo local e dos militares, acabou com a corrupção e economizou grandes quantias de dinheiro, tornando-se assim muito respeitado. Este trabalho, Xuanyun yue fa [bang shi] (Códigos penais militares na região de Xuanyun: avisos públicos) apresenta detalhes sobre as leis militares e os códigos para oficiais nas áreas fronteiriças das terras mongóis, além de conter informações valiosas sobre as relações da corte Ming com os mongóis e as regiões fronteiriças. Ele se concentra no período de 1368 a 1600, cobrindo a maior parte da dinastia Ming.