26 de julho de 2012

Oito paisagens dos arredores de Edo

Este trabalho é uma série de nishiki-e (xilogravuras japonesas multicoloridas) que retratam oito paisagens pitorescas dos arredores de Edo (atual Tóquio). A série, que data por volta de 1838, é uma das maiores obras de arte entre as muitas xilogravuras de Utawaga Hiroshige I (1797-1858). O trabalho consiste em: Azuma no mori yau (Chuva noturna em Azuma no mori); Haneda rakugan (Gansos selvagens pousando em Haneda); Gyōtoku kihan (O retorno dos veleiros perto de Gyotoku); Sibaura seiran (Névoa da montanha em Shibaura); Ikegami banshō (Sino ao anoitecer em Ikegami); Koganei-bashi sekisho (Brilho do anoitecer na ponte Koganei-bashi); Tamagawa shūgetsu (Lua de outuno sobre o rio Tamagawa) e Asukayama bosetsu (Neve noturna em Asukayama). Filho de um jōbikeshi dōshin (oficial bombeiro sob as ordens do xogunato), Hiroshige nasceu em Edo, e seu nome original era Ando Jūemon. Ele se tornou um artista no estilo ukiyo-e, treinando com Utagawa Toyohiro (1773–1828). As paisagens cênicas de Hiroshige estão entre as mais apreciadas de seus inúmeros trabalhos.

Kinko e Echizen

O termo ukiyo-e, literalmente "retratos do mundo flutuante" se refere a um gênero de obra de arte japonesa no período Edo (1600-1868). Como a frase "mundo flutuante" sugere, com suas raízes na visão efêmera do Budismo, ukiyo-e capturava a dinâmica fugaz da vida urbana contemporânea. Ao mesmo tempo que eram acessíveis e satisfaziam os gostos das "pessoas comuns", os detalhes artístico e técnico dessas pinturas mostram uma sofisticação notável. Seus temas vão de retratos de cortesãs e atores à literatura clássica. Composições em preto-e-branco como essa são conhecidas como sumizuri-e, porque foram estampadas ou impressas apenas em tinta. Esta gravura, criada por volta de 1700 por Ōmori Yoshikiyo, é parte de uma edição alterada de um ehon (livro ilustrado) e retrata uma cena em Shimabara, um distrito de prazer de Kyoto. Uma cortesã, identificada como Echizen, é vista escrevendo poesia enquanto a segunda, chamada Kinko, arruma o cabelo de um patrono enquanto ele olha no espelho. Estas figuras estão em poses idênticas às de figuras de um trabalho anterior, Cortesãs em Espelhos Opostos assinado por Okumura Masanobu (cerca de 1686-1764). O trabalho de Masanobu foi baseado em uma imagem criada por Torii Kiyonobu I (cerca de 1664-1729), datada de 1700.

27 de julho de 2012

100 Poemas por 100 Poetas

Este livro ilustrado do Ogura hyakunin isshu (Cem poetas, cem poemas) é uma coleção de cem poemas clássicos japoneses de 31 sílabas (waka), cada um de um poeta diferente. A coleção está organizada cronologicamente, do Imperador Tenji (626-671) até o Imperador Juntoku (1197-1242). Cada um dos poetas é representado por uma xilogravura impressa criada por Hishikawa Moronobu (1618-circa 1694). Morobonu é, muitas vezes, considerado o primeiro artista Ukiyo-e.

A Origem do Tenjin

Este é um livro grande, de manuscritos ilustrados, do tipo chamado nara-ehon. Ele retrata a vida de Sugawara Michizane (845-903), um dos principais estudiosos da corte, figura política e literato do período Heian (794-1185). Nara-ehon são manuscritos ilustrados ou livros impressos à mão e rolos que foram produzidos, do período Muromachi (1336-1573), até a metade do período Edo (1600-1867).

Vestes de Soga

Nara-ehon são manuscritos ilustrados ou livros impressos à mão e rolos produzidos no Japão, do período Muromachi (1333-1573), até a metade do período Edo (1615-1868). Este Nara-ehon retangular retrata a história dos irmãos Soga, Soga Jurō Sukenari (1172-93) e Soga Gorō Tokimune (1174-93), e sua busca por vingança pela morte de seu pai. O Soga Monogatari (A História dos Irmãos Soga) conta como, após 18 anos de dificuldades, os irmãos cumprem sua missão, mas também como Sukenari é morto e Tokimune capturado e executado por Minamoto Yoritomo (1147-99), fundador do shogunato de Kamakura (1192 -1333).

Flores da Glória da Manhã

Este livro ilustrado, de 1854, é conhecido como um dos melhores livros sobre ipomeias (trepadeira bela-manhã) publicados no Japão. Ele reflete a mania da ipomeia, que começou em 1847, e que estava amplamente difundida entre a população de Edo (atual Tóquio) durante essa época. O livro apresenta gravuras coloridas de 36 flores e folhas de ipomeias com  formas estranhas, feitas por Hattori Sessai (1807 -?), um pintor japonês conhecido por suas obras naturalistas. As descrições foram escritas por Bankaen Shujin, também conhecido como  Yokoyama Masana (1833-1908), que era serviçal de um shogun Tokugawa.