A Birmânia sob o Domínio Britânico

Joseph Dautremer foi um estudioso francês especializado em línguas asiáticas, que serviu por um tempo como cônsul francês em Rangum, a capital da Birmânia britânica. A Birmânia sob o Domínio Britânico é um estudo detalhado da Birmânia, com capítulos dedicados à história, às pessoas, à geografia física, à economia e ao comércio internacional do país. Um breve capítulo de conclusão trata das Ilhas Andamão, onde os britânicos mantiveram uma colônia penal. Originalmente publicado em Paris, em 1912, o livro de Dautremer foi traduzido do francês para o inglês por Sir (James) George Scott (1851-1935), um administrador britânico na Birmânia e autor de livros importantes sobre a Birmânia e o Vietnã. Em sua introdução ao estudo de Dautremer, Scott escreveu que "o [seu] livro é muito mais parecido com um relatório consular do tipo ideal do que uma mera descrição do país." Um dos principais objetivos de Dautremer ao escrever o livro foi tirar lições da experiência britânica que os franceses poderiam usar para governar suas colônias nas proximidades da Indochina.

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Na Primeira Guerra Mundial, todos os lados usavam cartazes como ferramentas para mobilizar as populações para o esforço de guerra. Este cartaz de 1917, criado pelo influente designer e artista gráfico alemão Lucian Bernhard, apelava aos cidadãos alemães para que ajudassem a financiar a guerra com as suas economias. Bernhard nasceu em 1883, e seu nome original era Emil Kahn. Após estudar na Academia deArte de Munique , mudou-se para Berlim, onde trabalhou como artista comercial. Ele era mais conhecido pelos seus inovadores cartazes publicitários para empresas alemãs. Bernhard enfatizava a simplicidade como a qualidade mais importante de um cartaz eficaz. Em 1923, ele emigrou para Nova Iorque, onde morreu em 1972. Em sua longa e variada carreira, ele também desenhou móveis, papel de parede, e outros produtos domésticos, bem como novos scripts para tipográficos. Após 1930, ele dedicou-se à pintura e escultura.

O Vulcão Smeroe (Vista do Passaroeng Residência )

Esta litografia colorida mostra o Smeroe (Semeru), o maior vulcão da ilha de Java. Também conhecido como Mahameru, ou a Grande Montanha, o vulcão entrou em erupção pelo menos uma vez por ano durante o século XIX e, desde 1967, vem apresentando um estado de atividade quase constante. Esta visão da cidade de Pasuruan mostra uma cortina de fumaça proveniente do topo da montanha. O pintor holandês Abraham Salm (1801-76) passou 29 anos na Indonésia, onde produziu muitas pinturas dramáticas de paisagens. Esta litografia é uma das 15 vistas de Java, baseadas na obra de Salm, feita pelo gravador holandês J.C. Grieve e publicada em Amsterdã em 1872. O trabalho é das coleções do Real Instituto Holandês de Estudos do Caribe e do Sudeste Asiático/KITLV, em Leiden.

Uma Carta Náutica de Parte da Costa Marítima de Novo Gales do Sul, na costa leste da Nova Holanda, de Cabo Palmerston ao Cabo Flattery

Este mapa é uma das quatro cartas náuticas manuscritas da primeira viagem de exploração realizada pelo grande capitão James Cook, que, em abril de 1770 fez a primeira delineação clara da costa leste da Austrália. Patrocinada pela Sociedade Real e pela Marinha Real, a expedição tinha vários objetivos. Cook deveria observar e descrever o trânsito de Vênus, elaborar a carta náutica das costas de lugares que visitasse no Pacífico Sul e produzir registros detalhados dos povos, da flora e da fauna vistos por ele. Os patrocinadores da expedição desejavam, também, que Cook encontrasse e reivindicasse para a Grã-Bretanha a terra então conhecida como terra incognita australis. Cook não navegou próximo à costa, exceto em alguns poucos lugares, de forma que a quantidade de detalhes mostrados no mapa variava em virtude da distância do seu navio da costa.

Fotografia de Richard M. Nixon e Elvis Presley na Casa Branca

Esta fotografia mostra o encontro de Elvis Presley com o Presidente Richard M. Nixon na Casa Branca em 21 de dezembro de 1970. Naquela manhã, Presley havia entregue pessoalmente, ao guarda de segurança na ala nordeste da Casa Branca, uma nota de próprio punho dizendo que ele gostaria de encontrar-se com o Presidente Nixon para lhe fazer o presente de uma pistola da Segunda Guerra Mundial e solicitar credenciais para se tornar um agente na guerra nacional contra as drogas. Convencido da sinceridade de Presley e acreditando que ele pudesse se tornar um aliado na luta contra o consumo de drogas pelos jovens, Nixon e seus colaboradores marcaram uma reunião para aquela tarde.

Atlas da História Física e Política do Chile [Placas, Volume 2]

Claudio Gay nasceu na Provença, sul da França, em 1800.Na infância, ele desenvolveu um profundo fascínio pela ciências naturais. Em sua juventude, ele viajou extensivamente por várias partes da Europa, sob a direção do botânico italiano Juna Bautista Balbis, visitando os Alpes franceses, o norte da Itália, a Grécia, a Ásia Menor e várias ilhas do Mediterrâneo. Em 1828, o aventureiro Pedro Chapuis convidou-o para vir ao Chile para ensinar geografia. Gay aceitou a oferta, e viveu no Chile até 1842, trabalhando como professor e participando de expedições científicas. Sob contrato pelo governo do Chile, ele embarcou em uma expedição de três anos e meio para elaborar um registro dos recursos naturais do país. Mais tarde, ele concordou em escrever uma história política do Chile. O sucesso deste trabalho, que ele concluiu em 1841, rendeu-lhe a cidadania honorária. De volta à França, Gay publicou o primeiro volume de seuAtlas de la historia fisica y politica de Chile em 1842. Em 1871, esta obra monumental já contava com 30 volumes, cobrindo História (oito volumes), Botânica (oito volumes), Zoologia (oito volumes), Agricultura (dois volumes), Documentos Históricos (dois volumes), e dois volumes de mapas e ilustrações. O trabalho de Gay lhe deu fama como cientista versátil e talentoso artista, cujas gravuras capturavam imagens de índios, paisagens, personagens populares, e até então desconhecidas espécies botânicas.

Mensageiro Estrelado Mostrando Quatro Imagens Grandes e Verdadeiramente Maravilhosas, Bem Como Sugerindo a Todos, mas Particularmente aos Filósofos, Coisas a serem Ponderadas

Galileu Galilei (1564–1642) foi um astrônomo, matemático, físico, filósofo e inventor italiano. Ele revolucionou as ciências no mundo ocidental, usando a matemática e a evidência experimental no estudo dos fenômenos naturais. Nascido em Pisa, Galileu estudou em Pisa e Florença e em 1589 foi nomeado para a cátedra de matemática na Universidade de Pisa. Em 1591, mudou-se para a Universidade de Pádua, onde completou a maior parte de seu trabalho científico mais importante. No final de 1609, Galileu aperfeiçoou um telescópio de ampliação de 30x, com o qual ele rapidamente fez uma série de surpreendentes descobertas astronômicas. O instrumento de Galileu revelou que a superfície da lua é montanhosa, que a Via Láctea é composta de estrelas distintas, e que Júpiter é orbitado por quatro satélites, os quais Galileu chamou de "Planetas Medicianos." Galileu relatou essas descobertas em seu célebre trabalho, Sidereus Nuncius (Mensageiro Estrelado), publicado em Veneza, em março de 1610. O trabalho foi dedicado a Cosimo de Medici, o Grão-Duque da Toscana, que mais tarde naquele ano convidou Galileu para ir à Florença como matemático e filósofo da corte. Esta nomeação liberou Galileu da obrigação de ensinar, mas também removeu-lhe a relativa liberdade garantida pelo governo de Veneza, tornando-o mais vulnerável aos procedimentos da Inquisição. O apoio de Galileu às teorias de Copérnico, que colocavam o sol, e não a terra, no centro do universo, era visto como herético, e apesar de ter sido forçado a se retratar, ele passou a maior parte da última década de sua vida confinado em sua vila na Toscana.

O Dias de Revolta

Ayām-i Ghadr (Os dias de revolta) é um relato histórico dos acontecimento relacionado à Revolta Indiana de 1857, um levante de soldados nativos (sipais) contra o exército da Companhia Britânica da Índia Oriental), que marcou um passo importante na luta da Índia pela independência e liberdade do governo Britânico. O manuscrito é uma rara fonte não publicada da história Indiana e, particularmente, da Revolta de 1857. Ele contém duas pinturas, na página 108 e página 175, que descreve eventos relatados no texto.

Gana, um Ano de Existência: uma Análise do Primeiro Aniversário da Independência

Este panfleto recaptura os principais acontecimentos do primeiro ano da história de Gana como um país independente. Apresenta textos, do primeiro-ministro e líder da oposição, sobre política, um ano político em exame, e saudações de líderes estrangeiros. Também estão incluídos artigos sobre artes, esportes, educação, ciência e agricultura do país, assim como histórias sobre o papel ocupado por Gana no mundo e seus planos para o futuro. Moses Danquah, um colunista de longa data do Daily Graphic e um dos jornalistas mais famosos de Gana, escreveu diversos desses artigos, assim como compilou e editou o panfleto. Danquah tornou-se um importante cronista da história inicial de Gana. O panfleto incluia anúncios de empresas internacionais estabelecidas em Gana, como a Mobil Oil, Engenharia Philips, as máquinas de costura Singer, e até mesmo uma concenssionária automobilística local, a Pontiac (General Motors).

Versos por Jami

Este fragmento caligráfico contém versos compostos pelo poeta persa Jami (morreu 1492 [897 AH]), cujo nome completo, Mawlana 'Abd al-Rahman Jami, está assinalado na parte superior do painel. Em uma escrita maior, aparece um  ghazal (poema lírico), no qual o amante suspira por causa da falta de notícias de sua amada. As molduras de texto centrais são delimitadas, à direita e à esquerda, por painéis iluminados e contêm uma ruba'i (quadra iâmbica pentâmetro) escrito em caracteres menores. A quadra incentiva o verdadeiro e eterno amor de Deus, em vez de passar por arrebatamentos e paixões: "Cada rosto bonito que se manifestava para você / rapidamente o céu haverá de removê-lo de seus olhos / Vá e entregue seu coração à pessoa nos limites da existência / Aquela que sempre esteve com você, e sempre estará." O texto é executado em escrita nasta'liq preta, em papel azul salpicado ouro. Cada versículo é emoldurado por uma linha em ouro e separado por uma calha ou borda iluminada com painéis em ouro, rosa e laranja. O painel de texto é colado a uma folha maior, de papel laranja, montada em papelão. No painel inferior, aparece a assinatura do calígrafo, " Escrito pelo servo Mahmud b. Mawlana Khwajah. Pouco se sabe sobre este calígrafo, mas os tons e os motivos decorativos, sugerem que ele trabalhou na Ásia Central (talvez em Shaybanid Bukhara ou Samarqand), no século XVI.