Comentário do Sheikh Zakariyya al-Ansari, do Islã, sobre o poema de Ibn al-Hā'im sobre Ciência da Álgebra e Balanço Chamado de Epifânia do Criador para Explicar o Cogente

Este trabalho é um comentário sobre uma introdução em verso, de 59 linhas, sobre Algebra, intitulado Al-Muqni‘ fī al-jabr wa al-muqābila, de autoria do prolífico e influente matemático, jurista e letrado Abū al-‘Abbās Shihāb al-Dīn Aḥmad ibn Muḥammad ibn ‘Alī al-Maqdisī al-Shāfi‘ī, conhecido como Ibn al-Hā’im (cerca 1356-1412 [cerca 753-815 DH]). Esclarece a nomenclatura e explica os conceitos básicos de álgebra, e fornece exemplos sucintos. O manuscrito, concluído na noite de quinta-feira, 8 Sha'ban 1305 AH (21 de março de 1888), está com a letra de Taha Yusuf ibn.

Os pequenos brilhos na ciência do cálculo

O tratado preservado neste manuscrito, Al-Luma‘al-yasīra fī ‘ilm al-hisāb (Os pequenos brilhos na ciência do cálculo), trata da herança muçulmana. Das inovações sociais que vieram com a conquista islâmica, a introdução do sistema de fara'id (ações) para heranças foi uma das mais radicais e socialmente avançadas. A quarta surata do Alcorão, versículos 11-12, critica o sistema pré-islâmico tradicional de sucessão agnática, na qual apenas os homens podiam herdar os bens, e estabelece uma divisão proporcional entre todos os herdeiros, incluindo as mulheres. O cálculo exato das ações de herança tornou-se um assunto delicado e complexo dentro da lei islâmica e os intelectuais muçulmanos criaram ferramentas matemáticas para simplificar os cálculos implícitos na ‘ilm al-fara'id (ciência das ações). Esta obra, escrita nos últimos anos do século XIV, é uma contribuição de Ahmad ibn Muhammad ibn al-Ha’im (1356-1412) sobre este assunto. O tratado não se limita a problemas de herança: Ibn al-Ha’im apresenta seus argumentos com passagens extensas sobre os números, seus diferents tipos e características e dedica a maior parte da obra à discussão sobre a multiplicação (darb) e a divisão (qisma).

A diversão resumida do calculador do Guia

Grande parte da erudição tradicional sustenta que o período após cerca de 1250 presenciou um declínio na produção de obras científicas e filosóficas no mundo árabe. Esta visão é contestada pelo número impressionante de manuscritos escritos após essa data, em diferentes países de língua árabe, que contêm tratados e comentários originais. O trabalho preservado neste manuscrito, Nuzhat al-Hussāb al-Muhtasara min al-Muršida (A diversão resumida do calculador de O Guia), é uma versão mais curta de Muršida fī Sina’at al-Gubar (O Guia da arte dos números), um tratado abrangente sobre operações aritméticas escrito por Ahmad ibn Muhammad ibn al-Ha'im (1356-1412), por volta do final do século XIV. Após completar seus estudos no Cairo, Ibn al-Hāʼim partiu para Jerusalém, onde trabalhou como professor de matemática até sua morte. Várias de suas obras e, especialmente a Nuzhat al-Hussāb, possuem um objetivo educacional evidente. A seção introdutória, na qual o autor descreve os numerais hindi e suas correspondências com a tradicional numeração alfabética árabe (abjad), é seguida por uma longa exposição sobre as quatro operações aritméticas: adição (jam‘), subtração (tarh), multiplicação (darb) e divisão (qisma). A atividade de Ibn al-Ha’im como professor não o impediu de conceber soluções particularmente engenhosas para problemas matemáticos: é creditada a ele a descoberta de um método para a resolução geral de equações de segundo grau sem o uso de divisões de frações.