3 de dezembro de 2012

Plantando em Uganda Café—borracha do Pará—cacau

Plantando em Uganda. Café, borracha do Pará e cacau é uma análise abrangente da plantação agrícola em Uganda no início do século XX, escrita por dois gerentes seniores de empresas de Uganda. Conforme informado no prefácio, ela tinha como intuito auxiliar plantadores brancos atraídos a Uganda pelos solos férteis e clima favorável, mas que, em muitos casos, não tinham nenhum conhecimento das condições agrícolas do país. Ela trata dos três principais produtos—café, borracha do Pará (hoje normalmente designada simplesmente borracha) e cacau—e tem como foco duas províncias, Buganda e Bugosa, onde a plantação agrícola estava mais desenvolvida. Os capítulos são dedicados às características físicas do país, à história dos produtos em Uganda, à produção e resultados, à duração provável de árvores e como prolongá-la, à escolha de terra para plantações, viveiros, como estabelecer uma plantação, limpar e plantar, sementes e semeadura, fábricas e maquinário, coleta e preparação do café, coleta e preparação da borracha do Pará, coleta e preparação do cacau, gestão imobiliária, custos do estabelecimento de plantações e da preparação dos produtos, pestes e doenças fungiformes. Tabelas fornecem diversas informações sobre precipitação atmosférica, produção, preços e o número recomendado de árvores a serem plantadas por acre e as distâncias entre as árvores. As ilustrações retratam as plantas do café, borracha do Pará e cacau, ervas comuns e métodos para extrair a borracha.

Uganda e seus povos; observações sobre o Protetorado de Uganda, especialmente a antropologia e etnologia de suas raças indígenas

Uganda e seus povos é uma pesquisa detalhada sobre os povos nativos do Protetorado de Uganda, conforme entendido pela etnografia e antropologia do início do século XX. O livro está organizado em nove capítulos, sendo cada um dedicado a um dos principais grupos étnicos e tribais: Bahima, Banyoro, Batoro, Banabuddu, Moradores da Ilha Sese, Bakoki, Basoga, Bavuma e Baganda. Os assuntos abrangidos incluem cerimônias de casamento, cerimônias de nascimento, dieta, cerimônias fúnebres, crenças e superstições, história, leis, sistemas de pesos e medidas, folclore, costumes e tradições e atividades econômicas. Ele inclui retratos dos reis de diferentes tribos, e mais de outras 200 fotografias que ilustram locais notáveis, pessoas de diferentes classes sociais e imagens de pessoas dos principais grupos étnicos. Um mapa mostra os locais habitados pelos povos tratados no livro, da fronteira ao norte com o Sudão a aproximadamente 5° ao norte da fronteira ao sul com a África Alemã Oriental. O autor, James Frederick Cunningham, tinha anteriormente assistido o explorador britânico e oficial da colônia Sir Henry Hamilton (Harry) Johnston (1858–1927) na preparação de seu monumental O Protetorado de Uganda, publicado em 1902, e o livro de Cunningham inclui um prefácio apreciativo de Johnston.

Katikiro de Uganda na Inglaterra

Katikiro de Uganda na Inglaterra é o relato oficial da visita do katikiro (primeiro ministro) de Buganda, Apolo Kagwa (1864–1927, aproximadamente), em 1902 para participar da coroação do Rei Eduardo VII, que ascendeu ao trono britânico após a morte de sua mãe, a Rainha Vitória, no início de 1901. Neto de um chefe de Uganda, Apolo atuou como pajem na corte do Rei Mutesa I de Buganda (reinou entre 1856 e 1884) e se tornou cristão quando jovem. Ele foi promovido a chefe de almoxarifado e depois a primeiro ministro do Rei Mwanga II (reinou entre 1884 e 1888 e 1889 e 1897), filho e sucessor de Mutesa I. Escrito em luganda por Ham Mukasa, secretário de Apolo, e traduzido pelo Reverendo Ernest Millar, um missionário inglês que atuou como intérprete do katikiro durante sua visita, o livro reconta a viagem terrestre de Kampala a Mombaça, no Quênia, a viagem por barco até o Mar Vermelho e o Canal de Suez a Nápoles e a jornada de trem por toda a Europa até o Reino Unido. Mukasa descreve as reuniões de Apolo em Londres com o explorador Henry M. Stanley, o bispo de Londres, vários oficiais militares e navais e outros indivíduos influentes; suas visitas a Southampton, Birmingham, Cambridge, Glasgow, Sheffield e outras cidades do Reino Unido, além de sua participação na coroação em si. O livro termina com um relato da viagem de volta pela Europa, com uma parada em Roma, a travessia para Mombaça em um barco a vapor alemão e a chegada do grupo em Kampala. O livro é um retrato incomum e valioso das sociedades britânica e europeia vistas através dos olhos de um africano influente durante o período colonial.

7 de dezembro de 2012

Antologia da Poesia de Rumi

Divan-i Mawlavī Rumi (Antologia da Poesia de Rumi) é uma coleção do grande poeta persa, alāl ad-Dīn Muḥammad Rūmī, popularmente conhecido na Pérsia como Mawmlānā e em inglês como Rumi (1207-73). A coleção inclui poemas em Sufismo, súplicas e filosofia. O manuscrito não possui uma página de título. Cada poema é individual e indepependente, e o nome do poeta aparece no fim da maioria dos poemas. Nada é conhecido sobre o copista, no entanto pensa-se que este volume seja do século XIX.

12 de dezembro de 2012

Indo para o Trabalho

Esta aquarela sobre papelão, mostrando o efetivo militar da Corporação Feminina do Exército na Nova Guiné em 1944, durante a II Guerra Mundial, é assinada e datada pelo artista, John Cullen Murphy (1919-2004). Murphy era um cartunista americano, mais conhecido por desenhar o seriado em quadrinhos do Príncipe Valente. Murphy entrou para as forças armadas em 1940 e passou os anos de guerra no Pacífico, onde era oficial antiaéreo, e desenhou ilustrações para o Chicago Tribune. A batalha de Nova Guiné foi uma das principais campanhas militares no palco de guerra do Pacífico, tendo início em janeiro de 1942 e continuando, em algumas partes da ilha, até que a guerra terminasse. A aquarela é parte da Coleção Anne S.K. Brown, na Biblioteca Universitária Brown, a principal coleção americana dedicada à história e à iconografia de soldados e da vida militar, e uma das maiores coleções mundiais dedicadas ao estudo de uniformes militares e navais.

14 de dezembro de 2012

A Usina Hidrelétrica de Ķegums e a ponte temporária sobre o rio Daugava, novembro de 1936

Eduards Kraucs (1898–1977) foi um renomado fotógrafo e cineasta letão que, entre 1936 e 1940, documentou a construção da Usina Hidrelétrica de Ķegums sobre o rio Daugava no centro da Letônia. Esta fotografia, tirada em novembro de 1936, mostra a ponte temporária de madeira sobre o rio e trabalhadores construindo os apoios de concreto para uma nova ponte. Os prédios históricos ao longo da margem direita do rio, antes da criação do reservatório, podem ser vistos em plano de fundo. A usina foi uma estrutura de engenharia única para países bálticos e o norte da Europa, que envolvia um esforço colaborativo de engenheiros letões e suecos. Soluções tecnológicas novas na Europa foram usadas nesta construção. A usina teve grande importância na Letônia como um símbolo do estado e da identidade nacional durante o primeiro período da história do Estado independente da Letônia (1918–1940). Sua conclusão marcou o início de um sistema de energia unificado em todo o estado e do grupo Latvenergo. A usina impulsionou um rápido crescimento econômico, que resultou na eletrificação das regiões da Letônia, e aprimorou o bem-estar da população do país. Kraucs tirou fotos do trabalho uma ou duas vezes por semana durante o período de construção. A coleção resultante de 1.736 negativos em placa de vidro é o único exemplo conhecido na Europa de um registro fotográfico tão abrangente de um projeto de construção de grande escala. A coleção foi inscrita no Registro Nacional da Letônia do Programa Memória do Mundo da UNESCO em 2009.