3 de dezembro de 2012

Poesia selecionada de Zafar

Muntakhib Kulliyat-I Zafar é uma coleção de poesias feita pelo último imperador mongol e último governante da Dinastia Timúrida, Muhammad Bahadur Shah II (1775–1862), geralmente conhecido como Bahadar Shah Zafar. Filho de Akbar Shah II, governador de um império em declínio, Zafar era um prolífico escritor e um grande poeta urdu. Ele foi influenciado por Sauda, Meer e Insha, poetas eminentes urdus do século XVIII ao início do século XIX. Zafar também era um notável patrono de poetas contemporâneos, incluindo Ghalib, Dagh, Shah Naseer, Momin e Zauq. Ele subiu ao trono em 1837, mas seu controle não foi muito além do Forte Vermelho de Deli. Após a Revolta de 1857 (também conhecida como a Revolta dos Cipaios), os britânicos o exilaram em Rangum, onde viveu até a sua morte. Grande parte de sua poesia lamenta a perda e o sofrimento e a dor psicológica do aprisionamento. Ele escreveu geets, poemas com um persistente ritmo melódico, mas a maior parte de sua produção prodigiosa estava na forma cadente dos ghazals. Grande parte de sua obra foi perdida no caos de 1857, mas seus ghazals que sobreviveram foram reunidos em uma coleção na qual a eloquência, o misticismo sufi e o estilo fluente que caracterizam sua obra são evidentes. Nesta edição, a língua urdu possivelmente não familiar é explicada em termos persas e árabes.

Serviço de Levantamento Topográfico da Índia: Exemplares de desenhos de mapas

O Serviço de Levantamento Topográfico da Índia foi fundado em 1767 para auxiliar a Companhia Britânica das Índias Orientais na realização do trabalho de pesquisa e para mapear o território para fins de administração, tributação e defesa. No final do século XIX, a pesquisa teve sucesso ao mapear grande parte da Índia britânica. Este volume, publicado em 1904 sob orientação do tenente-coronel F.B. Longe, Pesquisador-geral da Índia, tinha como intuito ser um guia para os estilos de desenho empregados no Serviço de Levantamento Topográfico da Índia. A “Nota de Orientação” na primeira página afirma que "as linhas devem ser nítidas e legíveis e a tinta usada deve ser perfeitamente preta”. Um cuidado meticuloso foi necessário para o desenho de mapas que seriam reproduzidos por fotozincografia, um processo envolvendo o uso de placas de zinco desenvolvido no Reino Unido na década de 1850 para o Serviço de Cartografia nacional, mas que foi pouco usado no Reino Unido após a década de 1880. Os oficiais eram avisados de que "linhas ou nomes que estivessem cinza ou de qualquer forma fracos ou imperfeitos ocasionariam muito trabalho para correções feitas nas placas" e que "antes de enviar qualquer mapa para publicação ele deveria ser examinado com uma lupa". A obra contém 44 exemplares, a maioria retirada de mapas departamentais existentes produzidos pelo Serviço de Levantamento Topográfico da Índia.

Quem é o assassino?

Panchkori Dey (também conhecido como Babu Panch Kori Dey, 1873–1945) era um escritor bengali de ficção policial, mais conhecido por dois de seus personagens: Arindam Bosu, um detetive que veste dhoti e que trabalha na Índia e na Europa, e Jumelia, uma criminosa astuta e malvada. Dey foi influenciado por escritores europeus de romances criminais do século XIX, como Wilkie Collins e Emile Gaboriau. Hatyakari Ke? (Quem é o assassino?) foi publicado pela primeira vez em bengali por volta de 1903. A edição apresentada aqui é uma tradução posterior para o urdu. O enredo é sobre um pai que arranja o casamento de sua filha com um rapaz sem personalidade por cobiça, desafiando os desejos de sua família e de seus amigos. O mal social de casamentos arranjados, principalmente o sofrimento das garotas envolvidas, é um tema do romance.

A história da vida de Mackay de Uganda contada para meninos

A história da vida de Mackay de Uganda contada para meninos é uma biografia de Alexander Murdoch Mackay (1849–1890), um missionário pioneiro escocês que foi para Uganda. Escrito pela irmã de Mackay, Alexina Mackay Harrison, e publicado em Londres em 1892, o livro pretendia inspirar os meninos a seguirem o exemplo de Mackay e devotarem suas vidas a prestar serviços na África. Ele começa com um breve relato dos primeiros exploradores europeus da África: Mungo Park, que em 1796 se aventurou pelo rio Níger; James Bruce, que em 1770 rastreou o Nilo Azul até a sua origem; e outros exploradores, incluindo Speke, Grant, Stanley e Livingstone. Em seguida, há um relato dos primeiros anos de vida de Mackay na Escócia, relatando a influência que uma família altamente culta e profundamente religiosa teve sobre ele, e seu comprometimento desde cedo em pregar o evangelho cristão. Ele reconta os estudos de Mackay em engenharia na Universidade de Berlim, seu aprendizado do alemão e os estreitos laços que desenvolveu com a igreja alemã e os círculos missionários. Em 1876, Mackay respondeu a um chamado da Sociedade Missionária da Igreja para servir em Uganda. Em novembro de 1878 ele chegou à África, onde passou quase 14 anos, jamais retornando à sua terra natal, a Escócia. O livro descreve a amizade de Mackay com o Rei Mutesa I de Buganda (reinou entre 1856 e 1884) e suas dificuldades com o sucessor de Mutesa, Rei Mwanga, que perseguiu impetuosamente os primeiros cristãos de Uganda. O capítulo final reconta o trabalho de Alfred R. Tucker, um bispo anglicano da África Equatorial Oriental entre 1890 e 1899 e o primeiro bispo de Uganda entre 1899 e 1911, e dos seis primeiros cristãos de Uganda que continuaram o trabalho de Mackay após a sua morte: Sembera Mackay, Henry Wright Duta, Mika Sematimba, Paulo Bakunga, Zachariah Kizito e Yohann Mwira.

Grunhidos de Uganda

Grunhidos de Uganda é um livro de reflexões sobre vários aspectos da vida moderna escrito por um inglês anônimo que viveu em Uganda na primeira parte do século XX. O pseudônimo do autor, Critolaos, foi tirado de um filósofo da Grécia antiga relativamente obscuro que era membro da escola dos Céticos. O primeiro capítulo, intitulado "Civilização à Distância", descreve a experiência do autor que viveu em uma cabana de palha em Baganda, construída de acordo com suas próprias especificações e maneira. Os capítulos sucessivos tratam do que o autor vê, de sua perspectiva imparcial como um eremita na África, como os males da civilização moderna europeia e americana: propaganda, comercialismo, desejo excessivo pelo dinheiro, um sistema educacional falho e acidentes envolvendo carros motorizados. O capítulo final reconta o início da vida do autor como garimpeiro de ouro na Colúmbia Britânica, Canadá, com reflexões sobre as possibilidades de "se tornar rico repentinamente" e as injustiças normalmente sofridas por garimpeiros. Pouco se sabe sobre a verdadeira identidade do autor, por quê ele foi para Uganda ou quanto tempo ele permaneceu por lá, embora um estudioso afirme que seu verdadeiro nome era H.B. Carter, o autor de um livro sobre desemprego de 1905 publicado sob o mesmo pseudônimo.

Tucker de Uganda: Artista e apóstolo, 1849-1914

Tucker de Uganda: Artista e apóstolo, 1849-1914 é uma biografia de Alfred R. Tucker, o primeiro bispo de Uganda. O livro traça o início da vida de Tucker na Inglaterra, seu treinamento e sucesso como artista, seus estudos em Oxford, seu trabalho como clérigo anglicano e seu chamado para ir à África como missionário. Consagrado bispo da África Equatorial Oriental pelo Arcebispo de Canterbury em 25 de abril de 1890, Tucker foi para a África no mesmo dia. Ele fez uma viagem para pesquisa topográfica do Protetorado de Uganda do fim de 1890 ao início de 1891, quando encontrou o país em situação perigosa, destruído por um conflito entre missionários cristãos e comerciantes árabes, rivalidades entre protestantes e católicos romanos e condições financeiras difíceis. Nos sete anos seguintes, Tucker fez duas longas visitas a Uganda de sua base em Mombaça, no Quênia. Ele foi fundamental na construção da Igreja anglicana, mas também testemunhou uma fome devastadora e surtos de febre. Em 1897, Tucker se tornou o primeiro bispo da recém-criada diocese de Uganda. Em 1899, ele foi transferido para Mengo, perto da atual Kampala, onde serviu até 1911. Como bispo, ele trabalhou para construir uma igreja autônoma em Uganda com seus próprios líderes e fundou escolas e enfatizou a importância do ensino. Ele atuou em seus últimos anos como cânone da Catedral de Durham no norte da Inglaterra, onde faleceu em 1914.