3 de dezembro de 2012

Águas negras: A estranha história de Port Blair

Tavarikh-i ‘ajib (Águas negras: A estranha história de Port Blair) é um relato da colônia penal britânica de Port Blair, localizada nas Ilhas Andaman e Nicobar, no Oceano Índico. Os britânicos estabeleceram uma base naval e uma colônia penal pela primeira vez nas ilhas em 1789, que eles haviam abandonado em 1796 por causa de doenças. Após a Revolta de 1857 (também conhecida como a Revolta dos Cipaios), as autoridades britânicas na Índia viram uma nova necessidade de uma prisão segura em um local remoto e a construção teve início em Port Blair posteriormente naquele ano. Nas décadas seguintes, muitos prisioneiros políticos foram abrigados na Prisão celular, também chamada de Kala Pani (Águas Negras). Muhammad Jafar (1838–1905) foi deportado à colônia de Andaman por sua participação na revolta de 1857. Neste livro, ele descreve a vida e os costumes dos moradores da ilha, as regras e regulamentos para o gerenciamento dos condenados no período entre 1858 e 1879 e as pessoas no comando da colônia penal. Ele também destaca os principais eventos, como o assassinato em 1872 do Governador-geral Lord Mayo em Port Blair. O livro inclui uma tabela de palavras e frases em hindi e urdu e os equivalentes em árabe. Outras tabelas detalham as diversas línguas faladas na colônia. A obra é ilustrada com desenhos dos habitantes e da flora e fauna locais. Ela foi publicada pela primeira vez em 1890; esta cópia é a segunda edição, revisada e expandida, de 1892.

Uma história de Sind: Volume I

O prolífico autor e jornalista urdu Abdulhalīm Sharar (1860–1926) nasceu e passou grande parte de sua vida em Lucknow (na atual Uttar Pradesh, Índia). Ele produziu biografias, romances históricos, romances românticos, histórias, ensaios e outras obras. Tarikh-e-Sindh (Uma história de Sind) é uma das principais obras históricas de Sharar. A colonização permanente em Sind, uma província do atual Paquistão, ocorreu por volta de 7000 a.C.. A civilização do Vale do Indo, uma das culturas mais antigas do mundo, floresceu em Sind entre 3300 e 1750 a.C., competindo com as civilizações do Egito e da Mesopotâmia em tamanho e sofisticação. Sind se tornou uma província da Pérsia no sexto século a.C. e foi conquistada por Alexandre o Grande por volta de 326 a.C. Nos séculos seguintes, greco-bactrianos budistas, citas, persas e rajputs imperaram na região. Em 711 d.C., o general omíada Muhammad bin Qasim conquistou Sind com a força de uma cavalaria de 20.000 soldados montados, além de cinco catapultas. A conquista árabe foi seguida por uma ampla conversão ao Islã, pela construção de Mansura como a capital e pelo desenvolvimento de uma cidade portuária em Debal. Viajantes, historiadores e geógrafos muçulmanos escreveram ou visitaram a região durante séculos, algumas vezes usando o nome "Sind" para toda a área do Mar Arábico ao Hindu Kush.

A história da língua urdu

Esta obra, publicada em Deli em 1920, é uma história da língua urdu, desde suas origens até o desenvolvimento de uma literatura urdu. O urdu e o hindi compartilham uma base indoariana, mas o urdu está associado ao estilo da escrita nastaliq da caligrafia persa e é lido da direita para a esquerda, enquanto o hindi lembra o sânscrito e é lido da esquerda para a direita. As primeiras influências linguísticas no desenvolvimento do urdu provavelmente tiveram início com a conquista muçulmana de Sind em 711. O idioma começou a evoluir de contatos com o persa e o árabe durante as invasões do subcontinente indiano por forças persas e turcas a partir do século XI. O urdu se desenvolveu de forma mais decisiva durante o Sultanato de Deli (1206–1526) e o Império Mogol (1526–1858). Quando o Sultanato de Deli se expandiu para o sul do Decão, a linguagem literária foi influenciada pelas línguas faladas no sul, pelo punjabi e o hariani , pelo sufi e pelo uso na corte. O verso mais antigo data do século XV e o período de ouro da poesia urdu ocorreu entre os séculos XVIII e XIX. A prosa religiosa urdu data de vários séculos, enquanto a escrita secular prosperou a partir do século XIX. O urdu moderno é o idioma nacional do Paquistão e também é falado por milhões de pessoas na Índia.

Médico de família

A homeopatia foi introduzida na Índia na década de 1830 por John Martin Honigberger (1795–1869), aluno romeno de Samuel Hahnemann (1755–1843), o médico alemão considerado o criador da medicina homeopática. Honigberger morou por volta de 15 anos em Lahore, local onde teve como primeiros pacientes o marajá Ranjit Singh de Punjab e o filho do consultor militar do marajá, o general Jean François Allard. A homeopatia prosperou pela primeira vez em Punjab e Bengala, antes de se espalhar por outras partes da Índia britânica. Neste livro, Mirza Allah Baig Lakhnavi fornece instruções concisas sobre como comprar e guardar medicamentos homeopáticos. Ele descreve tratamentos homeopáticos nos quais os médicos utilizam preparos altamente diluídos para induzir sintomas similares àqueles que necessitam de uma cura, um princípio que Hahnemann chamava de "o semelhante pelo semelhante se cura". O autor discute esses remédios em relação a uma ampla gama de doenças, de pequenos problemas dermatológicos e perturbações do estômago a doenças sérias do coração, rim e fígado.

Dicionário de termos em urdu utilizados em jornais

Ziauddin Ahmad Barni (1890–1969) nasceu e foi educado em Deli, onde seu pai e um de seus irmãos foram fundamentais no desenvolvimento de jornais em urdu e vários membros da família eram calígrafos renomados. Proficiente em persa e inglês, ele trabalhou no Escritório de tradução oriental em Bombaim (atual Mumbai) até a sua aposentadoria em 1948. Ele também escreveu para o Bombay Chronicle em inglês e urdu. Em 1915, ele publicou este dicionário de terminologia de uso comum nos jornais em urdu da época. As entradas estão em ordem alfabética e há atenção especial para a explicação de palavras ambíguas. O livro também inclui uma descrição dos sistemas de governo da Índia e do Reino Unido e fornece observações sobre eventos e datas importantes.

Gramática panjabi: Uma breve gramática do panjabi falado no distrito de Wazirabad

Thomas Grahame Bailey (1872–1942) foi um missionário da Igreja da Escócia na Índia que fez estudos extensos sobre as línguas do norte da Índia. Após estudar hindi e urdu na Escola de Estudos Orientais da Universidade de Londres, ele publicou livros sobre o panjabi (hoje normalmente chamado punjabi), dialetos do Himalaia, urdu, kanauri, caxemira, shina e outras línguas. Gramática panjabi: Uma breve gramática do panjabi falado no distrito de Wazirabad foi escrita por solicitação de um oficial do governo de Punjab, que era então parte da Índia britânica. Bailey optou por escrever sobre a língua conforme era falada nos povoados localizados a dez milhas (16 quilômetros) da vila da Wazirabad e deu preferência ao "panjabi do povoado, como sendo mais puro e vigoroso do que a fala da cidade”. O livro fornece uma visão geral da gramática punjabi, em inglês com transliterações de palavras em punjabi. Os assuntos abrangidos incluem pronúncia, o gênero dos substantivos, casos, verbos regulares e irregulares, tempos verbais e adjetivos e advérbios. O punjabi é uma língua indoariana, amplamente falada em diversos dialetos distintos no que é atualmente a parte noroeste da Índia e a parte leste do Paquistão.