3 de dezembro de 2012

Instituições de ensino islâmicas clássicas no Hindustão

Esta obra trata da história do ensino em madrassas na Índia, de suas mais antigas fundações sob o sultão Mahmud Ghaznavi (979 a 1030), um patrono do aprendizado que governava um extenso império que incluía a maior parte do que hoje é o Afeganistão, o leste do Irã, o Paquistão e o noroeste da Índia. As madrassas, ou escolas religiosas islâmicas, foram disseminadas após o início do sultanato em Deli em 1206, posicionando-as entre as mais antigas instituições ativas da Índia. As primeiras madrassas eram centros de aprendizagem onde eram educados os filhos de governantes e dos funcionários da administração do governo. Quando o governo muçulmano sucumbiu diante do surgimento do Raj britânico, as madrassas perderam sua reputação como centros de excelência e sofreram na competição com o ensino moderno. O envolvimento dos líderes das madrassas na rebelião de 1857 fez com que eles se tornassem suspeitos aos olhos dos britânicos, mas o ensino islâmico ressurgiu com a criação, em 1866, de um seminário muçulmano chamado Darul Uloom, em Deoband. O seminário desempenhou um papel duplo na disseminação do conhecimento islâmico e na mobilização de muçulmanos indianos para participarem da luta nacionalista que visava a expulsão dos britânicos. Este livro detalha a distribuição das madrassas e descreve os métodos de ensino e os currículos nas escolas madrassas indianas e persas. Ele inclui informações sobre alunos e renomados estudiosos do sistema de ensino islâmico, além de poetas e sua poesia.

Artigos em pink urdu

Esta publicação consiste de artigos escritos por Siddiq Irshad Mullā Rumūzī (também conhecido como Ramozi, 1896 a 952), um célebre humorista e satirista urdu. Os temas abordados aqui são os políticos e suas ações, eventos envolvendo políticos e a situação econômica. Seus ensaios neste livreto também satirizam as chamadas pessoas religiosas, que, segundo seu ponto de vista, não têm a percepção da verdadeira essência do Islã e seguem cegamente tradições antigas sem qualquer lógica. Embora desaprovasse as pessoas e situações e sugerisse reformas, Mullā Rumūzī tinha o cuidado de não criticar seu país. Os críticos exaltaram sua maestria no uso de um estilo original e suas paródias inteligentes. Ele inventou uma forma de urdu que fazia o uso criativo de uma sintaxe e vocabulário antigos, e que agora é conhecida como gulabi urdu, pink urdu ou sweet urdu. Sua escrita é considerada como o ponto de origem de uma nova forma de arte, e a Mullā Rumūzī Sanskriti Bhavan, a sede da Academia Urdu Madhya Pradesh, tem esse nome em sua homenagem.

O drama de Akbar

Muḥammad Ḥusain Āzād (também chamado de Ehsan Azad, 1834-1910, aproximadamente) foi um poeta e bem-sucedido escritor urdu, dono de uma prosa vívida, especialmente em seus textos históricos. Ele nasceu em Deli, onde seu pai, Muhammad Baqir, editou o primeiro jornal urdu, Delhi Urdu Akhbar. O envolvimento de Muhammad Baqir na Revolta de 1857 (também conhecida como Revolta dos Cipaios) levou à sua execução pelos britânicos. Seu filho se mudou para Lahore muitos anos depois, onde ensinou árabe na Universidade do Governo e foi, posteriormente, professor de urdu e persa no Colégio Oriental. Āzād escreveu cerca de 20 livros, alguns deles publicados postumamente, e é aclamado como mestre no estilo de prosa urdu. Seus livros mais importantes incluem uma história da poesia urdu, seus contos sobre a história indiana medieval, seus ensaios alegóricos e sua obra Darbar-e-Akbari (O drama de Akbar), uma história sobre a época de Akbar o Grande (1556–1605). O drama, dividido em 12 partes, foi publicado pela primeira vez em 1910 e é focado especialmente no filho de Akbar, Salim, que como Jahangir ("Conquistador do Mundo" em persa) governou o Império Mogol de 1605 a 1627. Mehr-un-Nisaa, a bela e inteligente viúva de um oficial rebelde chegou à corte onde, muitos anos depois em 1611, o imperador casou-se com ela e deu-lhe o título de Nur Jahan, que significa "Luz do Mundo". Ela era devotada a Jahangir e ele estava tão absorto nela que lhe confiou a maior parte do trabalho de governar o império. No drama, o diálogo dá vida às personagens e o amor é retratado como uma força mágica.

Terremotos da Índia: Volume I

Esta obra descreve os eventos ocorridos antes, durante e após um gigantesco terremoto que aconteceu na manhã do dia 4 de abril de 1905, em Kangra, uma vila localizada nos contrafortes do Himalaia na região norte da Índia historicamente conhecida como Punjab (no atual estado de Himachal Pradesh). Antes do terremoto, as atividades sísmicas haviam extinguido as chamas de gás combustível que normalmente emanavam nos arredores do templo hindu de Jawala Mukhi e os adoradores pensaram que os deuses estavam descontentes. O terremoto e seus tremores secundários mataram entre 20.000 e 25.000 pessoas e causaram grandes danos ao Forte de Kangra, mencionado pela primeira vez no quarto século a.C. nos anais de Alexandre o Grande. A maior parte das construções em Kangra caiu, tendo havido grande destruição em outras partes mais distantes da região. Os relatos contidos neste livro foram compilados e editados por Muhammad Abdul Qadir, também chamado de Ta’ib Baduwi, sobre quem pouco é sabido além de sua autoria de outro livro a respeito do conflito entre a Turquia e a Grécia e do fato de ele ser o dono da Army Press em Simla.

Conselho sensato

Muḥammad Ḥusain Āzād (também chamado de Ehsan Azad, 1834-1910, aproximadamente) foi um poeta e bem-sucedido escritor urdu, dono de uma prosa vívida, especialmente em seus textos históricos. Ele nasceu em Deli, onde seu pai, Muhammad Baqir, editou o primeiro jornal urdu, Delhi Urdu Akhbar. O envolvimento de Muhammad Baqir na Revolta de 1857 (também conhecida como Revolta dos Cipaios) levou à sua execução pelos britânicos. Āzād se mudou para Lahore muitos anos depois, onde ensinou árabe no Colégio do Governo e foi, posteriormente, professor de urdu e persa no Colégio Oriental. Ele escreveu cerca de 20 livros, alguns dois quais foram publicados postumamente. Esta obra contém muitas de suas histórias alegóricas sobre a sociedade de sua época e lições de moral para os jovens. O livro também discute e promove a educação das mulheres. Āzād afirmava que encontrou o manuscrito desta obra em uma mala antiga de seu pai, mas o livro parece ter sido escrito por Āzād aproximadamente quando ele se mudou para Lahore.

História da Babilônia e Nínive

Tarikh e Babul Wa Nainawa (História da Babilônia e Nínive) é uma história em urdu sobre essas duas cidades antigas. Babilônia foi fundada no início do terceiro milênio a.C., entre os rios Eufrates e Tigre, ao sul da atual Bagdá, no Iraque. Ela se tornou importante durante o governo de Hamurabi (entre 1792 e 1750 a.C.), foi governada pelo imperador neo-babilônico Nabucodonosor II (634–562 a.C., aproximadamente, que governou por volta de 605 a 562 a.C.), e foi conquistada por Alexandre o Grande em 331 a.C. Nínive estava localizada na margem leste do Tigre na antiga Assíria, do outro lado do rio da cidade moderna de Mosul, no Iraque. A colonização em Nínive ocorreu pela primeira vez por volta de 6000 a.C. e, em 2000 a.C., a cidade era o centro de veneração da deusa da fertilidade Ishtar. Senaquerib (que governou entre 704 e 681 a.C.) transformou Nínive em uma cidade magnífica com novas ruas, praças e um sistema de canal dentro de uma área murada e construiu um vasto e esplêndido palácio. Após Nínive ter sucumbido aos medos e aos babilônios em 612 a.C., a cidade foi destruída e nunca recuperou sua antiga importância. Além de contar o início da história da Babilônia e de Nínive, o autor detalha desastres naturais e discute aspectos religiosos, sociopolíticos e culturais da vida nas duas cidades.