14 de dezembro de 2012

Sede de inverno do Circo Ringling, Sarasota, Flórida

John Ringling (1866–1936), um dos sete irmãos Ringling que dominaram o desenvolvimento do circo americano no final do século XIX e início do século XX, moveu a sede de inverno do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey de seu local original em Bridgeport, Connecticut, para Sarasota, Florida. A visão de Ringling, conforme relembrou Fred Bradna, diretor equestre do show, em seu livro The Big Top (A Grande Lona), era “dispor a sede como um zoológico, para que milhares de visitantes pagassem para ver. Construirei uma arena ao ar livre exatamente do tamanho do Madison Square Garden, e aos domingos o espetáculo poderá ser ensaiado diante de uma plateia... Sarasota irá se tornar uma das cidades mais bonitas da Flórida.” No dia de Natal de 1927, a nova sede de inverno abriu suas portas aos visitantes. Famílias podiam ver os ensaios do circo, bem como animais do mundo inteiro, no local que era uma das principais atrações turísticas da Flórida na época. Sarasota se tornou o centro circense americano, imortalizada pelo filme vencedor do Oscar em 1952, de Cecil B. DeMille, O maior espetáculo da Terra, e lar de muitos artistas circenses e suas famílias, incluindo os Concello, os Wallenda e Emmett Kelly. Esta fotografia de 1933 retrata um pequeno garoto com uma zebra de circo na sede de Sarasota.

Encerramento do espetáculo - Os bons e velhos tempos

No circo americano, o espetáculo era como um desfile que ocorria em volta da pista do hipódromo dentro da grande lona, ou tenda do circo, e trazia tantos artistas e animais quanto o diretor do circo conseguisse fantasiar. Remontando aos primeiros circos dos Estados Unidos, este tipo de espetáculo era uma performance extravagante de contos históricos ou literários para entreter e edificar o público. As fantasias criadas para os espetáculos normalmente eram exóticas e representavam culturas de toda parte do globo. As fantasias também podiam ser excêntricas, transformando a realidade, como o design mostrado aqui para o carro alegórico de encerramento do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey Circus em 1952. O carro alegórico de encerramento era o "grand finale" do desfile, e neste espetáculo, os elefantes eram fantasiados de lagostas e cisnes. O desenho das fantasias é de Miles White (1914–2000), conhecido como um dos mais talentosos designers de fantasias circenses, e que também criava fantasias para balés, espetáculos no gelo, cinema e shows da Broadway, incluindo Oklahoma! e Carousel, de Rodgers e Hammerstein.

17 de dezembro de 2012

Ferrovia Minas e Rio, Brasil: Mata Atlântica

A Coleção Thereza Christina Maria é composta por 21.742 fotografias, reunidas pelo Imperador Pedro II ao longo de sua vida e por ele doadas à Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção abrange uma grande variedade de assuntos. Documenta as conquistas do Brasil e do povo brasileiro no século XIX, e também inclui muitas fotografias da Europa, África e da América do Norte. . A Mata Atlântica estende-se ao longo da costa atlântica brasileira, do Rio Grande do Sul até Minas Gerais. Isolada de outras florestas tropicais, a área ostenta uma biodiversidade notável, embora atualmente exista menos que 10% da sua área original. A floresta foi fotografada no final do século XIX por Marc Ferrez (1843-1923), um artista brasileiro de origem francesa, que documentou o desenvolvimento do Brasil como nação. No final da década de 1870, Ferrez trabalhou com a Comissão Brasileira de Geologia e viajou pelo país fotografando suas paisagens. Estas fotografias foram exibidas, mais tarde, nos Estados Unidos e na Europa.

Ferrovia Minas e Rio, Brasil: Serra da Mantiqueira

A Ferrovia Minas e Rio, também conhecida como Ferrovia do Rio Verde, foi inaugurada para tráfego em 14 de julho de 1884, na presença do Imperador Pedro II (1825–1891), de sua filha a Princesa Isabel e seu marido, o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d’Eu. O trajeto da linha férrea construída e de propriedade britânica ia de Cruzeiro, interior de São Paulo, cruzando a Serra da Mantiqueira e passando pelas cidades e vilarejos na parte sul do estado de Minas Gerais, até Três Corações. A linha tinha apenas 144 km, mas teve um importante papel ao abrir as regiões de cultivo de café do sudeste do Brasil, contribuindo assim para o crescimento da economia cafeeira. Após a queda da monarquia, em 1889, a ferrovia enfrentou dificuldades financeiras e, em 1901, passou a ser administrada pelo governo federal. Atualmente, a ferrovia faz parte da principal companhia brasileira, a Rede Ferroviária Federal S.A., sendo usada para o transporte de carga e por alguns trens a vapor em passeios turísticos entre Soledade e São Lourenço, em Minas Gerais. Marc Ferrez (1843–1923), artista brasileiro de ascendência francesa que documentou o desenvolvimento do Brasil como nação, fotografou A Rodovia Minas e Rio no início dos anos 1880. A imagem aqui mostrada é uma das 37 fotografias de Ferrez pertencentes a um álbum que faz parte da coleção Thereza Christina Maria na Biblioteca Nacional, Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo Imperador Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção abrange uma grande variedade de assuntos. Documenta as conquistas do Brasil e do povo brasileiro no século XIX, e também inclui muitas fotografias da Europa, África e da América do Norte. .

Ferrovia Minas e Rio, Brasil: Vista Parcial da Serra da Mantiqueira

A Ferrovia Minas e Rio, também conhecida como Ferrovia do Rio Verde, foi inaugurada para tráfego em 14 de julho de 1884, na presença do Imperador Pedro II (1825–1891), de sua filha a Princesa Isabel e seu marido, o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d’Eu. O trajeto da linha férrea construída e de propriedade britânica ia de Cruzeiro, interior de São Paulo, cruzando a Serra da Mantiqueira e passando pelas cidades e vilarejos na parte sul do estado de Minas Gerais, até Três Corações. A linha tinha apenas 144 km, mas teve um importante papel ao abrir as regiões de cultivo de café do sudeste do Brasil, contribuindo assim para o crescimento da economia cafeeira. Após a queda da monarquia, em 1889, a ferrovia enfrentou dificuldades financeiras e, em 1901, passou a ser administrada pelo governo federal. Atualmente, a ferrovia faz parte da principal companhia brasileira, a Rede Ferroviária Federal S.A., sendo usada para o transporte de carga e por alguns trens a vapor em passeios turísticos entre Soledade e São Lourenço, em Minas Gerais. Marc Ferrez (1843–1923), artista brasileiro de ascendência francesa que documentou o desenvolvimento do Brasil como nação, fotografou A Rodovia Minas e Rio no início dos anos 1880. A imagem aqui mostrada é uma das 37 fotografias de Ferrez pertencentes a um álbum que faz parte da coleção Thereza Christina Maria na Biblioteca Nacional, Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo Imperador Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção abrange uma grande variedade de assuntos. Documenta as conquistas do Brasil e do povo brasileiro no século XIX, e também inclui muitas fotografias da Europa, África e da América do Norte. .

18 de dezembro de 2012

Geografia

Cláudio Ptolomeu (100-170, aproximadamente), conhecido como Ptolomeu, foi um astrônomo, matemático e geógrafo de ascendência grega que viveu e trabalhou na cidade de Alexandria, no Egito. Em seu livro Geografia, Ptolomeu reuniu todo o conhecimento geográfico possuído pelo mundo greco-romano. Ele utilizou um sistema de linhas de grade para traçar a latitude e longitude de aproximadamente 8.000 locais no mapa que englobava o mundo conhecido no auge do Império Romano. O trabalho de Ptolomeu era desconhecido para a Europa na Idade Média, mas por volta de 1300, estudiosos bizantinos começaram a introduzir cópias de seus mapas e textos na Itália. Em 1406, o italiano Jacopo d’Angelo traduziu o original para o latim. A primeira edição impressa surgiu em Roma em 1477, seguida um ano depois pela edição apresentada aqui, que contém algumas das primeiras e mais finas gravações em cobre impressas. As gravuras começaram em Roma com o alemão Konrad Sweynheym, que, com seu parceiro Arnold Pannartz, fundou a primeira imprensa italiana em Subiaco em1465. Sweynheym faleceu em 1477, e as gravuras e a publicação foram concluídas por Arnold Buckinck. A obra contém 27 mapas, cada um impresso em duas folhas separadas lado a lado. A obra Geografia de Ptolomeu continha grandes erros, atribuíveis em parte a seus cálculos errados com relação ao tamanho da Terra, que ele acreditava ser menor do que é. Um efeito de seu cálculo errado foi fazer com que Colombo subestimasse o tempo que levaria para chegar ao que ele acreditava ser a Ásia navegando na direção oeste. Exploradores europeus preencheram gradativamente e corrigiram os mapas de Ptolomeu, mas os métodos do antigo geógrafo continuaram sendo importantes como base para a prática cartográfica moderna.