Uganda e seus povos; observações sobre o Protetorado de Uganda, especialmente a antropologia e etnologia de suas raças indígenas

Uganda e seus povos é uma pesquisa detalhada sobre os povos nativos do Protetorado de Uganda, conforme entendido pela etnografia e antropologia do início do século XX. O livro está organizado em nove capítulos, sendo cada um dedicado a um dos principais grupos étnicos e tribais: Bahima, Banyoro, Batoro, Banabuddu, Moradores da Ilha Sese, Bakoki, Basoga, Bavuma e Baganda. Os assuntos abrangidos incluem cerimônias de casamento, cerimônias de nascimento, dieta, cerimônias fúnebres, crenças e superstições, história, leis, sistemas de pesos e medidas, folclore, costumes e tradições e atividades econômicas. Ele inclui retratos dos reis de diferentes tribos, e mais de outras 200 fotografias que ilustram locais notáveis, pessoas de diferentes classes sociais e imagens de pessoas dos principais grupos étnicos. Um mapa mostra os locais habitados pelos povos tratados no livro, da fronteira ao norte com o Sudão a aproximadamente 5° ao norte da fronteira ao sul com a África Alemã Oriental. O autor, James Frederick Cunningham, tinha anteriormente assistido o explorador britânico e oficial da colônia Sir Henry Hamilton (Harry) Johnston (1858–1927) na preparação de seu monumental O Protetorado de Uganda, publicado em 1902, e o livro de Cunningham inclui um prefácio apreciativo de Johnston.

Katikiro de Uganda na Inglaterra

Katikiro de Uganda na Inglaterra é o relato oficial da visita do katikiro (primeiro ministro) de Buganda, Apolo Kagwa (1864–1927, aproximadamente), em 1902 para participar da coroação do Rei Eduardo VII, que ascendeu ao trono britânico após a morte de sua mãe, a Rainha Vitória, no início de 1901. Neto de um chefe de Uganda, Apolo atuou como pajem na corte do Rei Mutesa I de Buganda (reinou entre 1856 e 1884) e se tornou cristão quando jovem. Ele foi promovido a chefe de almoxarifado e depois a primeiro ministro do Rei Mwanga II (reinou entre 1884 e 1888 e 1889 e 1897), filho e sucessor de Mutesa I. Escrito em luganda por Ham Mukasa, secretário de Apolo, e traduzido pelo Reverendo Ernest Millar, um missionário inglês que atuou como intérprete do katikiro durante sua visita, o livro reconta a viagem terrestre de Kampala a Mombaça, no Quênia, a viagem por barco até o Mar Vermelho e o Canal de Suez a Nápoles e a jornada de trem por toda a Europa até o Reino Unido. Mukasa descreve as reuniões de Apolo em Londres com o explorador Henry M. Stanley, o bispo de Londres, vários oficiais militares e navais e outros indivíduos influentes; suas visitas a Southampton, Birmingham, Cambridge, Glasgow, Sheffield e outras cidades do Reino Unido, além de sua participação na coroação em si. O livro termina com um relato da viagem de volta pela Europa, com uma parada em Roma, a travessia para Mombaça em um barco a vapor alemão e a chegada do grupo em Kampala. O livro é um retrato incomum e valioso das sociedades britânica e europeia vistas através dos olhos de um africano influente durante o período colonial.

A história da vida de Mackay de Uganda contada para meninos

A história da vida de Mackay de Uganda contada para meninos é uma biografia de Alexander Murdoch Mackay (1849–1890), um missionário pioneiro escocês que foi para Uganda. Escrito pela irmã de Mackay, Alexina Mackay Harrison, e publicado em Londres em 1892, o livro pretendia inspirar os meninos a seguirem o exemplo de Mackay e devotarem suas vidas a prestar serviços na África. Ele começa com um breve relato dos primeiros exploradores europeus da África: Mungo Park, que em 1796 se aventurou pelo rio Níger; James Bruce, que em 1770 rastreou o Nilo Azul até a sua origem; e outros exploradores, incluindo Speke, Grant, Stanley e Livingstone. Em seguida, há um relato dos primeiros anos de vida de Mackay na Escócia, relatando a influência que uma família altamente culta e profundamente religiosa teve sobre ele, e seu comprometimento desde cedo em pregar o evangelho cristão. Ele reconta os estudos de Mackay em engenharia na Universidade de Berlim, seu aprendizado do alemão e os estreitos laços que desenvolveu com a igreja alemã e os círculos missionários. Em 1876, Mackay respondeu a um chamado da Sociedade Missionária da Igreja para servir em Uganda. Em novembro de 1878 ele chegou à África, onde passou quase 14 anos, jamais retornando à sua terra natal, a Escócia. O livro descreve a amizade de Mackay com o Rei Mutesa I de Buganda (reinou entre 1856 e 1884) e suas dificuldades com o sucessor de Mutesa, Rei Mwanga, que perseguiu impetuosamente os primeiros cristãos de Uganda. O capítulo final reconta o trabalho de Alfred R. Tucker, um bispo anglicano da África Equatorial Oriental entre 1890 e 1899 e o primeiro bispo de Uganda entre 1899 e 1911, e dos seis primeiros cristãos de Uganda que continuaram o trabalho de Mackay após a sua morte: Sembera Mackay, Henry Wright Duta, Mika Sematimba, Paulo Bakunga, Zachariah Kizito e Yohann Mwira.

Grunhidos de Uganda

Grunhidos de Uganda é um livro de reflexões sobre vários aspectos da vida moderna escrito por um inglês anônimo que viveu em Uganda na primeira parte do século XX. O pseudônimo do autor, Critolaos, foi tirado de um filósofo da Grécia antiga relativamente obscuro que era membro da escola dos Céticos. O primeiro capítulo, intitulado "Civilização à Distância", descreve a experiência do autor que viveu em uma cabana de palha em Baganda, construída de acordo com suas próprias especificações e maneira. Os capítulos sucessivos tratam do que o autor vê, de sua perspectiva imparcial como um eremita na África, como os males da civilização moderna europeia e americana: propaganda, comercialismo, desejo excessivo pelo dinheiro, um sistema educacional falho e acidentes envolvendo carros motorizados. O capítulo final reconta o início da vida do autor como garimpeiro de ouro na Colúmbia Britânica, Canadá, com reflexões sobre as possibilidades de "se tornar rico repentinamente" e as injustiças normalmente sofridas por garimpeiros. Pouco se sabe sobre a verdadeira identidade do autor, por quê ele foi para Uganda ou quanto tempo ele permaneceu por lá, embora um estudioso afirme que seu verdadeiro nome era H.B. Carter, o autor de um livro sobre desemprego de 1905 publicado sob o mesmo pseudônimo.

Tucker de Uganda: Artista e apóstolo, 1849-1914

Tucker de Uganda: Artista e apóstolo, 1849-1914 é uma biografia de Alfred R. Tucker, o primeiro bispo de Uganda. O livro traça o início da vida de Tucker na Inglaterra, seu treinamento e sucesso como artista, seus estudos em Oxford, seu trabalho como clérigo anglicano e seu chamado para ir à África como missionário. Consagrado bispo da África Equatorial Oriental pelo Arcebispo de Canterbury em 25 de abril de 1890, Tucker foi para a África no mesmo dia. Ele fez uma viagem para pesquisa topográfica do Protetorado de Uganda do fim de 1890 ao início de 1891, quando encontrou o país em situação perigosa, destruído por um conflito entre missionários cristãos e comerciantes árabes, rivalidades entre protestantes e católicos romanos e condições financeiras difíceis. Nos sete anos seguintes, Tucker fez duas longas visitas a Uganda de sua base em Mombaça, no Quênia. Ele foi fundamental na construção da Igreja anglicana, mas também testemunhou uma fome devastadora e surtos de febre. Em 1897, Tucker se tornou o primeiro bispo da recém-criada diocese de Uganda. Em 1899, ele foi transferido para Mengo, perto da atual Kampala, onde serviu até 1911. Como bispo, ele trabalhou para construir uma igreja autônoma em Uganda com seus próprios líderes e fundou escolas e enfatizou a importância do ensino. Ele atuou em seus últimos anos como cânone da Catedral de Durham no norte da Inglaterra, onde faleceu em 1914.

Plantando em Uganda Café—borracha do Pará—cacau

Plantando em Uganda. Café, borracha do Pará e cacau é uma análise abrangente da plantação agrícola em Uganda no início do século XX, escrita por dois gerentes seniores de empresas de Uganda. Conforme informado no prefácio, ela tinha como intuito auxiliar plantadores brancos atraídos a Uganda pelos solos férteis e clima favorável, mas que, em muitos casos, não tinham nenhum conhecimento das condições agrícolas do país. Ela trata dos três principais produtos—café, borracha do Pará (hoje normalmente designada simplesmente borracha) e cacau—e tem como foco duas províncias, Buganda e Bugosa, onde a plantação agrícola estava mais desenvolvida. Os capítulos são dedicados às características físicas do país, à história dos produtos em Uganda, à produção e resultados, à duração provável de árvores e como prolongá-la, à escolha de terra para plantações, viveiros, como estabelecer uma plantação, limpar e plantar, sementes e semeadura, fábricas e maquinário, coleta e preparação do café, coleta e preparação da borracha do Pará, coleta e preparação do cacau, gestão imobiliária, custos do estabelecimento de plantações e da preparação dos produtos, pestes e doenças fungiformes. Tabelas fornecem diversas informações sobre precipitação atmosférica, produção, preços e o número recomendado de árvores a serem plantadas por acre e as distâncias entre as árvores. As ilustrações retratam as plantas do café, borracha do Pará e cacau, ervas comuns e métodos para extrair a borracha.

Quem é o assassino?

Panchkori Dey (também conhecido como Babu Panch Kori Dey, 1873–1945) era um escritor bengali de ficção policial, mais conhecido por dois de seus personagens: Arindam Bosu, um detetive que veste dhoti e que trabalha na Índia e na Europa, e Jumelia, uma criminosa astuta e malvada. Dey foi influenciado por escritores europeus de romances criminais do século XIX, como Wilkie Collins e Emile Gaboriau. Hatyakari Ke? (Quem é o assassino?) foi publicado pela primeira vez em bengali por volta de 1903. A edição apresentada aqui é uma tradução posterior para o urdu. O enredo é sobre um pai que arranja o casamento de sua filha com um rapaz sem personalidade por cobiça, desafiando os desejos de sua família e de seus amigos. O mal social de casamentos arranjados, principalmente o sofrimento das garotas envolvidas, é um tema do romance.

Dicionário de termos em urdu utilizados em jornais

Ziauddin Ahmad Barni (1890–1969) nasceu e foi educado em Deli, onde seu pai e um de seus irmãos foram fundamentais no desenvolvimento de jornais em urdu e vários membros da família eram calígrafos renomados. Proficiente em persa e inglês, ele trabalhou no Escritório de tradução oriental em Bombaim (atual Mumbai) até a sua aposentadoria em 1948. Ele também escreveu para o Bombay Chronicle em inglês e urdu. Em 1915, ele publicou este dicionário de terminologia de uso comum nos jornais em urdu da época. As entradas estão em ordem alfabética e há atenção especial para a explicação de palavras ambíguas. O livro também inclui uma descrição dos sistemas de governo da Índia e do Reino Unido e fornece observações sobre eventos e datas importantes.

Gramática panjabi: Uma breve gramática do panjabi falado no distrito de Wazirabad

Thomas Grahame Bailey (1872–1942) foi um missionário da Igreja da Escócia na Índia que fez estudos extensos sobre as línguas do norte da Índia. Após estudar hindi e urdu na Escola de Estudos Orientais da Universidade de Londres, ele publicou livros sobre o panjabi (hoje normalmente chamado punjabi), dialetos do Himalaia, urdu, kanauri, caxemira, shina e outras línguas. Gramática panjabi: Uma breve gramática do panjabi falado no distrito de Wazirabad foi escrita por solicitação de um oficial do governo de Punjab, que era então parte da Índia britânica. Bailey optou por escrever sobre a língua conforme era falada nos povoados localizados a dez milhas (16 quilômetros) da vila da Wazirabad e deu preferência ao "panjabi do povoado, como sendo mais puro e vigoroso do que a fala da cidade”. O livro fornece uma visão geral da gramática punjabi, em inglês com transliterações de palavras em punjabi. Os assuntos abrangidos incluem pronúncia, o gênero dos substantivos, casos, verbos regulares e irregulares, tempos verbais e adjetivos e advérbios. O punjabi é uma língua indoariana, amplamente falada em diversos dialetos distintos no que é atualmente a parte noroeste da Índia e a parte leste do Paquistão.

Poesia selecionada de Zafar

Muntakhib Kulliyat-I Zafar é uma coleção de poesias feita pelo último imperador mongol e último governante da Dinastia Timúrida, Muhammad Bahadur Shah II (1775–1862), geralmente conhecido como Bahadar Shah Zafar. Filho de Akbar Shah II, governador de um império em declínio, Zafar era um prolífico escritor e um grande poeta urdu. Ele foi influenciado por Sauda, Meer e Insha, poetas eminentes urdus do século XVIII ao início do século XIX. Zafar também era um notável patrono de poetas contemporâneos, incluindo Ghalib, Dagh, Shah Naseer, Momin e Zauq. Ele subiu ao trono em 1837, mas seu controle não foi muito além do Forte Vermelho de Deli. Após a Revolta de 1857 (também conhecida como a Revolta dos Cipaios), os britânicos o exilaram em Rangum, onde viveu até a sua morte. Grande parte de sua poesia lamenta a perda e o sofrimento e a dor psicológica do aprisionamento. Ele escreveu geets, poemas com um persistente ritmo melódico, mas a maior parte de sua produção prodigiosa estava na forma cadente dos ghazals. Grande parte de sua obra foi perdida no caos de 1857, mas seus ghazals que sobreviveram foram reunidos em uma coleção na qual a eloquência, o misticismo sufi e o estilo fluente que caracterizam sua obra são evidentes. Nesta edição, a língua urdu possivelmente não familiar é explicada em termos persas e árabes.