William “Buffalo Bill” Cody

William Fredrick “Buffalo Bill” Cody (1846–1917) foi, em diferentes períodos, caçador, mineiro, ginete do Pony Express, batedor, chefe de carroças, condutor de diligências, legislador e soldado na Guerra Civil. Ele recebeu seu apelido, Buffalo Bill, devido à sua habilidade para fornecer carne de búfalo para os trabalhadores da Kansas Pacific Railroad. Em 18 meses, ele matou mais de 4.000 búfalos. Em 1883, ele deu início ao Buffalo Bill's Wild West Show em Omaha, Nebraska, usando cowboys e índios americanos para retratar cenas do Velho Oeste. O show recriava resgates ousados, batalhas heroicas e danças nativas americanas, fascinando públicos no mundo todo. O show foi para a Europa, onde alcançou grande sucesso. Ele foi a principal contribuição americana para a celebração do Jubileu de Ouro da Rainha Vitória em 1887, e a própria rainha assistiu a um espetáculo particular. A encenação do Velho Oeste de Cody foi realizada junto à Exposição Colombiana Mundial em 1893, e ficou muito famosa em Chicago. Este retrato de 1907 de Cody foi feito por Frederick W. Glasier (1866–1950), um fotógrafo de Brockton, Massachusetts, que documentava grandes espetáculos ao ar livre e circos. Muitas de suas fotografias apareciam nas publicações circenses da época.

Sede de inverno do Circo Ringling, Sarasota, Flórida

John Ringling (1866–1936), um dos sete irmãos Ringling que dominaram o desenvolvimento do circo americano no final do século XIX e início do século XX, moveu a sede de inverno do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey de seu local original em Bridgeport, Connecticut, para Sarasota, Florida. A visão de Ringling, conforme relembrou Fred Bradna, diretor equestre do show, em seu livro The Big Top (A Grande Lona), era “dispor a sede como um zoológico, para que milhares de visitantes pagassem para ver. Construirei uma arena ao ar livre exatamente do tamanho do Madison Square Garden, e aos domingos o espetáculo poderá ser ensaiado diante de uma plateia... Sarasota irá se tornar uma das cidades mais bonitas da Flórida.” No dia de Natal de 1927, a nova sede de inverno abriu suas portas aos visitantes. Famílias podiam ver os ensaios do circo, bem como animais do mundo inteiro, no local que era uma das principais atrações turísticas da Flórida na época. Sarasota se tornou o centro circense americano, imortalizada pelo filme vencedor do Oscar em 1952, de Cecil B. DeMille, O maior espetáculo da Terra, e lar de muitos artistas circenses e suas famílias, incluindo os Concello, os Wallenda e Emmett Kelly. Esta fotografia de 1933 retrata um pequeno garoto com uma zebra de circo na sede de Sarasota.

Encerramento do espetáculo - Os bons e velhos tempos

No circo americano, o espetáculo era como um desfile que ocorria em volta da pista do hipódromo dentro da grande lona, ou tenda do circo, e trazia tantos artistas e animais quanto o diretor do circo conseguisse fantasiar. Remontando aos primeiros circos dos Estados Unidos, este tipo de espetáculo era uma performance extravagante de contos históricos ou literários para entreter e edificar o público. As fantasias criadas para os espetáculos normalmente eram exóticas e representavam culturas de toda parte do globo. As fantasias também podiam ser excêntricas, transformando a realidade, como o design mostrado aqui para o carro alegórico de encerramento do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey Circus em 1952. O carro alegórico de encerramento era o "grand finale" do desfile, e neste espetáculo, os elefantes eram fantasiados de lagostas e cisnes. O desenho das fantasias é de Miles White (1914–2000), conhecido como um dos mais talentosos designers de fantasias circenses, e que também criava fantasias para balés, espetáculos no gelo, cinema e shows da Broadway, incluindo Oklahoma! e Carousel, de Rodgers e Hammerstein.

Cena de bastidores do circo americano

Nos circos americanos, a área situada diretamente atrás da lona ou arena do circo, onde os artistas se preparavam e faziam as entradas pela "porta dos fundos", ficou conhecida como o "quintal". Um negativo em placa de vidro de 1928 revela uma típica cena de quintal em um circo americano antes da apresentação do espetáculo. O espetáculo era como um desfile que ocorria em volta da pista do hipódromo dentro da grande lona, ou tenda do circo, e trazia tantos artistas e animais quanto o diretor do circo conseguisse fantasiar. Remontando aos primeiros circos dos Estados Unidos, este tipo de espetáculo era uma performance extravagante de contos históricos ou literários para entreter e edificar o público. Aqui, estão exibidos cavalos enfeitados posicionados para entrar na lona, seguidos de um elefante fantasiado. Os postes e cordas-guia essenciais para manter a lona ereta são visíveis. A fotografia é de Harry A. Atwell (1879 a 1957), um fotógrafo oficial do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey.

Cena da feira do circo

Esta fotografia de 1935 mostra uma multidão concentrada na feira do Circo Hagenbeck-Wallace, indo em direção à lona principal de entrada. À esquerda, aparece um cartaz que anuncia as aberrações e atrações do show secundário, uma atração paga à parte que ocorre antes do show principal. À direita, podemos ver barracas e as carroças de venda de bilhetes. Atrás da entrada principal, é possível ver a tenda "gratuita" na qual ocorre a exibição de animais exóticos enjaulados, elefantes e outros animais principais. Nos anos 1930, tal feira havia se tornado uma parte importante da experiência circense nos Estados Unidos. Com sua base em Peru, Indiana, o Circo Hagenbeck-Wallace chegou a ser o segundo maior circo dos Estados Unidos, depois do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey. Suas origens remontam ao famoso treinador de animais Carl Hagenbeck (1844–1913), de quem o Circo Carl Hagenbeck foi comprado por Benjamin Wallace em 1907. O circo encerrou seu funcionamento em 1938.

Circo dos Irmãos Cole

Esta imagem de 1935 apresenta uma cena de um típico circo americano de tamanho mediano do século XX. Uma multidão observa enquanto as carroças de bagagem do Circo dos Irmãos Cole são retiradas dos vagões de plataforma. Os vagões automotores trazem os nomes Clyde Beatty e Allen King, que eram dois dos mais notáveis treinadores de animais da época. Atrás dos vagões transportadores, estão os vagões de animais, que traziam os elefantes e cavalos de carga. Esta cena era repetida diariamente, de manhã e à noite, nas ferrovias das comunidades dos Estados Unidos. O Circo dos Irmãos Cole foi estabelecido em 1884 por William Washington Cole (1847–1915) como “Os Novos Shows Colossais de W.W. Cole”. O ano de 1935 marcou a primeira temporada em que o legendário Beatty se associou ao Circo dos Irmãos Cole. Na época, o circo era transportado por 35 vagões ferroviários duplos, e fazia um gigantesco desfile pelas ruas, desde a ferrovia até a área onde ficaria o circo. As cidades e vilas visitadas pelo Circo dos Irmãos Cole em 1935 incluíam Benton Harbor, em Michigan; Marietta, em Ohio; Falls City, em Nebraska e Little Rock, no Arkansas.

Desfile gratuito de rua do Circo Sells-Floto

Esta colorida litografia anuncia o acontecimento do desfile de rua do Circo Sells-Floto, promovendo a venda de bilhetes para os residentes locais para os dois shows diários. O trabalho artístico captura a grandiosidade dos desfiles dos circos americanos nos anos 1920. O desfile é liderado por um cavaleiro usando uma fantasia do século XVIII e levando uma bandeira do circo. Atrás dele, um grupo de cavaleiros, elefantes vestidos nas fantasias usadas em grandes números produzidos para os espetáculos, uma banda e diversas carroças do circo. Vários dos elefantes e carroças promovem o nome Sells-Floto. O desfile do circo era apresentado diariamente nas ruas da comunidade local que o recebia, antes do primeiro espetáculo do dia, e consistia do máximo de entretenimento e grandiosidade que o circo pudesse reunir. O Circo Sells-Floto foi formado no início dos anos 1900 a partir da combinação do Floto Dog & Pony Show e do Circo dos Irmãos Sells. Ele viajou pelos Estados Unidos como um circo independente até 1921, quando foi incorporado à Corporação Americana de Circos. Em setembro de 1929, os circos da corporação foram adquiridos por John Ringling, e em 1933 o Sells-Floto deixou de existir.

Carta de Otto Ringling, 26 de outubro de 1907

Otto Ringling (1858–1911) foi o filho de um imigrante alemão que, com seus irmão Albert, Alfred, Charles, John, August e Henry, criou o império dos Circos dos Irmãos Ringling no final do século XIX. Os irmãos compraram o concorrente Circo Barnum & Bailey em 1907. A princípio, os dois circos eram apresentados separadamente, mas foram fundidos em 1919 para criar o Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey, que veio a ser conhecido como "O Melhor Espetáculo da Terra”. Esta carta, escrita por Otto a seus irmãos em outubro de 1907, detalha como os ativos do Circo Barnum & Bailey, incluindo os animais de espetáculo e alimentação, vagões de transporte e jaulas poderiam ser divididos entre os espetáculos de propriedade dos Irmãos Ringling. A carta oferece uma interessante visão da perspectiva de Otto quanto à crise econômica que afetava os Estados Unidos na época e suas implicações para os negócios circenses. A carta, além de vários outros tesouros, foi encontrada na mítica sede abandonada do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey em Baraboo, Wisconsin, em 1932 por Sverre O. Braathen.

Carro alegórico de circo

Esta fotografia mostra um elaborado carro alegórico para espetáculos no "quintal" do Circo dos Irmãos Ringling e Barnum & Bailey em setembro de 1922. O espetáculo frequentemente abria o show e era um desfile que corria na pista do hipódromo dentro da lona do circo, trazendo tantos artistas e animais quanto o diretor do circo conseguisse fantasiar. Remontando aos primeiros circos dos Estados Unidos, este tipo de espetáculo era uma performance extravagante de contos históricos ou literários para entreter e edificar o público. A fotografia foi tirada por Charles Clarke (1878–1951), um trapezista do número The Clarkonians, que também era fotógrafo amador e registrou centenas de imagens que documentavam as atividades dos bastidores do circo.

Carroça do Retábulo de Leão dos Irmãos Ringling

Os desfiles que celebravam a chegada dos circos nas cidades americanas traziam carroças muito decoradas que transportavam a banda e os artistas do circo pelas principais vias até a grande lona do circo, atraindo o público ao longo do caminho. Esta carroça do "Retábulo de leão” foi construído pela empresa nova-iorquina Sebastian Wagon Works, aproximadamente em 1880 para o circo Adam Forepaugh. Uma plataforma telescópica que trazia a figura de São Jorge lutando contra um dragão foi removida em 1889 e a seção inferior foi convertida em uma carroça para a banda. A carroça foi comprada pelo Circo dos Irmãos Ringling em 1890 e utilizada como o carroça de banda de abertura em seus desfiles pelas ruas, puxada por oito cavalos. Frequentemente chamada de Carroça de banda do leão e o espelho, ela foi desativada em 1915. Ela foi armazenada na velha sede Ringling de inverno em Baraboo, Wisconsin, até 1927, quando foi comprada por George W. Christy que, por sua vez, a vendeu para o Circo dos Irmãos Cole em 1935. Mais tarde, foi doada ao Museu Mundial do Circo em Baraboo em 1961, onde foi restaurada e atualmente permanece em exibição.