3 de dezembro de 2012

Poema sobre a partida dos Magi

Este manuscrito do século XV, em escrita renascentista, contém uma composição poética (De profectione Magorum adorare Christum et de innocentibus interfectis ab Herode) por "Gabriel Volaterranus". O autor é, muito provalvelmente, Gabriello Zacchi da Volterra, o arcipreste (deão interino, vigário do bispo) da catedral, que possuia uma base cultural sofisticada e que faleceu em 1467, aos 33 anos. O autor dedica o trabalho a Tommaso del Testa Piccolomini, o assistente secreto do Papa Pio II (fólio 132 reto), a quem Pio havia concedido o privilégio de parentesco com a família Piccolomini. Em 1460, Tommaso também foi premiado com o título de conselheiro imperial por Federico da Montefeltro III, com a honra de acrescentar a águia imperial ao seu brasão; posteriormente ele foi feito bispo de Sovana e, mais tarde, bispo de Pienza. A presença da águia imperial no brasão de Testa Piccolomini na decoração do códice (fólio 132 reto) sugere 1460 como o ano mais plausível para datar o manuscrito. José Ruysschaert atribuiu a decoração iluminada, com seus motivos de troncos de videira brancos, a Gigantibus de' Gigantibus, ativo no início da década de 1460 no círculo cultural do Papa Pio II. O manuscrito é encadernado em um códice composto que une os cinco manuscritos de diferentes épocas (datando desde o final do século XII até cerca de 1521) e origens, os quais também apresentam diferenças em layout, estilo gráfico e formato.

O caderno de rascunhos sienense de Sangallo

O tão chamado caderno de rascunhos sienenses do famoso arquiteto e engenheiro Giuliano da Sangallo estava originalmente na biblioteca do estudioso sienense Giovanni Antonio Pecci. O bibliotecário Giuseppe Ciaccheri, um colecionador devoto e apaixonado que enriqueceu a Biblioteca Comunale degli Intronati di Siena com obras de arte de excelente qualidade, o adquiriu em 1784. Juntamente com o Códice Barberiniano na Biblioteca Apostólica Vaticana, o caderno de rascunhos testemunha a prolífica produção de desenhos do arquiteto e é uma fonte valiosa de conhecimento sobre seu trabalho. O pequeno formato e o estilo dos desenhos indicam que o caderno era para estudo pessoal e uma ferramenta de trabalho. Extremamente variado, inclui esboços, principalmente com um tema arquitetônico e muitas vezes acompanhados de medições e notas técnicas, ideias para projetos (como aquela para a cúpula da Basílica de Santa Maria em Loreto), desenhos de máquinas e peças de artilharia e cópias de esculturas clássicas. Ele também contém estudos de monumentos observados no curso das viagens de Giuliano pela Itália e a França (entre os quais estão arcos de triunfos e o Coliseu), cópias de relevos, desenhos de decorações (panóplias, grotescos, quadros) e até mesmo alguns esboços de letras maiúsculas de inscrições públicas. Giuliano parece ter tido um interesse significativo na arquitetura medieval, como atestam, por exemplo, os esboços de uma série de edifícios em Pisa e da Torre Asinelli em Bolonha. A folha com a elevação da Capela Piccolomini na catedral de Siena remonta a uma de suas estadias em Siena. O caderno também contém planos de um edifício para a Sapienza de Siena que, graças a uma inscrição, podem ser ligados à decisão do cardeal Francesco Piccolomini, por volta de 1492-1493, em construir uma nova estrutura, além da Sapienza existente (localizada desde 1415 no espaço anteriormente ocupado pelo Hospital da Misericórdia e o local atual da Biblioteca Comunale). A natureza destes rascunhos ainda não está clara: alguns estudiosos as encaram como desenhos de renovação para a construção existente, enquanto outros acreditam que eram projetos para uma nova construção. Um desenho por Pecci de um corte transversal do edifício da Sapienza, com base nos planos originais de Giuliano, está inserido no códice. O caderno de rascunhos proporciona uma passagem para a ampla cultura artística e multi-facetada de Giuliano, bem como testemunha seu intenso estudo de modelos clássicos como parte integrante de seu trabalho. Os desenhos provavelmente datam dos últimos anos da vida do arquiteto, a partir da década de 1490 a 1516. No fólios 1 verso - 2 reto há algumas receitas para fabricação de cola em uma caligrafia do século XVI não atribuível a Giuliano.

Antiguidades de Samarcanda. Pátio interno da madrassa Shir Dar (lado leste). Inscrição no lado direito do nicho principal

Esta fotografia do pátio interno da madrassa Shir Dar, em Samarcanda (Uzbequistão), faz parte da seção arqueológica do Álbum do Turquestão. Este levantamento fotográfico em seis volumes foi produzido entre 1871-1872 sob o patrocínio do General Konstantin P. von Kaufman, primeiro governador-geral (1867-1882) do Turquestão, nome dado aos territórios da Ásia Central do Império Russo. O álbum dedica atenção especial à arquitetura islâmica de Samarcanda, como monumentos dos séculos XIV e XV do reinado de Timur (Tamerlão) e seus sucessores. No centro de Samarcanda está o conjunto de Registan, composto por três grandes exemplos de madrassas (escolas religiosas). A segunda madrassa do conjunto, a Shir Dar, foi construída entre 1619-1636, durante a dinastia de Astracã. Apesar dos danos significativos sofridos ao longo dos séculos, o local continua sendo um dos monumentos mais ricamente ornamentados na Ásia Central. A madrassa consiste em um pátio retangular cercado por uma arcada de dois andares com um iwan (saguão abobadado, paredes em três lados com uma extremidade aberta) e uma mesquita a leste. Esta fotografia mostra o lado esquerdo do arco iwan no centro da parede leste. As superfícies são cobertas por azulejos policromados em majólica, em elaborados padrões geométricos e botânicos, com destaque especial à estrela de seis pontas. O painel horizontal contém uma inscrição no estilo cursivo thuluth. À esquerda há uma vista do início da arcada que se estende a partir do arco central.

Antiguidades de Samarcanda. Pátio interno da madrassa Shir Dar (lado leste). Detalhe da parte superior do nicho principal

Esta fotografia do pátio interno da madrassa Shir Dar, em Samarcanda (Uzbequistão), faz parte da seção arqueológica do Álbum do Turquestão. Este levantamento fotográfico em seis volumes foi produzido entre 1871-1872 sob o patrocínio do General Konstantin P. von Kaufman, primeiro governador-geral (1867-1882) do Turquestão, nome dado aos territórios da Ásia Central do Império Russo. O álbum dedica atenção especial à arquitetura islâmica de Samarcanda, como monumentos dos séculos XIV e XV do reinado de Timur (Tamerlão) e seus sucessores. No centro de Samarcanda está o conjunto de Registan, composto por três grandes exemplos de madrassas (escolas religiosas). A segunda madrassa do conjunto, a Shir Dar, foi construída entre 1619-1636, durante a dinastia de Astracã. Apesar dos danos significativos sofridos ao longo dos séculos, o local continua sendo um dos monumentos mais ricamente ornamentados na Ásia Central. A madrassa consiste em um pátio retangular cercado por uma arcada de dois andares com um iwan (saguão abobadado, paredes em três lados com uma extremidade aberta) e uma mesquita a leste. Esta imagem mostra a parte superior do nicho da parede leste com o trabalho em treliças da janela central. O nicho é coberto por um trabalho em cerâmica composto por azulejos policromados em padrões geométricos e botânicos. O arco em ponta da janela é emoldurado por uma faixa de inscrição no estilo cursivo thuluth. Na parte superior, é possível ver os restos dos elementos decorativos de estalactite da abóboda em arco.

Antiguidades de Samarcanda. Pátio interno da madrassa Shir Dar (lado oeste). Inscrição no lado esquerdo do nicho principal

Esta fotografia do pátio interno da madrassa Shir Dar, em Samarcanda (Uzbequistão), faz parte da seção arqueológica do Álbum do Turquestão. Este levantamento fotográfico em seis volumes foi produzido entre 1871-1872 sob o patrocínio do General Konstantin P. von Kaufman, primeiro governador-geral (1867-1882) do Turquestão, nome dado aos territórios da Ásia Central do Império Russo. O álbum dedica atenção especial à arquitetura islâmica de Samarcanda, como monumentos dos séculos XIV e XV do reinado de Timur (Tamerlão) e seus sucessores. No centro de Samarcanda está o conjunto de Registan, composto por três grandes exemplos de madrassas (escolas religiosas). A segunda madrassa do conjunto, a Shir Dar, foi construída entre 1619-1636, durante a dinastia de Astracã. Apesar dos danos significativos sofridos ao longo dos séculos, o local continua sendo um dos monumentos mais ricamente ornamentados na Ásia Central. A forma desta madrassa é típica da Ásia Central, com um pátio retangular rodeado por uma galeria de dois andares que têm salas para estudiosos. Aqui, é possível ver o lado esquerdo do nicho do arco principal da parede oeste, com as superfícies cobertas por azulejos policromos em majólica. A superfície principal tem grandes figuras geométricas em interseção que trazem a escrita cúfica em blocos do Kalima, a declaração da fé islâmica. No meio desta imagem está uma inscrição cursiva horizontal. A superfície é emoldurada por faixas verticais com padrões florais.

Antiguidades de Samarcanda. Pátio interno da madrassa Shir Dar (lado oeste). Inscrição no lado direito do nicho principal

Esta fotografia do pátio interno da madrassa Shir Dar, em Samarcanda (Uzbequistão), faz parte da seção arqueológica do Álbum do Turquestão. Este levantamento fotográfico em seis volumes foi produzido entre 1871-1872 sob o patrocínio do General Konstantin P. von Kaufman, primeiro governador-geral (1867-1882) do Turquestão, nome dado aos territórios da Ásia Central do Império Russo. O álbum dedica atenção especial à arquitetura islâmica de Samarcanda, como monumentos dos séculos XIV e XV do reinado de Timur (Tamerlão) e seus sucessores. No centro de Samarcanda está o conjunto de Registan, composto por três grandes exemplos de madrassas (escolas religiosas). A segunda madrassa do conjunto, a Shir Dar, foi construída entre 1619-1636, durante a dinastia de Astracã. Apesar dos danos significativos sofridos ao longo dos séculos, o local continua sendo um dos monumentos mais ricamente ornamentados na Ásia Central. A forma desta madrassa é típica da Ásia Central, com um pátio retangular rodeado por uma galeria de dois andares que têm salas para estudiosos. Aqui, é possível ver o lado direito do nicho do arco principal da parede oeste, com as superfícies cobertas por azulejos policromos em majólica. A superfície principal tem grandes figuras geométricas em interseção que trazem a escrita cúfica em blocos do Kalima, a declaração da fé islâmica. No meio desta imagem está uma inscrição cursiva horizontal. A superfície é emoldurada por faixas verticais com padrões florais.