29 de novembro de 2012

Sistema de Saturno

Christiaan Huygens (1629–1695) nasceu em Haia, nos Países Baixos, numa proeminente família holandesa. Diferentemente de seu avô, pai e irmão que serviram como secretários e diplomatas à Casa de Orange reinante, Huygens dedicou-se à ciência e à matemática. Ele publicou três livros matemáticos, produziu manuscritos sobre hidrostática, escreveu um trabalho sobre a colisão dos corpos elásticos, fez pesquisas sobre a força centrífuga e inventou o relógio de pêndulo. Huygens era especialmente intrigado pelo planeta Saturno, cujas "asas" salientes eram visíveis atráves de telescópios daquela época, mas impossíveis de se explicar. Com seu irmão Constantijn, Huygens construiu um poderoso telescópio com o qual ele esperava desvendar os mistério da aparência incomum de Saturno. Huygens descobriu a lua de Saturno, Titã, e apresentou a teoria de que o planeta era circundado por um anel fino e plano. Em 1659, Huygens publicou seu Systema Saturnium, no qual calculou que a lua de Saturno levava um pouco menos de 16 dias para orbitar o planeta e apresentou evidências para sua teoria de que Saturno era circundado por um anel inclinado 20 graus em relação ao plano da órbita de Saturno. O inventor americano, colecionador de livros e filantropo, Bern dibner (1897-1988), selecionou o Systema Saturnium como um dos “Arautos da Ciência,” os 200 títulos mais significativos para o desenvolvimento da ciência e tecnologia da ocidental.

Metamorfoses

Este documento, conhecido como Ovídio Napolitano, pode certamente remontar à região de Puglia (Apúlia), no sul da Itália, onde provavelmente foi copiado no Mosteiro de San Benedetto di Bari. A obra é um testemunho da tradição manuscrita mais antiga relativa à Metamorfoses, um poema narrativo em latim do poeta romano do primeiro século, Ovídio, que foi popular na Europa na Idade Média. O códice inclui ilustrações em cores brilhantes que refletem os vários estilos que se mesclavam no sul da Itália no século XI sob a influência dos normandos, substituindo gradualmente as tradições árabes e longobardas mais antigas. São evidentes, também, as influências de Bizâncio e do Levante. O manuscrito é escrito em uma variante bari da escrita beneventana, a escrita nacional do sul da Itália entre 800 e 1200. Agora sob a custódia da Biblioteca Nacional de Nápoles, o códice pertenceu ao convento napolitano de San Giovanni a Carbonara.

História da expedição sob o comando dos capitães Lewis e Clark: Para as nascentes do Missouri e, de lá, atravessando as Montanhas Rochosas e seguindo abaixo o rio Columbia até o Oceano Pacífico

Este relato da Expedição de Lewis e Clark, publicado em 1814, baseia-se em diários detalhados escritos pelos Capitães Meriwether Lewis e William Clark, os líderes da expedição. O livro começa com "A vida do Capitão Lewis", escrito por Thomas Jefferson, que reproduz instruções detalhadas de Jefferson para Lewis quanto aos objetivos da expedição. "O objeto de sua missão é explorar o rio Missouri, e assim, suas principais correntesl, pois, através de seu curso e comunicação com as águas do Oceano Pacífico, seja Columbia, Oregan [sic],  Colorado, ou qualquer outro rio, pode oferecer a mais direta e praticável comunicação aqüífera de todo o continente, para fins de comércio. " A Companhia da Descoberta, com 29 homens, partiu de St. Louis em 14 de maio de 1804. Nos 28 meses seguintes, Lewis e Clark viajaram mais de 12.000 quilômetros por terras desconhecidas, habitadas por tribos indígenas. Por volta do final de 1804, tinham chegado à Grande Curvatura do rio Missouri. Em 1805, eles percorreram o Missouri, pelas Montanhas Rochosas e desceram o rio Columbia até o Oceano Pacífico. Após passar por um inverno tenebroso, os membros da expedição iniciaram sua longa viagem de regresso, finalmente chegando a Saint Louis, em 23 de setembro de 1806.

Mapa geral da cidade de Lisboa, 1785

Este mapa detalhado da capital portuguesa, Lisboa, é o trabalho do cartógrafo Franc D. Milient. Em 1755, Lisboa foi quase completamente destruída por um terremoto seguido de um maremoto. O ministro-chefe da época, Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), também conhecido como o primeiro Marquês de Pombal, decidiu demolir o que restara do centro da cidade e reconstruí-lo de acordo com ideias contemporâneas sobre planejamento urbano. A reconstrução pode ser vista neste mapa, que mostra a disposição sistemática do centro da cidade em uma grade. Carvalho e Melo testou, também, modelos arquitetônicos quanto à sua capacidade de resistir a terremotos e maremotos. Como resultado de suas políticas, os prédios reconstruídos no centro de Lisboa podem ser considerados os primeiros prédios à prova de abalos sísmicos do mundo.

Sibéria

Morgan Philips Price (1885-1973) foi um jornalista, fotógrafo, e político britânico que escreveu vários livros sobre a Rússia. Estudou ciências na Universidade de Cambridge. Em 1910, participou de uma expedição científica britânica para explorar as cabeceiras do rio Enesei na Sibéria central com dois amigos, o escritor, fotógrafo e cartógrafo Douglas Carruthers, e J.H. Miller, um zoólogo e caçador de animais de grande porte. Sibéria é o relato de Price sobre a expedição e suas viagens na estrada de ferro Trans-Siberiana, sua estada na cidade de Krasnoiarsk, e sua visita à cidade provincial siberiana de Minusinsk. O livro, publicado em 1914, é ilustrado com fotografias e mapas. Inclui capítulos sobre a história da colonização e da evolução social da Sibéria, as condições econômicas na Sibéria central e ocidental, bem como seu futuro econômico. O capítulo final é dedicado à Mongólia, também visitada por Price. A Mongólia havia sido uma província chinesa desde 1691, mas tornou-se um estado autônomo sob a proteção russa em 1912. Price era um entusiasta da Sibéria e de suas perspectivas econômicas, e via muitas semelhanças entre o seu desenvolvimento e o do Canadá. Porteriormente, ele escreveu sobre a Revolução Russa para o Manchester Guardian e atuou como membro do Parlamento.

África Austral: Perdê-la ou Governá-la; Incidentes e Experiências em Bechuanalândia, Colônia do Cabo, e Inglaterra

John Mackenzie (1835-1899) foi um missionário escocês enviado pela Sociedade Missionária de Londres à África do Sul em 1858. Ele viveu em Shoshong na atual Botswana, entre 1862-76. Mackenzie acreditava que os Ngwato e outros povos africanos com quem trabalhou estivessem ameaçados por piratas bôeres que invadiram seu território pelo sul, bem como por políticos, como Cecil Rhodes, que queriam ver extensos territórios ao norte anexados à Colônia do Cabo Britânica. Assim, ele começou uma campanha para o estabelecimento do que se tornou o Protetorado de Bechuanalândia para ser governado diretamente da Grã-Bretanha. África Austral: Perdê-la ou Governá-la é o relato de Mackenzie dos eventos que levaram ao estabelecimento do protetorado. Influenciado por Mackenzie, o governo britânico, em janeiro de 1885, decidiu enviar uma expedição militar à África do Sul para afirmar a soberania britânica sobre o território contestado. Sir Charles Warren (1840-1927) liderou uma força de 4.000 soldados imperiais em direção ao norte, a partir da Cidade do Cabo. Após fazer acordos com vários chefes africanos, Warren anunciou a criação do protetorado em março de 1885. Mackenzie acompanhou Warren, e o livro África Austral contém um relato detalhado da expedição. O livro, publicado em dois volumes, em 1887, e incluindo mapas, fotografias e ilustrações, continua a ser uma fonte importante sobre a história inicial do Botswana.