4 de outubro de 2012

Oceano Atlântico Norte: Folha Nordeste [parte]

Esta é uma das quatro cartas náuticas mantidas pela Biblioteca da Sociedade Geográfica Americana usada pelo aviador americano Charles Lindbergh (1902-74) para planejar seu histórico voo transatlântico. Lindbergh era um piloto do correio aéreo que, em 1926, soube do prêmio de US $ 25.000 para o primeiro voo sem escalas entre Nova York e Paris. Apoiado por um grupo de empresários em St. Louis, Missouri, Lindbergh construiu um avião especial, que batizou de The Spirit of St. Louis, em homenagem aos seus patrocinadores. Em 21-22 de maio de 1927, Lindbergh conseguiu o primeiro voo solo sem escalas através do Atlântico, cobrindo 5.790 quilômetros de Roosevelt Field, Nova York, a Le Bourget, Paris, em 33,5 horas. Este mapa mostra a medidas extremas que Lindbergh usou para tornar sua aeronave mais leve. A fim de eliminar de seu avião cada grama de peso desnecessário, Lindbergh foi tão ousado que cortou seções do mapa que ele não precisaria no voo. Lê-se nas anotações do mapa: "Parte não utilizada da carta para o voo de Nova York a Paris - 1927. C.A.L" e "Presente de Charles A. Lindbergh, 18 de dezembro de 1950."

Mapa de Fusos Horários Mundiais

Lê-se na anotação deste mapa: "Usado para estabeler a rota de voo de Nova York a Paris, San Diego, Califórnia, 1927 C.A.L." Charles Lindbergh (1902-74) foi o aviador americano que fez o primeiro vôo solo sem escalas atravessando o Oceano Atlântico, em 21-22 de maio de1927. Enquanto a empresa de aviação Ryan Airlines de San Diego, Califórnia, estava construindo seu avião, O espírito de St. Louis, Lindbergh estava ocupado obtendo as cartas náuticas e traçando o seu percurso. Em seu livro O espírito de St. Louis (1953), Lindbergh descreveu a compra de diversos mapas do Atlântico Norte em uma loja em San Pedro, incluindo este mapa de fusos horários mundiais: "O vendedor puxa duas folhas oblongas. Elas são projeções de Mercator e, sim, eu estou com sorte, eles se estendem para o interior ao máximo para incluir Nova York e Paris. Então, como se tropeçasse em uma pepita de ouro, eu vejo uma projeção gnomônica cobrindo ambos. . . . Fazendo uma busca ainda mais minunciosa, posso localizar um gráfico de fuso horário do mundo, um gráfico da variação magnética, e outros que mostram os ventos predominantes sobre o Atlântico para abril, maio e junho. Eu compro todos eles." Lindbergh planejou sua rota neste mapa de fuso horário em segmentos de 500 quilômetros de extensão que seguem a rota do grande círculo de Nova York a Paris. Ele não indicou o número de cartas compradas em San Pedro, mas parece que comprou os dois gráficos de projeção de Mercator, em que ele planejou o seu percurso pretendido em segmentos de 100 milhas e que foram efetivamente percorridos no voo.

16 de outubro de 2012

"Um feliz Ano Novo para nossos valentes soldados!" Você pode assegurar-se disso se ingressar agora

Este cartaz, criado e publicado no início de 1915 pela Johnson, Riddle & Company para a Comissão Parlamentar de Recrutamento do Reino Unido, mostra soldados britânicos marchando rumo à vitória na Primeira Guerra Mundial. Depois que a Grã-Bretanha declarou guerra contra a Alemanha, em 4 de agosto de 1914, cartazes como este foram utilizados para incentivar os homens a se alistar nas forças armadas. As imagens visuais otimistas prometiam vitória no novo ano se eles conseguissem arregimentar bastantes soldados. Nos primeiros meses do conflito, muitas pessoas na Grã-Bretanha acreditavam que a guerra terminaria até o Natal. Evidentemente, não foi o que aconteceu. No início de 1915, a Força Expedicionária Britânica ficou detida na frente ocidental na França em uma luta pesada. Em janeiro de 1916, o Parlamento aprovou a Lei do serviço militar, que começou a vigorar em 2 de março de 1916, introduzindo o serviço militar obrigatório e pondo fim à dependência de voluntários para o esforço de guerra da Grã-Bretanha. A lei previa o recrutamento de homens entre 18 e 41 anos de idade para servir no exército. Homens casados, viúvos com filhos ou que trabalhassem em determinadas profissões reservadas eram dispensados.

"A criança em sua porta" 400 mil órfãos famintos, sem nenhum amparo do Estado. Campanha para a arrecadação de 30 milhões de dólares

O American Committee for Armenian and Syrian Relief (Comitê norte-americano de auxílio à Armênia e à Síria) foi estabelecido em 1915 com a colaboração do Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a finalidade de oferecer ajuda humanitária aos armênios deportados de Anatólia para outras partes do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial. O parlamento otomano aprovou uma lei pela qual fundos privados arrecadados dos Estados Unidos poderiam ser distribuídos pela Embaixada norte-americana em Constantinopla aos armênios expatriados. O comitê, que arrecadou milhões de dólares em comícios e igrejas, publicou este cartaz em uma campanha de arrecadação de fundos em Baltimore, Maryland, em fevereiro de 1917. O cartaz mostra os 400 mil órfãos famintos e indica “sem nenhum amparo do Estado”, enfatizando a necessidade de contribuições voluntárias. O cartaz identifica a Armênia, a Grécia, a Síria e a Pérsia como regiões carentes. Após a Primeira Guerra Mundial, o American Committee for Armenian and Syrian Relief recebeu um alvará do Congresso dos Estados Unidos e alterou seu nome para American Committee for Relief in the Near East (Comitê norte-americano de auxílio ao Oriente Próximo). A organização responde por doações para 132 mil órfãos armenos em Tbilisi, Constantinopla, Beirute, Damasco, Jerusalém e outras localidades do Oriente Próximo.

"Os tempos estão difíceis e Vossa Majestade nos deixa sem ter o que fazer."

Este cartaz de propaganda americano da Primeira Guerra Mundial mostra um diabo acompanhado por dois diabos menores, dizendo ao Kaiser Wilhelm II da Alemanha que ele os estava deixando sem trabalho para fazer.À esquerda, vê-se a morada dos diabos, uma caverna com a abertura coberta de teias de aranha, sobre a qual há uma placa pendurada onde se lê: “Aluga-se”. Usando uma palavra da Bíblia Hebraica identificada com o Inferno, a caverna é chamada de “Apartamentos Geena”. O Kaiser tem uma espada sangrenta aparecendo por baixo da capa. Vê-se ainda o braço esquerdo do Kaiser, atrofiado por um defeito de nascença que ele sempre tentava esconder vestindo luvas brancas para que o braço parecesse mais longo. A ideia de que o Kaiser era o diabo personificado, um homem que provocara a guerra e fora responsável pelas supostas atrocidades cometidas pelos alemães, teve grande repercussão na propaganda britânica, francesa e, mais tarde, americana, voltada a incitar o engajamento popular na guerra. O cartaz fazia parte de uma série produzida por Barron Gift Collier (1873–1939), empresário da publicidade norte-americana que também desempenhou um papel importante no desenvolvimento do Estado da Flórida nos anos 1920 e 1930.

Kościuszko, Pułaski – eles lutaram pela liberdade nos Estados Unidos

Este cartaz em polonês, produzido no Brooklyn, Nova York, em 1917, pouco depois que os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, visava os muitos imigrantes de língua polonesa que moravam nos Estados Unidos na época. A mensagem seguinte menciona os nomes de dois poloneses:, “Kościuszko e Pułaski lutaram pela liberdade nos Estados Unidos. Você pode ajudar os Estados Unidos a lutar por liberdade na Polônia? Coma menos açúcar, trigo, carne e gorduras para que possamos apoiar nossos compatriotas enquanto lutam ao lado dos exércitos aliados”, menciona os nomes de dois poloneses. Tadeusz Kosciusko e Kazimierz Pulaski lutaram ao lado dos norte-americanos na Guerra da Independência dos Estados Unidos e este cartaz identifica tal causa com a da austeridade em apoio ao esforço de guerra dos EUA contra a Alemanha. O retrato é de Kosciusko, jovem oficial polonês lembrado principalmente por supervisionar a construção das fortificações na decisiva Batalha de Saratoga. O cartaz foi patrocinado pela Estados Unidos. Administração de Alimentos, órgão do governo instituído em agosto de 1917 pelo presidente Woodrow Wilson com a finalidade de garantir o fornecimento, a distribuição e a conservação de alimentos durante a guerra. O artista foi George John Illian, um profílico ilustrador que criou vários cartazes da Primeira Guerra Mundial.