16 de outubro de 2012

Prato em porcelana Imari com mapa do Japão

Este mapa é baseado em um dos mapas mais antigos, atribuídos ao monge Gyōki (668–749), que tentou descrever todo o país do Japão. O mapa Gyōki foi reproduzido durante séculos em mapas comerciais e usado em pratos de cerâmica. Várias versões desses pratos de mapas em porcelana Imari foram feitas no início do século XIX. O desenho altamente estilizado do mapa indica que a decoração em cerâmica não primava pela precisão. Junto com os nomes de províncias japonesas e sua localização relativa, o mapa mostra a Coreia, as Ilhas Ryukyu (incluindo Okinawa) e terras imaginárias como o “país das mulheres” no sul e a “terra dos pigmeus” no norte. O mapa não é desenhado em escala. O norte fica à direita e são mostradas as ilhas de Honshu, Shikoku e Kyushu. Embora Edo (Tóquio) tenha se tornado a capital oficial do Japão com o estabelecimento do xogunato Tokugawa em 1603, esta ilustração coloca Kyoto no centro, sinal da importância simbólica da antiga capital imperial.

Mapa grande do Japão

Este mapa do Japão é uma réplica de um mapa que foi publicado pela primeira vez em 1779 por Nagakubo Sekisui (1717–1801), o primeiro de seu tipo a incluir linhas de latitude e longitude. As medidas permitiam uma representação geográfica mais precisa do que os mapas figurativos ornamentados de antes. Ele foi um sucesso comercial e foi reimpresso e copiado várias vezes até a era Meiji (1868–1912). Este mapa inclui os principais pontos de interesse nas margens, como templos e santuários, castelos antigos e paisagens cênicas. Traz ainda as principais vias públicas e distâncias de rotas marítimas, bem como uma tabela de gun (distritos) na parte inferior direita. Cinco inserções relatam os vários grupos de ilhas do Japão.

Mapa do distrito de Bushū Toshima, Edo

Este trabalho é uma reimpressão de um mapa cadastral, originalmente produzido por volta de 1630–1631, que mostra a posse de terras no centro de Edo (Tóquio). O mapa original é considerado o mais antigo e preciso projeto da cidade a chegar aos nossos dias e várias reproduções dele foram feitas até o fim do período Edo (1603–1868). O mapa tem várias características marcantes, uma das quais é que todos os rótulos de texto são lidos na mesma direção, no estilo dos mapas modernos. Incluem-se ainda representações ilustratadas de áreas significativas, como o Castelo de Edo, o reservatório e os principais templos e santuários. O mapa está orientado com o norte em direção à direita superior. O quadro no lado esquerdo inferior é uma tabela indicando distâncias. A distância vertical é desproporcionalmente maior que a distância horizontal, fazendo com que algumas regiões ao norte do Castelo de Edo fiquem fora do mapa. Somente os bairros residenciais dos samurais e da população local nas imediações do castelo são mostrados. O Castelo de Edo foi construído em meados do século XV, e a cidade foi se formando em redor. Tokugawa Ieyasu (1543–1616), fundador do xogunato Tokugawa, e seus sucessores restauraram o castelo e desenvolveram a cidade de Edo.

Reprodução do mapa de Edo do período Chōroku, com adendos posteriores

Este mapa mostra vilas na província de Musashi que mais tarde viriam a crescer até se juntar, formando a cidade de Edo (atual Tóquio). O Castelo de Edo, construído em 1457, foi colocado no centro do mapa, que inclui santuários, nomes de vilas e um tameike (reservatório) construído em 1606, que secou por volta de 1877. Uma breve informação histórica sobre o surgimento da cidade é fornecida em letras vermelhas na parte inferior esquerda. O título do mapa infere que seu modelo se baseia em um mapa do período Chōroku (1457–1459), feito depois que o castelo foi construído e antes que a cidade estivesse totalmente estabelecida. Mapas semelhantes foram reimpressos em várias repetições, desde o século XVIII. No entanto, o mapa original não foi encontrado e não está claro se realmente foi desenhado algum original durante o período Chōroku. Este mapa pode ter sido uma visão retrospectiva do distrito, feita mais tarde como um retrato imaginário do nascimento da capital ou como um estudo da história do século XV. O mapa está orientado com o norte em direção à direita superior.

Mapa figurativo da estrada Tōkaidō

Este mapa figurativo retrata a estrada Tōkaidō, que ligava as cidades de Edo (Tóquio) e Kyoto. O Tōkaidō Bunken Ezu (Mapa em escala de Tōkaidō) original foi desenhado pelo xilógrafo Hishikawa Moronobu (1618–1694) em 1690, com base na topografia da estrada feita em 1651. Várias cópias deste mapa circularam, incluindo impressões em preto e branco e rolos grandes destinados a serem abertos em uma mesa durante a viagem. Esta versão é pintada com tinta e aquarela em dois rolos menores, sugerindo que ele fosse destinado a servir de guia prático para viajantes. As distâncias são representadas em uma escala precisa, mas as direções variam conforme a área e estão marcadas por rosas dos ventos. Incluem-se na descrição as principais cidades, “estações” onde os viajantes cansados podiam descansar ou alugar um cavalo, e informações sobre onde encontrar barcos. O mapa também traz locais de interesse, como tempos e santuários, paisagens cênicas e marcos arquitetônicos associados a eventos históricos e mitos locais. Mapas como este constituíam, a um só tempo, ferramentas práticas para viajantes e um reflexo de ideias comuns de conhecimento geográfico, histórico e mítico.

Mapa da defesa costeira

Em 1853, o comodoro Matthew C. Perry, da Marinha dos Estados Unidos, entrou no porto de Yokohama, próximo a Edo (Tóquio), com uma frota intimidante de navios de guerra a vapor. Seu objetivo era abrir as portas do Japão para o comércio depois de quase dois séculos de contato restrito com o mundo externo. A visita de Perry levou o xogunato Edo a reconsiderar, com os senhores feudais da região, a forma de proteção costeira, e ordenar a construção de fortes ao redor da atual Baía de Tóquio. Este mapa de okatame (defesa costeira) retrata o sistema de defesa como era em 1852 e fornece informações sobre os estrangeiros que chegaram desde então. O mapa quadriculado colado na parte inferior do mapa contém as insígnias hereditárias e emblemas condecorativos dos samurais (senhores feudais) incumbidos de proteger as regiões costeiras sob seu controle administrativo. O mapa é orientado com o norte apontando para o lado esquerdo inferior, posicionando a cidade capital de Edo no canto inferior esquerdo. O xogunato planejara construir inicialmente 11 fortes, mas conseguiu terminar apenas cinco. Os fortes e suas medidas também são mostrados no canto inferior esquerdo, entre as frotas estrangeiras e a capital.