História geral das coisas da Nova Espanha de Frei Bernardino de Sahagún: O Códice Florentino. Livro IV: A arte da adivinhação

Historia general de las cosas de nueva España (História geral das coisas da Nova Espanha) é um trabalho enciclopédico sobre o povo e a cultura da região central do México compilado por Frei Bernardino de Sahagún (1499–1590), um missionário franciscano que chegou ao México em 1529, oito anos após o término da conquista espanhola por Hernan Cortés. Normalmente mencionado como o Códice Florentino, o manuscrito consiste de 12 livros dedicados a diferentes tópicos. O Livro IV trata da arte da adivinhação, ou astrologia judicial, como praticada pelos astecas e, em especial, com o Tonalpohualli (calendário ritual). Os mesoamericanos usavam dois calendários, um solar e um ritual. O Xiuhpohualli (calendário solar) tinha um ciclo de 365 dias divididos em 18 meses de 20 dias cada, mais cinco dias considerados de mau agouro. O calendário ritual consistia de 260 dias e era formado pela associação de números de 1 a 13 com 20 signos diferentes. Uma tabela, usada principalmente por sacerdotes na adivinhação, encontra-se reproduzida com impressionantes detalhes nos fólios 329 (reto) e 329 (verso). Entre outras ilustrações no Livro IV, encontra-se uma imagem repulsiva de antropofagia, ou ritual de canibalismo, que era frequentemente praticado como parte do rito de sacrifício humano. Sahagún descreve o sacrifício em relação aos festivais de Xipe Tótec, o deus da primavera e da regeneração, e de Huitzilopochtli, o deus da guerra e do sol (fólio 268, reto). Prisioneiros eram levados ao templo de Huitzilopochtli, mortos, e sua carne consumida pelos notáveis. Por meio dessa prática, a força do inimigo era consumida e assumida por seus captores, em uma espécie de comunhão com o morto e com os deuses.

História geral das coisas da Nova Espanha de Frei Bernardino de Sahagún: O Códice Florentino. Livro V: Profecias e superstições

Historia general de las cosas de nueva España (História geral das coisas da Nova Espanha) é um trabalho enciclopédico sobre o povo e a cultura da região central do México compilado por Frei Bernardino de Sahagún (1499–1590), um missionário franciscano que chegou ao México em 1529, oito anos após o término da conquista espanhola por Hernan Cortés. Normalmente mencionado como o Códice Florentino, o manuscrito consiste de 12 livros dedicados a diferentes tópicos. O Livro V trata de profecias, augúrios e superstições. Assim como no Livro IV, sobre adivinhação, Sahagún cita antigas tradições nativas colhidas em questionários e interações com os anciãos nahua. O interesse permanente de Sahagún nesse assunto era acadêmico e etnográfico, mas fundamentalmente religioso em sua motivação. Ele acreditava que muitas das conversões ao cristianismo alegadas por sacerdotes católicos no México eram superficiais e mascaravam a fidelidade persistente às crenças pagãs. Como escreveu no prólogo do seu trabalho, os "pecados de idolatria e ritos idólatras, superstições e profecias, e superstições e cerimônias idólatras não desapareceram completamente. Para pregarmos contra essas coisas ou mesmo estarmos cientes da sua existência, precisamos nos familiarizar com a maneira como foram praticadas em épocas pagãs, [porque] por causa de nossa ignorância, eles [os indígenas] praticam muitas ações de idolatria sem que percebamos."

História geral das coisas da Nova Espanha de Frei Bernardino de Sahagún: O Códice Florentino. Livro VI: Retórica e filosofia moral

Historia general de las cosas de nueva España (História geral das coisas da Nova Espanha) é um trabalho enciclopédico sobre o povo e a cultura da região central do México compilado por Frei Bernardino de Sahagún (1499–1590), um missionário franciscano que chegou ao México em 1529, oito anos após o término da conquista espanhola por Hernan Cortés. Normalmente mencionado como o Códice Florentino, o manuscrito consiste de 12 livros dedicados a diferentes tópicos. O Livro VI trata da retórica e da filosofia moral. Contém textos que Sahagún reuniu por volta de 1547, no estágio inicial da pesquisa sobre a cultura indígena, a partir de recitações orais dos anciãos nahua. Conhecidos como Huehuetlahtolli (palavra antiga), esses textos incorporavam, de acordo com Sahagún, “a retórica, a filosofia moral e a teologia do povo mexicano, nas quais há muitas coisas curiosas exibindo a beleza da linguagem e outras muito delicadas relacionadas a virtudes morais”. Embora repudiasse a religião asteca, Sahagún ficou profundamente impressionado com a sabedoria e beleza dos textos antigos, e cita longamente, por exemplo, uma conversa de um pai nahua com uma filha que tinha chegado à idade da razão. Uma ilustração de pais aconselhando seus filhos encontra-se no fólio 80 (reto). Na encadernação original, o Livro VI era o início do segundo volume. Assim, abre com uma dedicatória a Rodrigo de Sequera, chefe do serviço de intendência da ordem franciscana e um grande admirador do trabalho de Sahagún. Uma dedicatória semelhante foi colocada originalmente no início do Livro I, mas foi arrancada mais tarde e sobrevive somente em uma cópia posterior do códice.

Vista do Departamento de Crianças de Cor da Casa de Refúgio

Esta gravura retrata os prédios do Departamento de Crianças de Cor da Casa de Refúgio na Filadélfia, incluindo os dormitórios das meninas, o refeitório e a sala de costura, a sala dos supervisores e a entrada principal, os dormitórios dos meninos e as salas de aula dos meninos. Um muro alto de tijolos circunda a parte traseira e as laterais do complexo de prédios e dois homens e um menino são vistos conversando em primeiro plano. A litografia compõe um par de ilustrações também impressas em tecido em 1858 e também usada como frontispício do Thirtieth Annual Report of the Board of Managers of the House of Refuge (30º Relatório Anual da Diretoria da Casa de Refúgio), sendo a outra “Vista do Departamento de Crianças Brancas da Casa de Refúgio”. , sendo a outra “Vista do Departamento de Crianças Brancas da Casa de Refúgio”. Fundada em 1828, o Abrigo foi a primeira instituição da Pensilvânia designada para recuperação e educação de jovens acusados de delinquência e oferecia uma alternativa à prisão. Esses prédios, localizados entre as Ruas Parrish e Brown entre as ruas 22ª e 24ª, foram inaugurados em 1850.

Instituto para Surdos e Mudos da Pensilvânia

Esta litografia mostra a vista externa da Instituição da Pensilvânia para surdos e mudos, localizada na esquina noroeste das ruas Broad e Pine na Filadélfia. Projetado pelo arquiteto John Haviland da Filadélfia, o prédio foi construído entre 1824 e 1826, logo após a fundação da escola. A ilustração foi criada pelo artista Albert Newsam (1809–1864) e foi usada como frontispício do relatório anual da diretoria da instituição do ano de 1850. Nascido surdo e mudo em Steubenville, Ohio, Newsam demonstrou ser uma promessa artística desde muito jovem. Aos 11 anos, foi levado para a Filadélfia por um homem que se fazia passar por um irmão surdo-mudo e pretendia explorar as habilidades artísticas do menino para seu próprio proveito. Newsam conseguiu um lugar seguro na Instituição para surdos e mudos, onde recebeu sua educação escolar. Em 1827, tornou-se um aprendiz na empresa de gravações de Cephas G. Childs, e em 1829 fornecia muitas das gravuras que Childs oferecia ao público. Mais famoso por seus retratos, Newsam tornou-se posteriormente o principal artista da empresa de Peter S. Duval.

Em comemoração ao grande desfile do Corpo de Bombeiros da Filadélfia, 16 de outubro de 1865

Esta gravura colorida comemora o grande desfile do Corpo de Bombeiros da Filadélfia em 16 de outubro de 1865 e é dedicada aos bombeiros da Filadélfia e seus "irmãos visitantes". O texto na parte inferior relaciona os corpos de bombeiros que participaram do desfile, principalmente da Pensilvânia, Nova Jersey e Nova York, mas alguns de locais mais distantes como Massachusetts e Distrito de Colúmbia. A gravura é baseada em uma ilustração de Francis H. Schell (1834–1909), um artista, ilustrador e litógrafo da Filadélfia, que depois trabalhou em Nova York no Frank Leslie’s Illustrated Newspaper como “artista especial”. O litógrafo foi James Queen (entre 1820 e 1886, aproximadamente), natural da Filadélfia, que foi aprendiz na empresa de Duval e Lehman em 1835 e que fazia a maior parte do seu trabalho para a empresa de P.S. Duval.

Vista do Departamento de Crianças Brancas da Casa de Refúgio

Esta gravura retrata os prédios do Departamento de Crianças Brancas da Casa de Refúgio na Filadélfia, incluindo os dormitórios das meninas (primeira e segunda classe), a sala de trabalho e de estar das meninas, as salas dos funcionários e a entrada principal, os dormitórios dos meninos e a oficina dos meninos. A litografia compõe um par de ilustrações também impressas em tecido em 1858 e também usada como frontispício do Thirtieth Annual Report of the Board of Managers of the House of Refuge (30º Relatório Anual da Diretoria da Casa de Refúgio), sendo a outra “Vista do Departamento de Crianças de Cor da Casa de Refúgio”. Fundada em 1828, a Casa de Refúgio foi a primeira instituição da Pensilvânia designada para recuperação e educação de jovens acusados de delinquência e oferecia uma alternativa à prisão. Esses prédios, localizados entre as Ruas Parrish e Brown entre as ruas 22ª e 24ª, foram inaugurados em 1850.

Cemitério Laurel Hill, Filadélfia

Na década de 1830, um grupo de influentes moradores da Filadélfia pretendia estabelecer um cemitério rural que fosse naturalista, sereno, exclusivo e refinado. Escolheram Laurel Hill, na Avenida Ridge, 3822, antiga propriedade do comerciante Joseph Sims, que tinha penhascos rochosos e vistas espetaculares e ficava a cerca de seis quilômetros do centro da cidade. O cemitério foi construído entre 1836 e 1839 com projetos do arquiteto e paisagista escocês John Notman. A vista mostra o portão principal. Um homem passa a cavalo pelo cemitério, no qual a capela funerária em estilo gótico pode ser vista ao fundo. O campo e árvores dominam o primeiro plano. A ilustração é de autoria de John Caspar Wild (entre 1804 e 1846, aproximadamente), um artista e litógrafo nascido na Suíça, que chegou à Filadélfia, vindo de Paris, em 1832. Ele produziu pinturas e gravuras da Filadélfia e de outras cidades americanas, incluindo Cincinnati, Saint Louis e Davenport, Iowa. Seu trabalho é um importante registro histórico dessas cidades antes da era da industrialização em grande escala e do rápido crescimento urbano.

Manayunk próximo à Filadélfia

Esta litografia mostra o povoado têxtil de Manayunk ao longo da margem leste do Rio Schuylkill, a noroeste da Filadélfia. A paisagem urbana inclui os moinhos de algodão de Joseph Ripka, construídos em 1831 e 1835, e que faziam parte de um dos maiores complexos têxteis dos Estados Unidos na época. Ao fundo está a ponte de pedágio Flat Rock, uma longa ponte coberta que existiu de 1810 a 1850. O fornecimento abundante de água de Manayunk e as boas ligações de transporte a tornaram importante no contexto da revolução industrial do país. O povoado foi incorporado à cidade da Filadélfia em 1854. A ilustração é de autoria de John Caspar Wild (entre 1804 e 1846, aproximadamente), um artista e litógrafo nascido na Suíça, que chegou à Filadélfia, vindo de Paris, em 1832. Ele produziu pinturas e gravuras da Filadélfia e de outras cidades americanas, incluindo Cincinnati, Saint Louis e Davenport, Iowa. Seu trabalho é um importante registro histórico dessas cidades antes da era da industrialização em grande escala e do rápido crescimento urbano.

Bolsa de valores dos comerciantes

Esta litografia mostra a vista do nordeste, a partir da interseção das ruas Dock, Third e Walnut na Filadélfia, da Bolsa de valores dos comerciantes. Construído entre 1832 e 1833 com projeto de William Strickland (1788–1854), o prédio da bolsa funcionava como centro comercial e financeiro e correio, e foi o primeiro grande prédio central da Filadélfia para a condução de negócios. Homens são vistos caminhando por ali e veículos de transporte puxados por cavalos chegam e estacionam na frente do prédio. Um pequeno trânsito de pedestres pode ser visto na rua e nas esquinas, incluindo as proximidades do escritório do Saturday Courier. A gravura também mostra trilhos de bonde elétrico em primeiro plano e outro veículo de transporte passando pelo Girard National Bank (antigamente chamado de First Bank of the United States) ao fundo. A ilustração é de autoria de John Caspar Wild (entre 1804 e 1846, aproximadamente), um artista e litógrafo nascido na Suíça, que chegou à Filadélfia, vindo de Paris, em 1832. Ele produziu pinturas e gravuras da Filadélfia e de outras cidades americanas, incluindo Cincinnati, Saint Louis e Davenport, Iowa. Seu trabalho é um importante registro histórico dessas cidades antes da era da industrialização em grande escala e do rápido crescimento urbano.