A enciclopédia da natureza de Farah

Este manuscrito persa contém o texto e as ilustrações suplementares de Faraḥ nāmah (A enciclopédia da natureza de Farah), também conhecido pelo título Ajayib al-dunya (Maravilhas do mundo). O trabalho é um tratado sobre história natural feito por al Muṭahhar ibn Muḥammad al Yazdi (prosperou por volta de 1184). O manuscrito foi copiado no século XVII, em escrita taliq grande, e é iluminado com ilustrações detalhadas e multicoloridas de animais, pássaros, plantas, rochas e humanos. Nos séculos XII a XIII, a pintura persa em miniatura estava se tornando um gênero de belas artes, e a representação da figura humana era permitida em países islâmicos em contextos leigos. Aqui, as imagens aparecem em cores brilhantes, em sua maioria em duas dimensões, mas, ocasionalmente, sugerem certa perspectiva. A distribuição bastante variada, com ilustrações grandes e pequenas em diferentes posições na página e, às vezes, invadindo o próximo quadro, garante grande vida ao trabalho. O manuscrito faz parte da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

A arte completa da medicina

Kitāb Kāmil al-ṣināʻah al-ṭibbīyah: al-maʻrūf bi-al-Malaki (A arte completa da medicina) é o único trabalho conhecido de Ali Ibn al Abbas al Majusi (falecido em 994), também conhecido por seu nome latinizado, Ali Abas. Al Majusi nasceu perto de Xiraz, na Pérsia (atual Irã), no início do século X. Pouco se sabe sobre seu passado, mas seu apelido, al Majusi, sugere que ele ou seu pai eram originalmente zoroastrianos. Ele estudou medicina e serviu ao rei Adud al-Dulwa (falecido em 983), para quem o Kitab Kamil é dedicado. O trabalho é composto por 20 tratados: dez sobre a teoria e dez sobre a prática da medicina. Al Majūsī é reconhecido por sua descrição precisa da pleurisia, sua compreensão sobre veias, artérias e do sistema circulatório; e por seu reconhecimento da importância da dieta, repouso e exercício físico na manutenção da saúde. Kitab Kamil foi parcialmente traduzido para o latim no início de 1089, e circulou amplamente pela Europa em manuscrito e, mais tarde, em edições impressas. O manuscrito foi copiado em uma escrita naskh clara pequena, com 29 linhas por página. O texto é escrito com linhas azuis e douradas. Os títulos e outras deixas, que aparecem abaixo do texto, estão em vermelho. Um índice precede o texto. A data no colofão, 841 A.H. (1437–1438 d.C.) é questionável, uma vez que foi adicionada ao final do texto, por outra pessoa. O manuscrito foi um presente de Harvey Cushing (1869–1939), um neurocirurgião formado em Yale, cuja coleção de livros médicos raros compõe uma parte essencial da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

Um compêndio de medicina

A autoria deste tratado médico sem título é desconhecida. A introdução indica que o trabalho é composto por quatro capítulos: 1) sobre os princípios básicos da classificação das ciências médicas; 2) sobre medicação e nutrição; 3) sobre doenças que infectam certas partes do corpo; e 4) sobre doenças que infectam outras partes do corpo. O texto principal está em árabe, e algumas notas estão em persa. É difícil datar o manuscrito, produzido em uma escrita nastaliq com nove linhas por páginas, uma vez que não há o colofão. Uma nota impressa, provavelmente recortada de um catálogo antigo, está presa na última página em branco, e diz: "Um manuscrito persa de excelente qualidade e não publicado sobre medicina com encadernação em couro vermelho do século XVII." Não é possível confirmar se o tratado, de fato, data do século XVII, ou se chegou a ser publicado. O manuscrito faz parte da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

O cânone da medicina

Abū ʿAlī al-Ḥusayn ibn ʿAbd Allāh ibn Sīnā (980–1037), normalmente conhecido pela versão latinizada de seu nome, Avicena, nasceu em Bucara, na Pérsia (atual Uzbequistão). Ele foi o mais famoso e influente dos muitos estudiosos, cientistas e filósofos islâmicos do mundo medieval. Ele foi um médico acima de tudo, mas foi também astrônomo, químico, geólogo, psicólogo, filósofo, lógico, matemático, físico e poeta. Seu Al-Qānūn fī al-ṭibb (O canône da medicina) tornou-se referência de autoridade sobre medicina na Idade Média, não somente no mundo islâmico, como também em traduções em latim, na Europa. Aqui, apresenta-se um manuscrito do canône completo, em cinco partes. O colofão indica que a cópia foi feita em 1006 A.H. (1597 d.C.) por Abd al-Karim al-Qutbi al-Hanafi. O manuscrito apresenta uma escrita em Naskh de tamanho médio. O texto é escrito a bico de pena, 39 linhas por página. Deixas e títulos estão em vermelho, azul e dourado. Duas folhas de notas em árabe e persa aparecem no final. O manuscrito foi um presente de Harvey Cushing (1869–1939), um neurocirurgião formado em Yale, cuja coleção de livros médicos raros compõe uma parte essencial da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

Um tesouro da medicina

Thābit ibn Qurrah al-Ḥarrānī (falecido em 901) nasceu em Harran, atual Turquia, e faleceu em Bagdá. Membro da seita religiosa Sabian, ele foi um astrônomo, médico, matemático e fluente em siríaco, árabe e grego. Kitāb al-Dhakhīrah fī ʻilm al-ṭibb (Um tesouro da medicina) contém 31 capítulos, começando com o tema higiene e terminando com relações sexuais. Este manuscrito foi copiado provavelmente no século XVI e está encadernado com a obra Sharḥ Urjūzat Ibn Sīnā fī al-ṭibb de Muḥammad ibn Aḥmad ibn Rushd (1126–1198), conhecido também pela versão em latim de seu nome, Averróis. Não há uma página de rosto. A obra em si é composta em escrita naskh média. Algumas correções interlineares e de margem estão presentes e palavras de ordem aparecem na parte inferior das páginas. O papel em branco escuro é brilhante e a aba de couro do livro encontra-se em estampa cega.O manuscrito foi um presente de Harvey Cushing (1869–1939), um neurocirurgião formado em Yale, cuja coleção de livros médicos raros compõe uma parte essencial da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

Sobre procedimentos anatômicos

O médico grego Galeno (Jālīnūs em árabe, por volta de 131-201) foi um dos maiores escritores médicos em tempos clássicos, e também um dos mais prolíficos. Ele nasceu em Pérgamo, atual Turquia, e passou grande parte de sua vida em Roma, onde promoveu as ideias de Hipócrates. Ele enfatizou a dissecação (de macacos e porcos), a observação clínica e o exame completo do paciente e seus sintomas. Ḥunayn ibn Isḥāq al-ʻIbādī (por volta de 809–873), um renomado tradutor de textos médicos gregos, traduziu a principal obra de Galeno, Sobre procedimentos anatômicos, do grego para o árabe sob o título Kitāb Jālīnūs fī 'amal al-tashrīh. Esta cópia da tradução pode datar do século XVI. A escrita aparece em naskh média e clara, em papel resistente e marrom claro com algum brilho. O manuscrito foi um presente de Harvey Cushing (1869–1939), um neurocirurgião formado em Yale, cuja coleção de livros médicos raros compõe uma parte essencial da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

Tabelas do corpo para tratamento

Entre 1050 e 1150, uma nova forma literária médica foi usada por diversos médicos que viviam em diferentes cidades no mundo árabe: o formato tabular. Um desses médicos era Yaḥyá ibn ʻĪsá ibn Jazlah, um cristão nascido em Bagdá, que se converteu o islamismo em 1074 e faleceu em Bagdá em 1100. Nesta obra, Taqwīm al-abdān fī tadbīr al-insān (Tabelas do corpo para tratamento), Ibn Jazlah divide as doenças em 44 categorias. Cada categoria é composta de oito doenças e cada doença é discutida em 12 colunas com os seguintes títulos: Nome da doença, humores, Idade, Estações, Países, Prognóstico, Causas, Sinais, Diaforese, Tratamento real, Tratamento simples e Observações. Este manuscrito foi copiado provavelmente no século XVI e encontra-se na maior parte em escritas naskh e nastaʻlīq médias e claras com thuluth larga nos cabeçalhos. Há 27 linhas por página em papel bege, o qual é levemente brilhante, a obra conta com encadernação em papelão. O manuscrito foi um presente de Harvey Cushing (1869–1939), um neurocirurgião formado em Yale, cuja coleção de livros médicos raros compõe uma parte essencial da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

O mar de pedras preciosas

Muḥammad ibn Yūsuf al-Harawī, que prosperou no final do século XV e início do século XVI era um médico e autor de no mínimo dois tratados médicos, incluindo este léxico Baḥr al-jawāhir (O mar de pedras preciosas). É um dicionário médico organizado em ordem alfabética que contém termos anatômicos e patológicos e conceitos e substâncias medicinais. O colofão indica a data de composição como 924 A.H. (1518 d.C.). Este manuscrito foi copiado em 1601 em escrita naskh clara média com certas rubricações. O manuscrito foi um presente de Harvey Cushing (1869–1939), um neurocirurgião formado em Yale, cuja coleção de livros médicos raros compõe uma parte essencial da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

O livro abrangente sobre a medicina

Um dos pioneiros na história da medicina, Abū Bakr Muḥammad ibn Zakarīyā al-Rāzī (também conhecido pela versão latinizada do seu nome, Rhazes ou Rasis, por volta de 865-por volta de 925) foi um polímata médico e filósofo muçulmano persa. Ele nasceu na cidade de Rey, perto da atual Teerã, no Irã e passou a maior parte de sua vida entre sua terra natal e Bagdá, a capital do califado abássida. Ele lecionou medicina e foi um importante médico em ambas as cidades. Ele fez grandes e duradouras contribuições nos campos da música, da medicina, da filosofia e da alquimia, além de ter sido o autor de mais de 200 livros e tratados. Kitāb al-Ḥāwī fi al-ṭibb (O livro abrangente sobre a medicina), também conhecido em latim como Continens Liber e em português como A vida virtuosa, é uma ampla enciclopédia médica. Ela contém notas sobre as doenças, terapia e a farmacologia, bem como anotações de al-Razi sobre suas leituras e observações clínicas. Esta cópia encontra-se em escrita naskh pequena e foi feita em cerca de 1674 pela ordem de Sulaymān I, xá do Irã (reinou entre 1666 e 1694), para seu médico chefe Muḥammad Riz̤ā Ḥakīm. A tinta vermelha é usada nas palavras de ordem e nos cabeçalhos, com títulos pequenos em azul e dourado em papel brilhante. O manuscrito foi um presente de Harvey Cushing (1869–1939), um neurocirurgião formado em Yale, cuja coleção de livros médicos raros compõe uma parte essencial da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.

Anatomia de Manṣūr

O médico persa Mansur ibn Muhammad ibn Ilyas, que prosperou por volta de 1384, veio de uma família de médicos e outros intelectuais que viviam na cidade de Shiraz, atual Irã. Tashrīḥ-i badan-i insān (A anatomia do corpo humano), normalmente conhecido como Tashrīḥ-i Manṣūrī (A anatomia de Manṣūr) é seu trabalho mais conhecido. Ele contém as primeiras ilustrações islâmicas restantes de todo o corpo humano. Elas incluem figuras em página cheia desenhadas com várias cores de tinta. O tratado é composto por uma introdução seguida por capítulos sobre ossos, nervos, músculos, veias e artérias. Um capítulo de conclusão trata de órgãos compostos, como o coração e o cérebro, e a formação do feto, além de incluir uma figura que representa o sistema arterial de uma mulher grávida. A obra é dedicada ao Sultão Pīr Muḥammad ibn ʻUmar ibn Tīmūr, governante da região de Fars da Pérsia por volta de 1393–1409 e neto de Timur, conhecido para os europeus como Tamerlão. Este manuscrito foi copiado em 1709 em escrita naskh de médio porte em papel marrom com as palavras de ordem e os cabeçalhos em vermelho. Há certa influência estilística indiana. O manuscrito foi um presente de John Farquhar Fulton e compõe parte da coleção Cushing de livros raros da Biblioteca Histórica Médica presente na Biblioteca Médica Harvey Cushing/John Hay Whitney, Universidade de Yale.