Descrição dos oito desfiles realizados durante os jogos na ocasião do batizado da Princesa Elisabeth de Hesse, 1596

Em 1596, o Landegrave Moritz de Hesse (1572–1632) comemorou o batizado de sua filha, Landegravina Elisabeth von Hessen-Kassel (1596–1625), com quatro dias de jogos, torneios e fogos de artifício luxuosos. Este manuscrito foi composto e executado por um desconhecido. Ele detalha os costumes das oito invenções (desfiles) que acompanharam o Ringelrennen (jogo de habilidades como uma variação posterior dos jogos de torneios medievais) central que ocorreu em 27 de agosto de 1596. Cada desfile apresenta um motivo mitológico ou alegórico, onde foram usadas 165 fantásticas fantasias ricamente detalhadas. Os oito desfiles apresentados foram: I. Jasão e Perseus; II. Sobre vícios; III. As quatro estações; IV. Os feitos de um verdadeiro príncipe; V. O sol e a lua; VI. O julgamento de Paris; VII. Sobre as sete artes liberais (artes liberales); e VIII. Sobre os quatro continentes. A seção dos continentes conta com elegantes personificações da América, África, Ásia e Europa.

Fragmentos de Décadas, por Flavius Blondus

Giovanni Marco Cinico de Parma escreveu e assinou este manuscrito para Alfonso II de Aragão, Rei de Napóles, em 1494. O texto é composto de fragmentos da obra Historiarum ab inclinatione Romanorum imperii decades (Décadas de história da deterioração do Império Romano) de Flavius Blondus, o nome em latim de Flavio Biondo (1392–1463). Biondo foi um historiador e arqueólogo do início da Renascença Italiana que escreveu diversos livros sobre a história de Roma. Os fragmentos foram compilados por Johannes Albinus (também chamado de Giovanni Albino), um amante da literatura antiga e um estadista, conselheiro de Fernando de Aragão, e historiador que faleceu em Roma por volta de 1496. O manuscrito ricamente ornamentado é especialmente memorável pelas iluminuras nas páginas de título que exibem, diante de uma estrutura arquitetônica, a vitoriosa Roma personificada como uma mulher na página de verso, próxima a uma personificação feminina dos inimigos derrotados por Roma na página direita, sentada próxima à sua armadura quebrada. O manuscrito contém iniciais ornamentais e douradas, além de bordas compostas de folhagem, vasos e pérolas. As decorações são atribuídas ao pintor napolitano Giovanni Todeschino (próspero entre 1482–1503), e sua alta qualidade é um exemplo da arte renascentista italiana.

Álbum de Qajar

Este pequeno álbum de Qajar, da época de Fath-Ali Shah Qajar (1772-1834; governou entre 1797 e 1834), combina arte caligráfica de várias épocas com ilustrações do início do século XIX de alta qualidade artística. Embora a descrição de pessoas seja padronizada e falte individualidade, o uso da perspectiva, especialmente no fundo, revela a influência europeia. Duas das miniaturas retratam herdeiros principescos trajando vestes caras. Duas outras páginas são dedicadas a um dos motivos mais populares da pintura de livros persa: o amor do rouxinol pela rosa, símbolo do amor abnegado e incondicional. A dinastia Qajar governou a Pérsia (atual Irã) entre 1785 e 1925. O artista faz referência à nova dinastia, retratando em um dourado delicado na margem superior de ambas as miniaturas o motivo do brasão de armas de Qajar: um leão em frente ao sol nascente. Isto sugere que as pinturas podem ter sido encomendadas por um membro da casa reinante. O álbum mais tarde foi adquirido pelo orientalista francês Barão Antoine Isaac Silvestre de Sacy (1758-1838) e, posteriormente, veio para a Biblioteca Estatal da Baviera como parte da biblioteca de Étienne Marc Quatremère (1782-1857), também um renomado orientalista francês.

Oito Livros Sobre Medicina

Sob a influência do humanismo italiano e de seu tutor e colecionador de livros János Vitez, o Arcebispo de Esztergon, Matias Corvinus da Hungria (1443-1490) desenvolveu uma paixão por livros e pela aprendizagem. Eleito rei da Hungria em 1458, aos 14 anos de idade, Mathias conquistou grande sucesso por suas batalhas contra os turcos otomanos e por seu patrocínio à aprendizagem e à ciência. Ele criou a Bibliotheca Corviniana, na época considerada como uma das melhores bibliotecas da Europa. Após sua morte, e especialmente após a conquista de Buda pelos turcos, em 1541, a biblioteca foi dispersa e grande parte da coleção foi destruída, com os volumes sobreviventes sendo espalhados por toda a Europa. Este códice, um dos oito manuscritos inicialmente na Biblioteca Corvinus e agora preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, contém o texto De medicina, do autor romano A. Cornelius Celsus. O texto original, composto durante o reinado do Imperador Tibério (14-37 DC), como parte de uma enciclopédia(Artes), foi frequentemente copiado na Idade Média. Após a morte de Corvinus, foi adquirido por Johann Jacob Fugger e veio, juntamente com a biblioteca deste, para a biblioteca da corte de Munique, dos duques da Baviera, em 1571. A Coleção Bibliotheca Corviniana foi inscrita no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 2005.

A Canção dos Nibelungos (Codex A)

O Nibelungenlied (A Canção dos Nibelungos) é o mais famoso poema heróico em médio-alto alemão. Conta a história de Siegfried, o matador de dragões, desde sua infância e seu casamento com Kriemhild, até seu assassinato pelo terrível Hagen e a vingança subsequente de Kriemhild, culminando na aniquilação dos burgúndios ou nibelungos, na corte dos hunos. Originalmente baseado em uma antiga tradição oral, o poema foi passado para escrita por volta do ano de 1200,ou logo após, provavelmente na corte de Wolfger von Erla, Bispo de Passau, de 1191 a 1204. Atualmente, é conhecido apenas nas versões que chegaram até a época atual, através de 37 manuscritos e fragmentos que datam dos séculos XIII ao XVI. No século XIX, o Nibelungenlied teve uma enorme influência como poema épico nacional alemão, como está refletida em numerosos trabalhos de arte visual e nos dramas musicais de Richard Wagner. O Codex A, que é preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, foi listado, junto com dois outros importantes manuscritos utilizados para estabelecer o texto (Códices B e C), no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 2009.

Um Livro Sobre a Natureza das Coisas. Questões Naturais em Sete Livros

Sob a influência do humanismo italiano e de seu tutor e colecionador de livros, János Vitez, o Arcebispo de Esztergon, Matias Corvinus da Hungria (1443-1490) desenvolveu uma paixão por livros e pela aprendizagem. Eleito rei da Hungria em 1458, aos 14 anos de idade, Mathias conquistou grande sucesso por suas batalhas contra os turcos otomanos e por seu patrocínio à aprendizagem e à ciência. Ele criou a Bibliotheca Corviniana, na época considerada como uma das melhores bibliotecas da Europa. Após sua morte, e especialmente após a conquista de Buda pelos turcos, em 1541, a biblioteca foi dispersa e grande parte da coleção foi destruída, com os volumes sobreviventes sendo espalhados por toda a Europa. Este códice, um dos oito manuscritos inicialmente na Biblioteca Corvinus e agora preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, contém o pequeno tratado De natura rerum , composto pelo Venerável Bede, o famoso acadêmico e monge anglo-saxão, no início do século VIII. O texto, copiado na última década do século XV, está encadernado junto a outro tratado sobre assunto semelhante, as Naturales quaestiones, do estadista e filósofo romano L. Annaeus Seneca (falecido em 65 DC). O texto aparece em escrita de livro humanista e é ricamente iluminado, trazendo tanto a coroa de Corvinus quanto a do seu sucessor, Wladislav II. A Coleção Bibliotheca Corviniana foi inscrita no programa Mémoria do Mundo, da UNESCO, em 2005.

Livros 1–5 das Histórias

Sob a influência do humanismo italiano e de seu tutor e colecionador de livros, János Vitez, o Arcebispo de Esztergon, Matias Corvinus da Hungria (1443-1490) desenvolveu uma paixão por livros e pela aprendizagem. Eleito rei da Hungria em 1458, aos 14 anos de idade, Mathias conquistou grande sucesso por suas batalhas contra os turcos otomanos e por seu patrocínio à aprendizagem e à ciência. Ele criou a Bibliotheca Corviniana, uma das melhores bibliotecas da Europa na época. Após sua morte, e especialmente após a conquista de Buda pelos turcos, em 1541, a biblioteca foi dispersa e grande parte da coleção foi destruída, com os volumes sobreviventes sendo espalhados por toda a Europa. Este códice, um dos oito manuscritos inicialmente na Biblioteca Corvinus e agora preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, contém uma tradução em latim do De bello Gothicorum (Sobre a Guerra Gótica). O texto é um relato dos anos de 552 a 559, pelo autor grego Agathias (século VI DC); a tradução é de Cristoforo Persona (1416-1485), o prefeito da Biblioteca do Vaticano, de 1484 em diante. O texto em latim aparece em escrita de livro humanista, ricamente iluminado por Joachinus de Gigantibus, e é dedicado, por Persona, a Corvinus. A Coleção da Bibliotheca Corviniana foi inscrita no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 2005.

Discursos

Sob a influência do humanismo italiano e de seu tutor e colecionador de livros János Vitez, Arcebispo de Esztergom, Matias Corvinus I da Hungria (1443-1490) desenvolveu uma paixão por livros e pela aprendizagem. Eleito rei da Hungria em 1458, aos 14 anos de idade, Mathias conquistou grande sucesso por suas batalhas contra os turcos otomanos e por seu patrocínio à aprendizagem e à ciência. Ele criou a Bibliotheca Corviniana, na época considerada como uma das melhores bibliotecas da Europa. Após sua morte, e especialmente após a conquista de Buda pelos turcos, em 1541, a biblioteca foi dispersa e grande parte da coleção foi destruída, com os volumes sobreviventes sendo espalhados por toda a Europa. Este códice, um dos oito manuscritos inicialmente na Biblioteca Corvinus e agora preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, contém vários discursos e cartas de Ésquines e Demóstenes, entre os quais o mais brilhante discurso de Demóstenes, "A Oração da Coroa" ("On the Crown"), na tradução do humanista Leonardo Bruni de Arezzo (1370? -1444), que também contribuiu com um prefácio dirigido a Niccolò Medici. O livro, que traz o brasão de armas de Corvinus, pode ter sido propriedade, inicialmente, de Vitéz. Após a morte de Corvinus, foi adquirido por Johann Jacob Fugger e veio, juntamente com a biblioteca deste, para a biblioteca da corte de Munique, dos duques da Baviera, em 1571. A Coleção Bibliotheca Corviniana foi inscrita no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 2005.

A História de Bolonha em Quatro Livros. Poemas para Galeatius Marescottus

Sob a influência do humanismo italiano e de seu tutor e colecionador de livros János Vitez, o Arcebispo de Esztergon, Matias Corvinus da Hungria (1443-1490) desenvolveu uma paixão por livros e pela aprendizagem. Eleito rei da Hungria em 1458, aos 14 anos de idade, Mathias conquistou grande sucesso por suas batalhas contra os turcos otomanos e por seu patrocínio à aprendizagem e à ciência. Ele criou a Bibliotheca Corviniana, na época considerada como uma das melhores bibliotecas da Europa. Após sua morte, e especialmente após a conquista de Buda pelos turcos, em 1541, a biblioteca foi dispersa e grande parte da coleção foi destruída, com os volumes sobreviventes sendo espalhados por toda a Europa. Este códice, um dos oito manuscritos inicialmente na Biblioteca Corvinus e agora preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, contém um texto produzido em Ferrara, Itália, em 1460. Sua encadernação, feita em Buda, onde o rei tinha instituído sua própria oficina, é decorada com as armas reais. A encadernação reflete uma mistura de estilo gótico local e elementos de inspiração orientais do renascimento italiano, baseada em modelos orientais que presume-se terem-se originado no norte da África, particularmente no Egito. O volume, acredita-se, era para ter sido apresentado por Georg Hörmann, que estava a serviço da família Fugger, para Johann Jacob Fugger, com cuja biblioteca veio à biblioteca da corte de Munique dos duques da Baviera em 1571. A Coleção Bibliotheca Corviniana foi inscrita no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 2005.

Carta a Filócrates

Sob a influência do humanismo italiano e de seu tutor e colecionador de livros János Vitez, o Arcebispo de Esztergon, Matias Corvinus da Hungria (1443-1490) desenvolveu uma paixão por livros e pela aprendizagem. Eleito rei da Hungria em 1458, aos 14 anos de idade, Mathias conquistou grande sucesso por suas batalhas contra os turcos otomanos e por seu patrocínio à aprendizagem e à ciência. Ele criou a Bibliotheca Corviniana, na época considerada como uma das melhores bibliotecas da Europa. Após sua morte, e especialmente após a conquista de Buda pelos turcos, em 1541, a biblioteca foi dispersa e grande parte da coleção foi destruída, com os volumes sobreviventes sendo espalhados por toda a Europa. Este códice, um dos oito manuscritos inicialmente na Biblioteca Corvinus e agora preservado na Biblioteca Estatal da Baviera, contém um texto que narra, sob a forma de carta, a lendária história das origens da tradução grega do Pentateuco. Escrito por Aristeas, pseudônimo de um judeu anônimo de Alexandria, o texto foi traduzido por Mattia Palmieri (1423-1583), humanista, político e secretário da Santa Sé, que também compôs um prefácio dirigido ao Papa Paulo II. O manuscrito traz o timbre de Mathias Corvinus e o retrato de Ptolomeu II, que dizem ter encomendado a tradução do Pentateuco em grego. A Coleção Bibliotheca Corviniana foi inscrita no programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 2005.