2 de outubro de 2012

Sermões

Este trabalho é parte de uma coleção de sermões pelo "monge" jesuíta Bulus (Paul) al-Sanīrī (falecido em 1691), como ele é chamado aqui. Ele foi feito em uma escrita cuidadosa e completamente rubricada. Além do uso regular de rúbricas nos títulos das seções, as citações da Bíblia aparecem em vermelho, com as referências exatas dos versos indicadas na margem também em vermelho. Páginas iniciais e finais do volume apresentam alguns danos por água. O manuscrito pertenceu ao Monastério dos Santos Cipriano e Justina de Kfifan, no Líbano.

Ofício diário

Este manuscrito litúrgico é o ofício diário (Šḥimto) dos Maronitas, parte em siríaco, mas com algumas orações em Garshuni (árabe em letras siríacas). Cada página apresenta o texto dentro de uma margem em tinta vermelha. No final do manuscrito, vê-se que a tinta escorreu em vários lugares e partes de alguns fólios estão faltando (por exemplo, fólio 144 verso). A Igreja Maronita é uma Igreja Católica Oriental em comunhão com a Santa Sé em Roma. Centrada no Líbano, a igreja adquiriu este nome de São Maron (facelido em 410), um monge sírio cujos seguidores construiram um monastério em sua homenagem e, que se tornou o núcleo da Igreja Maronita.

Gramática siríaca

Este manuscrito, danificado por traça de livros e com alguns fólios faltando no final, é uma gramática de siríaco escrita em garshuni (árabe em letras siríacas). Há um índice, após o qual o texto é escrito em duas colunas. A tinta vermelha sumiu um pouco e não é tão clara como a tinta preta. Os títulos das seções são fornecidos tanto em siríaco quanto em árabe. O siríaco é um dialeto oriental do aramáico, o qual era falado por cristãos nas terras entre o Império Romano e o Mar Árabe do século I até o XII. A escrita garshuni entrou em uso depois que o árabe tornou-se o idioma mais falado nas terras do Crescente Fértil antes que uma forma escrita do árabe fosse desenvolvida. Ela ainda está em uso em algumas congregações siríaco-cristãs.

Gramática siríaca

Este trabalho é uma gramática de siríaco escrita em garshuni (árabe em letras siríacas). As palavras e expressões siríacas são parcialmente vocalizadas, e os títulos de seções são em árabe e siríaco. No colofão, o trabalho é chamado de um musawwada (rascunho) e há várias correções e anotações ao texto. Ele foi o primeiro criado no Monastério dos Santos Cipriano e Justina de Kfifan, no Líbano; mais tarde, pertenceu ao Mosteiro de Santo Antônio de Qozhaya, no norte do Líbano. O siríaco é um dialeto oriental do aramáico, o qual era falado por cristãos nas terras entre o Império Romano e o Mar Árabe do século I até o XII. A escrita garshuni entrou em uso depois que o árabe tornou-se o idioma mais falado nas terras do Crescente Fértil antes que uma forma escrita do árabe fosse desenvolvida. Ela ainda está em uso em algumas congregações siríaco-cristãs.

Investigações gramaticais

Este manuscrito claramente escrito, datado de 1857, é um trabalho sobre questões gramaticais por Gabriel Germano, ou Jirmānūs, Farhat (cerca de 1670-1732), metropolitano de Aleppo e fundador da Ordem Libanesa Maronita. Documentos sinodais maronitas do século XVI refletem um padrão fraco de árabe e muitas vezes são intercalados com siríaco. O metropolitano Farhat foi um escritor da língua árabe correta e elegante e um precursor da iniciativa maronita no renascimento árabe do século XIX. A obra foi escrita em 1705 e impressa em 1836 na gráfica americana protestante em Malta, embora também tenha continuado a ser copiado à mão. Ele é dividido em buḥū (singular baḥṯ), que significa examinações, e maṭālib (singular maṭlab), que significa problemas. Cada problema é um parágrafo curto em determinado tópico gramatical. O trabalho foi muito popular, como atesta o grande número de manuscritos existentes, tanto em coleções orientais quanto europeias.

Manhattan no Rio Norte

Joan Vinckeboons (1617-1670) foi um cartógrafo e gravador holandês nascido em uma família de artistas de origem flamenga. Ele foi empregado pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais e por mais de 30 anos produziu mapas para utilização pela marinha mercantil e militar holandesa. Ele foi parceiro de negócios de Joan Blaeu, um dos mais importantes editores de mapas e atlas até então. Vinckeboons desenhou uma série de 200 mapas manuscritos que foram usados na produção de atlas, incluindo o Atlas Maior de Blaeu. Este mapa de 1639 em bico de pena e aquarela mostra ilha de Manhattan como descoberta cerca de 25 anos após a criação do assentamento holandês de comércio de peles conhecido como Nova Amsterdã (atual Nova York). Também são mostrados Staten Island, Coney Island e o Rio Norte (Rio Hudson). O índice numerado no canto inferior direito indica os nomes de fazendas e construções e seus proprietários. As letras no índice indicam os locais do Fort Amsterdam, três moinhos e o bairro escravo do assentamento. O mapa já fez parte de um atlas manuscrito que pertencia à empresa holandesa de Gerard van Keulen Hulst, que publicou atlas marítimos e manuais de navegação por mais de dois séculos. Com o fim da empresa, o atlas foi adquirido e fragmentado pelo revendedor de livros de Amsterdã Frederik Muller, que em 1887 vendeu 13 mapas do atlas atribuídos a Vinckeboons ao colecionador e bibliógrafo Henry Harrisse. Este mapa é parte da Coleção Henry Harrisse da Biblioteca do Congresso.