23 de janeiro de 2012

Hayward, Califórnia, Duas Crianças da Família Mochida, que com seus pais, estão à espera de evacuação

Em 1942, um Decreto Executivo 906 ordenava a remoção de 110 mil civis de origem Japonesa, inclusive 71 mil cidadãos Americanos, do oeste dos Estados Unidos para a colocação em campos de internamento. Os desalojados eram colocados sob suspeita, embora sem provas, de serem apoiadores potenciais do Japão, com o qual os Estados Unidos estava então em guerra. Esta fotografia tirada pela famosa fotógrafa Dorothea Lange (1895-1965) para a agência do governo conhecida como a Autoridade de Deslocações na Guerra, mostra uma família esperando para ser levada embora. As anotações de Lange na fotografia destacam: "Membros da família Mochida aguardando pelo ônibus da evacuação. As etiquetas de identificação eram usadas para ajudar a manter intacta a unidade da família durante todas as fases da evacuação. Mochida operava uma enfermaria e cinco estufas num local de dois acres na Eden Township."

Vista Mostrando Laranjas Sendo Colhidas nos Pomares

Esta imagem, feita por Charles "Chuck" Barron, fotógrafo sediado em Tallahassee, em meados do século XX, mostra a colheita de laranjas, em um pomar maduro, sendo feita manualmente. Barron trabalhou como fotógrafo freelance e também como funcionário do estado da Flórida. Árvores e arbustos cítricos são originários da Ásia Oriental, mas foram introduzidas na Flórida pelos espanhóis, no final do século XVI. Quando os Estados Unidos adquiriram a Flórida em 1821, pomares extensos de laranjeiras selvagens podiam ser encontrados em várias partes do território da Flórida, alguns dos quais foram domesticados pelos colonos americanos. O desenvolvimento de uma grande indústria cítrica na Flórida data das décadas de 1870 e 1880, com a construção das ferrovias, que eram adequadas para o transporte de produtos perecíveis para o mercado. A indústria cítrica atraiu trabalhadores de todo os Estados Unidos para as colheitas anuais. Durante a Grande Depressão, trabalhadores desamparados se deslocavam para a Flórida aos milhares, para trabalhar nos campos e pomares.

Ensolarada Califórnia

Durante a Grande Depressão dos anos 1930, os trabalhadores agrícolas fugiram das condições do Dust Bowl nas Grandes Planícies em busca de emprego no Oeste Americano. Muitas destas pessoas finalmente acharem seu caminho para os campos de trabalho imigrante na Califórnia central que havia sido criado, sob o New Deal do presidente Franklin D. Roosevelt New Deal, pela Administração FSA (Farm Security Administration). Nesta música, a Sra. Mary Sullivan conta como ela saiu do Texas, viajando por toda a Arizona e Novo México em busca de trabalho e, após ter sobrevivdo à catastrofe e enchente de Março de 1938 de Colton, na Califórnia, e acabou encontrando abrigo e trabalho num acampamento FSA no Vale de San Joaquin. A canção foi gravada por Charles Todd e Robert Sonkin, ambos do Colégio Cidade de Nova Iorque, que em 1940-41 levou equipamento de gravação fornecido pelo Arquivo de Canções Folclóricas Americanas para a Califórnia, onde documentaram as canções, histórias, e narrativas pessoais das experiências vividas pelos refugiados de Dust Bowl que habitavam os acampamentos.

O missal de Kiev

O Missal de Kiev, que data da segunda metade do século X, é geralmente considerado o manuscrito mais antigo em eslavo eclesiástico com um texto coerente. O manuscrito é um texto de sete fólios escrito no alfabeto glagólico que contém partes de um missal do rito romano (Sacramentarium), um livro de textos utilizado por um padre durante a missa. Escrito por três diferentes mãos, inclui a leitura da Epístola aos Romanos pelo apóstolo Paulo (capítulo XIII, versículos 11-14 e capítulo XIV, versículos 1-4), uma oração dedicada à Virgem Santa da Anunciação e várias orações da missa. O missal é um dos mais antigos documentos escritos na língua eslava antiga, e possui um enorme valor estético e linguístico para a cultura mundial. O manuscrito foi doado à Escola de Teologia de Kiev em 1872 pelo arquimandrita Antonin Kapustin, o líder da Missão Eclesiástica Russa Ortodoxa em Jerusalém e um ex-aluno da escola. Kapustin teria encontrado as folhas no Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai. A capa do manuscrito contém a inscrição de Padre Antonin: “Para a biblioteca da Escola de Teologia de Kiev. Jerusalém. 1872.” A maior parte do texto do missal está escrito em preto, indicando que os textos devem ser pronunciados. As passagens escritas em vermelho são instruções ao sacerdote sobre a condução da missa.

A Cidade, Luxemburgo

Esta impressão fotocrômica da cidade de Luxemburgo, capital do Grão-Ducado de Luxemburgo, é parte de "Vistas Panorâmicas da Cidade do Luxemburgo", do catálogo da Detroit Publishing Company (1905). De acordo com a Bélgica e Holanda, incluindo o Grão-Ducado de Luxemburgo (1905),de Baedeker, na época em que esta fotografia foi tirada a cidade tinha uma população de 21.000 habitantes. "A localização da cidade é peculiar e pitoresca. . . . A vista da cidade, com sua variedade de montanhas e vales, jardins e rochas, grupos de árvores e viadutos enormes, é particularmente impressionante. . . . "A ponte, na fotografia, é o Viaduto Passerelle, uma estrutura abobadada de 44 metros de altura e 308 metros de comprimento, que foi construída em 1859-61 sobre o rio Pétrusse e o vale do mesmo nome. Baedeker o chamou de *viaduto imponente. . . [que] oferece uma vista esplêndida".

Kobzar

Tarás Chevtchenko (1814-1861) foi um artista e escritor ucraniano. Ele é considerado o maior poeta da Ucrânia e o fundador da literatura moderna ucraniana. Ele nasceu em uma família de servos, no povoado de Morentsi, na atual Ucrânia, então parte do Império Russo. Órfão em tenra idade, estudou pintura com artistas locais emblemáticos. Ele aprendeu a ler e a escrever, e se mudou com seu mestre para Vilnius e depois para São Petersburgo, onde foi autorizado a estudar arte. Com a ajuda de homens influentes que reconheceram seu talento, ele ganhou a liberdade em 1838. Começou a escrever poesia, e, em 1840, publicou Kobzar, sua primeira coletânea poética. O título refere-se aos poetas antigos ucranianos que viajavam pelo interior do país cantando poemas épicos, muitas vezes tocando um instrumento de cordas, o kobza. O livro alcançou um lugar de destaque na herança espiritual do povo ucraniano, e o próprio Chevtchenko chegou a ser chamado de “Kobzar.” Na imagem vê-se a modesta primeira edição de 1840, a mais rara das muitas edições e reedições do Kobzar. Uma folha inserida contém um desenho do Kobzar feito por V.I. Sternberg. A coleção contém oito poemas ou baladas: “Dumy, moi Dumy” (Dedicação), “Perebendya,” “Kateryna” (Katerina), “Topolya” (O choupo), “Dumka,” “Do Osnovyanenka” (Para Osnovianenko), “Ivan Pidkova,” e “Tarasova Nich” (A noite de Tarás).