30 de janeiro de 2012

O livro das compilações

Abu Nasr Muhammad al-Farabi (também conhecido pelo seu nome latinizado de Alfarábi, por volta de 870-950 d.C.) foi um filósofo e cientista muçulmano, que também tinha interesses em filosofia política, lógica, cosmologia, música e psicologia. Embora sua origem não esteja confirmada, é geralmente aceito que Alfarábi era de origem persa e que ele nasceu ou em Faryab, no atual Afeganistão, ou em Farab, no atual Cazaquistão. Ele foi chamado de “Segundo Professor”, uma referência respeitosa sugerindo que ele era a incomparável filosofia de Aristóteles. Aqui é mostrado o Kitab Al-majmu' (Livro das compilações), que descreve as posições filosóficas de Alfarábi e reflete os seus estudos meticulosos da filosofia antiga. Ele é composto por oito tratados que abordam as filosofias grega (Platão e Aristóteles) e islâmica, além do misticismo islâmico. Acredita-se que esta obra de Alfarábi ajudou Ibn Sina (Avicena, 980-1037) a dominar a metafísica de Aristóteles.

Livro sobre a alma

Abu Bakr Muhammad ibn Yahya ibn al-Sayigh, mais conhecido como Ibn Bajjah ou pelo seu nome latinizado de Avempace (por volta de 1095–1138 d.C.), foi um polímata muçulmano andaluz, que nasceu em Saragoça, Espanha, e morreu em Fes, Marrocos. Ele também foi um político e serviu como um vizir (ministro) para os almorávidas, os governantes islâmicos do sul da Espanha e do norte da África por volta de 1062-1150. Ibn Bajjah é mais conhecido por ser o primeiro comentarista de Aristóteles na Espanha e é um dos primeiros representantes conhecidos da tradição filosófica aristotélica-neoplatônica árabe espanhola. Ele escreveu extensivamente sobre uma vasta gama de tópicos, incluindo lógica, astronomia, filosofia, música, botânica, medicina, psicologia e poesia. Kitab al-Nafs (Livro sobre a alma) é um tratado filosófico focado em psicologia e princípios da lógica e da razão. Embora o tratado estabeleça paralelismos com, e é frequentemente comparado ao De Anima (Livro sobre a alma) de Aristóteles, não é um comentário explícito sobre essa obra. Ibn Bajjah foi uma influência sobre Ibn Rushd (também chamado pelo nome latinizado de Averróis, 1126-1198 d.C.), o filósofo andaluz conhecido como “o comentarista de Aristóteles”.

Vidas dos médicos

Muaffaq addin-Abu Al-Abbas Ahmad Ibn Al-Qasim Ibn Al-Khalifa Khazraji, mais conhecido como Ibn Abi Usaibia (morto por volta de 1269 d.C.), foi um médico e historiador árabe, que nasceu em Damasco, Síria. Filho de um oftalmologista, ele estudou medicina na Síria, assim como no Egito. Uyūn ul-Anbā fī Ṭabaqāt ul-Aṭibbā (Vidas dos médicos) é uma enciclopédia, contendo biografias de médicos gregos, romanos, indianos e muçulmanos famosos desde os tempos antigos até por volta de 1245 d.C. A obra está dividida em 15 capítulos, o primeiro dos quais é um tratado geral da profissão médica. Ibn Abi Usaibia lista algumas das qualidades morais necessárias aos médicos, tais como total discrição, inteligência, padrões éticos pessoais sólidos e assim por diante. Os capítulos restantes do livro identificam e classificam os médicos, como o polímata persa Muhammad Zakariya ibn al-Razi (comumente conhecido como Rhazes) e os filósofos não essencialmente considerados médicos, como Aristóteles e Pitágoras.

Rubaiyat de Omar Khayyam

Ghiyath al-Din Abu'l-Fath Umar ibn Ibrahim al-Nisaburi al-Khayyami, mais conhecido como Omar Khayyam (1048-1131 d.C.), foi um matemático, astrônomo, filósofo e poeta muçulmano persa, cujos interesses também incluíam a música, a mecânica e a geografia. Ele nasceu e morreu em Nishapur, Irã, onde lecionou as teorias filosóficas de Ibn Sina (também conhecido como Avicena, 980-1037), entre outras disciplinas. Apesar de Khayyam ser conhecido principalmente como poeta pelas gerações posteriores, suas obras sobre álgebra, matemática e reforma do calendário foram de grande importância. Khayyam é conhecido por seus rubaiyat (quartetos), que são estrofes de duas linhas formadas por duas partes. O termo “rubaiyat” é derivado da raiz árabe da palavra “quatro”. Aqui é mostrada uma coleção de quartetos de Khayyam, a interpretação da qual tem sido uma questão controversa. Enquanto alguns vêem a obra como um chamado para desfrutar e celebrar a vida, outros a consideram em um contexto místico. Outros ainda afirmam que reforça o pessimismo e o niilismo. Essas interpretações foram muito influenciadas pelas diferentes traduções da coleção. O número exato de quartetos de Khayyam é desconhecido, já que muitos podem ter sido adicionados à coleção original por poetas de uma geração posterior. Ainda assim, entre 1.200 e 2.000 quartetos foram atribuídos a Omar Khayyam.

O método da medicina

Abu al-Qasim Khalaf ibn al-Abbas al-Zahrawi (também conhecido pelo seu nome latinizado Albucasis, por volta de 936-1013 d.C.) era um cirurgião muçulmano andaluz, que nasceu em Zahra (hoje conhecida como Medina Al-Azhara), perto de Córdova, Espanha. Ele é considerado por alguns como o pai da cirurgia moderna e é mais conhecido por sua enciclopédia médica Al-tasreef liman ajiza an al-taaleef (O método da medicina). Esta obra tornou-se um texto padrão na Europa durante cinco séculos sob o seu título latino, Liber Alsaharavi de cirugia, após ter sido traduzido do árabe em meados do século XII pelo falecido Gerardo de Cremona. A enciclopédia é composta de 30 capítulos ou tratados, que abrangem temas como a relação médico-paciente, várias áreas de especialização em medicina, a nutrição, a ligação entre dieta e doenças, o diagnóstico pelo exame, a farmacologia e a classificação das doenças e seus sintomas. A última seção trata da cirurgia e, nela, al-Zahrawi argumenta que o cirurgião necessita ter conhecimento de todas as outras áreas médicas antes de operar. O livro também contém diagramas e ilustrações das ferramentas médicas e odontológicas que al-Zahrawi usava, algumas das quais ele mesmo criou.

31 de janeiro de 2012

Resumos sobre a fisionomia de cavalos

Este é um manuscrito em dois volumes de autoria desconhecida. O material originário de uma grande variedade de obras sobre cavalos data de épocas remotas. Ele registra com grande detalhe as formas dos cavalos, que eram frequentemente usadas para julgar a qualidade desse animal. A obra também contém cerca de 100 versos sobre o tratamento de cavalos, escrito em um estilo de canção folclórica, listando as doenças dos equídeos que prevaleciam na época e os remédios. As ilustrações são incluídas no final do segundo volume. O manuscrito data da dinastia Ming e foi provavelmente escrito durante o reinado de Longqing (1567-1572).