26 de janeiro de 2012

Nanquim Ilustrada

Este livro foi compilado por Zhu Zhifan, da Dinastia Ming. Através dos tempos, os famosos locais de Jinling (Nanjing) eram chamados de "Oito Vistas" ou "Dezesseis Vistas". Zhifan ampliou essa lista para fazer 40 cenas, cujas pinturas foram feitas por Lu Shoubai(a quadragéssima cena tem um colofão de Lu Shoubai). Zhifan organizou as cenas com poemas e relatos das mudanças pelas quais os locais passaram, escritos em sua própria caligrafia, e imprimiu a compilação toda. No final, há poemas de Du Shiquan que se harmonizam com os poemas das pinturas; estes poemas estão escritos, também, com a letra de Zhifan. Há dois suplementos: Jinling guijn tu kao (Informações sobre ilustrações de Jinling, nos tempos antigos e modernos), de Chen Yi, e Jinling yayou bian (Excursões Elegantes em Jinling), com colofões poéticos de Yu Menglin e poemas de Jiao Hong Zhu Zhifan. Estes estão, também, escritos com a letra de Zhifan e entalhados sob suas ordens. Zhifan aposentou-se para uma vida isolada em Jinling e dedicou-se a desfrutar das montanhas, rios, encontros literários e festividades, bem como a trocar poemas com Jiao Hong, Gu Qiyuan e outros.

Um Estudo Completo da Cítara Chinesa

Este livro inclui, tanto uma pesquisa sobre música chinesa, quanto uma completa e detalhada marginália. Embora o livro esteja danificado, permanece valioso. A nota introdutória sobre a utilização do livro registra seu conteúdo, incluindo uma pesquisa detalhada sobre as origens das notas e tons; as normas completas para a construção de uma cítara de chão (qin); uma compilação das teorias de musicólogos; uma compilação de sumários de técnicas de posicionamento dos dedos; uma comparação rigorosa de músicas que foram transmitidas através das gerações ou recuperadas, com um detalhado agrupamento de medidas e linhas ; dissertações de especialistas editadas e documentação das fontes.

Anotações em Mapas

Lê-se, na inscrição original deste trabalho: "Compilado por Li Rihua de Jiahe; suplementado por Lu Zhongmin de Qianjiang; e editado por Qian Weiqi de Gulin." Si ku quan shu zong mu (Catálogo geral da coleção imperial Siku) registra três trabalhos de Li Rihua, mas não este título, o que leva à conclusão de que Li pode não ter sido seu autor. Contudo, os prefácios de vários outros trabalhos de referência afirmam que Li Rihua foi o autor deste trabalho e que o mesmo foi editado e suplementado por Lu Zhongmin e Qian Weiqi. Um de tais prefácios foi escrito por Li Zhaoheng, filho de Li Rihua. De acordo com a biografia de Li Rihua em Ming shi (História Ming), durante os períodos Wanli (1573-1620) e Tianqi (1621-1627), o nome de Li Rihua igualava-se com os de Wang Weijian e Dong Qichang, dois homens de conhecimentos enciclopédicos. Como os homens literários da Dinastia Ming tinham uma tendência à vaidade, o filho de Li pode ter concordado em atribuir este trabalho a seu pai para sustentar a reputação de Lu Zhongmin e Qian Weiqi, que podem ter sido seus verdadeiros autores. O conteúdo do livro é semelhante aos do Yu tu bei kao (Notas de referência em mapas), de Pan Guangzu, e do Di tu zong yao (Resumos em mapas), de Wu Xueyan, o primeiro bem detalhado, e o último contendo uma infinidade de materiais mas escrito em linguagem simples. Este trabalho, entretanto, possivelmente usando Yu tu bei kao como modelo, fornece pouca informação em um texto muito longo.

Mapa de Taiwan e das Ilhas Pescadores

Este mapa é uma visão panorâmica da ilha de Taiwan e das Ilhas Pescadores com relevo mostrado pictoricamente , como se vistos de leste a oeste, de forma que os picos mostrados convergem em direções opostas ao longo da linha axial note-sul. O mapa está orientado com o norte para a direita. A costa de Taiwan é notavelmente precisa. O mapa mostra duas cidades principais, Taiwan e Taipei, e 12 sedes de condado, com um texto descrevendo as distâncias entre os assentamentos importantes, a geografia geral das ilhas, e as medidas propostas para uma defesa eficaz. O mapa foi concebido e desenhado por Li Liankun, um prefeito da província de Fujian, como um memorando administrativo encaminhado para o governador da província. Taipei, como uma cidade prefeitura, e quatro condados que foram criados no primeiro ano de governo do imperador Guangxu (1875) aparecem, porém a subprefeitura Pulishe não aparece, sugerindo que o mapa provavelmente foi desenhado após o oitavo ano de governo de Guangxu (1882). O mapa foi comprado por Arthur William Hummel (1884-1975), um sinólogo e missionário americano na China que, de 1928 a 1954, foi o primeiro chefe da Divisão Oriental (predecessora da Divisão Asiática), na Biblioteca do Congresso.

27 de janeiro de 2012

Mapa da Costa da China

Este mapa da costa da China é um dos vários mapas da Biblioteca do Congresso. O mapa é similar, em conteúdo e forma, aos seis mapas em Hai quo wen jian lu (Relatos de testemunhas das regiões costeiras) de Chen Luntong, feito em 1730. A nomenclatura usada em vários nomes de lugares e outros detalhes, sugere que este mapa seja datado de 1787 - 1820. Um texto introdutório afirma que ele foi compilado no interesse da defesa costeira. O mapa de pergaminho contém centenas de nomes de lugares e deve ser lido da direita para a esquerda. Notas intercaladas com intervalos irregulares nas rotas e roteiros marítimos. As distâncias são dadas em Li, uma medida que mudou de comprimento ao longo do tempo. A qualidade da caligrafia e da cartografia sugere que o mapa tenha sido feito para o imperador. Aqui é mostrada a foz de Zhu Jiang (Rio Pérola) e a área de Macau. O texto relata: "A região costeira de Xing Hui e Hu Men na província de Cantão consiste em um importante ponto estratégico, ao qual deve ser dada atenção suficiente à sua defesa. Esta região é fortemente infestada de foras da lei no interior do rio e piratas no mar que possuem livre acesso de navegação. Ela também compartilha uma fronteira com Macau, onde barcos e navios estrangeiros visitam frequentemente. Estes navios estrangeiros devem ser sempre vigiados. Macau é o mais antigo assentamento europeu na Ásia, criado em 1557 pelos Portugueses, que na época dominavam o comércio europeu com a Ásia.

Poemas do Imperador Kangxi sobre os Trinta e Seis Pontos Cênicos de Bi Shan Zhuang, Estância Imperial de Verão

Bi shu shan zhuang é o maior jardim de palácio imperial da China. Situado em Rehe (atualmente Chengde, na província de Hebei) no vale de um rio rodeado por montanhas ao oeste, norte e leste, a vila é composta pelos salões palacianos, lagos, planícies e montanhas. A construção do complexo perdurou por muitos anos, tendo começado em 1703 sob o reinado do Imperador Kangxi (1654-1722). Por ocasião da conclusão do complexo do palácio principal, em 1711, Kangxi conferiu o título de Bi shu shan zhuang (Vila de Verão da Montanha) à vila, e selecionou 36 pontos turísticos e compôs um poema para cada local. Este trabalho contém os poemas do imperador, com ilustrações requintadas executadas pelo pintor da corte, Shen Yu. O trabalho foi publicado no ano 51 (1712) do reinado de Kangxi, com anotações de Kuixi, Li Tingyi, e outros, por determinação do imperador. Inclui também um prefácio pelo imperador. Kangxi, bem como os subsequentes imperadores Qing, passaram a maior parte do ano em Bi shu shan zhuang. Kangxi, que subiu ao trono em 1662, aos sete anos de idade, e reinou por 61 anos, até sua morte em 1722, é considerado um dos maiores imperadores da China, e o que por mais tempo reinou. Em 1994, a Vila de Verão da Montanha foi designada Patrimônio Mundial da UNESCO.