A História da Pérsia

O Capitão John Stevens (falecido em 1726), que publicou este livro em 1715, foi um tradutor prolífico e um embelezador das obras de história e geografia em espanhol e português. Em seu prefácio, Stevens explicou: "A Pérsia é, neste momento, e tem sido por várias eras, uma das grandes monarquias orientais, e no entanto, os Relatos que temos dela em inglês, não passam de fragmentos.'' O livro é uma tradução de uma obra em espanhol publicada em 1610 por Pedro Teixeira (erroneamente identificado por Stevens como Antonio), um viajante e escritor português sobre o qual pouco se sabe. Algum tempo após 1586, Teixeira viajou para a Goa portuguesa, atualmente Índia. De lá ele foi para a Pérsia, onde aprendeu e dominou a língua persa e adquiriu livros e manuscritos sobre a história do país. O livro de Teixeira era composto por uma síntese e a tradução do Tārīkh-i rawz at al-ṣafā (História dos reis da Pérsia) por Mir Khvānd, Muhammad ibn Khāvandshāh (1433-98), uma tradução resumida de uma crônica persa dos reis de Hurmuz, e um relato de sua própria viagem da Índia para Itália, no período de 1600-01. A obra de Stevens continha muitos erros e imprecisões, mas exerceu um papel importante no sentido de tornar a Pérsia mais conhecida  para os leitores europeus, e particularmente os ingleses, do século XVIII.

Mapa Abrangente das Províncias do Vietnã

Este mapa do Vietnã durante o século XIX, sem data definida, manuscrito a pincel e tinta,   combina características da cartografia tradicional, praticada tanto na China quanto no Vietnã, com alguns elementos ocidentais. Os topônimos e um texto no canto inferior direito seguem a caligrafia clássica chinesa, o sistema de escrita utilizado tanto por acadêmicos chineses quanto vietnamitas. Os elementos tradicionais incluem seu estilo pictórico (montanhas, árvores e estruturas tais como o portão de fronteira entre Vietnã e China), a falta de escala precisa e a ênfase em montanhas e água. Um grande número de montanhas são nomeadas e praticamente toda foz ou estuário de rio é rotulado, refletindo uma visão tradicional vietnamita de suas terras, Non Nước (Montanhas e água). Os aspectos ocidentais incluem a retratação bastante precisa da formação costeira vietnamita no mapa, o rio Mekong e o lago de Tonle Sap no Camboja. Embora não haja um título na frente do mapa, uma etiqueta no verso, em caracteres chineses, é traduzido como "Amplo mapa das províncias do Vietnã" (Vietnã, a província do equilíbrio em sino-vietnamita). O mapa retrata a organização provinciana vietnamita sob o governo Nguyễn, com os nomes das províncias delimitados em vermelho, mas sem qualquer esforço para delimitar os limites provincianos.

Vida e Atividades do Buda Shakyamuni Encarnado

As cores vivas, neste livro chinês, são reminiscentes das imagens em manuscritos medievais europeus. Liu Ruoyu (Dinastia Ming) registra essa edição em seu Neiban jingshu jilue (Resumo do registro das edições imperiais): "Vida e Atividades de Shakyamuni Encarnado: Quatro Volumes, 440 páginas". O livro original, pelo monge Baocheng, da Dinastia Ming, tem seis juan (seções) e é intitulado Shijia rulai lu yinghua lu (Registro dos ensinamentos do assim-vindo Buda Śākyamuni), que indica que o livro foi revisto e combinado com outros textos antes dos blocos de impressão para o mesmo fossem entalhados. No início há um texto, "Um Registro de como o Assim-Vindo Buda Śākyamuni Alcançou o Caminho e Seus Ensinamentos", de Wang Bo (Dinastia Tang). Alguém, de uma geração posterior, inscreveu no livro a frase "por Wang Bo", a qual constitui um erro.

Um Conto de Dois Jardins: Jardim de Damasco, Jardim de Bambu

Eryuan ji (Reuniões em dois Jardins), foi impresso como uma obra composta por Xu Lun quando era governador provincial em Taiyuan, combinando a "Pintura de uma Reunião Elegante no Jardim de Damasco", retratando um encontro com a participação de nove pessoas eminentes , incluindo Yang Rong e Yang Shiqi, e a "Pintura de uma Reunião de Longevidade", retratando a festa de 60 anos para Tu Yong, Zhou Jing, Lü Zhong e outros.

Um Álbum da Minoria Miao

Este livro contém 41 ilustrações, com textos à esquerda e ilustrações à direita. A pintura é meticulosa, a gravação e o desenho, vívidos; as pessoas, realistas; as cores, ricas, mantendo seu frescor após mais de 200 anos. As ilustrações mostram que na região descrita, os chineses Miao, Lao e Han viviam em comunidades mistas e tinham costumes que eram muito diferentes daqueles de outros lugares da China. As ilustrações, organizadas por categoria, fornecem uma imagem da área e do estilo de vida das pessoas em um único álbum.

Registros Biográficos da Família Real Mu

Este trabalho é uma cópia fiel, feita por um pintor do clã de Mu, comissionado por Joseph Rock para reproduzir retratos ancestrais, passados através das gerações. O corpo do trabalho registra o Tusi Mu de Lijiang, em Yunnan, desde a 1ª até a 33ª gerações. Rock (1884-1962) foi um explorador, aventureiro e cientista que nasceu na Áustria e, mais tarde, tornou-se um cidadão dos Estados Unidos. Passou grande parte de sua vida em áreas remotas da China Ocidental, patrocinado, em diferentes épocas, pela National Geographic, pelo Arnold Arboretum da Universidade de Harvard, pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos e pela Universidade do Havaí. Rock contribuiu grandemente para as coleções asiáticas da Biblioteca do Congresso.

Comentários Imperiais Relativos às Ilustrações da Indústria do Algodão

Este livro é composto por pinturas de Fang Guancheng, com ilustrações e texto em páginas opostas. O texto é o mesmo que o do monumento de Fang (sobre a indústria do algodão); as ilustrações são ligeiramente diferentes. O primeiro volume contém oito imagens, de "Plantio" a "Descaroçamento;" o segundo volume contém outras oito imagens, de "Amaciamento do Algodão" a "Branqueamento e Tingimento."

Ilustrações à Tinta da Família Fang

Após os prefácios escritos por vários especialistas, este livro contém passagens de "Tabela de Tintas", de Yuan Fuzheng, "Documentos sobre Tinta", de Wang Daoguan, "Rapsódia em Tinta", de Wang Daohui, e "Tabela das Tintas", de Wang Daokun, todos os quais elogiam o autor, Fang Yulu. No entanto, nenhuma menção é feita a Cheng (Junfang). Isto sugere que, embora o "Jardim das Tintas", de Cheng, ainda não tenha feito sua aparição, a discórdia entre os dois já começara.

Atlas da Coréia com um Mapa-múndi

Este é um atlas que data da Dinastia Ming (1368-1644). Contém 13 mapas, sendo o primeiro um mapa geral da Coréia, seguido por mapas de suas prefeituras. Perto do final, há um mapa-múndi intitulado "Mapa da terra debaixo do céu", que mostra 81 países. O atlas também inclui mapas da China, do Japão e das Ilhas Ryukyu. Os mapas estão colocados no centro de cada página dupla do volume, com textos explicativos nas laterais.

Mapa Completo das Sete Províncias Costeiras

O posfácio para este trabalho indica que o mesmo foi baseado em uma pintura original de Zhou Beitang, posteriormente adquirida por um homem chamado Shao Tinglie, que a publicou, juntamente com dois outros trabalhos, Wusong ko fang yang (Wusong porta para o oceano) e Jiang Dong Sheng xing (Fronteiras naturais a leste do rio), em forma de livro com impressão em xilogravura. O livro retrata as províncias costeiras de Fengtian, Zhili, Shandong, Jiangsu, Zhejiang, Fujian e Guangdong, e áreas perto do porto de Wusong, incluindo Baoshan, Shanghai, o Rio Huangpu e uma pequena seção Ilha Chongming. Inclui, também, duas folhas dobráveis retratando Jiang Dong, que inclui Nanjing, Zhenjiang, parte de Anhui, Rugao, Yangzhou e Yizheng. Originalmente publicado durante o período Daoguang (1821-50), o trabalho passou por seis revisões entre o sétimo ano do reinado Xianfeng (1857) e o décimo ano do reinado Tongzhi (1871). É ricamente decorado com comentários escritos em tinta vermelha. Um dos prefácios é datado de 1843. Esta cópia estava, anteriormente, na coleção de Huang Pengnian (1823-1891), um oficial Qing e pintor, cujos posfácios também estão incluídos.