Ensaios de exercícios do salão de Enfutang

O compilador deste manuscrito, em dois volumes, foi Yinghe (1771-1839), um oficial e escritor manchu, que obteve seu jin shi (doutorado) em 1793. Ele ingressou na Academia Hanlin tornando-se aí um compilador, dois anos depois. Em 1799 ele foi nomeado subchanceler do Grande Secretariado e após um ano tornou-se vice-presidente do Ministério de Ritos. Em 1801 foi-lhe dado o cargo concomitante de ministro da Casa Imperial, onde seu bisavô também serviu. No mesmo ano ele foi transferido para o Ministério da Receita. Em 1804 ele se tornou um grande conselheiro. Em 1829 ele foi destituído de seu posto, sua propriedade foi confiscada e ele foi banido para a província de Heilongjiang, nordeste da China, juntamente com seus dois filhos. Durante o exílio, ele estudou as condições locais em Qiqihar, a capital provincial, e escreveu duas obras sobre a região. Mais tarde, perdoado e autorizado a retornar à capital, ele comprou um jardim nas Montanhas Ocidentais e viveu seus anos restantes. Ele foi postumamente nomeado como um funcionário de terceiro grau. Em seus últimos anos, editou seus próprios escritos, conhecidos coletivamente sob o título de En fu tang quan ji (Coleção completa de obras do salão de Enfutang), dentre os quais encontra-se esta obra. Os ensaios foram escritos no estilo salão de exames. Em 1800-1809, como parte de sua carreira oficial, Yinghe dirigiu dois exames provinciais e dois metropolitanos. Muitos estudiosos e funcionários de renome alcançaram suas posições tendo realizado exames conduzidos por Yinghe, tornando-se seus discípulos. Uma inscrição na capa do volume um, escrito pelo próprio autor, reconhece o professor Li Jing'an como o editor da obra.

O sistema mailo em Buganda: um estudo de caso preliminar na posse de terra africana

A unidade básica do sistema mailo é uma milha quadrada, daí a derivação de mailo, que também é equivalente a 640 acres. O termo é usado em Uganda para descrever um sistema de posse de terra que entrou em vigor quando o reino de Buganda assinou um acordo com o Protetorado de Uganda, administrado pelos britânicos, em 1900. Buganda se estende ao longo da costa noroeste do lago Vitória, no atual centro-sul de Uganda. Esta obra é de Henry W. West, que foi comissário assistente de terras e levantamentos no início da década de 1960 e o maior especialista no sistema mailo na Uganda recém-independente. O livro traça as raízes da posse de terra costumeira na região antes da influência britânica e explica as origens do povo baganda e como a terra tornou-se uma questão delicada, uma vez que os direitos de ocupação camponesa foram ignorados no acordo de 1900. O uso e o controle tradicionais da terra são discutidos em detalhe, com os obutaka (direitos do clã) exercidos por cada chefe de clã e também como o sistema evoluiu desde a época de sua formação até 1927. West analisa os direitos relativos do kabaka (rei) e dos obutongole (chefes) e define os casos em que havia direitos hereditários. Outros temas incluem registro de terras, acordo de títulos, locador e locatário e planejamento das áreas rurais. Os resumos estatísticos abrangem o uso da terra, as informações da população por tribo, gênero e densidade demográfica e a distribuição dos grupos étnicos.

Os langos: uma tribo nilótica de Uganda

Este estudo de 1923 sobre o povo lango do centro-norte da Uganda narra as origens e a história do grupo, que possuía uma forma de governo baseada em chefes de pequenos clãs, em vez de um rei ou chefe superior, antes da chegada do domínio britânico. Jack Herbert Driberg (1888-1946) foi um oficial britânico a serviço do Protetorado de Uganda em 1912-1921 e viveu e trabalhou entre os langos, de quem tinha simpatia e admiração. Ele descreve a etnologia da nação lango, seu ambiente, incluindo a fauna e o clima e as características geográficas do território lango. Este último inclui o rio Moroto, que abriga várias espécies de crocodilos-anões que podiam chegar a quase um metro de comprimento. Driberg também traça as características físicas e psicológicas dos langos. Ele fornece um registro detalhado da vida na aldeia e de suas armas e acessórios, produtos manufaturados, pecuária, agricultura, alimentação, guerra, caça, instrumentos musicais, danças e jogos. Um capítulo sobre a organização social reflete sobre as tradições do nascimento, os nomes dados aos recém-nascidos, as cerimônias de casamento e enterro, a organização política e a herança. A religião, a magia e a feitiçaria dos langos também são discutidas. O estudo contém ainda uma análise de Driberg sobre a língua luo do povo lango e seu dicionário lango-inglês. O livro conclui com uma série de fábulas lango.

Ornamentos da indústria doméstica: o trabalho em metal do camponês ruteno

Vzory promyslu domashnogo vyroby metalevi selian na Rusi (Ornamentos da indústria doméstica: o trabalho em metal do camponês ruteno) faz parte de uma série de livros publicados pelo Museu Industrial de Lviv (atual Ucrânia), com este volume surgindo em 1882. O texto explicativo aparece em polonês, ruteno (o antecessor do moderno idioma ucraniano), alemão e francês e destaca a arte e o gosto estético exibidos em objetos do quotidiano. O foco do livro é o povo hutsuls, proveniente das Montanhas dos Cárpatos, principalmente do oeste e do sudoeste da Ucrânia, mas também do norte da Romênia e do leste da Polônia, que falam um dialeto ruteno e seguem a fé ortodoxa grega ou a católica grega ucraniana. O trabalho minucioso é evidente em suas roupas, esculturas, arquitetura e trabalhos em madeira e em metal (especialmente em latão). As ilustrações mostram artigos de metal decorativos utilizados em joias, roupas, casas e armas. Estes incluem: enfeites de cabelo; pingentes de cruzes, usados com colares e como brincos; outros tipos de brincos e anéis; cintos e fivelas de cintos; cachimbos e acessórios de limpeza de cachimbos; um típico machado de cabo longo com uma cabeça pequena; cabos de espadas e punhais finamente decorados e gravações em armas.