3 de janeiro de 2012

Uma Carta Náutica de Parte da Costa Marítima de Nova Gales do Sul na Costa Leste da Nova Holanda, de Black Head ao Cabo Morton

Este mapa é uma das quatro cartas náuticas manuscritas da primeira viagem de exploração realizada pelo grande capitão James Cook, que, em abril de 1770 fez a primeira delineação clara da costa leste da Austrália. Patrocinada pela Sociedade Real e pela Marinha Real, a expedição tinha vários objetivos. Cook deveria observar e descrever o trânsito de Vênus, elaborar a carta náutica das costas de lugares que visitasse no Pacífico Sul e produzir registros detalhados dos povos, da flora e da fauna vistos por ele. Os patrocinadores da expedição desejavam, também, que Cook encontrasse e reivindicasse para a Grã-Bretanha a terra então conhecida como terra incognita australis. Cook não navegou próximo à costa, exceto em alguns poucos lugares, de forma que a quantidade de detalhes mostrados no mapa variava em virtude da distância do seu navio da costa.

Polotsk. Monumento à Guerra de 1812, na Praça da Catedral perto de Nikolaevsky

No começo do século XX, o fotógrafo russo Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii (1863-1944), usou um processo especial de fotografia colorida para criar um registro visual do Império Russo. Algumas fotografias de Prokudin-Gorskii datam de 1905, mas a maior parte de seu trabalho é do período entre 1909 e 1915 quando, com o apoio do Czar Nicolau II e do Ministério dos Transportes, ele empreendeu extensas viagens por muitas partes diferentes do império.

4 de janeiro de 2012

A Província da Birmânia; Um relatório Elaborado em Nome da Universidade de Chicago

Alleyne Ireland (1871-1951) foi um membro da Sociedade Geográfica Real, em Londres, que, em 1901, foi nomeado pela Universidade de Chicago para chefiar uma comissão para estudar a administração colonial no Extremo Oriente. O primeiro grande projeto de Ireland, publicado em 1907, foi este estudo exaustivo de dois volumes sobre a Birmânia, na época sob domínio britânico como uma província do Império Indiano. O primeiro volume contém uma descrição geral da Birmânia, a história da aquisição da colônia pela Grã-Bretanha, e capítulos sobre o povo, governo, administração geral, administração pública, administração policial, administração judiciária, administração penitenciária e sistema educacional. O segundo volume é dedicado aos assuntos econômicos e administrativos, incluindo a administração financeira, o sistema de impostos sobre a terra, obras públicas, comércio e transporte, e a administração das florestas, cidades, vilas e portos. Vinte e um apêndices fornecem detalhes adicionais, incluindo as estatísticas econômicas e demográficas, os textos de tratados, acordos e relatórios, uma bibliografia e um glossário de palavras indianas e birmaneses. No final do primeiro volume, há um grande mapa dobrável da Birmânia criado pelos cartógrafos de Edinburgh, John Bartholomew & Co.

A Colonização da Indochina

La colonisation de l’Indo-Chine: L’Expérience anglaise (A colonização da Indochina: a experiência inglesa) é um estudo de caso de 1892 sobre a experiência colonial britânica na Ásia e suas lições para a França na administração da Indochina Francesa (atual Camboja, Laos e Vietnã). O autor, ensaísta francês influente e teórico colonial, Joseph Chailley-Bert (1854-1928), foi um ardente defensor da reforma das práticas de colonização da França e das estratégias de governo, que ele argumentava que eram deficientes tanto na concepção e execução, e pela necessidade de se recorrer às experiências bem sucedidas dos poderes coloniais britânicos e outros. A primeira parte do livro é dedicada à colônia britânica de Hong Kong, com capítulos que cobrem a penetração inicial e ocupação, desenvolvimento econômico, e métodos de governo e de administração. A segunda é dedicada à colônia da Birmânia e contém capítulos sobre os mesmos temas gerais. Chailley-Bert concluiu que o sucesso colonial era dependente de "colonos bons, boas leis e bons administradores." Seu trabalho provou ter grande influência sobre a política colonial francesa.

5 de janeiro de 2012

Monastério Ascensão-Trindade, Igreja da Ascensão (1704), Vista Sudeste, Solikamsk, Rússia

Esta vista sudeste da Igreja da Trindade (antiga Ascensão), no Monastério Ascensão-Trindade, em Solikamsk, foi tirada em 2000 pelo Dr. William Brumfield, fotógrafo americano e historiador da arquitetura russa, como parte do projeto "Encontro de Fronteiras" da Biblioteca do Congresso. Fundada por volta de 1430, na parte central do Rio Kama, Solikhamsk é uma das mais antigas colônias russas nas Montanhas Ural. Sua riqueza se baseava no sal (daí a primeira parte do seu nome) e outros minerais. O Monastério da Ascensão foi fundado por volta de 1590 por mercadores e camponeses livres. Seus prédios eram feitos de madeira até a construção da Igreja da Ascensão, em 1698-1704. Sua única cúpula e um simples telhado encimam uma estrutura de tijolo caiado que está entre as mais ricamente decoradas da cidade, com elaboradas molduras nas janelas e, também, arcos sustentados por um grande friso. Outros componentes, inclusive um refeitório na parte inferior oeste e a Capela da Anunciação, na fachada sul (ambos visívels aqui), criam um conjunto pitoresco. O Monastério da Ascensão foi fechado em 1764, como parte da reorganização dos monastérios sob Catarina, a Grande. Após um período de transição complexo, foi outra vez dedicada como Monastério Ascensão-Trindade, no final do século XVIII. A alteração do nomeaplicou-se, também, à igreja principal.

11 de janeiro de 2012

Festa Dançante Chichamaya em Zulia

Esta fotografia mostra os povos indígenas do estado de Zulia, na Venezuela, realizando uma dança tradicional. A parte noroeste de Zulia é habitada pelos índios Guajiro, o maior grupo indígena da Venezuela. A fotografia é da coleção da Biblioteca Colombo da Organização dos Estados Americanos (OEA), que inclui 45.000 fotografias ilustrativas da vida e da cultura nas Américas. Muitas das fotografias foram tiradas por importantes fotógrafos em missões da OEA aos países-membros. A OEA foi fundada em abril de 1948, quando 21 países do hemisfério ocidental adotaram o Estatuto da OEA, no qual reafirmavam seu compromisso pela consecução de objetivos comuns e o respeito pela soberania uns dos outros. Desde então, a OEA se expandiu, incluindo as nações do Caribe de língua inglesa, bem como o Canadá. O organização que antecedeu a OEA foi a União Pan-Americana, fundada em 1910 que, por sua vez, originou-se da União Internacional das Repúblicas Americanas, criada durante a Primeira Conferência Internacional dos Estados Americanos, entre 1889-90.